segunda-feira, 9 de julho de 2012

À conversa com Isabel Machado

Foi através de email que a autora Isabel Machado recebeu as minhas perguntas. Sem evitar nenhuma, mesmo aquela sobre o seu futuro trabalho, antes aproveitando para se alongar em alguns temas importantes.
A entrevista tentou, como sempre, falar da obra - neste caso, de Isabel I de Inglaterra e o seu médico Português - mas também do próprio percurso da autora e do que o seu trabalho contribui para a sua visão da actualidade do país.
Espero que gostem do resultado final.





- Porque escolheu o romance histórico como género para a sua obra de estreia?
Na verdade, foi um desafio que me lançaram e que aceitei logo, perfeitamente consciente da loucura que estava a fazer. De qualquer forma, sempre gostei deste género literário e adoro história. Da experiência que tive, estou convencida que só quem goste muito de história deve avançar para uma coisa destas. O trabalho de pesquisa pode desmotivar o mais afoito! Chega a ser brutal.


- Que romances históricos leu que a fizeram sentir-se mais inclinada a este género?
Tenho lido muitas coisas, a começar pelos incontornáveis Walter Scott e Alexandre Herculano. Devo dizer que gosto muito dos pré-românticos e dos românticos ou dos romancistas e poetas de inspiração romântica, incluo neste grupo desde Jean-Jacques Rousseau, Victor Hugo, o nosso Almeida Garrett, Chateaubriand, ou os americanos Nathaniel Hawthorne e o magnífico Walt Whitman. Todos estes autores me marcaram muito na juventude, claro que nem todos fizeram exactamente romance histórico. Entre os mais recentes, gosto muito de Gore Vidal, Amin Maalouf, mas tento ler coisas diferentes, nos últimos anos também incluí Phillippa Gregory, de que não gostei logo, admito, tem uma linguagem e um ritmo muito próprios mas que aprendi a apreciar porque os seus romances se passam imediatamente antes e durante a dinastia Tudor. Desta época, há um romance histórico brilhante, da Hilary Mantel, chamado Wolf Hall, sobre Thomas Cromwell, o controverso ministro de Henrique VIII. Entre os autores portugueses, há excelentes romances históricos contemporâneos, muito diferentes entre si, de Fernando Campos a Saramago, entre muitos outros mais jovens, não quero referir nomes porque acho injusto se me esquecer de algum.


- Que outras influências tem a sua escrita?
Não sei responder directamente a essa pergunta, talvez os outros o possam fazer melhor do que eu, não tenho o distanciamento necessário. O que posso dizer é que também fui muito marcada por grandes romances de crítica social ou de grande densidade psicológica de Charles Dickens, Stendhal, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Flaubert, Emile Zola. Eu quis escrever uma história que trouxesse algo de novo e que pudesse ser lida por toda a gente, sem banalizar. Límpida, clara, mas com uma linguagem agradável, com pormenores, ensinando também. Sentia uma responsabilidade enorme por trazer pela primeira vez para a literatura portuguesa esta figura decisiva da história mundial e outras suas contemporâneas. Quis humanizá-las, torná-las familiares ao público português, respeitando sempre muito o contexto histórico. Quis enquadrar as personagens no período em que viveram, explorando a política, a religião, a medicina, a espionagem, as diferenças entre as classes sociais. E, claro, cruzando a história dos dois países, com uma perspectiva crítica.


- Como se consegue escrever um romance histórico de 512 páginas?
Praticamente enlouquecendo, nós e os que estão à nossa volta. Com muito trabalho. Muito trabalho. Alguns momentos de desespero mas tem de se acreditar. Pus na secretária um pequeno livrinho, que comprei há uns anos, com o título Keep Calm and Carry On, aquele slogan fabuloso dos cartazes ingleses durante a II Guerra Mundial e que, de repente, ficou na moda. Com determinação e trabalho tudo se consegue. Agora, acho que houve um factor fundamental que foi o prazo que eu tinha para escrever. Sou muito desorganizada com papéis, a minha secretária e o chão à volta é um caos, perco-me no meio dos meus próprios apontamentos, dos livros, das fotocópias, é mesmo muito mau, mas sou extremamente cumpridora. Sou incapaz de falhar um prazo. Portanto, mesmo que caísse para o lado no final, como veio a acontecer, tinha que entregar o livro no dia previsto. Acho que isso ajuda. Ser cumpridor é fundamental porque nem nos ocorre que iremos falhar. Podemos morrer a seguir mas honramos o compromisso.


