sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Destaques Asa

Aqui fica a lista dos títulos que a Asa lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Outubro.

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A Testemunha da Noite (Kishwar Desai)
Durga tem apenas catorze anos e está demasiado assustada para falar. Ela foi encontrada na mansão onde vivia, rodeada pelos cadáveres dos seus familiares. É a única sobrevivente. A única herdeira de uma imensa fortuna. É também a única suspeita. Simran é assistente social, bebedora inveterada e fumadora compulsiva. Esta mulher pouco convencional é a única esperança de Durga, já que apenas ela acredita que a menina pode ser mais uma das vítimas e não a assassina.

Durga e Simran têm em comum origens privilegiadas num país onde as desigualdades sociais são profundas e a realidade é brutal. À medida que tenta desvendar o mistério daquela noite trágica, a destemida Simran conhece o círculo restrito em que se movimentava a família. De Harpreet, o enigmático tutor de Durga, e a sua mulher desfigurada, à bela Amrinder, a personificação perfeita da alta sociedade, os preconceitos são implacáveis e os segredos são inúmeros. E Simran sabe que não pode descansar enquanto não desvendar toda a verdade…

Um galardoado primeiro romance que penetra no âmago da Índia e da sua luta entre modernidade e tradição.

Maligna (Joanne Harris)
Algo dentro de mim recorda e não esquecerá…
Alice e Joe têm em comum a paixão pela arte - ela é pintora e ele é músico – e, em tempos, estiveram também unidos pelo amor que sentiam um pelo outro. As suas vidas seguiram diferentes rumos, mas o reencontro é inevitável. Joe tem agora uma nova namorada, Ginny, que provoca em Alice uma intensa perturbação. A beleza etérea e singular de Ginny repele-a, e o seu sinistro grupo de amigos atemoriza-a.

Os hábitos estranhos da jovem deixam Alice suficientemente inquieta para levar a cabo uma investigação por conta própria. E o que descobre vai mudar tudo. Ginny tem em seu poder um velho diário que conta a trágica história de amor de Daniel Holmes e Rosemary Virginia Ashley, cujo poder de sedução não conhece limites. Só que Rosemary morreu há meio século… mas o seu magnetismo não está certamente extinto.

À medida que as histórias se entrelaçam, passado e presente fundem-se; Alice apercebe-se de que o seu ódio instintivo em relação à nova namorada de Joe pode não se dever apenas ao ciúme, já que algo em Ginny a arrasta irremediavelmente para um universo de insondável obsessão, vingança, sedução e sangue…


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As Meninas dos Chocolates (Annie Murray)
Edie, Ruby e Janet são amigas e dedicam-se a fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. As suas vidas poderiam ser de sonho, não fossem as atribulações familiares e a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Edie casa muito jovem. A sua fé no futuro é ilimitada mas o destino tem outros planos para ela. Com apenas dezanove anos, Edie enfrenta a guerra sozinha e tomada pela dor após a perda do marido e do filho. Até que uma noite, durante um bombardeamento, uma criança abandonada é deixada ao seu cuidado…

Entretanto, a sua jovial amiga Ruby, apesar do medo de ficar solteirona, acaba por se casar com Frank, desconhecendo o seu carácter temperamental. E há também Janet – inteligente, bondosa e atraída pelos homens errados. Profundamente magoada pela sua última relação amorosa, Janet está convencida de que nunca mais se apaixonará. Mas David, a criança que Edie acolhe, conquista o coração de todos. E quando tem idade suficiente para questionar a sua verdadeira identidade, David vai novamente transformar as suas vidas e proporcionar-lhes algo com que nunca sonharam…

Três mulheres cujas vidas são marcadas pela amizade, a guerra e o amor por uma criança.

As Dez Figuras Negras (Agatha Christie)
Dez desconhecidos que aparentemente nada têm em comum são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo. Nessa mesma noite um deles é assassinado. A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino se encontra entre eles como se prepara para atacar uma e outra vez…

Em Fevereiro de 1972, Agatha Christie escreveu uma carta ao seu editor. Nessa missiva, incluída nesta edição especial, a Rainha do Crime elegeu os dez livros de sua autoria de que mais gostava. As Dez Figuras Negras foi considerado pela autora como um “desafio que lhe trouxe muita satisfação”. Publicado na Grã-Bretanha, em 1939, e nos Estados Unidos, em 1940, seria também adaptado para teatro e cinema.


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O Assassinato de Roger Ackroyd (Agatha Christie)
Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Quando ela é encontrada morta, ele não se conforma com o relatório médico que aponta para suicídio por overdose. Ackroyd desconfia de algo bem mais sinistro e quer encontrar respostas para as inúmeras perguntas que pairam ameaçadoramente no ar. Mas alguém está disposto a impedi-lo. Nem que, para tal, tenha de o matar.

Em Fevereiro de 1972, Agatha Christie escreveu uma carta ao seu editor. Nessa missiva, incluída nesta edição especial, a Rainha do Crime elegeu os dez livros de sua autoria de que mais gostava. O Assassinato de Roger Ackroyd, considerado um «favorito de sempre» pela autora, foi originalmente publicado em 1926 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado para o teatro em 1928, tendo também sido transposto para o cinema em 1931 e para a televisão em 1999.

A Melodia do Amor (Lesley Pearse)
Liverpool, 1893. Os sonhos de Beth são desfeitos quando ela, o irmão Sam e a irmã mais nova, Molly, ficam órfãos. As suas vidas, até então tranquilas e seguras, sofrem uma dramática reviravolta. Para escapar a um futuro de miséria e servidão, Sam e Beth decidem arriscar tudo, atravessar o Atlântico e partir à conquista do sonho americano. Mas Molly é demasiado pequena para os acompanhar e os irmãos vêem-se obrigados a tomar uma decisão que os marcará para sempre: deixá-la em Inglaterra, a cargo de uma família adoptiva. A bordo do navio para Nova Iorque não faltam vigaristas e trapaceiros, mas o talento de Beth com o violino conquista-lhe a alcunha de Cigana, a amizade de Theo, um carismático jogador de cartas, e do perspicaz Jack. Juntos, os jovens vão começar de novo num país onde todos os sonhos são possíveis. Para a romântica Beth, esta será a maior aventura da sua vida. Conseguirá a Cigana voltar a encontrar um verdadeiro lar? Uma história de amor incondicional e coragem sem limites. Um livro irresistível, da autora de Nunca me Esqueças, Procuro-te e Segue o Coração.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Facebook

Olá leitores!

Então, por necessidades de "trabalho" do próprio blogue, agora este encontra-se no Facebook!
Não prometo ser a presença mais regular por lá, nem mesmo a mais interessante. Mas vou tentar acrescentar através do Facebook algo à conversa sobre livros.
Será mais livre, talvez mais brincalhona, eventualmente menos preocupada com a precisão.
Ainda vai demorar até conhecer as ferramentas todas mas vou aprendendo fazendo!
Tenham paciência mas visitem-me...




