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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Cine-Literatura



Começa hoje o FESTin-Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa com filmes muito interessantes para aqueles que gostam de literatura em Língua Portuguesa.


Pelas 21h30 de hoje, a sessão de abertura é feita com o filme O Vendedor de Passados, adaptação do romance de José Eduardo Agualusa.
A projecção do filme da autoria de Lula Buarque de Hollanda contará com a presença tanto do realizador como do escritor.
No elenco, dois nomes bem conhecidos do público, Lázaro Ramos e Alinne Moraes.



Fora do campo da ficção, um trabalho em torno da biografia de Paulo Coelho, Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho.
Um trabalho em torno de momentos que o moldaram como escritor e que não evita nem o melhor nem o pior da sua vida.
Júlio Andrade é quem dá corpo a Paulo Coelho nesta obra de Daniel Augusto.



Nota ainda para (Entre) Cenas de Rui Simões, um documentário acerca do processo de rodagem da adaptação que João Botelho fez da obra máxima de  Eça de Queirós em Os Maias – (Alguns) Episódios da Vida Romântica.








Se o passado determina aquilo que somos, uma boa forma de mudar um presente pouco auspicioso é modificar o que nos levou até ele. Esta é a especialidade do protagonista que, através de recursos tecnológicos e muita fantasia, reinventa a história dos seus clientes a ponto de influenciar sua vida atual. Mas a sua existência relativamente pacífica é abalada com a encomenda de uma misteriosa cliente que vai desencadear um processo de envolvimento com o trabalho muito pouco saudável para ele – embaralhando as contas do seu próprio passado.
















Cinebiografia de Paulo Coelho, o filme concentra-se em três momentos distintos da carreira do escritor: a juventude nos anos 1960; a idade adulta nos anos 1980; e a maturidade, em 2013, quando refaz o Caminho de Santiago. Usando como base depoimentos do próprio Paulo Coelho, a história perpassa os momentos mais marcantes da vida do autor, como os traumas, a relação com as drogas e a religião, sexualidade e a parceria com o músico Raul Seixas.










sábado, 13 de setembro de 2014

Cine-Literatura

Uma semana em cheio para os leitores que queiram ver cinema!



O mais esperado e apetecível dos filmes desta semana é, certamente, Os Maias - Cenas da Vida Romântica.
Quase nem preciso de dizer mais nada, pois este é uma obra maior da literatura portuguesa e de certeza que todos os leitores já se apaixonaram por ela e a reconhecem com a clássica capa abaixo.


Os não-leitores também a conhecem só que em vez de amor sentem o oposto por um livro tão grande ensinado na escola...
Pode ser que agora João Botelho, que vale a pena recordar também já levou Fernando Pessoa (Filme do Desassossego) e Agustina Bessa-Luís (A Corte do Norte) à tela, consiga levar alguns desses que se limitaram a ler o resumo a sentir-se tentados pelo livro

E quem queira uma capa mais moderna e estilizada pode sempre escolher a edição do Clube do Autor que é o livro da vida de José Eduardo Agualusa.






Quando a O Físico, é uma obra que já gostaria de ter lido de tantos elogios que lhe ouvi e que acho estranho que tenha sido lançada apenas na colecção Biblioteca Sábado.
Entretanto tive oportunidade de ver o filme e é muito interessante, mas não está livre de alguns defeitos, mesmo ao nível da história um pouco convencional demais.
Acredito que o livro seja muito mais substancial nos detalhes e na construção da história, portanto não corro o risco de deixar de o ler por ter visto o filme.







E, finalmente, The Giver - O Doador de Memórias, que na edição da Everest é The Giver - O Dador de Memórias.
Este filme também já o vi e tem uma excelente primeira metade, mas a caminho do acto final as coisas tornam-se apressadas e exageradas.
Mesmo assim vale a pena irem ver e tenho a certeza que a vossa curiosidade para a série de quatro livros que acaba de ser completada pela editora com o volume IV, The Giver - O Filho.




domingo, 17 de agosto de 2014

Cine-Literatura

Na passada quinta-feira estreou o filme A Viagem dos Cem Passos que eu já tive oportunidade de ver e de que gostei bastante.
O livro que lhe deu origem já tinha sido publicado entre nós em 2011, pela Dom Quixote, mas sinceramente nunca me tinha chamado a atenção.
O bom de uma adaptação é isso mesmo, voltar a chamar a atenção para um livro, embora pelo contrário ver o filme sem ter lido o livro me torne um pouco avessa a vir a fazê-lo de todo.
É mais fácil ver um filme baseado num livro do que o seu contrário, na minha opinião, simplesmente porque o filme já molda algumas ideias que não se conseguem depois afastar das páginas escritas - a cara de Helen Mirren, por exemplo.
De qualquer maneira, o livro está aí com uma capa nova, relativa ao filme, muito embora até prefira a antiga capa!






Outro filme directamente relacionado com literatura é Tar, inspirado na poesia de C. K. Williams.
Embora o género de filme não me atraia, fiquei interessada na obra deste vencedor de um Pulitzer que parece não ter sido editado em Portugal.
Encontrei a sua TED Talk "Poetry of youth and age" já de 2001 onde ele lê slguns dos seus poemas.
Acho que há algo de muito mais intenso quando um poeta lê a sua própria obra, como se tivéssemos acesso à essência da mesma que só ele conhece.
Podem visioná-la ou fazer o seu download seguindo este link.
E deixo-vos com a transcrição do poema que dá nome ao filme.