- Quanto tempo lhe durou a pesquisa e, depois, a escrita em si mesma?
Não chegou a um ano, quase um ano, no total. Uma verdadeira loucura. Nos meses finais, não fazia mais nada, vivia quase totalmente alienada da realidade. A pesquisa desenvolve-se no início mas, na verdade, nunca me abandonou completamente. Estava sempre a confirmar factos, pequenas coisas, aparentemente mínimas, mas muito importantes. Coisas que só nos ocorrem quando já estamos a escrever, por se tratar de uma época bastante recuada colocam-se imensas dúvidas no meio de uma cena, de uma descrição, pormenores do dia a dia, dos hábitos daquela época, até dos legumes que se comiam numa determinada altura do ano, as flores que havia, os materiais, os objectos, tudo o que se possa imaginar.


- Porquê este período histórico em concreto? Alguma atração especial por Isabel I de Inglaterra?
Primeiro, escolhi a figura, Isabel I. Porque é uma mulher que sempre admirei, que se impôs num mundo de homens, governando de uma forma muito sui generis, muito feminina, uma mulher brilhante, cultíssima, manipuladora, com um humor extraordinário, mas contraditória, carente, insegura, indecisa, atrevida, picante, de uma vaidade absurda. Consegue sobreviver até chegar ao trono devido à sua inteligência, astúcia e determinação. E depois, confundindo tudo e todos, vai impor a sua vontade: não casa, evita as guerras até ao limite, pacifica o reino, cria uma igreja anglicana moderada, apoia a literatura e as artes em geral e projecta Inglaterra no mundo. Isabel I altera a ordem de poder na Europa para sempre. O período histórico também era irresistível: o Renascimento é uma das épocas mais fascinantes da Europa, com todas as convulsões religiosas, políticas, artísticas e científicas que trouxe. 


- Sente-se na sua obra uma vontade de mostrar o lado mais humano de cada personagem, isto é propositado? Qual a intenção disso mesmo perante o leitor?
Sim, é rigorosamente propositado. Foi, aliás, um dos principais objectivos a que me propus desde início.  Eu não queria escrever um daqueles romances históricos em que os acontecimentos se sucedem uns aos outros, sem pausas para pensar, reflectir. Acho que este não é um livro que se lê de um fôlego. Quis dar densidade às personagens. Densidade e coerência, mesmo na sua aparente incoerência, como é o caso de Isabel I. Acredito que todos nós somos, acima de tudo, pessoas e a nossa forma de ser determina tudo o resto. Eu queria que os leitores “vissem” aquelas figuras, que lessem as suas pequenas reacções, que as interiorizassem. Quis defini-las com muito cuidado. Em primeiro lugar a rainha, foi um trabalho muito interessante porque é difícil encontrar uma personalidade mais complexa do que Isabel I. E todos os outros. Por exemplo, William Cecil, Francis Walsingham e Robert Dudley, os principais conselheiros do reinado, eram com certeza pouco conhecidos de muitos portugueses, todos muito diferentes entre si. Quis vincar bem a personalidade de cada um na forma como se exprimiam, como falavam com a rainha, os seus gestos, as roupas que vestiam.  Walter Raleigh é outro caso, não poderia passar ao lado da sua extravagância, daquela vaidade insana, daquele excesso que encantou Isabel, sempre atraída por homens belos e exagerados. Era fundamental para mim aprofundar a componente humana, as angústias, as paixões, as vaidades, os medos, o amor, a raiva, o ciúme, sentimentos que todos conhecemos mas que expressamos de maneiras tão diferentes. Penso que nenhum leitor, ao fim de algumas páginas, está à espera que o William Cecil entre aos gritos pelos aposentos da rainha, como ponho o Robert Dudley ou, mais tarde, o conde de Essex a fazer. Mas ninguém a vergava como ele. Ou que o Francis Walsingham recorra à lisonja ou aos floreados para falar com a rainha. É directo, quase brutal. Gosto de personagens bem marcadas e dos contrastes, do ridículo, do absurdo.