Entretanto estou a pensar encomendar este livro para me ajudar. A menos, claro, que tenham alguns conselhos para me dar. Fico à espera!


Destaques Dom Quixote

Aqui fica a lista dos títulos que a Dom Quixote vai lançar durante este mês.

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Segredo Oculto em Águas Turvas - Outono (Mons Kallentoft)
Chove torrencialmente sobre Skogsa, a relíquia medieval nos arredores de Linköping, e as grandes gotas caem sobre o corpo que flutua nas águas do fosso que rodeia o castelo. O advogado Jerry Petersson, o novo e rico proprietário, conhecido pelo seu espírito impulsivo e irascível, nunca mais resolverá novos casos. Chamada a investigar o crime, Malin Fors suspeita dos Fagelsjö, uma família aristocrática que, por problemas financeiros, foi forçada a vender a Jerry Petersson a propriedade há séculos na família. Mas seria isso motivo suficiente para o homicídio? Ou será que por detrás dos muitos milhões, das obras de arte valiosas, dos fatos caros e do sucesso nos negócios, Jerry Petersson não era quem parecia?
Nas livrarias a 24 de Outubro.

O Peregrino Secreto (John le Carré)
Derrubado o Muro de Berlim, está aberta a Cortina de Ferro. O Peregrino Secreto é Ned, um agente leal e honesto do período da Guerra Fria, que fez parte dos Serviços Secretos britânicos durante toda a vida. Agora, no final da sua carreira, tem por tarefa formar uma nova geração de espiões. No jantar de fim de curso, é arrastado para uma viagem sentimental através da sua própria vida, desde o recrutamento à iminente aposentação. O resultado é uma deslumbrante série de episódios – em parte cómicos, em parte líricos, em parte trágicos –, cada um deles constituindo um marco ao longo do percurso deste “peregrino secreto”.
Nas livrarias a 17 de Outubro.


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O filho do desconhecido (Alan Hollighurst)
No final do Verão de 1913, nas vésperas da Grande Guerra, o jovem poeta aristocrata Cecil Valance passa um fim-de-semana em “Dois Acres”, a casa da família do seu amigo e colega de Cambridge, George Sawle. São dias intensos para todos, mas é em Daphne, irmã de George, que o seu impacto será mais duradouro, pois Cecil escreve-lhe um poema que virá a tornar-se num marco para toda uma geração.
Tendo como pano de fundo um século da vida britânica, O Filho do Desconhecido é um retrato envolvente de uma Inglaterra em constante mutação, um romance sobre o poder duradouro do desejo e a forma como o coração cria as suas próprias lendas.

Alan Hollinghurst estará em Lisboa, de 14 a 16 de Novembro, para promover este seu mais recente romance, que, recorde-se, foi nomeado para o Man Booker Prize 2011.
Nas livrarias a 30 de Outubro.

Némesis (Philip Roth)
No “calor demolidor da Newark equatorial” grassa uma epidemia aterradora que ameaça de mutilação, paralisia, incapacidade irreversível e mesmo de morte as crianças de Nova Jérsia. É este o tema surpreendente e lancinante do novo livro de Philip Roth: uma epidemia de poliomielite em tempo de guerra, no Verão de 1944, e o efeito que tem sobre uma comunidade de Newark, coesa e assente nos valores da família, e nomeadamente sobre as suas crianças.
Nas livrarias a 10 de Outubro.



A menina é filha de quem? (Rita Ferro)

A autora ficciona as suas memórias pessoais num romance intimista onde conta as suas origens e a sua história familiar. A viagem começa nos anos 50 e atravessa uma época de obediência em que, apesar do meio artístico em que cresceu, a originalidade não é encorajada. As pessoas que povoam o seu imaginário são conhecidas: Fernanda de Castro, António Ferro, António Quadros, Ruben A., Almada Negreiros, Natália Correia, Ary dos Santos, David Mourão-Ferreira e até Fernando Pessoa.

Este não é um romance de Rita Ferro, é o romance de Rita Ferro.
Nas livrarias a 17 de Outubro.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Um Ano à Beira-Mar (Joan Anderson)

Publicada pela Clube de Autor, a obra de Joan Anderson relata a história autobiográfica da autora ao longo de um ano em que esta decidiu afastar-se do marido e ir viver sozinha numa casa junto ao mar, numa viagem de auto-descoberta.
A viagem da autora começa quando o seu marido lhe comunica que por motivos profissionais terão de ir morar para outro local. Com os filhos fora de casa, a autora apercebe-se de que esta viagem, para ela, não faz qualquer tipo de sentido e decide retirar-se para uma casa na praia para se reencontrar a si própria.
Ao longo desse ano a autora pondera e analisa as suas decisões de vida chegando quase sempre à conclusão de que os seus sonhos foram sendo colocados de lado em prol de uma família e que chegado aquele momento, pouco lhe resta dela própria: os filhos tornaram-se autónomos, o marido segue a sua carreira e sonhos e ela sente que abdicou dos seus ideais para que outros os realizassem. Para mostrar, tem uma casa vazia, um espírito conformado e estagnado e um casamento monótono e sem a chama de outros tempos.
Ao embarcar na viagem de auto-descoberta, a autora progressivamente reencontra-se, reconstrói-se como a areia da praia atingida pelas marés e, tal como as ondas do mar, encontra novas forças, novos alentos e novas experiências. Tal como os descobridores de há 500 anos, também a autora têm o mar como referência constante para encontrar novos rumos. Na nau à deriva da sua vida, é justamente próximo do mar que encontra novos rumos e novos territórios a explorar.
De referir que ao longo do livro, a autora raramente se vitimiza. Fala das suas escolhas de uma forma natural e sem preconceitos, abordando-os de escolhas que fez porque na altura dificilmente poderia ter feito de outra forma.
Deste livro sai toda uma mensagem de esperança, de uma mulher que teve a coragem de cortar com o passado (aparentemente) confortável, capaz de inspirar outros (as) às mudanças necessárias.
No entanto, isto remete-nos para a eterna questão do que é preciso para mudar. De facto, a autora conseguiu mudar a sua vida através de um ano de isolamento e de ter tido uma espécie de “click” que a fez querer mudar os seus padrões. Mas será que todos teremos dentro de nós essa capacidade? Mais ainda, a capacidade de tendo a consciência do que é necessário, ter a força e os recursos para fazer de facto acontecer a mudança?
Se o leitor espera um livro que miraculosamente mude a sua vida, dificilmente este será o livro certo (se é que há algum). Se por outro lado este livro puder inspirar à mudança (e apenas inspirar) então seja bem-vindo ao som das ondas e à espuma dos dias.



Autor: Joan Anderson


Editora: Noites Brancas


Páginas: 220


Género: Testemunho

Destaques Chiado Editora

Aqui fica a lista dos últimos títulos lançados pela Chiado Editora.

