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domingo, 30 de outubro de 2011

Desculpa, Mas Quero Casar Contigo (Federico Moccia)

Federico Moccia tornou-se um fenómeno da literatura italiana e mundial pela sagacidade das suas obras. De uma forma quase instantânea, estas assumiram uma popularidade social dado à forma como reflectem as preocupações e o sentir da sociedade italiana.
Nesta obra o autor reflecte sobre o tema do amor. O leitor é convidado a continuar a acompanhar as histórias de Niki e Alex, já apresentados em Desculpa, mas vou chamar-te amor. Este casal recém-chegado de umas férias românticas retorna aos grupos de amigos respectivos. O regresso à realidade despoleta toda uma série de reflexões acerca do tema do amor, da amizade e das suas vicissitudes.
Moccia define um elenco de personagens diversas, cada uma com a sua maneira de abordar o tema quer este seja o amor, a amizade ou ambas. E é justamente a variedade destas personagens que é utilizada como ferramenta para o autor expor os mais diversos pensamentos e considerações sobre os temas de uma forma acessível e sem que o leitor sinta qualquer tipo de imposição: os diálogos e as situações surgem de uma forma natural, resultado da própria existência humana e dos relacionamentos estabelecidos.
E é a questão dos relacionamentos que é central a toda a obra, principalmente as questões relacionadas com o casamento. As questões levantadas permitem a reflexão sobre a instituição do casamento e como tal, obrigam simultaneamente a tecer considerações acerca do próprio tecido social. À pergunta, deve o casamento durar para sempre? Podemos imediatamente reflectir acerca da estabilidade do conceito de família.
Não deixa de ser subtil mas presente e relevante a forma como as reflexões sociais são colocadas de uma forma subtil nos interstícios das relações dos personagens.
A escrita fluida e acessível e as referências culturais facilmente identificáveis permitem ao leitor entrar facilmente na teia urdida pelo autor. À medida que o leitor se envolve com as personagens e as suas questões dará por si no mundo das relações humanas e a colocar questões para as quais não há uma única resposta a não ser a dos sentimentos. Esta obra toca no que há no ser humano ao nível mais profundo, o dos sentimentos. Recomenda-se vivamente a quem já leu o primeiro ou a quem tem um interesse profundo no ser humano.




Autor: Federico Moccia


Editora: Contraponto


Páginas: 584


Género: Romance

terça-feira, 1 de junho de 2010

Desculpa, mas vou chamar-te amor (Federico Moccia)

Este livro interessou-me assim que li a sinopse por se tratar de um amor impossível entre uma adolescente e um homem de sucesso de 36 anos. Eu penso que os amores impossíveis acabam sempre por de algo forma se tornarem mais intensos e interessantes devido aos obstáculos e adversidades que tem de ultrapassar.
Gostei muito deste livro que já se tornou um best-seller em Portugal. Uma das grandes vantagens deste livro e deste autor é sua escrita simples num tom quase coloquial mas recheada de referências culturais importantes, o que o torna tão atraente para o público jovem como para o público adulto. Até porque retrata as duas realidade, quer a adolescente, quer a do mundo adulto de uma forma notável e realista.
Outra coisa que gostei muito no livro foi a descrição muito charmosa de Roma que permite ao leitor ter uma visualização perfeita dos cenários em que decorre a história, criando no leitor o desejo de estar no mesmo sitio que os protagonistas.
A história em si é uma história de amor fantástica, que balança ora entre a tendência realista do autor e a ficção muito romantizada.
Ambos os personagens Niki e Alex estão muito bem construídos. Embora não possa concordar que Niki é uma adolescente madura, quando entra em corridas de carros até este se destruírem, falta às aulas constantemente e vive sempre em função dos seus instintos, no entanto é a metade perfeita de Alex, trazendo um vigor novo à sua vida e acordando nele o jovem dentro de ele adormecido
No entanto, penso que devia haver maior tensão em volta da história de amor delas. Pois sendo realistas penso que quase nenhuns pais iriam aceitar tão facilmente a relação da filha adolescente com um homem quase da sua idade, limitando-se quase a ocultar o seu desagrado. Assim como as restantes pessoas à sua volta, penso que aceitaram demasiado facilmente a relação de ambos. Pois embora já não se trate de pedofilia, por dois anos está muito longe disso… Penso que essa censura poderia ter tornado ainda a história mais interessante.
De qualquer forma o livro é fantástico e imperdível para quem gosta de um bom romance.




Autor: Federico Moccia


Editora: Contraponto


Páginas: 552


Género: Romance