segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Destaque Estampa

Neste mês de Novembro a Editorial Estampa adiciona mais um volume à sua linha editorial das Obras Completas de Florbela Espanca.
Trata-se de Charneca em Flor, com a poesia da autora contextualizada por alguns ensaios sobre a obra.



Charneca em Flor
Florbela Espanca
Cláudia Pazos Alonso e Fabio Mario da Silva (organização)

No imaginário feminino português, Charneca em Flor celebra um ultrapassamento literário: a ruptura com o estereótipo de mulher imposto pelo patriarcado. A partir daqui, a dor e as Saudades (dotes de mulher) são já um fantasma que ela vê passar pelas vielas de Évora, na figura evanescente da Menina e Moça que fora. Revisitando agora a sua origem alentejana, a nossa investida Sóror Alcoforado (antiga Dama de Bernardim e mística Dona de Garcia de Resende) despe a mortalha e abandona a clausura para, em comunhão telúrica, abrir-se em flor - impulso que, desejo erótico, é também pulsão de morte. Todavia, dentro desse paradoxo, Florbela se experimenta (em voo livre do regional para o nacional) avatar feminino de Camões. E deste modo mergulha em definitivo na fonte mesma do soneto - forma fixa que passara a vida a ajustar a fim de torná-la mais condizente ao seu género. Afinal, no seu espartilho poético, o soneto não lembra a cela, da qual toda a mulher se quer evadir?!

Maria Lúcia Dal Farra

Destaque Bertrand

A Bertrand lança no próximo dia 6 de Dezembro um livro com consciência dos tempos em que vive e com espírito de solidariedade.
Trata-se de um documento multifacetado acerca da Maternidade Alfredo da Costa cujos direitos de autor revertem na sua totalidade para duas instituições: Banco do Bebé e Associação Passo a Passo.



Em Defesa da Maternidade Alfredo da Costa
Ana Campos e Ricardo Sá Fernandes (coordenadores)

«Está prevista para breve – 2015 ou 2016, ou 2017, de acordo com o último cálculo – a instalação do Hospital de Lisboa Oriental, também conhecido por Hospital de Todos os Santos, que absorverá os vários estabelecimentos hospitalares que hoje compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Central, entre eles, a Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC) e o Hospital D. Estefânia.
Porém, durante o ano de 2012, o Ministério da Saúde e a Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central anunciaram o encerramento da MAC e a imediata integração dos seus serviços no Hospital D. Estefânia.
Perante este cenário, reagiram os profissionais da MAC e a sociedade civil também se insurgiu e, através de uma ação popular, interpôs-se uma providência cautelar subscrita por 31 cidadãos.
Este livro cruza a experiência de profissionais da MAC que nunca desistiram de alertar para o perigo do que se anunciava e de cidadãos comuns que foram a voz da sociedade civil na ação popular que travou tal desmando.
A MAC está instalada há mais de oitenta anos num edifício próprio no coração de Lisboa. Construída de raiz, teve a sorte de ser exemplar por força de uma plêiade de obstetras e ginecologistas que nela consagraram um centro excecional de cultura médica ligado à saúde da Mulher e da Criança. A MAC ganhou pergaminhos de excelência, desde a sua fundação até ao momento atual, onde concentra uma respeitada capacidade de tratamento de grávidas de alto risco, inovando em todos os setores da saúde reprodutiva.»

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Destaque Bizâncio

O novo livro da autora de Os Cinemas de Lisboa, também lançado pela Bizâncio, será apresentado amanhã no Padrão dos Descobrimentos.
Todas as informações sobre o evento estão na imagem do convite no final deste post.



António Ferro , A Vertigem da Palavra
Margarida Acciaiuoli

António Ferro era um homem singular. Escritor, jornalista, adquiriu notoriedade com o seu livro sobre a viagem em torno das ditaduras europeias nos anos 20 do século XX. Soube convencer Salazar de que o povo precisava de espectáculo, mostrou-lhe que tinha um programa e objectivos para a promoção do regime e foi nomeado director do organismo que se encarregaria das actividades de propaganda do Estado Novo. Durante quinze anos fez do país um «teatro» e foi o seu encenador: organizou exposições, criou prémios artísticos e literários, financiou filmes e documentários, criou uma companhia de bailado, um teatro do povo, um Museu de Arte Popular. O turismo teve com ele uma inusitada relevância através, entre outros, dos incentivos à qualidade de hotéis e restaurantes e do programa de Pousadas. Nada lhe escapou, dir-se-ia. Mas, quando a Segunda Guerra Mundial terminou, percebeu-se que o país pouco mudara. É desta contradição que este livro trata, sem esquecer as convicções de António Ferro e a importância que sempre deu à palavra.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Destaque Divina Comédia

Nuno Markl, Valter Hugo Mãe e José Avillez. Quando três criadores de áreas tão diferentes se juntam para escrever prefácios a um livro de receitas, de certeza que podemos esperar algo diferente do que é habitual no mercado nacional.



Café Patita
Patrícia Furtado

O Café Patita é visualmente muito rico, ou não tivesse saído das mãos de uma ilustradora e designer, sem deixar de ser extremamente prático para quem faz as receitas. Mas foi dada igual importância ao conteúdo. Porque a comida é algo que mexe com as nossas memórias e nos transporta para outros lugares, as receitas são acompanhada por histórias, apontamentos pessoais, que de algum modo fazem do Café Patita um livro para se ler, e não apenas consultar.

O Café Patita é uma colecção de receitas doces que podem ser feitas em qualquer cozinha. Não pedem equipamento profissional, técnicas difíceis, ingredientes exóticos. Foram escritas de modo a serem acessíveis ao cozinheiro mais inexperiente. E no entanto, apesar da simplicidade, são receitas interessantes, com combinações inesperadas, que se distanciam das receitas mais tradicionais que encontramos por aí. No Café Patita, fácil não é sinonimo de banal e, mais do que ter experiência, o importante é ter imaginação.

Organizadas de acordo com as ocasiões a que se destinam, há receitas para quando não se tem tempo nenhum, para quando apetece abusar um bocadinho, receitas mais exóticas ou mais saudáveis, para grandes festas e até para quando o chefe vai jantar lá a casa. Numa altura em que há cada vez mais preocupações com as intolerâncias alimentares, estão assinaladas e listadas todas as receitas sem glúten, sem lacticínios, sem ovos ou vegan.

E, sim, são todas doces. Com moderação, um doce feito em casa, com ingredientes de boa qualidade, deixa qualquer pessoa um bocadinho mais feliz. E isso também faz parte de ser saudável.

Conferências - Encontros na narrativa: Escritores de fronteira

A propósito da Mostra Espanha 2013, realizar-se-ão na Biblioteca Nacional de Portugal cinco conferências-debates com autores espanhóis de nomeada, a saber Andrés Barba, Enrique García Maiquez, Belén Gopegui, Agustín Fernández Mayo e José Luis Pardo (filósofo e ensaísta).