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Do Cacine ao Cumbijã (Guilherme da Costa Ganança)
As acções ocorreram, realmente, no espaço e no tempo da narrativa. A acção decorre desde Outubro de 1967 a Março de 1968 e transporta um jovem de 22 anos para um ambiente repleto de incertezas, audácia e desespero, nas matas da Guiné. São as memórias de um alferes, salpicadas de momentos de pura ficção. É o desenrolar de sentimentos e emoções.

Juventude e generosidade, medo e coragem, dor e amor, tragédia e sobrevivência misturam-se numa exótica amálgama com o bálsamo das amizades e uma inveterada cultura da auto-estima. Paisagens, ambientes e interacção com as tradições e gentes locais povoam a narrativa.

A marca do tempo, que custa tanto a passar, é mitigada com nostálgicas recordações e ilusórios propósitos de vida. Na miragem, os «devaneios» adoçam-se com o carinho de uma geração generosa de «madrinhas de guerra». Gabriel despede-se da sua cidade, da sua família e dos amigos e é levado a mergulhar nas teias da guerra. Valoriza o rigor e o saber, como os melhores aliados da «sorte». Os «tempos livres» revelam-se marcantes para a concretização dos seus próprios desígnios.

Violeta Foi para o Céu (Ángel Parra)
O disparo deve ter-se ouvido ao longe. Ou talvez não. A pistola era de baixo calibre. O drástico fim de todos os seus tormentos. Drástico. Como ela gostava das coisas.

Através desse pequeno orifício esvaiu-se a sua vida. E com ela, os pássaros azuis e vermelhos, disse Atahualpa, o meu velho mestre; já não havia mais espaço para eles na sua alma. Através desse pequeno orifício ficou para a história. Como sempre, a recalcada história de que os artistas devem morrer para ser plenamente reconhecidos.

Mãe fundadora de povos, muito moderna para o seu tempo, em permanente progresso e movimento. Os homens temiam essa força avassaladora com que transitou pela vida. Por esta razão protelavam, aproveitavam-se e mentiam-lhe. Obstruíam-lhe o caminho com dificuldades porque ela era livre, ousada, corajosa. Insolente, é certo, com aqueles que o mereciam.

Na minha memória está guardado, como um tesouro enterrado noutros tempos, o que quero contar. Simplesmente vivências e recordações. Momentos de privilégio da mão da minha mãe, em tanto filho homem. Único. As declarações de amor são válidas no momento em que se oferecem. Estas são as minhas.
Ángel Parra

O Porto de Villas-Boas (Filipe Vieira de Sá)
Que movimentos e comportamentos tácticos caracterizaram o Porto 2010/2011? Que enquadramento táctico tiveram os jogos mais decisivos da época?

As respostas a estas e outras perguntas, numa análise detalhada e centrada no lado táctico de uma equipa que, pela qualidade e sucesso atingidos, justificou as maiores atenções de todos aqueles que gostam de futebol.


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Memórias de Um Liberto (Ilda Coelho)
Estas são as memórias sobre uma mulher fascinante, maravilhosamente livre, vivendo de um modo irrepetível, uma vida simultaneamente sublime e cruel. Hipácia é a mulher ccaleidoscópica que nos conduz através de outros tempos, rasgando os universos do conhecimento, tecendo teias de paixão e de silêncios, de encontros e desencontros.

A escrita ficcional emerge aqui, não apenas com a função de fruição através de uma narrativa solidamente estruturada, numa linearidade fluente e desenvolta, mas também, como registo de memória privilegiada, que se indigna face ao absurdo da violência e da intolerância geradas por situações limite. Situações essas com que, paradoxalmente, tantos séculos passados, o mundo de hoje continua, quotidianamente, a ser confrontado. Este é um romance que entretece na sua trama a mítica cidade de Alexandria, as ressonâncias do saber, o sopro da morte e que fluirá, sem dúvida, no rio de memória do leitor.

Anti-Lolita (Carlos Belindro)
A primeira noite de amor, que ambiente tão pesado... tantos receios sinto embora sôfrego a dispa e lhe beije o corpo todo sem qualquer inibição. Rebolamos sob um eixo forjado pelo magnetismo da nossa atracção e o calor da paixão é alimentado a uma esperança de que tudo corra bem. Beijo-a e sinto que estou a fazer a coisa certa, beijo-a e não há qualquer hiato para uma dúvida, para uma incerteza, para um desassossego, beijo-a e não temo... Mas os beijos para meu desespero revelam-se curtos e ela parece querer poupar a sua boca carnuda que me enlouquece, que sabe tão bem... tento prolongá.los mas não consigo. «Os meus demónios gritam e em silêncio irrito-me, apetece-me fixar-lhe violentamente a cabeça entre as minhas mãos para a poder beijar à minha maneira.» Mexo-lhe nos seios demasiado perfeitos e ela fica mais à vontade. Os ossos da sua bacia surpreenderam-me, nunca havia tocado em nada parecido, nunca imaginei que pudessem ser tão salientes no bom sentido. Nada de aberrante ali havia, era a normalidade perfeita que eu nunca pensei que me interessasse, mas ao possuí-la, senti-me bem, completo, forte. Enquanto a penetrava e a ouvia em surdina a pedir-me coisas, até de mim começava a gostar: olhava os meus braços suados, com músculos que se destacavam e sobressaiam com aquela meia-luz que ela havia escolhido para nos alumiar a paixão intensa que ali se vivia. Parece que ainda lhe toco...

Os Homens (Ana Maria de Vasconcelos)
Não quer dizer que não gostasse de me apaixonar novamente, mas pelo homem certo. Em todos os sentidos, e sei que só sou capaz de me apaixonar por quem estiver apaixonadíssimo por mim. Acho que era isso que podia acontecer com o A., paixão de parte a parte, por isso é que tivemos de deixar de nos ver. Por mais voltas que dê, é sempre lá que vou parar, e ele, apesar de bem casado, também não pode estar em contacto comigo pois eu deixo uma marca profunda nele. Eu disse-lhe que fingia que gostava dele. Mas não fingia, era tudo verdade. Mais um passo, mais uma troca de sentimentos e estávamos os dois perdidinhos um pelo outro com uma força doida. Eu disse-lhe que era a fingir, mas estivemos os dois mais na cama um com o outro assim, com essa troca de palavras, do que se realmente tivéssemos estado. Os amores só de cama, só de corpo, são muito menos sérios e violentos do que assim, de espírito, com este envolvimento e entendimento quase sem palavras, que tivemos um com outro. Se eu tivesse procedido de outra forma, se tivesse exigido, procurado, reclamado, teria-me afastado dele, mas assim, sei que fiquei, e gosto disso.