- Com que ideia ficou de Isabel I de Inglaterra? E de Rodrigo Lopes?
Fiquei com a ideia de que era uma mulher bastante marcada pela sua infância e juventude. Muito atormentada pelo passado. Começo o livro com um pesadelo por isso mesmo. Acho que o principal motivo que a levou a não casar - para além da sua indecisão crónica - foi o medo. Medo de ser infeliz, medo de perder o apoio popular, medo de subjugar o reino a interesses de fora. Precisou de ter o poder todo mas era brutalmente carente. Surpreendeu-me muito a sua dificuldade em tomar decisões. Foi talvez a maior surpresa para mim, imaginamos sempre Isabel I como uma mulher de pulso de ferro, que corta a direito e decide rapidamente e com frieza. Pois, era exactamente o contrário. Não conseguia decidir. Mas depois, sempre que o perigo era real e imediato, não hesitava, como aconteceu com a ameaça da Invencível Armada. Foi o momento mais brilhante do seu reinado. 
Com o Rodrigo Lopes foi um trabalho muito diferente. Não há quase nada sobre a personalidade dele, o que existe é preconceituoso, racista, completamente parcial, era um estrangeiro e um judeu e é sob essa perspectiva que ele é descrito. Inventei-lhe uma personalidade que me pareceu coerente com as actividades que desenvolve, fazendo-o aparecer desde cedo como um homem muito ambicioso e insatisfeito com a estagnação, alguém que quer sempre mais. Sendo o primeiro físico residente numa grande instituição hospitalar de Londres, existe uma única descrição de um tratamento inovador que fez, compus a personagem como alguém com sucesso profissional, sempre em busca de conhecimento, baseando-me em estudos de outro médico português que fez furor na Europa, mais ou menos na mesma época, Amato Lusitano. Por outro lado, para agradar à rainha, sabe-se que lhe lia livros, tinha de ser sofisticado, inteligente, culto, interessante. Isabel I era exigentíssima com a escolha dos raros eleitos que partilhavam a sua privacidade. Acima de tudo, era um português que eu quis tratar bem, não ocultando as debilidades do seu carácter, como eu as imagino. Também não há nada que nos fale das suas relações com a família, os amigos, os colegas. Casou realmente com Sarah Anes e estava integrado na comunidade portuguesa de Londres, isso é tudo real. Mas o seu contexto familiar, a história de amor com Sarah e a grande amizade com Heitor Nunes, também uma personagem real, são romanceados. 


- A versão que chegou aos nossos dias do relato sobre Alcácer Quibir e a ocupação espanhola parece-lhe a correcta?
Não, não me parece nada correcta e deixo isso bem claro no livro. Ninguém nos contou na escola que uma boa parte da nobreza e do alto clero de Portugal foi subornada por Filipe II. Só nos disseram que ele invadiu Portugal, o que é rigorosamente verdade também. Mas até chegar à invasão, entre a batalha de Álcacer-Quibir e a entrada das forças de Filipe II, passam-se dois anos, dos quais nós praticamente nada sabemos. O que se ensina na escola é a morte de D. Sebastião, seguida da morte de Luís de Camões e a perda da independência. E tudo o que se passou entretanto? A corrupção, a compra das elites por parte do rei espanhol e a desavença entre os portugueses? É evidente que muita nobreza e boa parte da elite militar foram desbaratadas no norte de África. Mas se os pretendentes se tivessem unido, pressionado o cardeal D. Henrique, o grande responsável pela desgraça, Filipe II não teria tido a vida tão facilitada. É neste contexto que desenvolvo uma outra personagem, que me parece fascinante, o D. António, prior do Crato e outros heróis portugueses, da nobreza e do povo, que não se resignaram e se levantaram em armas contra o mais poderoso exército do mundo, mesmo sem qualquer preparação. Foram momentos de grande heroísmo que quis homenagear, digamos assim. Aliás, Portugal aparece sempre na história com uma nota de afecto, também propositada, em todos os capítulos aqui passados, no Crato, em Coimbra, Lisboa, Santarém, Peniche, Cascais ou Estoril. Alguns destes locais foram cenários reais de momentos muito dramáticos. 


- Iremos ter mais livros seus versando este mesmo tema? Já existem planos para o próximo? Podemos saber algo sobre a figura histórica?
Ainda não posso adiantar nada, apenas que estou em início de pesquisa.