Estes encontros ocorrerão entre 25 e 29 de Novembro, sempre pelas 18h30. Os interessados devem realizar a inscrição através deste formulário.




Os autores apresentarão as suas ideias em torno do tema das fronteiras espaciais, temporais, mentais, ideológicas, reais ou imaginárias, e refletirão também nas suas intervenções sobre aquilo que une e separa os homens, sobre as diferenças entre fronteiras e limiteis, bem como sobre a hibridação e a mestiçagem que se verifica entre os espaços fronteiriços, como os que existem entre Espanha e Portugal. 

Cada escritor será apresentado por uma figura da Cultura nacional que conduzirá depois o debate. As datas e o conjunto de figuras em diálogo é este:

25 de Novembro
José Luis Pardo apresentado por Nuno Nabais

26 de Novembro
Andrés Barba apresentado por Guillermo López Gallego

27 de Novembro
García Máiquez apresentado por Antonio Sáez Delgado

28 de Novembro
Agustín Fernández Mallo apresentado por Inés Cordeiro

29 de Novembro
Belén Gopegui apresentada por Luis Marina

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Destaques Booksmile

Criatividade para dar alegrias tanto a rapazes como a raparigas é aquilo que se pode encontrar nos mais recentes lançamentos da Booksmile: Coisas de Rapazes e .
Os livros serão lançados no próximo dia 23 pelas 18h30 na Fnac do Colombo, com um workshop aberto a todos para que pais e filhos comecem a experimentar as actividades aqui sugeridas.
Os workshops voltarão a acontecer a 14 de Dezembro na Fnac Colombo (11h30) e Fnac Alegro Alfragide (15h).



A expressão “tempo de qualidade” é frequentemente utilizada quando se aborda o tema da relação entre pais e filhos.

O tempo que se dedica aos filhos é cada vez mais curto, fruto da vida louca em que, hoje em dia, a maioria das pessoas se vê envolvida. Entre sair de casa e o regresso do trabalho fica, muitas vezes um dia esgotante e, ainda que não de uma forma intencional, ou muitas vezes consciente, a relação com os filhos pode ser negligenciada.

É aqui que entra, então, a grande questão do que significa “tempo de qualidade”. Será que meia-hora, 1 hora, pode ser o suficiente para criar uma ligação saudável entre pais e filhos? Se, sim, como aproveitar da melhor maneira este tempo? Pois bem. Teresa Correia da Silva e Teresa Castelo Branco têm ideias brilhantes e divertidas para pais e filhos passarem tempos juntos, com qualidade e muita criatividade.





Coisas de Rapazes
Teresa Castelo Branco

Neste livro encontrarás 24 projetos espetaculares para construíres, brincares e tornares-te naquilo que tu quiseres!

Convida os teus amigos para uma tarde bem passada! Podem construir barcos e carrinhos de choque, balões de ar quente, cornetas em forma de animais, tambores, comboios, carros de bombeiros, aviões-fisga, aquários, insetos para pregar sustos… e tantas outras coisas giras!
No final, podem juntar todos os instrumentos que fizeram, e dar um concerto! Vai ser o máximo!



Fadas e Princesas
Teresa Correia da Silva

Neste livro encontrarás 24 projetos muito giros para te tornares na mais fantástica das fadas e das princesas!

Com a ajuda da tua mãe, da tua avó, da tua professora ou de outra pessoa adulta, vais aprender a cortar, dobrar e colar, para tu própria criares bandoletes de princesa, pulseiras, flores para o cabelo, chapéus e asas de fada, tutus armados, canetas-flor, bombons-surpresa… e muito mais! Pega na tua varinha de condão e brinca com as tuas amigas às fadas-princesas! Faz uma festa com presentes mágicos e montes de «Perlimpimpins»!

Destaque Matéria-Prima

Cláudio Ramos, apresentador e figura pública, lança-se na edição de um livro de estilo para o público masculino.



Homem com Estilo Vale por Dois
Cláudio Ramos

Longe vão os tempos em que os homens se queriam «feios, porcos e maus». Hoje em dia, as mulheres apreciam homens que se cuidam, que se sabem vestir e fazem inveja às amigas.
Além disso, todos sabemos que, quer para homens, quer para mulheres, a imagem é um argumento muito importante na vida profissional. A forma como nos apresentamos diz muito de nós e dos nossos objectivos de vida. Se, no melhor dos casos, for acompanhada por uma atitude positiva e uma auto-estima forte, as portas do sucesso abrem-se com muito mais facilidade.
Em Homem com Estilo Vale por Dois, Cláudio Ramos dá conselhos práticos sobre o melhor caminho para que cada homem encontre um estilo próprio e surpreenda em cada ocasião. Este livro rapidamente se vai transformar no melhor amigo deles mas também delas.

«Se eu que sempre fui o mais gozado da escola, o mais tímido, consegui encontrar o meu estilo próprio… Você também vai conseguir.»

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Destaque - Asterix à Volta do Mundo

Começa hoje a sair com o jornal Público mais uma colecção de banda desenhada, desta vez protagonizada por Astérix.

Depois de ontem ter sido lançado o novo livro, agora os fãs potenciais poderão começar a sua colecção a um preço reduzido em relação ao que é habitual em livrarias.

Sendo que para esses novos coleccionadores, haverá igualmente o lançamento do novo livro, Astérix entre os Pictos, nesta colecção e ainda antes do final do ano.




A colecção contará com um total de 16 volumes, editados todas as sextas-feiras com o jornal, chegando ao fim apenas em Fevereiro do próximo ano.

Os álbuns são editados com capa mole, a um preço de 6,95€ e com um design de capa feito em exclusivo para esta colecção.

Abaixo fica um calendário completo com as datas de edição da colecção Asterix à Volta do Mundo, que promete manter o personagem vivo durante os próximos meses.




2013

25 de Outubro
Astérix e os Godos


1 de Novembro
Astérix Gladiador


8 de Novembro
Astérix e Cleópatra


 15 de Novembro
Astérix e os Bretões


22 de Novembro
Astérix Legionário

29 de Novembro
Astérix nos Jogos Olímpicos

6 de Dezembro
Astérix na Hispânia

13 de Dezembro
Astérix entre os Pictos

20 de Dezembro
Astérix entre os Helvécios

27 de Dezembro
Os Louros de César


2014

3 de Janeiro
Astérix na Córsega

10 de Janeiro
A Grande Travessia

17 de Janeiro
Astérix entre os Belgas

24 de Janeiro
A Odisseia de Astérix

31 de Janeiro
As 1001 Horas de Astérix

7 de Fevereiro
O Pesadelo de Obélix







quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Destaque Asa

A partir de hoje temos uma nova aventura de Astérix para ler, oito anos depois do mal amado O Céu Cai-lhe em Cima da Cabeça.
Agora sem nenhum dos seus criadores originais, Albert Uderzo e René Goscinny, como autores da história, a aventura leva uma das mais famosas e bem sucedidas personagens da banda desenhada à Escócia.