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Memórias de um Caçador de Vampiros (Ardo Antas)
Numa época de luzes em que os seres sobrenaturais são pouco mais do que personagens de ficção para os que nunca com eles se cruzaram, um estranho símbolo foi visto gravado numa Harley Davidson. O símbolo de um grupo de pessoas que declarou guerra a um dos mais antigos mitos da civilização: as criaturas com dentes de sabre e olhar a sangrar, popularmente conhecidos como "vampiros". Mas afinal, o que são eles? De onde vêem? Quais as suas origens? Quais os seus intentos? E, sobretudo, como se combatem? Rick Chambers sabe responder a esta última questão e, quanto às outras, tem fortes suspeitas que partilha nos seus diários de caçador de vampiros. Mas quem é, na verdade, o homem de calças de ganga e botas de cowboy que se desloca numa Harley Davidson em diversos locais com acontecimentos inexplicáveis? O que sabe ele que as restantes pessoas parecem ignorar? Aqui fica a sua visão original do mundo e de duas das espécies que o habitam.

Fazendo Nada, Defendendo Coisa Nenhuma (Júlio Pereira)
Patrick O'Malley, um aventureiro internacional, preso em Marrocos de posso de um mapa secreto indicando a existência de uma jazida de petróleo no Saara Ocidental, inicia uma fuga aventurosa que o conduz, através do deserto, até aos campos de refugiados de Tindouf, na Argélia, onde toma contacto com as condições de vida dessas populações.

Aí, trava amizade com Américo Borralho, um português ao serviço do Biafra, apoiando a força aérea daquele efémero país, o qual vem a saber que O'Malley persegue ainda o sonho de encontrar a esposa e o filho, abandonados à sua sorte na precipitação final daquela guerra.

Ao longo das páginas deste livro, que combina a realidade com a ficção, o leitor vai conhecendo a história do Saara Ocidental, desvendando as peripécias por que Borralho passou no Biafra e as condições em que O'Malley se viu envolvido numa conspiração internacional para derrubar o presidente de Angola. Ao mesmo tempo assiste à disputa pela jazida de petróleo e ao surgir, nas areias do deserto, de uma cidade protegida por militares que, na realidade, como se verá, ali estão fazendo nada e defendendo coisa nenhuma.

Chegará O'Malley a encontrar a esposa e o filho? Conseguirá Bachir dar visibilidade à lua do seu povo? São questões que intrigarão o leitor até ao final.

Diários de um Globe Troter (José Gaia)
Viver o Mundo, viajá-lo e conhecê-lo: Tenho-o feito pelos destinos e rotas que maior interesse ou desafio me despertam, possuindo uma carteira, nunca fechada, de vastas e variadas aventuras viajadas pelas Américas e Áfricas. Dos relatos reais destas aventuras e viagens, escolhi o 1.º - Colúmbia Britânica, e o 2.º - Seychelles para constituirem este primeiro volume dos meus "Diários de um Globe Trotter".

O volume seguinte, e a realidade dos mesmos "Diários", integrará os relatos da viagem ao Sul do Louisiana e dos Safaris pelo Kenya. Para logo depois relatar outras aventuras, descobertas e destinos vividos: Florida, Namíbia, Venezuela, Chicago, Argentina...


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A Europa era Mesmo Assim (JM e NS)
Ao longo desta viagem, é possível acompanhar o ritmo e o batimento cardíaco de dois jovens à descoberta da Europa... Ambos sedentos de novidades, envolvem-se em inúmeras peripécias, reveladoras de toda a inocência e espanto de quem faz pela primeira vez... A cadência de viagem é facilmente absorvida e as circunstâncias levam a situações limite, ilustradas por opiniões simples e sinceras acerca de tudo e todos: os povos, os transportes, os países, o pão, o leite, a roupa, a polícia, os ladrões, a simpatia, a beleza, o cheiro... tudo isto de forma crua e sem filtros...

"Parece que estamos a ler uma conversa de café" "Descobri mais neste livro do que em muitas viagens que fiz... é que as coisas são mesmo assim" "Uma panóplia de sentires que exaltam o nosso mais recôndito "eu" burguês a querer largar o livro e o sofá e transformar-nos num eterno errante" "O relato imperdível da viagem que nunca fiz" "A transparência e ingenuidade de todo o livro são espantosas, nunca tinha viajado tanto em tão pouco tempo".

O Político X (Luís Ferreira)
Marinha era uma ilha com autonomia em relação à república de Miranda. O seu presidente, astuto e autocrata, tentava controlar tudo e todos, mas era venerado por quase todos os habitantes daquela terra. Do outro lado do mar, o primeiro ministro da República de Miranda era um homem obstinado e megalómano que também fazia tudo para controlar tudo e todos. O seu delírio persecutório atingiu o ponto de fazer aprovar em Conselho de Ministros uma lei de Fianças Regionais que reduzia drasticamente o dinheiro a transferir para a Marinha, a pretexto da redução da despesa pública.

A desconfiança entre os dois políticos estabeleceu-se ao ponto de prejudicar o progresso da Marinha. Ao ler este livro, poderá reflectir sobre a actividade dos políticos em Portugal e no mundo actual; a ligação obscura e intencional entre os políticos e determinados grupos económicos e financeiros; as medidas repressivas que impõem com o objectivo de esmagar as populações e o tremendo sofrimento que impõem à maior parte das pessoas.

Genealogia dos Conceitos em Educação de Adultos (Rosanna Barros)
A educação de adultos vem assumindo uma crescente centralidade nos debates teórico e político sobre a educação, ao mesmo tempo que se afirma, de um modo heterogéneo, como um campo social rico e abrangente. O estudo da educação de adultos exige, pois, a análise das dinâmicas sociais que conduziram à afirmação, como campo autónomo, das práticas educativas que envolvem os adultos. Ora, a abordagem, tanto analítica como programática, deste campo complexo, tem que se suportar na consolidação de um quadro conceptual que há-de suportar, necessariamente, na genealogia dos conceitos que temos vindo a mobilizar neste campo. É esse o importante contributo desta obra de Rosanna Barros. Estamos perante um trabalho cuidado que, reconhecendo o carácter relativo e sempre inacabado de toda a construção teórico-conceptual, nos ajuda a esclarecer conceitos indispensáveis para que se possa avançar nas duas indagações, essenciais, que movem a autora e que nos continuam a desafiar: como se tem feito a educação de adultos?; porquê se tem feito educação de adultos?

Professor Doutor Luís Rothes - Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Numa altura em que a educação de adultos tem no nosso país um relevo jamais visto, fruto de uma aposta política com mais de dez anos, que se traduz na diversidade de ofertas educativas, na quantidade de adultos que a elas ocorrem, na diversidade e número de "profissionais" que no terreno nela trabalham e também no interesse científico cada vez maior por esta área educativa, é de toda a pertinência o esclarecimento de alguns conceitos que, por vezes, se usam indiferenciada e confusamente neste campo de prática e investigação. Ora este livro, ao tratar de forma rigorosa, assente numa revisão da literatura profunda, de uma série de conceitos e temáticas de extrema importância, tais como adultos e adultez, aprendizagem nos adultos e aprendizagem experiencial, educação de adultos, educação permanente e aprendizagem ao longo da vida, entre outros, contribui decisivamente para esse esclarecimento. Por isso, esta é uma obra muito valiosa e útil para investigadores, "profissionais" e estudantes da educação de adultos.