- Como vê o actual estado da Literatura Portuguesa? E do Romance Histórico em particular?
Acho que a literatura portuguesa atravessa um momento de grande pujança, grande vigor, com muita qualidade. Para além dos grandes nomes consagrados da segunda metade do século XX, apareceu nos últimos 10, 15 anos, uma geração fabulosa de escritores. O romance histórico está bem e recomenda-se. Há cada vez mais autores, o género está em franca expansão e isso é óptimo. Acredito que o romance histórico capta novos leitores, as pessoas gostam muito de aprender história de forma lúdica, que é um dos grandes objectivos deste género literário. Há para vários gostos e ainda bem. A diversidade é uma mais-valia.


- O que está a ler neste momento ou leu recentemente que recomende aos leitores?
O drama da pesquisa é que se fica de tal maneira imerso em informação histórica que se tem pouco tempo para ler, mas vai-se arranjando aos bocadinhos. Por isso, não resisto a partilhar o que vou tentando ler, nos intervalos, um livro delicioso que uma amiga me emprestou há duas semanas, do Bill Bryson, que escreveu há uns anos a Breve História de Quase Tudo. Este chama-se Em Casa. Um livro diferente, vale a pena.


- De todas as actividades que já desempenhou, qual a que a preencheu mais?
Do passado, talvez a grande reportagem, em televisão, e a reportagem alargada na imprensa. Mas guardo memórias maravilhosas dos anos de ensino. Tenho uma admiração imensa pela figura do educador, do professor. Foi uma grande entrega, eu ensinava português e francês, duas disciplinas normalmente odiadas, como a matemática, e, por isso mesmo, foi muito difícil mas muito gratificante. Vivia intensamente as dificuldades dos alunos, esforcei-me sempre por simplificar, acho que é esse o caminho. Acredito que um professor consegue fazer milagres. De vez em quando, sinto saudades da televisão mas adoro o que estou a fazer agora. Talvez seja esta a actividade que mais me preenche.


- Que balanço faz da sua participação no Canal Parlamento? A nossa democracia está de boa saúde?
Foi insuficiente, saí por minha vontade, por motivos de saúde e de princípio, recusei-me a vir para casa com uma baixa de longa duração, sou ferozmente contra isso, excepto em casos muito graves, mas saí com grande frustração e pena. Sempre sonhei fazer reportagens no Canal Parlamento. Pequenos documentários também, há muitas formas de aproximar os cidadãos do seu Parlamento e dar a conhecer o que ali se faz. Quanto à democracia, são os cidadãos que devem controlá-la. Avançou-se muito em Portugal porque tínhamos um grande atraso mas a democracia é um trabalho permanente, nunca nos devemos alhear porque isso seria matá-la. A democracia vem da população. Votar é um dever, é o principal dever. Outro é participar mais. As pessoas têm imensa força, todas as conquistas da humanidade se deram com muito, muito esforço. Devíamos abandonar a nossa zona de conforto. Choca-me que exista em Portugal ainda tanto medo. É talvez das coisas que mais me choca. Ainda se vive amordaçado em Portugal.


- Depois de ter vivido nos Estados Unidos e em Macau, como olha para a Europa e para Portugal em particular?
Precisamente por ter vivido nos Estados Unidos e na Ásia, acredito profundamente no ideal europeu. Acho a União Europeia uma conquista maravilhosa, juntar quase 3 dezenas de países com línguas, história, culturas diferentes, que se guerrearam durante séculos, é um exemplo para a humanidade. A Europa é pioneira nas lutas pela liberdade, pelos direitos humanos, como a época de Isabel I bem mostra. Acho que se deve fazer tudo, tudo para salvar a Europa. Mas sou muito crítica, há muitos anos. A guerra nos Balcãs devia ter acordado a União Europeia, incapaz de resolver um conflito brutal, um genocídio, às suas portas que, ainda por cima, era mostrado em directo e a cores pela televisão diariamente. Foi terrível assistir à ineficácia das negociações durante anos. Acredito nas capacidades do ser humano. Acredito em Portugal também. Vivemos momentos muito difíceis mas se há coisa em que os portugueses são especialistas é a sobreviver a crises. Tenho de reconhecer que até um optimista como eu às vezes desespera...mas quero terminar com uma nota positiva e dizer que acho que existe um génio português.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Destaques Civilização

No mês de Julho destaca-se o lançamento de mais uma obra do Prémio Nobel Naguib Mahfouz. Mas também para o público juvenil há novidades!