Astérix entre os Pictos
Jean-Yves Ferri (argumento) e Didier Conrad (desenho)

Desta vez, Astérix e Obélix vão ser chamados a demandar o território dos Pictos, esses povos da antiga Escócia conhecidos pelas suas qualidades de temíveis guerreiros e pelos seus múltiplos clãs, cujo nome, dado pelos Romanos, significa literalmente “homens pintados”. Na melhor tradição das aventuras do mais célebre de todos os Gauleses, Astérix entre os Pictos é pois uma viagem épica a um país rico em tradições, durante a qual os nossos heróis irão descobrir um novo povo, cujas diferenças culturais se traduzirão em piadas e trocadilhos memoráveis.




As celebrações deste novo livro são muitas e mundiais, pelo que Portugal não deixará de ter os seus momentos altos relativos a este livro. Nada de tão apetitoso como o grande banquete gaulês a decorrer em Paris, mas ainda assim bastante divertido e apelativo.


A iniciativa mais interessante para todos os fãs decorre a 26 de Outubro (Sábado) pelas 17h, na FNAC Santa Catarina (Porto).
Trata-se de uma sessão de apresentação do livro conduzida pelo jornalista especializado em BD Pedro Cleto.


Além disso, Astérix e Obélix andarão pelo país a visitar vários locais e prometem interagir com miúdos e graúdos sem excepção.
Fiquem com o calendário de onde poderão encontrar os vossos personagens favoritos durantes as próximas semanas.


25 de Outubro - Festival de BD da Amadora

26 de Outubro - Centro Comercial Colombo (FNAC e Continente)

27 de Outubro - Festival de BD da Amadora / Cascaishopping (FNAC e Continente)

2 de Novembro - Continente de Guimarães e de Matosinhos

3 de Novembro - GaiaShopping (FNAC) / Continente de Coimbra

9 de Novembro - Festival de BD da Amadora / Continente de Loures

10 de Novembro - Festival de BD da Amadora / Centro Comercial Vasco da Gama (FNAC)
/ Continente de Oeiras

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Prémio Leya 2013

O Prémio Leya 2013 foi atribuído na terça-feira e hoje revelado ao público. Esta edição voltou a premiar um primeiro romance, como em 2011, e tal como então de um autor que estava no desemprego.
A única diferença é que este ano o prémio distinguiu, pela primeira vez, uma mulher: Gabriela Ruivo Trindade.




Aqui fica o comunicado de imprensa divulgado.


Reuniu ontem e hoje o júri do Prémio Leya, a que concorreram este ano quatrocentos e noventa e um originais, oriundos da Alemanha, Angola, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Guiné-Bissau, Itália, Luxemburgo, Macau, Moçambique, Portugal, Reino Unido e Suécia.


O júri deliberou atribuir o Prémio ao romance «Uma Outra Voz», de Gabriela Ruivo Trindade.

O júri destaca a consistência do projecto narrativo que procura, através de várias gerações, e com o foco em personagens de grande força, sobretudo femininas, retratar a transformação da sociedade e dos modelos de vida numa cidade de província, no Alentejo. Merece destaque a originalidade com que o autor combina o individual e o colectivo, bem como a inclusão da perspectiva do(s) narrador(es) no desenho cuidado de um universo de vastas implicações mas circunscrito à esfera do mundo familiar ao longo de  um século de História. Também a exploração ficcional de registo diarístico e a inclusão da fotografia dão um sinal de modernidade formal  a esta obra premiada por maioria do júri.


Sobre a autora
Gabriela Ruivo Trindade tem 43 anos e é natural de Lisboa mas a sua família é alentejana, de Estremoz. Vive há 9 anos em Londres e está desempregada. A sua área profissional é a Psicologia. «Uma Outra Voz» é o seu primeiro livro e será editado pela LeYa em 2014, em data a anunciar. A autora enviou o seu livro a concurso sob o pseudónimo de Ella Rui, seguindo assim o regulamento do prémio, que é avaliado em regime de “prova cega”, ou seja, sem que o júri conheça a identidade do concorrente.




Sobre o júri
O júri do Prémio Leya 2013 foi formado pelos escritores Manuel Alegre (Presidente do júri),  Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, Professora da Universidade de São Paulo. Na sessão participam, igualmente, o Presidente Executivo da LeYa, Isaías Gomes Teixeira, e o Diretor-Coordenador de Edições Gerais da LeYa, João Amaral, Secretário do Prémio LeYa.

domingo, 13 de outubro de 2013

Destaque Topseller

A editora Topseller continua a apostar nos autores portugueses como sendo capazes de competirem com os sucessos dos seus autores estrangeiros.
Desta vez um Romance Histórico de Maria João Fialho Gouveia, a estreia na ficção desta autora.



D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia
Maria João Fialho Gouveia

D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia é um romance apaixonante inspirado numa cuidada investigação histórica, que nos dá a conhecer a vida de uma invulgar princesa portuguesa, que viveu uma longa e ousada história de amor o homem da sua vida, o o filho do rei de França.
D. Francisca de Bragança nasceu no Rio de Janeiro em 1824, filha de D. Pedro IV de Portugal e da imperatriz D. Leopoldina da Áustria. Ficou órfã de mãe aos dois anos de idade, e durante toda a vida pesou sobre os seus ombros o fantasma da morte da mãe, grávida do sétimo filho, segundo os rumores assassinada às mãos do próprio marido.
Aos treze anos, a irreverente princesa conheceu D. Francisco d’Orléans, filho do rei de França, por quem se apaixonou perdidamente. Teria de esperar seis anos pelo dia do desejado casamento, e consequente partida para Paris, onde, agora a princesa de Joinville, depressa se impôs pela sua beleza, ousadia e espontaneidade, conquistando o petit nom de Belle Françoise.
Apaixonados e comungando de um ardor pela liberdade, os príncipes de Joinville entregaram-se a uma vida de boémia, numa Paris que fervilhava de arte, cultura e conhecimento, privando com intelectuais e artistas pelos Grands Boulevards e pelas salas de espetáculos. Apesar das intrigas cortesãs, que atribuíam amantes à princesa e romances ao seu consorte, e da queda da monarquia francesa, que obrigou os príncipes a um exílio forçado em Inglaterra, o casal de príncipes nunca se separou, e viveu um amor puro e cúmplice até ao fim dos seus dias.