Professor Doutor Armando Loureiro - Departamento de Educação e Psicologia de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro


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Portugal: Que Futuro? (Jorge Varela Palhas)
Não acredito num ressurgir do país apenas com os que cá estão mas, se factos inesperados e grades, vierem a fazer regressar os emigrantes e provocarem ao mesmo tempo uma onda de milhões de refugiados que venha a desaguar no nosso país, aí sim vejo futuro. Na Austrália, aos residentes, não lhes chamam tal mas «new australians»: novos Australianos. Acredito que um dia venha a haver uma dúzia de milhões de «novos portugueses». Temos espaço para tal visto que a Holanda, apenas para citar um exemplo, tem um terço do nosso território e 15 milhões de habitantes. Só o Alentejo é maior que todo o estado de Israel! Se chegarem esses milhões de novos portugueses, então sim, será o princípio do QUINTO IMPÉRIO!

Duas Espadas e Um Arco (Joana Silva)
Já ouviste falar de feiticeiros que não usam varinhas? Que saltam no tempo e no espaço? E que são imortais? A Raquel, a Sara e a Alice também nunca tinham ouvido falar! Mas descobriram que embora os humanos não os vejam, não quer dizer que não existam!

Esta é a história de três amigas desta era, deste tempo, deste século, que viajaram para trás no tempo, encontrando o seu futuro no passado e vivendo aventuras impossíveis de viver neste mundo tal como o conheces.

Governo Sombra (Casimiro Teixeira)
Um thriller de conspirações políticas que retrata as vidas paralelas de dois homens; Um, desempregado, com ambições de ser escritor: desistiu da vida e da procura da felicidade, reencontrando-a ao receber uma estranha mensagem de uma amiga, que lhe encomenda a escrita de um livro sobre a sua vida, conduzindo-o numa viagem obsessiva por uma realidade ficcionada sobre um Portugal secreto e sinistro desconhecido por muitos.

O outro, um político empossado à força por um caciquismo familiar. Professor de história por paixão, torna-se secretário de estado por complacência dos interesses do falecido pai. Embarcam numa odisseia mirabolante de enganos e descobertas, na busca da confirmação da existência de uma ordem secreta, os Alquimistas, cujo plano efetivo para o nosso país, consiste no controlo absoluto do seu governo, e no domínio total da vontade dos seus cidadãos.

De Nova Iorque a Bruxelas, e por diferentes locais em Portugal, um atroz destino os espera, nesta história implacável, que mistura passado e presente, cheia de suspense e completamente imprevisível.


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O Caracol Estrábico (Sebastião Alves)
Xana desistiu por fim de repelir as atenções de um celibatário de meia idade que lhe apareceu na loja. Este não imagina a surpresa que o aguarda... Rodrigo chega a casa angustiado, sabendo que as filhas ficaram sozinhas com a mãe...
Joaquim acorda e descobre que está cego. A sua reacção não é a que seria de esperar... Emigrado em Inglaterra, naturalizado inglês e pouco orgulhoso das suas origens, António tem de deslocar-se à terra onde, certo dia por engano, a cegonha o depositou. O velho professor tenta assegurar-se de que está vivo.

Um pai extraviado telefona à filha dias depois de esta receber a herança. Atormentado pelo reumatismo, há dois anos que o velho caçador não pega numa espingarda. Mas no dia do seu nonagésimo aniversário... Vendo a bandeira a meia haste, o presidente do Instituto pergunta quem morreu... Uma esforçada pintora tenta gerir a relação com a sua talentosa mãe. O que poderá impedir um sem-abrigo de atingir a glória? Num lar de terceira idade, a amizade entre um surdo e um mudo é perturbada pela chegada de uma enigmática mulher. Um jovem cientista tem uma inspiração que pode revolucionar a Física Teórica.

Infelizmente, como a História não se cansa de demonstrar, os verdadeiros génios não são apenas uns incompreendidos, são uma raça a abater.

Os Filhos de Lúcifer (Celso Machado)
Quando Lúcifer é condenado por Deus a vaguear por entre a humanidade, jura vingar-se, diluindo nela o seu próprio sangue. Agora, uma guerra contínua entre anjos celestiais e anjos caídos é alimentada pelo ódio. Liana vê-se imersa nessa disputa e é forçada a aceitar todas as vantagens e desvantagens que pressupõe ser uma filha de Lúcifer. Com a ajuda de Amélia, consegue escapar das garras do arcanjo Haziel e aprende a despertar poderes latentes, entranhados no seu espírito. No entanto, todo o seu novo mundo se desmorona, devido a auma tragédia provocada por ela, que nunca desejou que acontecesse...

Felicidade Perdida (Teresa Duarte)
No auge da sua vida, no momento em que se sentia preparada para agarrar a felicidade que todos procuramos, surge, de forma inesperada, o terrível diagnóstico de cancro da mama. Uma palavra que até então não conseguia pronunciar e que agora a empurrava para a morte.

Nestas páginas, são relatados os tratamentos a que teve de se submeter para se manter viva, as privações que esta doença lhe trouxe e as dificuldades que tem sentido no processo de reconstrução mamária que ainda não terminou.

Apesar de tudo, acredita que ainda pode ser feliz e que, de algum modo e em algum momento, irá recuperar a felicidade perdida no dia em que lhe retiraram a mama.


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Frederico Garcia ou Existência Acabada (J. M. Courinha)
"Frederico Garcia ou Existência Inacabada" conta a história de três amigos da província, das suas vidas, dos seus percursos distintos e fundamentalmente de três naturezas divergentes. Através dos olhos de Frederico podemos avaliar várias formas de percepcionar a existência de cada um, as suas tristezas, alegrias, objectivos, segredos, sonhos e vícios secretos. A obra pretende ser uma experiência libertadora, pretende mostrar ao leitor que não está amarrado a absolutamente nada, que é dono das suas acções, dos seus mais íntimos devaneios, das suas ideais mais dementes.

Desejo a todos uma autonomia de espírito tão magnífica quanto a do jovem Frederico.

Sargos para o Jantar (António Tapadinhas)
Cardoso aterra perto de nós. Diz, ofegante: - Juro que não sonhei. Acordei com uma luz a encadear-me os olhos. Logo que me levantei, as luzes voaram em direcção ao sul. Vocês virão, não viram? Alguém me explica o que se passou? - Podemos tentar excluir o que não foi - disse eu. - O que sobrar é a verdade.

Um pouco à nossa frente, a terra acaba... e o mar não começa. Algumas dezenas de metros mais abaixo, do fundo da falésia cortada a pique, chegava o som da pulsação do mar. Primeiro, a onda forma-se, um borbulhar de champanhe que se aproxima rapidamente e que atinge o seu clímax, quando se precipita do alto dos seus três metros e, com um estalo de chicote, castiga a areia e arrasta consigo milhões de partículas que, chocando entre si, fazem ouvir o som de todos os sinos do mundo, tocando ao mesmo tempo.