Miramar (Naguib Mahfouz)

Um romance coeso e de grande carga emocional sobre vidas que se cruzam, Miramar desenrola-se na Alexandria do início dos anos 60. Seis personagens, todas agora exiladas por força das circunstâncias, tornam-se residentes da elegante e decadente Pensão Miramar. A figura central é Zohra, a bela camponesa cuja relação com as outras cinco personagens simboliza a essência da realidade política e social da época.




A Arca (Victoria Hislop)

Tessalonica, 1917. No dia em que Dimitri Komninos nasce, um incêndio devastador varre a próspera cidade grega, onde cristãos, judeus e muçulmanos vivem lado a lado. Cinco anos mais tarde, a casa de Katerina Sarafoglou na Ásia Menor é destruída pelo exército turco. No meio do caos, Katerina perde a mãe e embarca para um destino desconhecido na Grécia. Não tarda muito para que a sua vida se entrelace com a de Dimitri e com a história da própria cidade, enquanto guerras, medos e perseguições começam a dividir o seu povo.
Tessalonica, 2007. Um jovem anglo-grego ouve a história de vida dos seus avós e, pela primeira vez, apercebe-se de que tem uma decisão a tomar. Durante muitas décadas, os seus avós foram os guardiões das memórias e dos tesouros das pessoas que foram forçadas a abandonar a cidade. Será que está na altura de ele assumir esse papel e fazer daquela cidade a sua casa?






O Feitiço da Clorofila - Leila Blue n.º 3 (Miriam Dubini)

Uma mensagem misteriosa chega à cave mágica de Primrose com um pedido de ajuda da bruxinha mais desastrada do mundo. Leila tem de cumprir a sua primeira missão como bruxa! No entanto, tem uma enorme surpresa: a mensagem vem do jardim da sua pior inimiga, Ivy Bullitpot, recentemente nomeada a nova rainha das bruxas. Com a ajuda do inseparável Florian, Leila vai viajar para os maravilhosos fiordes noruegueses, onde há harpas encantadas e lobos que falam, e descobrir a mais poderosa de todas as magias: o perdão.





André Topa-Tudo no País dos Minorcas (António Torrado)

O André Topa-Tudo é um superbebé que já nasceu ensinado. Parece que, depois das aventuras por que passou no primeiro livro da série, André Topa-Tudo no País dos Gigantes, se esqueceu, em grande parte, do que tinha aprendido. Mas esqueceu-se mesmo? Uns estranhos escuteiros rechonchudos começam a aparecer na loja de flores da mãe do André e esgotam os amores-perfeitos. Ao que vêm eles? O Andrezinho, de chupeta ao canto da boca, franze a testa. Terá suspeitado de algum perigo? Algo de muito grave está para acontecer. Mas o quê? Só lendo se saberá.





O Segredo da Felicidade (Luísa Ducla Soares)


Era uma vez um rei tão infeliz que chorava pelos olhos e pelo nariz. Nada lhe parava as lágrimas, que alagavam o palácio e constipavam a rainha, forçada a dormir numa cama sempre molhada. Vieram médicos famosos e bruxas de renome, até que um sábio declarou que o rei se curaria se vestisse a camisa de um homem feliz. Poderia o conto acabar com um provérbio: A RIQUEZA NÃO TRAZ A FELICIDADE, mas a autora e os criados não se conformaram com este fim e inventaram mais três, todos terminados com provérbios populares. Não há provérbios para todas as situações?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Destaques Marcador

Aqui ficam as informações sobre todos os lançamentos que a editora Marcador fez neste mês de Junho.


Matar à Portuguesa

Carlos Tomás, Valdemar Pinheiro e Luís Fontes

Portugal, país de brandos costumes, reúne em décadas de história alguns dos crimes mais sórdidos, macabros e sangrentos jamais vistos. Neste livro encontra a história de cada um deles, vista por quem acompanhou estes assassinos de perto e sentiu toda a frieza de quem mata. Matar à Portuguesa reúne num só livro os crimes que chocaram e abalaram o nosso país, pelo teor da sua violência, morbidez e sangue frio. Escrito por três jornalistas especialistas em criminologia, esta obra leva-nos às profundezas da mente de assassinos como o Estripador de Lisboa, Rei Ghob, o Mata-Bófia, entre outros, e pretende desvendar todos os casos, bem como factos inéditos, nunca antes revelados.