Sobre a autora
Maria João Fialho Gouveia nasceu em Lisboa a 14 de novembro de 1961. No Estoril cresceu e estudou. Cursou jornalismo e línguas, mas o seu coração sempre esteve na História. E assim, anos mais tarde, regressou à Universidade para estudar o curso que sempre a encantara.
No decurso da sua atividade profissional, a autora passou pela imprensa escrita, TV e rádio. Trocou os media pelo ensino, sendo atualmente professora de Inglês do Ensino Básico. Uma vez prestada a homenagem ao seu pai, no livro Fialho Gouveia: Biografia Sentimental, a escritora casou, nesta sua obra, duas das suas paixões: a escrita e a História, confessando: «É aqui que eu me encontro!»

sábado, 12 de outubro de 2013

Destaque Clube do Autor

Lançado no próximo dia 17 de Outubro, o novo livro de uma escritora portuguesa que dispensa apresentações e que, segundo os números "oficiais", já vendeu mais de um milhão e duzentos mil livros.

O 19º livro de Margarida Rebelo Pinto será apresentado ao público um dia antes, pela jornalista Sofia Carvalho, na Bertrand do Chiado pelas 18h30.



Há sempre uma primeira vez
Margarida Rebelo Pinto

Quando o meu filho Lourenço tinha quatro anos perguntaram-lhe na creche o que era o amor. Respondeu: o amor é casar, e se não der resultado, é carregar os sacos de compras da mãe, que é fraquinha e precisa de ajuda, conta a autora nas primeiras páginas do novo livro.
Escrito com o humor e a sabedoria que lhe são característicos, Margarida Rebelo Pinto parte de histórias do dia-a-dia, episódios banais da vida em casal, peripécias em que muitos leitores se vão reconhecer para fazer um tributo aos sentimentos que iluminam a vida a dois.
Por isso, este não é apenas um livro sobre o amor. É também um livro sobre mágoas e expectativas frustradas, desilusões e recomeços. Nas relações, não há culpados ou inocentes, bons ou maus, justos ou pecadores.Por isso, este não é apenas um livro sobre o amor. É também um livro sobre mágoas e expectativas frustradas, desilusões e recomeços. Nas relações, não há culpados ou inocentes, bons ou maus, justos ou pecadores.
O amor tem muitas caras e formas variáveis, tanto pode ser fiel quanto traiçoeiro, fugaz quanto eterno, sereno quanto inquietante. Mas no fundo todos queremos amar e ser amados, todos desejamos ter sorte no eterno jogo do dar e do receber atenção, carinho e afeto, escreve Margarida Rebelo Pinto.
E se ninguém duvida que todos precisamos de amor, é verdade que não nascemos ensinados para manter uma relação a dois. Os homens queixam-se que não compreendem as mulheres e as mulheres reclamam da falta de jeito dos homens para os assuntos do coração. Será sempre assim?
Há sempre uma primeira vez para tudo na vida e com o amor verdadeiro é sempre a primeira vez. E ainda bem, conclui a escritora no prefácio do livro.
Há sempre uma primeira vez é por isso um livro para homens e mulheres de todas as idades, porque todos podem aprender com ele e todos devem cultivar a capacidade de sonhar, sempre.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O Livro Negro - Vencedor do passatempo




Os nossos parabéns a mais uma vencedora. Os dados já foram comunicados à editora e o prémio deverá chegar-lhe brevemente.


Maria Alves Sousa

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Sete Minutos - Vencedor do passatempo




O atraso está apenas na divulgação do nome do vencedor, visto que já temos a notificação do prémio ter sido enviado. Os nossos parabéns e boas leituras!


Cátia dos Santos

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

D. Teresa de Távora - Vencedor do passatempo




O atraso está apenas na divulgação do nome do vencedor, visto que já temos a notificação do prémio ter sido enviado. Os nossos parabéns e boas leituras!


Catarina Santos

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Destaque Oficina do Livro

Uma novidade Oficina do Livro para este mês de Outubro que terá a sua apresentação pública no dia 22 de Outubro pelas 18h30.

Ana Rita Clara e Laurinda Alves falarão do livro no Restaurante (Piso 7) do El Corte Inglés de Lisboa, havendo ainda lugar a um momento musical que será surpresa.



Ousar Ser
Isabel Abecassis Empis


É o sonho que precede a realização humana e, como diz Isabel Abecassis Empis, este livro foi sonhado a partir do comentário recorrente da apresentadora Ana Rita Clara, nas entrevistas do programa «Mais Mulher», do canal Sic Mulher, na rubrica «Ousar Ser», de que era preciso muito mais tempo para desenvolver os temas abordados.

E, assim, a rubrica deu o título ao presente livro, cobrindo os seus capítulos os dezasseis temas das entrevistas, aqui apresentados de forma mais aprofundada. Ousar ser quem se é, eis o desafio proposto pela autora, que, numa linguagem directa e com um impacto raro, nos surpreende a cada página com imagens de uma tal vivacidade, até por vezes com alguns laivos de uma certa «irreverência» catalisadora, que só podem revelar capacidades nossas adormecidas.

Aceite o desafio de ler este livro transformador! É um livro que o poderá mesmo ajudar na re-abilitação das suas ferramentas interiores e pessoais para ousar ser… mais feliz!



Sobre a autora
Isabel Abecassis Empis é licenciada em Psicologia Clínica pela Universidade de Genebra, dirigida por Jean Piaget a quem assistiu 3 anos. Regressou a Portugal para trabalhar na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, exerceu docência no ISPA, e ingressado depois no hospital Miguel Bombarda como Psicóloga-Psicoterapeuta durante 14 anos. Faz parte da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e exerce há 35 anos psicoterapia e psicanálise. Dirige desde 2007 um curso de formação complementar em Psicologia: “O desenvolvimento da inteligência emocional”, aberto a todos. É autora dos seguintes livros publicados pela Oficina do Livro: Bem-Aventurados... os que Ousam!, Eu Quero Amar, Amar Perdidamente e Cada Um Vê o que Quer… Num Molho de Couves.

Destaques - 1ªas Edições Fac-similadas



Começa a sair hoje, com o jornal Público, a colecção de edições fac-similadas a partir do espólio da Biblioteca da Universidade de Coimbra.

Tratam-se de 16 primeiras edições de obras essenciais da Literatura Nacional, começando inevitavlmente por Os Lusíadas.


Chegaram ao Público as Primeiras Edições Fac-similadas da Biblioteca da Universidade de Coimbra. São 16 tesouros da nossa literatura que agora podem ser seus em versão fac-similada. Tipos de letra, escala, ilustrações, paginação e ortografia, tudo replicado ao pormenor para que possa apreciar mais de perto os grandes clássicos portugueses, nas suas primeiras edições, guardados numa das mais magníficas bibliotecas europeias.