O Roncar do Bicho (Paulo Pereira)
Após vários anos de sucesso do "non-sense" para "chóninhas"! Eis, que finalmente chegou às livrarias o "non-sense" para adultors. Se fosse possível comparar ao estilo musical "rock", este não seria certamente o "pop chóninhas" nem o "heavy metal badalhoco" é o autêntico e único "hard-rock" da literatura, para pessoas distintas. O único "non-sense" que é carregadinho de "non" desprovido de "sense".

A sátira à nossa sociedade, retratando nosso modo de ver os outros. Numa história repleta de aventura e mulheres nuas. Recentemente galardoado com o prémio "Renova" na categoria da "melhor descoberta depois do papel higiénico" é um autêntico "arrebanha galardões".

MANUAL DE INSTRUÇÕES
1. Na primeira utilização é conveniente seleccionar uma casa-de-banho desprovida de gente, de modo a solucionar a ausência de silêncio.
2. Não atirar as folhas para a sanita, por não ser de papel de degradação rápida.
3. Esvazie a mente e as tripas ao mesmo tempo, de modo a ficar homogéneo.

Ao comprar este livro estará a ajudar a "luta contra a miséria" (a minha...)


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Ilusão e Outros Poemas (Maria Saragaço)
"Muitas leitoras e leitores se identificarão com estes versos, que em tempos de incerteza económica e também de desencontros amorosos são alimento para as almas carentes, que somos todos nós. Conheço a autora há poucos anos, mas os suficientes para a admirar na sua autenticidade, despojamento e alegria, características estas que se encontram também nos seus poemas que agora são partilhados com o público". Amélia Patrício

"Dotada de uma inocência e sensibilidade invulgar nos dias de hoje e com um coração do tamanho do mundo, a Maria, partilha connosco pensamentos, alegrias e tristezas que acompanharam o seu íntimo durante anos. O "Ilusão e outros Poemas" é o resultado disso, e permite a nós, simples leitores envoltos na azáfama do dia-a-dia que nos deixa emocionalmente dormentes, ter a oportunidade de conhecer um lado de todos nós, que tanto fazemos questão de o esconder". Paulo Pinto

"A grandeza da alma não é susceptível de ser adquirida, pois decorre da própria génese de um ser humano. A poetisa Maria, que de forma altruísta me honrou com a sua amizade e dedicação, é um ser que rege a sua conduta por valores que somente aqueles que são grandes os possuem. Ofusca-nos com o brilho da tua alma". Sandra Sousa

"A poesia de Maria é como ela, simples, ingénua, sem sofisticação... A grande surpresa foi descobrir que, debaixo daquele sorriso aberto e jovial, se escondia tanta melancolia e desencanto". Bertina Pinto

"O sonho comanda a vida. A vida é o nosso querer e saber fazer pelos outros. fazer pelos outros é a melhor forma de acabar com a ilusão, com o sentimento de incapacidade, de dependência e de potenciar o ressurgimento da amizade. Com persistência e perseverança conseguirá alcançar aquilo que pretende e acima de tudo é merecedora". Maria Odete Martins

Os Ritmos da Saudade (António J. de Oliveira)
Este compasso que se esvai na comoção do eu ser agitado que se rege pelas memórias, elevando-as ou imortalizando-as em breves jogos de palavras pautados, ora por sorrisos, ora por lágrimas que vão povoando todos estes "Ritmos da Saudade"... nesta breve passagem que é o tempo existencial!...

In Multam Noctem (Fernando Araújo)
"É então que no pretérito faço a minha escolha de não mais avançar, enquanto for dia e a noite insistir em não chegar... De olhos bem abertos vou continuar a desenhar-te na tentativa de pincelar as curvas que fazem do teu ser todo arte."

"Como o latejar incerto de si. Da mesma forma que nunca soube, e nunca vi. Existi. Impossível afirmar que com a palavra menti."



Ditirambos (Ana Monteiro)

NÃO SEI DE QUE MATÉRIA SÃO FEITAS ESTAS PALAVRAS. NÃO SEI QUE PALAVRAS SÃO. MAS HÁ ALGUÉM QUE MAS DIZ COMO SE NÃO FOSSEM MINHAS, OU O FOSSEM, TALVEZ EXCESSIVAMENTE.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Destaques Casa das Letras

Aqui fica a lista dos títulos que a Casa das Letras vai lançar durante o mês de Outubro.

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O Ouro dos Corcundas (Paulo Moreiras)
A guerra entre Absolutistas e Liberais está ao rubro quando Vicente Maria Sarmento retorna a Chão de Couce, após receber a notícia da morte do pai. Mas esse regresso tem um sabor duplamente amargo; em Lisboa, onde viveu os últimos anos, Vicente Maria pertenceu a um bando de salteadores e esteve preso no Limoeiro, donde só saiu por obra e graça dos malhados, que assaltaram a cadeia para libertar os partidários de D. Pedro. Antes de seguir para casa da mãe, para sossego do corpo e do espírito, Vicente Maria dirige-se para a Venda do Negro, acabando a noite nos braços da puta Tomásia, que nunca esqueceu e a quem promete casamento e vida honesta.
Nas livrarias a 17 de Outubro.

A Jesuíta de Lisboa (Titus Müller)
Antero Moreira de Mendonça odeia os jesuítas. Quando em 1755 um terramoto de proporções bíblicas arrasa a cidade de Lisboa e os Jesuítas pregam publicamente a fúria de Deus, o jovem entusiasta das ciências naturais vê chegada a oportunidade de se vingar da Companhia de Jesus. No entanto, Gabriel Malagrida, o líder dos Jesuítas a quem o povo reconhece poderes proféticos, revelar-se-á um opositor à altura. Contando com a ajuda de Leonor, filha de um comerciante alemão, Antero irá conseguir escapar ao cadafalso e à masmorra. Aquilo que Antero desconhece é que Leonor se conta entre os fiéis seguidores da ordem jesuíta. Que partido acabará o coração de Leonor por tomar? O de Antero ou o dos seus correligionários jesuítas?

Titus Müller estará em Lisboa, dias 24 e 25 de Outubro, para promover este seu livro.
Nas livrarias a 10 de Outubro.


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Mulheres de Ditadores (Diane Ducret)
Chamavam-se Inessa, Clara, Nadia, Magda, Felismina, Jiang Qing, Elena, Catherine… E eles Lenine, Mussolini, Estaline, Hitler, Salazar, Mao, Ceausescu, Bokassa.

Diane Ducret relata em detalhe os momentos, as estratégias de sedução, os casos amorosos, as intervenções políticas e os destinos diversos, ocasionalmente trágicos, das mulheres que cruzaram o caminho ou passaram pelo leito dos ditadores.
Nas livrarias a 10 de Outubro.

Citações e Pensamentos de Bocage (Paulo Silva)
Bocage foi o grande mestre da expressividade poética, construindo uma obra onde coloca a fluência e a clareza da prosa ao serviço da poesia. Poeta de grandes explosões e convulsões, consegue como nenhum outro a perfeita ressonância dos sentimentos num harmonioso equilíbrio de escrita, resultando em expressões dramaticamente apaixonadas e um espírito sempre no limite da emoção.