Tar
The first morning of Three Mile Island: those first disquieting, uncertain,   
          mystifying hours.
All morning a crew of workmen have been tearing the old decrepit roof
          off our building,
and all morning, trying to distract myself, I’ve been wandering out to 
          watch them
as they hack away the leaden layers of asbestos paper and disassemble 
          the disintegrating drains.
After half a night of listening to the news, wondering how to know a 
          hundred miles downwind
if and when to make a run for it and where, then a coming bolt awake 
          at seven
when the roofers we’ve been waiting for since winter sent their ladders 
          shrieking up our wall,
we still know less than nothing: the utility company continues making 
          little of the accident,
the slick federal spokesmen still have their evasions in some semblance 
          of order.
Surely we suspect now we’re being lied to, but in the meantime, there 
          are the roofers,
setting winch-frames, sledging rounds of tar apart, and there I am, on 
          the curb across, gawking.

I never realized what brutal work it is, how matter-of-factly and harrow-
          ingly dangerous.
The ladders flex and quiver, things skid from the edge, the materials are 
          bulky and recalcitrant.
When the rusty, antique nails are levered out, their heads pull off; the 
          underroofing crumbles.
Even the battered little furnace, roaring along as patient as a donkey, 
          chokes and clogs,
a dense, malignant smoke shoots up, and someone has to fiddle with a 
          cock, then hammer it,
before the gush and stench will deintensify, the dark, Dantean broth 
          wearily subside.
In its crucible, the stuff looks bland, like licorice, spill it, though, on 
          your boots or coveralls,
it sears, and everything is permeated with it, the furnace gunked with 
          burst and half-burst bubbles,
the men themselves so completely slashed and mucked they seem almost 
          from another realm, like trolls.
When they take their break, they leave their brooms standing at attention 
          in the asphalt pails,
work gloves clinging like Br’er Rabbit to the bitten shafts, and they slouch 
          along the precipitous lip,
the enormous sky behind them, the heavy noontime air alive with shim-
          mers and mirages.

Sometime in the afternoon I had to go inside: the advent of our vigil was 
          upon us.
However much we didn’t want to, however little we would do about it, 
          we’d understood:
we were going to perish of all this, if not now, then soon, if not soon, 
          then someday.
Someday, some final generation, hysterically aswarm beneath an at-
          mosphere as unrelenting as rock,
would rue us all, anathematize our earthly comforts, curse our surfeits 
          and submissions.
I think I know, though I might rather not, why my roofers stay so clear 
          to me and why the rest, 
the terror of that time, the reflexive disbelief and distancing, all we should 
          hold on to, dims so.
I remember the president in his absurd protective booties, looking 
          absolutely unafraid, the fool.
I remember a woman on the front page glaring across the misty Sus-
          quehanna at those looming stacks.
But, more vividly, the men, silvered with glitter from the shingles, cling-
          ing like starlings beneath the eaves.
Even the leftover carats of tar in the gutter, so black they seemed to suck 
          the light out of the air.
By nightfall kids had come across them: every sidewalk on the block was 
          scribbled with obscenities and hearts.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Cine-Literatura

Esta semana estrearam nas salas portuguesas dois filmes baseados em livros já editados em Portugal. Ambos exemplos da literatura nórdica mas em géneros muitos diferentes.

O Guardião das Causas Perdidas do Dinamarquês Jussi Adler-Olsen beneficiará do efeito de prolongado sucesso em torno dos policiais chegados daquela zona da Europa.
Numa edição muito recente da Editorial Presença, acho que o filme chamará atenção para o livro e vice-versa.

Já O centenário que fugiu pela janela e desapareceu é uma edição de 2011 da Porto Editora e um livro que faz parte do Plano Nacional de Leitura.
Um livro de humor (negro) do Sueco Jonas Jonasson que não beneficiará muito de uma estreia muito discreta do filme.

Não tendo lido nenhum dos dois, confesso que para já estou mais interessada em ler o livro de Jonas Jonasson e em ver o filme baseado no livro de Jussi Adler-Olsen.
Sobretudo porque o efeito de ver o filme antes estraga um pouco o livro e o de Jonas Jonasson já está na minha lista há algum tempo e o filme volta, em boa hora, a chamar a atenção para ele.
E porque duvido que chegue a ler o policial, género que funciona melhor, para mim, no grande ecrã.






Carl Mørck não é o detetive mais popular da Divisão dos Homicídios de Copenhaga. Por isso, quando é criado o Departamento Q, com a missão de rever casos arquivados, Carl Mørck é designado para o dirigir.
O seu primeiro caso é o de Merete Lynggaard, uma deputada que desaparecera cinco anos antes sem que a polícia conseguisse mais do que conjeturar uma aparente tentativa de suicídio.
Toda a gente acha que ela está morta. Toda a gente diz que investigar o sucedido é uma perda de tempo. Mas, à medida que Carl Mørck começa a seguir as pistas que o seu colega havia descartado aquando da investigação inicial, descobre um caso com contornos inesperados e profundamente sinistros...








No dia em que Allan Karlsson celebra 100 anos, toda a cidade o aguarda para uma grande festa em sua honra. 
Mas Allan tem outros planos… Morrer de velho? Sim, mas não ali!
Munido de um par de chinelos gastos, joelhos empenados e uma ousadia tremenda, Allan lança-se numa extraordinária aventura, arrastado numa torrente de equívocos e golpes de sorte.
E ao mesmo tempo que acompanhamos a sua última viagem (ou será que não?), conhecemos o seu passado, perdido entre guerras, explosões e mulheres fatais – qual delas a mais perigosa!
Uma estreia literária impressionante que conquistou centenas de milhares de fãs.