 O Quente Aconchego da Mãe Negra

Sérgio Veiga

O Quente Aconchego da Mãe Negra é a voz de um povo, o sangue africano em páginas de relatos verdadeiros vividos na primeira pessoa. Relatos arrebatados do mais íntimo da rara sapiência dos velhos contadores de histórias de Moçambique. 
Esta obra que nasceu das horas que Sérgio Veiga passou como caçador na savana africana, caçador profissional, o que viu na penumbra das emboscadas, o desenrolar das histórias, o viver das personagens.
É com o seu instinto de quase predador que Sérgio Veiga constrói nestas páginas o trilho até à sua alma. 

Um romance inesquecível para todos os que têm África no coração.




Guia das Tascas e Tabernas de Portugal

Orlando Leite

O Guia das Tascas e das Tabernas de Portugal é o primeiro guia do género publicado no nosso país, que lhe dá a conhecer esses locais que são uma referência, um ponto de encontro no final de cada “jorna”, onde se partilham as cervejas, as histórias, as mágoas e se têm as discussões mais ou menos encaloradas e que fazem parte da vida de várias gerações e classes sociais. Uma viagem que se faz de Norte a Sul, com passagem pelo Alentejo e pelas Ilhas.

O Guia oficial dos mais autênticos e castiços espaços para comer, beber e conversar em Portugal.






A Dieta Simples

Iara Rodrigues

Quer perder peso mas não consegue ter motivação?
Quer perder peso mas não sabe como?
Emagrecer é o que mais quer, mas acha que não consegue?

Esqueça os mitos, as dificuldades, as barreiras, os comprimidos, as dietas loucas!
Tudo o que precisa para perder peso está em si próprio e Iara Rodrigues mostra-lhe que é possível emagrecer sem perder a cabeça, nem fazer sacrifícios. 

Em passos simples com conselhos práticos, forma de motivação, informações genéricas e científicas, A Dieta Simples é a solução perfeita para cumprir o seu objetivo de perder aqueles quilos. Perder peso pode ser uma missão agradável. E que permite cometer “pecados”! Só tem de aprender a fazê-lo com satisfação.
Inclui ainda receitas práticas.



Crónicas do Céu

Sol Blanco-Soler

O que existe depois da vida? Para onde vamos quando morremos? Existe realmente um «Além»?

Crónicas do Céu é um livro cheio de testemunhos do outro lado, que demonstram que morrer é simplesmente outra forma de viver. Uma viagem que todos faremos, sem malas, nem bilhetes de volta, em que tudo começa para sempre.
Depois de muitos anos de investigação sobre aquilo que nos espera no «além», a autora Sol Blanco-Soler procura demonstrar que, depois de morrer, tudo ainda é possível, que a morte não é mais do que uma porta que se abre – a passagem de uma realidade tridimensional a uma realidade pluridimensional onde a vida continua. 
O livro conta numerosos testemunhos, investigados, e analisados rigorosamente, e que nos mostram que devemos aprender tudo o que pudermos sobre essa «vida do além» enquanto ainda estivermos cá, uma vez que a única luz que vamos ter quando passarmos para o outro lado é o conhecimento que aqui tivermos adquirido.

«Não penses na morte. Continua com a tua vida. Para de te afligir»

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Destaques Asa

A Asa recheia este mês com a continuação de várias séries de banda desenhada que merecem grande destaque.
A continuação de Bouncer num volume duplo, a recuperação da série Philip & Francis e o segundo volume da série Asteroid Fighters do autor português Rui Lacas.




Bouncer

Com este volume duplo, a Asa apanha a edição francesa. Motivos de regozijo para os leitores nacionais que têm toda a série disponível e podem esperar brevidade no que toca a futuros lançamentos.
Para os apaixonados pelo western ou pela banda desenhada, esta é a série certa da autoria de dois "pesos pesados" na sua melhor forma, Alejandro Jodorowski e François Boucq.

A Viúva Negra (tomo 6)
Neste western, repleto de massacres e bandidos, Bouncer preparar-se para entrar em confronto com uma temível personagem: A Viúva Negra. Esta última está determinada a apropriar-se da principal riqueza da região, ou seja, um rio subterrâneo.
Entretanto, Bouncer é também alvo das tentativas de sedução da professora primária...

Coração Dividido (tomo 7)
Os segredos da bela “Viúva Negra” vão ser revelados neste álbum.
Bouncer vai descobrir toda a verdade que esta misteriosa e manipuladora mulher esconde e o confronto entre os dois é inevitável, especialmente quando a professora primária também se envolve nesta guerra...