As citações, os textos temáticos e os sonetos reunidos neste livro traduzem os muitos momentos expressivos deste grande poeta.
Nas livrarias a 17 de Outubro.



Voo Nocturno e Correio do Sul (Antoine de Saint-Exúpery)

Voo Noturno descreve-nos a trágica aventura de um pioneiro do ar e em Correio do Sul as memórias do aviador, entrelaçadas com uma intriga internacional, dão-nos a conhecer o homem por detrás do herói.
Nas livrarias a 24 de Outubro.

Fogo (Kristin Cashore)

Esta obra de Kristin Cashore é a segunda contextualizada nos Sete Reinos, tal como o primeiro livro Graceling. De facto, Fogo pode ser considerado como uma prequela a Graceling, publicado em 2008.
Fogo é bela e mortal: aos seus poderes apenas o príncipe Brigan consegue resistir. Um monstro, um pária da sua própria sociedade Fogo vê-se face a face com o ter de usar o seu poder por lealdade familiar. No entanto, começa a ter algumas dúvidas: onde começa e termina a lealdade familiar, quão importantes são de facto os laços familiares e o que é, na realidade, a família? São estas as perguntas a que a personagem irá responder e com isso encontrar o seu próprio lugar no mundo.
Em boa verdade, para além de ser uma prequela bastante interessante para os fãs do género da fantasia, esta obra obriga o leitor a questionar estereótipos: Fogo é um monstro, mas os seus sentimentos e dúvidas levam-nos a questionar a verdadeira natureza do que é e não é humano.
De facto, as acções de Fogo não são mais que o resultado da cultura em que nasceu, um produto da própria natureza social e cultural intrínseca.
Ao longo da narrativa Fogo vai-se tornando numa personagem segura de si, independente e cujo principal foco é o conciliar o que lhe foi ensinado pelo seu pai e aquilo que de facto deseja fazer e ser.
Estamos então perante uma questão acerca da autonomia do Eu, da luta contra um Destino sobre o qual, aparentemente, não como escapar. Se somos moldados pelas experiências mais precoces e que estas condicionam em muito a vida futura do adulto, a verdade é que muitas das escolhas dependem dum livre arbítrio. Na pior das hipóteses haverá sempre uma parecença de escolha e são estas que acabam por definir quem somos.
Fogo luta contra a sua natureza, contra tudo o que lhe foi ensinado e contra a sombra da sua herança familiar. E isto torna a sua personagem rica e o seu desenvolvimento aliciante.
No entanto a obra não se esgota apenas em Fogo. Sendo uma prequela, a obra oferece também uma visão sobre algumas das personagens do primeiro livro o que ajuda a contextualizar e a compreender o universo dos Graceling.
Assim, apesar de o livro ser recomendado a quem leu o primeiro, a verdade é que a sua leitura por si própria poderá ter o efeito de estimular a curiosidade do leitor para a primeira obra.




Autor: Kristin Cashore


Editora: Objectiva


Páginas: 456


Género: Fantasia

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Destaques Pergaminho

Aqui fica a lista dos títulos que a Pergaminho vai lançar durante o mês de Outubro.

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A Arte do Inconformismo (Chris Guillebeau)
Para ganhar a vida não é preciso deixar de viver. A Arte do Inconformismo desafia as ideias preconcebidas que temos acerca do trabalho e da vida e oferece as ferramentas necessárias para construir uma experiência radical de satisfação pessoal e profissional.

Permite descobrir como viver segundo as suas regras, através de formas criativas de ser autossustentável, como estabelecer objetivos radicais e viver e trabalhar com espírito de aventura.

Quero-te Tanto (Xavier Guix)
Vivemos numa sociedade marcada pela procura do amor: consideramo-nos incompletos sem ele e, quando o encontramos, tentamos cultivá-lo e fazemos tudo para não o perder. Vivemos para amar; mas será que sabemos amar?

Quantas vezes não confundiremos o desejo com a necessidade, o carinho com a sobreprotecção, a falta com a co-dependência? Todas as relações baseadas em vínculos afetivos e no apego emocional estão sujeitas aos perigos da má interpretação e dos erros de comunicação, cujos efeitos são intensamente destrutivos.

Embora o amor seja apenas um, defende o autor, existem muitas formas de amar. Quero-te Tanto! Desafia o leitor a cultivar um autoconhecimento afectivo e a desconstruir alguns dos mitos mais contraproducentes que existem acerca do amor. Se conseguirmos identificar e analisar a fundo aquilo a que Xavier Guix chama o nosso «estilo afectivo» – uma forma específica de criar laços emocionais e de nos apegarmos aos outros – saberemos criar relacionamentos equilibrados e harmoniosos, que são fonte de crescimento pessoal e não de sofrimento emocional.


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Sonhar Com… (Lauri Quinn Loewenberg)
Os sonhos são a chave para uma vida melhor. Nós sonhamos, durante o sono, por uma boa razão; os sonhos não são apenas imagens aleatórias projectadas na nossa mente em descanso. Ao sonhar, estamos na verdade a pensar a um nível mais profundo e intuitivo do que quando estamos despertos. Estamos, de facto, a resolver problemas… mas com uma linguagem diferente. Através dos sonhos, a mente comunica connosco em código, oferecendo conselhos, avisos e orientações para os diversos dilemas com que nos deparamos na vida.

Neste guia prático, a conhecida analista de sonhos Lauri Quinn Loewenberg oferece as ferramentas necessárias para interpretar a linguagem dos sonhos. Ao longo destas páginas descobre-se o significado oculto de alguns dos símbolos e imagens mais recorrentes em sonhos, bem como em pesadelos (tais como cair, afogar-se ou ser perseguido).

Sonhar Com… permitir usar as capacidades oníricas como ferramenta para resolver vários problemas do quotidiano e criar mudanças profundas na vida e nos relacionamentos.

Tudo Muda (Osho)
E se a crise que o mundo está presentemente a atravessar fosse uma crise de consciência?

Muito antes de as crises económica, política, social e ecológica serem discutidas globalmente, Osho reconheceu e ensinou que, a não ser que tivesse lugar uma mudança radical na consciência humana, estas crises interligadas se tornariam cada vez mais graves e destrutivas. Se, enquanto humanidade, não compreendermos como o nosso passado nos fez chegar até este ponto, e não nos soubermos desligar desse passado, não conseguiremos escapar àquilo a que Osho chamou «suicídio global».

Tudo Muda oferece uma visão radical da mudança e lança o desafio de transformar este momento de crise numa oportunidade de crescimento e transformação – afastando-nos deste percurso de «suicídio global» e criando um futuro risonho para toda a humanidade.