Vejam a colecção completa abaixo e obtenham informação mais detalhada no site a ela dedicado.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

D. Teresa de Távora - A Amante do Rei (Sara Rodi)

A primeira descoberta que se faz com esta leitura é a da sagacidade com que Sara Rodi trata a História.
Tanto porque lhe adiciona parte da sua imaginação de forma imperceptível para a leitura, mas sem deixar que a ficção se confunda irremediavelmente com os factos, como porque sabe integrar o contexto da História sem 
O livro poderia até ser transformado numa ferramenta de ensino atraente, desde que contextualizado.
Mas o prazer maior vem de algo que afectará as leitoras - e, neste caso, o género é importante - de maneira muito mais pessoal.
A protagonista do livro é um exemplo de pensamento feminino, e até femininista, que entra em confronto com a sua época e com alguns dos 
Visto que se torna amante do rei, ganhou já uma liberdade de costumes que se prolongará para o seu pensamento.
As suas reivindicações e dúvidas falam, primeiro, dos seus desejos num tempo em que as mulheres os não deveriam ter.
A dimensão individual extravasa para a consciência social da sua época, para o papel da mulher evidentemente, mas ainda para o papel subjugado da própria Humanidade aos desígnios que a Igreja, por exemplo, tem sobre as pessoas.
Um domínio sobre o livre alvedrio de cada um ao impôr leituras muito estritas acerca dos fenómenos naturais, por exemplo, já que este é um tema que tocará directamente a vida de D. Teresa de Távora.
Em serviço desta ligação do mundo à sua volta e dos detalhes da sua própria vida está a escolha que Sara Rodi fez para o registo na primeira pessoa.
Muitas vezes tornada numa confissão, cria uma sensação de diálogo com o leitor, que receberá melhor a protagonista.
Uma mulher muito bem traçada, com defeitos e peculiaridades que poderemos censurar mas que aceitamos melhor como pontos de equilíbrio para uma mulher que surge como protagonista por ter sido amante do D. José I.
Mas cujo verdadeiro protagonismo neste livro é o de mulher em confronto - pelo menos, confronto próprio - com o seu tempo.
De sobremaneira, é por não ser perfeita e por a escritora não ter expugnado as suas faltas, que D. Teresa de Távora se torna uma guia tão interessante pelo século XVIII.
Não fosse por estar imiscuída com um lado mais sórdido do reino, não poderia a ficção inseri-la em tantos momentos relevantes e transformadores.
Pelo percurso desta mulher chegaremos a conhecer as tragédias que se abateram sobre Lisboa e sobre os próprios Távoras. As tragédias que haveriam de vincar o nome do Marquês de Pombal na memória colectiva.
Ela dá-nos uma visão da História com uma perspectiva de leitura histórica pouco habitual, o que faz com que o livro nos esclareça tanto quanto nos exige que reflictamos sobre o que se passou no período da vida desta mulher.
Dar protagonismo a uma amante é, de certa forma, entrar na História por uma porta lateral. Mesmo se, neste caso, se trata de uma porta que nunca esteve escondida.
Mas não importa por onde entremos, pois também essa porta lateral vai permitir que constatemos a magnificência do edifício que se ergue para lá dela.




Autor: Sara Rodi


Editora: Esfera dos Livros


Páginas: 304


Género: Romance Histórico

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Livro Negro - Passatempo



Com esta vitória histórica de O Livro Negro, Hilary Mantel torna-se o primeiro autor britânico e a primeira mulher a receber dois prémios Booker, além de ser o primeiro autor a consegui-lo com dois romances consecutivos. Continuando o que começou com o premiado Wolf Hall, regressamos à corte de Henrique VIII para testemunhar a ascensão de Thomas Cromwell enquanto planeia a destruição de Ana Bolena.
Em 1535 Thomas Cromwell é Primeiro-ministro de Henrique VIII, e o seu sucesso ascendeu a par do de Ana Bolena. Mas a cisão com a Igreja Católica deixou a Inglaterra perigosamente isolada e Ana não deu um herdeiro ao rei. Cromwell vê o rei apaixonar-se pela discreta Jane Seymour. A gerir a política da corte, Cromwell tem de encontrar uma solução que satisfaça Henrique VIII, salvaguarde a nação e assegure a sua própria carreira. Mas nem ele nem o próprio rei sairão ilesos dos trágicos últimos dias de Ana Bolena.
Um incrível feito literário, O Livro Negro é o relato deste terrível acontecimento da História, por uma das melhores romancistas da atualidade.




A Civilização Editora deu-me a hipótese de oferecer aos leitores do blogue um exemplar do magnífico O Livro Negro.

Uma obra cuja crítica publicarei em breve, a par da de Wolf Hall, e que merece toda a atenção possível das mais vastas franjas do mundo literário.

O segundo tomo da trilogia acerca de Thomas Cromwell é o tipo de livro capaz de agradar aos leitores mais exigentes, como aos leitores que procuram algo mais "popular".

Aqueles que ainda não o tenham, ficam com esta oportunidade que terminará no dia 16 deste mês. Boa sorte!




Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Destaque Clube do Autor

Também hoje chega às livrarias outro título da Clube de Autor que merece toda a nossa atenção, pelo menos por se ter tornado um fenómeno de vendas no Reino Unido.
Mas os elogios dos críticos atestando da sua ligação à realidade, são parte dessa despertada atenção.

Com o seu romance de estreia Hilary Boyd conterveu-se na estrela da literatura para mulheres reais. Quinta-feira no Parque surpreendeu o mundo editorial.
The Independent

Emotivo, verosímil e muito bem escrito.
Closer



Quinta-feira no Parque
Hilary Boyd

Quinta-feira no Parque, tal como As Cinquenta Sombras de Grey, depressa se tornou no livro sensação do ano no Reino Unido depois de várias semanas no primeiro lugar dos mais vendidos da Amazon. 

O livro aborda o tema do amor e do sexo, este mais sugerido do que explícito, numa fase mais madura da vida. É como uma revolução. As mulheres mais velhas estão a começar a reivindicar a vida que querem para si, sem amarras. Hilary Boyd, a autora do mais recente bestseller do Reino Unido não tem dúvidas acerca do sucesso por detrás do seu livro: milhares de mulheres identificam-se com Jeanie, a protagonista de Quinta-feira no Parque.

Numa quinta-feira, Jeanie conhece Ray no parque e, aos poucos, vão cimentando uma amizade tranquila. Conversam, riem-se, partilham esperanças e segredos, e até desgostos de amor. Oferecem um ao outro uma nova oportunidade na vida e no amor, mas será que vão ter coragem de a agarrar?

Por que razão não posso encontrar-me com um homem no parque, enamorar-me e ter relações sexuais com ele? – pergunta Hilary Boyd. Lá por não ser jovem uma mulher não deixa de gostar de sexo, acrescenta. Neste sentido, Boyd acaba por incitar as mulheres a assumirem a sua liberdade de escolha e a não temerem julgamentos. Porque, afinal, o amor não tem prazo de validade.

Destaque Clube do Autor

A colecção "Os Livros da Minha Vida" lançada pela Clube do Autor ganha mais um volume, desta vez pela mão de Margarida Rebelo Pinto.
Como até aqui, a escritora trata do prefácio à obra que escolheu para esta colecção na qual destaco, além da qualidade das obras, a beleza das capas que se mantém esteticamente distintas mas sempre relacionadas entre elas. Como uma colecção deve garantir.