Philip & Francis

Esta série inspira-se no clássico de Edgar Pierre Jacobs, Blake & Mortimer, para fazer humor com uma dupla deliciosa.
A série tinha sido iniciada pela Gradiva há alguns anos atrás e parecia condenada a ter apenas um volume em português, mas agora volta ao mercado para deleite de todos os leitores.

A Armadilha Maquiavélica
O professor Philip e o capitão Francis são os faróis da civilização ocidental, os pilares da sabedoria britânica. Mas o que teria acontecido se Philip tivesse interrompido os seus estudos, e se Francis nunca tivesse feito parte do exército? O mundo seria outro? Os nossos atrapalhados heróis foram parar a um mundo paralelo. Estão em Londres onde tudo está literalmente virado de pernas para o ar! Aqui, o típico autocarro de 2 andares possui 3, enquanto os táxis da cidade são conduzidos por cegos, já para não falar no nome das ruas que aparecem todos trocados...





Asteroid Fighters

Rui Lacas continua a sua saga futurista com o seu estilo muito próprio e muito apelativo.
A edição deste livro é muito cuidada, como reconhecimento a um autor nacional que tem sido muito prolífico e cujo mérito é reconhecido cá dentro como lá fora. Por isso mesmo, as livrarias Leya estarão a vender uma edição limitada a 500 exemplares com uma capa distinta da que podem ver acima.

Os Oráculos Tomo 2
Após o primeiro cataclismo, em 2012, o planeta Terra vivia há quase 100 anos sem sobressaltos, defendido por uma nova tropa de elite, munida de indivíduos superpoderosos, os “Asteroid Fighters”...
Agora, a Terra depara-se com uma nova e inesperada ameaça… Otipep, o vilão que é irmão gémeo do Pepito, que opera a partir da sua base lunar secreta, enviou um Asteroide artificial constituído por uma substância explosiva na sua tentativa de vingança contra os Asteroid Fighters e a vida no Planeta!
Um grupo selecionado de Asteroid Fighters pereceu na tentativa de destruir esta colossal bomba, e todos os esforços estão a ser feitos para impedir a sua colisão com o nosso planeta...Conseguirão os defensores da Terra vencer mais esta batalha contra o mal?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Destaques MyBooks


A MyBooks é a mais recente encarnação de um editor que tem um prazer enorme nos livros e uma ainda maior dedicação aos leitores.
Já tem vários títulos no mercado, como podem consultar no site - http://www.mybooks.com.pt/ - e este mês de Junho lança mais dois que podem ficar a conhecer agora.
Vale a pena dar a esta editora a nossa atenção e algum apoio para que a diversidade editorial continue em força!



As Asas do Medo

Paulino, Tito e Doro são três velhos que se conheceram num colégio interno. Um quartocompanheiro, Julio, continua junto deles apesar de ter morrido. Uma notícia inquietante fá-losempreender uma viagem até ao centro dos seus fantasmas. Uma fuga desesperada, uma provade força contra o destino. As Asas do Medo é um canto à amizade, uma trama palpitante onde arepressão, o sexo por praticar, um passado de angústia e o peso premente da morte lutam contraa ingénua vontade dos seus protagonistas.

BIOGRAFIA DO AUTOR
Paco López Diago (Valência, 1958). Escritor e jornalista, aliou o trabalho literário ao mundo datelevisão. Director de programas e guionista, deixa a direcção televisiva para se dedicar à literaturae ao roteiro de ficção. Até agora, a sua obra foi publicada em catalão. Entre os seus livros destaca-seL’home que no volia avorrir les dones, romance vencedor do “Premi Pere Quart d’humor i sátira.”





Bombardeiros

Na Segunda Guerra Mundial havia demasiadas maneiras de um combatente morrer. Porém,nenhum teatro de operações oferecia mais escolhas fatais do que o céu da Europa ocupada pelosnazis. Dentro de um bombardeiro B-17, milhares de metros acima da terra, a morte estava semprea um instante de distância. Desde as diabólicas tempestades de fogo antiaéreo inimigo e daimplacável metralha dos caças da Luftwaffe até às colisões em pleno voo, às falhas mecânicas e àsimples pouca sorte, temos motivos para nos maravilharmos que qualquer homem se oferecessecomo voluntário para desempenhar tão perigoso dever. Mas alguns homens intrépidos fizeram-no.
Alguns pagaram com a própria vida. Outros conseguiram regressar a casa. Mas no fim, todos elesalcançariam a vitória.O autor, Travis L. Ayres, reuniu um conjunto de histórias pessoais de guerra ede camaradagem a bordo dos bombardeiros B-17 que fizeram incontáveis surtidas contra o inimigo,que ainda não tinham sido contadas, tal como foram agora relatadas pelos homens que viveram ecombateram nos céus – e sobreviveram. São histórias de heroísmo, de sacrifício, de sobrevivênciamiraculosa e de guerra sem misericórdia. E que não devem ser esquecidas.