Ser Como Tu (Miguel Almeida)

Nesta obra de Miguel Almeida, o autor conduz-nos pelo fio da vida de Ariadne. No grande labirinto, encontramos opções por caminhos e escolhas feitas as quais não permitem voltar atrás, apenas um encarar dos caminhos futuros.
Estes mesmos caminhos desdobram-se e abrem novas avenidas e não resta ao leitor outro caminho que não seja o de seguir em frente pois a sombra e o assombro do Minotauro está sempre presente na forma dos fantasmas e dos arrependimentos e consequências dos caminhos tomados.
Continuando a metáfora, a viagem ao centro do labirinto não é mais do que uma viagem de introspecção que cada leitor (cada ser humano?) acaba por fazer em algum momento da vida: as causas podem ser diferentes mas o caminho terá de ser sempre e inevitavelmente percorrido.
Esta viagem profunda e sinuosa ao interior de cada um de nós propõe no entanto que cada um encontre o seu caminho através da reflexão profunda: o centro do labirinto está lá para ser alcançado mas só apôs as provações.
Esta obra não se constitui como uma resposta mas sim como uma viagem no qual cada leitor é convidado a encontrar as suas respostas: por vezes o caminho tem de ser indicado, apesar de estar diante dos olhos de cada um de nós.
Apesar de nem sempre ser uma poesia fácil pois confronta o leitor com assuntos, memórias e fantasmas que muitas vezes são recalcados para o âmago mais profundo e recôndito do ser, a realidade é que o processo de descoberta pode ser bastante recompensador. Assim, esta será uma das melhore formas de iniciar esta viagem.





Autor: Miguel Almeida


Editora: Esfera do Caos


Páginas: 152


Género: Poesia

Quando Deus era um Coelho - Passatempo


Tenho hoje o prazer de oferecer dois exemplares de um livro que estou desejosa de ler. Só o seu título é uma delícia e a sinopse promete uma saga viciante!
Por isso aproveitem para participar até dia 11 de Outubro. Têm de responder a duas perguntas cuja resposta encontram aqui no blogue. Boa sorte!




Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à inscrição.

domingo, 2 de outubro de 2011

A Mulher Careca (Cristina Cerrada)

Esta obra, galardoada com o prémio "Lengua de Trapo de Novela", traça a história de Laija, uma mulher divorciada que se vê na contingência de ter de cuidar em sua casa da sua mãe doente.
A partir deste momento, Laija vê-se face a face com o recordar de memórias, mentiras e escolhas que marcam a sua vida sendo obrigada a confrontá-las e a assumir as suas responsabilidades e consequências.
No âmago desta obra está presente um olhar sobre o que é ser humano, especialmente sobre as escolhas e caminhos percorridos, bem como uma análise às bases sobre as quais Laija (e consequentemente, todos nós) constrói a sua vida e personalidade: mentiras e (des)ilusões não apenas aos outros, mas acima de tudo a ela própria.
Ao ser confrontada com a enfermidade da sua mãe e com a sua própria vida, Laija avalia as suas escolhas analisa as suas vivências: desconstrói a sua realidade, apercebendo-se que muitas delas foram realizadas a um nível inconsciente, quase que como um espectador num filme que é a sua própria vida e sobre a qual apenas teve um controlo fictício.
À medida que a obra decorre, apercebemo-nos que é apenas através do abraçar dos fantasmas, da avaliação das vivências e das aprendizagens necessárias (mas muitas das vezes sofridas), que é possível quebrar com os ciclos de sofrimento e com as mentiras existenciais.
É neste aspecto que a mãe de Laija se constitui como um elemento catalisador do processo de análise: não só permite o confrontar de Laija com a sua própria mortalidade (por vezes esquecida do ser humano), como acaba por funcionar como um espelho à vida da própria Laija.
Por outro lado, a mãe de Laija representa todas as figuras que esta (e consequentemente todos nós) passou tempo a tentar agradar e a viver em função de, esquecendo-se das suas próprias necessidades e vontades. Ao fim do dia, a mulher enferma é a própria Laija, cuja vida passou diante dos seus olhos em virtude das suas escolhas e caminhos percorridos. A mulher é careca pois esta exposta ao olhar dos outros: todas as suas incongruências falhas, vícios e virtudes.
A Mulher Careca constitui-se assim como uma reflexão sobre a vida de cada um de nós, as escolhas que fazemos e acima de tudo, uma tentativa para reflectir sobre qual o sentido de uma vida que é vivida em função das expectativas dos outros em vez de uma honestidade para com o próprio.




Autor: Cristina Cerrada


Editora: Alfabeto


Páginas: 128


Género: Romance

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Destaques Bertrand

Aqui fica a lista dos títulos que a Bertrand lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Setembro.

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A Sombra do Teu Sorriso (Mary Higgins Clark)
Levará ela o seu segredo para o túmulo? Aos oitenta e dois anos e com uma saúde frágil, Olivia sabe que não lhe resta muito tempo. É a última da sua descendência e enfrenta uma escolha colossal: expor um segredo de família há muito escondido ou levá-lo consegue para o túmulo.

Em sua posse encontram-se cartas que provam que, aos dezassete anos, a sua prima e freira Catherine, agora morta e em vias de ser beatificada, deu à luz um rapaz, que entregou para adoção. Hoje, duas gerações mais tarde, Monica Farrell, uma pediatra de trinta e um anos, neta de Catherine, é a herdeira legítima do que resta da fortuna familiar, mas não o sabe.

Poderá Olivia trair o segredo da prima morta para que se faça justiça? Além da sua consciência, tem mais um forte obstáculo: alguns dos familiares que usufruem da fortuna tudo farão para a silenciar…

A Rainha das Duas Sicílias (Nancy Goldstone)
A biografia de Joana I, figura histórica muitas vezes negligenciada, que lutou para governar em nome próprio. Em 1348, aos vinte e dois anos, Joana I, rainha de Nápoles, foi apresentada em julgamento ao Papa, acusada do homicídio do primo e marido, o príncipe húngaro André.

Defendeu-se em latim e foi absolvida transformando-se então na única mulher monarca do seu tempo a governar em nome próprio. Presidiu durante mais de trinta anos a uma das cortes europeias mais prestigiadas e influentes, até ser ela própria assassinada. Pela primeira vez, Nancy Goldstone conta a história de uma das mais corajosas e influentes mulheres da história, pintando um retrato cativante da realeza medieval em toda a sua esplêndida complexidade.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Destaque Clube do Autor

O Clube do Autor termina o mês de Setembro lançando um livro em homenagem a Gil Vicente.


Auto Do Cruzeiro Do Inferno (Isabel Zambujal)

Será que nos dias de hoje ainda há fidalgos, alcoviteiras e judeus com o mesmo comportamento das personagens de Gil Vicente no seu Auto da Barca do Inferno?

Isabel Zambujal descobriu-os em pleno séc. XXI e seguiu-lhes os passos até ao Cais.

Cinco séculos depois, os defeitos e virtudes dos passageiros mantiveram-se.

Relendo a genialidade de Gil Vicente, a autora não resistiu a abusar do humor e da imaginação. Porque ainda é a rir que se castigam os costumes.