Noites Brancas
Fiódor Dostoiévski

Para a escritora Margarida Rebelo Pinto, Noites Brancas «é mais do que um livro que nos faz chorar de emoção, mais do que um livro terno e perfeito; é uma lição de vida imortal.» O romance de Dostoiévski foi eleito pela escritora portuguesa um dos mais belos livros de todos os tempos, e acaba por isso de integrar a Coleção “Os Livros da Minha Vida.» 

Esta é uma coleção que visa destacar alguns dos livros que ao longo dos séculos marcaram a sua época e épocas seguintes, entraram para a História da Literatura e, por qualquer razão, se tornaram especiais para determinada personalidade pública. Margarida Rebelo Pinto vem assim juntar-se a José Eduardo Agualusa (Os Maias), Teresa Patrício Gouveia (Mrs. Dalloway), Francisco Pinto Balsemão (O Grande Gatsby), Miguel Sousa Tavares (A Ilha do Tesouro) e Eduardo Marçal Grilo (O Corsário Negro). 

Numa noite luminosa, numa ponte sobre o rio Neva, um jovem sonhador depara-se com uma mulher em lágrimas. Petersburgo está mergulhada em mais uma das suas noites brancas, um fenómeno que faz as noites parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas. 

Ao longo de quatro noites, o tímido jovem e a ingénua rapariga estabelecem laços intensos, mas o desenrolar romântico deste fugaz encontro pode estar ameaçado… Mas será isso realmente o mais importante?



Os outros títulos nesta colecção





domingo, 25 de agosto de 2013

Sete Minutos (Lara Morgado)

Sete Minutos é um romance especulativo que usa uma hipótese de contornos científicos para, acima de tudo, filosofar.
Filosofar com as roupas do homem comum, não com um pensamento demasiado avançado para ser partilhado por todos.
Caso contrário, nem seria possível a Lara Morgado integrar as suas reflexões numa história cativante e cuidadosamente escrita.
Lara Morgado arrisca reflectir sobre um tema que poderia causar algumas emoções fortes na nossa sociedade: o momento em que a vida verdadeiramente começa.
Mas não esperem respostas óbvias - afinal de contas, reflectir é colocar perguntas - nem uma tendência para um dos "lados do debate".
Aqui encontramos uma reflexão sobre o início da vida que se relaciona directamente com a morte. Basta pensar que uma das personagens é médico de fertilidade e outra é uma médica de autópsias.
Entre o nascimento e a morte está a vida, que não é mais do que os momentos de consciência que os seres humanos têm para si.
A consciência é, em grande medida, aquilo que está em causa neste livro, porque a premissa do livro é a de que é possível comunicar com as almas por nascer.
E se é costume dizer que as crianças não escolhem nascer, aqui dá-se o caso das almas não quererem mesmo chegar a fazê-lo.
Muito embora o romance se refira a almas e tenha no sete um número ligado à criação católica, não senti que se pudesse reduzir a uma militância religiosa.
Se há coisa que o livro não faz é "argumentar" com o leitor. Da maneira como os elementos da história se vão revelando devagar ao longo do livro obrigam o leitor a parar para pensar cada pergunta que lhe surge em vez de, simplesmente, o levar a correr pelas folhas seguintes.
Guiados que somos pelas personagens, que vão evoluindo à medida que são confrontadas com as grandes questões sobre o sentido da vida, podemos sentir-nos um pouco pressionados por alguns elementos que têm opiniões pessimistas, vale a pena chegar ao surpreendente final para sentir que valeu a pena abarcar tudo o que o livro contem.
Peguem neste romance preparados para não ficarem indiferentes.




Autor: Lara Morgado


Editora: Guerra & Paz


Páginas: 272


Género: Romance especulativo

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sete Minutos - Passatempo




Com a preciosa colaboração da editora Guerra & Paz tenho para oferecer um exemplar do livro Sete Minutos de Lara Morgado.

Trata-se do mais recente volume do "Clube do Livro" que a editora tem em parceria com a SIC e que tem, entre edições relacionadas com televisão, permitido publicar alguns trabalhos mais ousados de autores portugueses, como é o caso deste.

Para participarem, devem preencher correctamente o formulário abaixo até ao final de dia 23 deste mês.

Podem encontrar informações sobre o livro e a resposta ao passatempo seguindo este link.




Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.

domingo, 11 de agosto de 2013

Cleopatra's Daughter: A Novel (Michelle Moran)

Uma história que poucas pessoas conhecem é que Cleópatra VII não foi a última da dinastia ptolemaica, pois também ela teve, além do seu filho que viria a ser assassinado ao alcançar o poder, uma filha chamada Selene.
A morte de Cleópatra é, pois, somente o início da história desta sua filha, pois Selene, bem como o seu irmão, é levada para Roma ainda crianças para serem criados pela irmã de Octávio, Octávia, que era também a viúva do pai dos dois: Marco António.
Este romance histórico coloca-nos bem no centro de Roma no momento da ascensão ao poder de Octávio. E faz-nos sentir que vivemos tal período, o que é aquilo que se exige a um romance histórico, mais do que simplesmente dar informação ao longo de uma narrativa, há que fazê-la reviver perante o leitor.
A personagem de Selene está brilhantemente construída, de forma multifacetada. Somo surpreendidos pela forma como a princesa egípcia parece tão precoce e, ainda mais do que isso, tão contemporânea no período da sua pré-adolescência.
Para além de, como todas as raparigas da sua idade, se interessar por rapazes e roupas, a jovem tem também um grande gosto pela aprendizagem e, ainda, um exuberante talento para o desenho.
Ao longo do livro torna-se numa arquitecta promissora e ocupa a sua mente com questões prementes da época, como a escravatura ou o decorrer dos julgamentos.
À sua volta, muitos dos restantes personagens históricos são-nos apresentados de forma pungente e cheia de vida. Chegamos a sentir que eles podem estar ao nosso lado no momento em que falam, de tal modo são vivos e realistas os seus diálogos.
Considero este livro uma das melhores leituras dentro do género, não restringindo esta consideração à Era a que se refere.
Nunca esquecerei a viagem aqui proporcionada por Michelle Moran, a uma época e um espaço tão marcantes.
O livro leva-nos aos locais mais marcantes do século I a.C. e ilustra de forma realista a maneira como decorria a vida de então, o quotidiano, os usos e costumes dos habitantes de Roma, desde os patrícios até à plebe e mesmo aos escravos.
O que nos leva a conhecer muito da nossa origem latina e também nos dá uma estranha sensação de contemporaneidade perante as casas de férias ou os rolos servindo de guias turísticos, perante os julgamentos com advogados de defesa e acusação ou as grandes lojas/armazéns dedicados em exclusivo à moda.
Uma leitura imperdível nesta pequena preciosidade.




Autor: Michelle Moran


Editora: Crown Publishing Group


Páginas: 464


Género: Romance Histórico

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Destaque Vogais

Uma novidade agora chegada ao mercado data, originalmente, de 1869. Esta agora é uma reedição da versão aumentada de 1873, a primeira feita neste século XXI e em consonância com o Acordo Ortográfico.
Para melhor conhecer os que realizaram grandes feitos no e pelo nosso país.



Portugueses Ilustres
Manuel Pinheiro Chagas

Portugueses Ilustres é uma obra fundamental de Pinheiro Chagas, um dos mais notáveis escritores portugueses de todos os tempos. A Vogais faz agora chegar às livrarias a primeira reedição, com ortografia atualizada, da edição revista e ampliada pelo próprio autor.
Este clássico do final do século xix é um compêndio de pequenas biografias dos portugueses mais ilustres de sempre, escrito num tom de exaltação dos grandes feitos nacionais.
Começando em Viriato e terminando em Almeida Garrett, Portugueses Ilustres apresenta aos leitores as vidas e conquistas de 133 personalidades, tais como D. Afonso Henriques, D. Dinis, Fernão de Magalhães, Vasco da Gama, Marquês de Pombal, Camões, Padre António Vieira ou Gil Vicente — exemplos de esperança que vêm da História.
Escrito numa linguagem simples e acessível, esta é uma obra indispensável para adultos e crianças conhecerem algumas das personalidades mais importantes da História de Portugal. Em tempo de descrença nas elites nacionais, este é um livro que recorda os feitos dos grandes Portugueses, exemplos de esperança que vêm da História.





Manuel Joaquim Pinheiro Chagas foi um prolífico escritor, jornalista e político português. Nascido em Lisboa em 1842, destacou-se nas letras como romancista, historiador, crítico literário e dramaturgo, sendo eleito o mais popular escritor português do seu tempo. Escreveu inúmeros romances históricos e diversas peças de teatro, bem como diversas obras de história e crítica. Tendo frequentado o Colégio Militar, a Escola do Exército e a Escola Politécnica de Lisboa, Pinheiro Chagas interessou-se pela política, notabilizando-se como orador e desempenhando, em 1883, os cargos de deputado e de ministro da Marinha e Ultramar.
Na sua carreira jornalística fundou, em 1876, o Diário da Manhã, colaborando também como vários jornais e revistas, entre os quais O Panorama, Gazeta de Portugal, Diário de Notícias e Artes e Letras. Nestes periódicos assinou numerosos artigos de crítica literária. Faleceu em Lisboa em 1895, dois anos depois desta sua obra definitiva.


Leiam os primeiros capítulos do livro aqui.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Arte dos Livros (2)



Utilizando, sobretudo, antigos livros pulp, o fotógrafo americano Thomas Allen constroi pequenos cenários que não só valorizam os livros originais - por mais absurdos que os seus títulos parecem - como também criam novos significados para as figuras das capas.

O resultado é, no mínimo, fascinante, recuperando a beleza de imagens que se tornaram já vintage mas que têm uma qualidade soberba.

O artista dá nova vida aos livros, mesmo se não for a mesma que lá está escrita...

E, inegavelmente, fica-se com vontade ler títulos tão inesperados como The Nymph and the Lamp.

Encontrem mais do excelente trabalho de pop up do autor no seu site: http://thomasallenonline.com/




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Destaque Europa-América

Agora que o novo livro de Dan Brown, Inferno, chegou aos escaparates nacionais, muitas obras irão explorar o filão e fazer interpretações sobre os muitos sentidos ocultos e a relação que o livro tem com aquela que é a primeira parte - e a mais citada - da Divina Comédia.

Nada melhor, no entanto, do que regressar ao original ou tão perto quanto possível, no momento em que a Europa-América relança Inferno (o de Dante, entenda-se).

Trata-se da versão em prosa, acompanhada de anotações académicas que destacam a importância e os significados do texto.



O Inferno
Dante Alighieri

A mais extraordinária criação daquele que foi o maior poeta italiano de todos os tempos e um dos espíritos mais brilhantes de que a Humanidade se pode orgulhar.

«Pelo seu carácter ardente e reflectido, pela sua imaginação criadora e visionária e pelo seu profundo realismo, pelo equilíbrio entre o sentimento religioso e o sentimento cívico e político, pela sua altivez indomável. Dante é um dos espíritos mais completos e mais universais de todos os tempos.»

«Foi sobretudo em O Inferno que Dante soube dar livre curso à sua imaginação descritiva.»

terça-feira, 16 de julho de 2013

Destaque Esfera dos Livros

Amanhã será a apresentação do livro que resultou de um longo trabalho de investigação de Gustavo Sampiao e que pretende acordar ainda mais a consciência dos portugueses para a realidade que continua a dominar os meandros do poder apesar da crise que deveria ter mudado os hábitos do país.

Carreguem na imagem abaixo para verem toda a informação da sessão.




Os Privilegiados
Gustavo Sampaio

Dos 230 deputados à Assembleia da República, 117 estão em regime de part-time, acumulando as funções parlamentares com outras atividades profissionais no setor privado. Advogados, juristas, médicos, engenheiros, consultores, empresários, etc. Em diversos casos, prestando serviços remunerados a empresas que operam em setores de atividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos deputados integram. Ao que se acrescem as ligações a empresas (cargos de administração, participações acionistas, serviços de consultoria, etc.) que beneficiam de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas visando a execução de obras, o fornecimento de produtos ou a prestação de serviços.
Conflitos de interesses? Dezenas de exemplos concretos são apresentados nas páginas deste livro.
Dos corredores do poder político para as salas de reunião dos conselhos de administração, e demais órgãos sociais, das maiores empresas portuguesas, com ou sem período de nojo. Um fluxo recorrente entre cargos públicos e privados. Das 20 empresas cotadas no índice PSI 20, por exemplo, 16 contam com ex-políticos em cargos de administração. Por vezes são ex-governantes que decidiram sobre matérias que implicam as empresas para as quais vão depois trabalhar, ou até administrar.
Sabia que as subvenções vitalícias dos políticos foram criadas numa altura em que Portugal estava sob assistência financeira do FMI? Que foram alvo de um veto presidencial? Que duplicam de valor quando o beneficiário alcança os 60 anos de idade? Que apesar de terem sido revogadas há 8 anos, o número de beneficiários continua a aumentar? Que a identidade dos beneficiários passou a ser secreta? Ou que há políticos que a requereram com idade inferior a 50 anos?
Pedro Passos Coelho prometeu que iria fazer nomeações com base no mérito e não nas ligações partidárias. Apesar da maior transparência, as 142 nomeações com ligações partidárias para altos cargos dirigentes na Administração Pública, identificadas neste livro, demonstram que os boys continuam a ser favorecidos.
O jornalista Gustavo Sampaio traz-nos um livro revelador, onde depois de uma exaustiva e rigorosa pesquisa, apresenta-nos as zonas cinzentas entre o interesse público e privado, e faz as ligações que nos permitem perceber como políticas e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

D. Teresa de Távora - Passatempo



«De mim recordarão que fui amante de Sua Majestade D. José I de Portugal e dos Algarves. Mulher perigosamente bela, de uma volúpia cegante para os homens. Lembrar-se-ão que traí o meu marido Luís Bernardo de Távora enquanto ele auxiliava o seu pai nas mais diversas façanhas na Índia. Contarão as vezes em que me viram trocar olhares em público com o rei, mesmo na presença da rainha.»

Quando Lisboa tremeu por debaixo dos seus pés, D. Teresa de Távora recordou cada uma das palavras premonitórias que o padre Malagrida lhe escrevera. Cada grito desesperado que ouvia nas ruas destruídas da cidade eram a prova de que era ela a causadora de toda aquela desgraça. Os seus atos pecaminosos. A sua beleza, a sua sensualidade, o adultério vergonhoso que envolvia a sua relação amorosa com o rei de Portugal… Depois do sucesso de D. Estefânia, Um trágico amor, Sara Rodi regressa à escrita para nos contar a extraordinária história de D. Teresa de Távora a amante do rei D. José I. Narrado na primeira pessoa e baseado numa minuciosa pesquisa, somos levados a conhecer a vida desta mulher que viveu no século XVIII. Um século marcado pelo trágico terramoto de Lisboa, a ascensão ao poder de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, e o sangrento processo dos Távora. Nesse fatídico dia de 13 de janeiro de 1759, D. Teresa viu morrer no cadafalso o seu marido Luís Bernardo, o irmão, o sogro, a sogra D. Leonor, cunhados e sobrinhos. Perdeu o nome Távora, arrancado da toponímia e dos brasões, manchado pela vergonha para todo o sempre, e perdeu a liberdade por que tanto havia lutado. D. Teresa de Távora não foi casta. Não praticou grandes obras. Não foi uma esposa fiel. Foi apenas mulher. E esta é a sua história.




Neste passatempo com o apoio da Esfera dos Livros, temos um exemplar de D. Teresa de Távora para oferecer.

Para estarem habilitados ao prémio, terão de fazer "Gosto" nas páginas de Facebook da Esfera dos Livros e do Páginas com Memória.

O passatempo estará activo até ao final de dia 21 deste mês. Boa sorte a todos!




Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Destaque Oficina do Livro

Trita anos depois, um verdadeiro best seller em português volta a estar disponível para uma nova geração de leitores: Filhos da Costa do Sol de Manuel Arouca.



Filhos da Costa do Sol
Manuel Arouca

A LeYa/Oficina do Livro vai fazer chegar às livrarias, esta semana, uma nova edição do livro Filhos da Costa do Sol, de Manuel Arouca. Retrato impiedoso de uma geração inquieta mas cheia de romantismo e ideais, a obra desvendava sem complexos os grandes temas da época: famílias dissolutas, sexo, droga e novos valores. Uma história de amor e morte passada nos dias agitados do pós 25 de Abril mas que também revelou a vida despreocupada da Costa do Estoril, e ainda o confronto com uma sociedade fechada e os seus preconceitos. Mais do que comemorar os quase trinta anos da publicação deste livro de Manuel Arouca, que vendeu mais de 100 mil exemplares desde que saiu, em 1984, esta nova edição recupera um clássico dos anos 80 que marca uma geração e um estilo de vida e que é um Instantâneo fotográfico de uma sociedade que ainda hoje vive e perdura na Linha do Estoril.



Informações biográficas
Manuel Arouca (Moçambique 1955) é escritor, roteirista e produtor. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa (1986), abandona a advocacia e opta pela escrita de livros e guiões. Em 1984 edita o seu primeiro romance, Filhos da Costa do Sol, romance que se tornou bestseller e que marcou a literatura portuguesa dos anos 80. Em 2000 escreve a novela Jardins Proibidos, um enorme sucesso que vem revolucionar a TV portuguesa. Em 2005, a Oficina do Livro edita Deixei o Meu Coração em África, que vai já na sua décima edição. Autor de mais de dez livros, oito novelas, cinco séries de televisão e quatro documentários, Manuel Arouca acaba de lançar, no Brasil, também pela LeYa, o seu livro de estreia naquele mercado: chama-se O Anjo Surfista e foi apresentado no final de junho, no Rio de Janeiro, numa livraria cheia - um feito para um escritor português naquele país. Associado a questões religiosas, O Anjo Surfista está a motivar várias iniciativas mediáticas ligadas às Jornadas da Juventude que se avizinham no Brasil e dará em breve lugar a um documentário televisivo.

sábado, 6 de julho de 2013

Destaque Porto Editora

As personagens de Orgulho e Preconceito têm servido a várias reinterpretações, incluíndo com zombies, mas esta promete dar mais uma reviravolta original às histórias que ainda podem existir dentro do universo de Jane Austen.
Trata-se de um policial, pela mão da mestre do género P.D. James, e protagonizado por Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy.
O livro estará à venda a partir de dia 12 de Julho e será adaptado a uma série de televisão pela BBC para comemorar os 200 anos da publicação do livro original.



Morte em Pemberley
P. D. James

1803. Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy – o famoso par de Orgulho e Preconceito –, casados há já seis anos e com dois filhos, não podiam estar mais felizes na imponente propriedade rural de Pemberley. Até ao dia em que Lydia, uma das irmãs Bennet, chega à mansão gritando que o marido foi assassinado na floresta. Em Morte em Pemberley, P. D. James combina as suas duas maiores paixões: a literatura policial e a obra de Jane Austen. O romance é uma clara homenagem à grande autora novecentista, mas faz justiça também às melhores histórias de assassinato, seguindo a tradição dos grandes romances de mistério sobre a aristocracia inglesa. Ou não fosse P. D. James a grande senhora do crime nas terras de Sua Majestade…


terça-feira, 2 de julho de 2013

(Notícia) José Luís Peixoto recebe prémio

Prémio Salerno Livro d'Europa é um galardão recém-criado em Itália para premiar autores europeus com menos de quarenta anos.

Foi com o título de 2010, Livro, que José Luís Peixoto se distinguiu dos outros quatro finalistas (Jakuta Alikavazovic, Arno Camenisch, Paolo Di Paolo e Judith Schalansky) perante o júri constituído por 50 leitores e 50 personalidades, todos ligados ao mundo editorial italiano.

O escritor vê, assim, reconhecido mais uma vez um dos seus livros que mais investimento pessoal lhe exigiu e do qual vê o seu tema - a emigração - cada vez mais actual.

Mais detalhes desta notícia podem ser encontrados aqui e aqui.

Aqui deixamos, igualmente, os nossos parabéns ao escritor. E a continuação de sucesso dentro e, sobretudo, fora de portas em nome do reconhecimento da literatura que por cá se faz.