BIOGRAFIA DO AUTOR
Travis L. Ayres é um antigo profissional da rádio que trabalhou durante quinze anos em directo em Nova Iorque,bem como durante períodos prolongados em Nova Orleães e Hartford, no Connecticut. Veteranoda Marinha dos Estados Unidos e da Guerra do Vietname, vive actualmente e escreve no sopé dasmontanhas Ozark no Noroeste do Arkansas.

sábado, 9 de junho de 2012

Destaques Presença

As primeiras novidades Presença deste mês já aí estão e em força. Com o Europeu já iniciado e com a nossa vontade de ver a Selecção triunfar, destaca-se o livro sobre Cristiano Ronaldo, claro.





Cristiano Ronaldo - A Perfeição é o Limite (Luca Caioli)

Cristiano Ronaldo ganhou a sua primeira Bola de Ouro aos 23 anos, tornando-se, depois de Eusébio e Figo, o terceiro jogador português a receber este galardão. Luca Caioli, autor desta biografia, acompanha a par e passo, com seriedade e rigor, a vida do famoso jogador, desde a infância feliz no seio de uma modesta família madeirense. Para além dos factos marcantes da carreira de Cristiano Ronaldo, o autor levanta discretamente o véu sobre a vida pessoal de um dos mais notáveis protagonistas do mundo do futebol.








A Cidade Impura (Andrew Miller)

Paris, 1785, uma cidade em vésperas de revolução. Jean-Baptiste Baratte, um engenheiro de origens humildes, é incumbido pelo ministro do rei de supervisionar a demolição do cemitério Les Innocents. Há décadas que o velho cemitério já não consegue conter os seus mortos e que a sua atmosfera de decadência contamina o ar e a vida dos habitantes vizinhos. Mas o jovem engenheiro vai muito em breve descobrir que nem toda a gente está satisfeita com a sua empreitada. Será um ano de trabalho árduo, de sobressaltos, mas também de grandes ideais, de amizade e amor.
A Cidade Impura recria com vivacidade o estado de espírito de uma nação oprimida, prestes a derrubar uma classe dirigente desinteressada e corrupta.




quinta-feira, 7 de junho de 2012

Os Últimos Dias de Pôncio Pilatos (Paula de Sousa Lima)

Pôncio Pilatos é um nome que quase todas as pessoas, que têm alguma educação ou ligação à Igreja Católica, conhecem ou não fosse um personagem chave duma das histórias mais conhecidas do mundo: a condenação e crucificação de Jesus.
Mas a verdade é que sabemos muito pouco sobre esta personagem que ficou conhecida pelo seu gesto emblemático de lavar qualquer culpa das suas mão e deixar o destino de Jesus nas mãos do seu povo (os judeus).
Ora este livro vem mostrar-nos em maior profundidade quem foi, de facto, este homem mas não na forma normal de um romance histórico. Tem uma forte linguagem lírica, sendo a maior parte do livro prosa poética. A ordem temporal também não apresenta qualquer sequência lógica derivando ao sabor da memória de Pilatos: ora anda para trás ou para frente, às vezes tornando ao leitor difícil acompanhar o seu movimento.
Não é um romance para quem apenas gosta do típico romance histórico, que geralmente será mais fácil de ler. Este livro exige um leitura mais atenta e contemplativa. Diria mesmo que lê-lo é quase como apreciar um poema, se o lermos depressa e superficialmente é provável que percamos a sua essência e a maior parte da sua beleza. O mesmo acontece com este livro.
Este livro apresenta-nos também uma imagem muito mais favorecedora de Pilatos do que a versão bíblica, mostra-nos mais do que um homem cínico que lava as mãos de qualquer culpa e responsabilidade, mostra-nos um homem arrependido, torturado pelo peso da sua culpa, que quer alcançar paz antes de morrer e, para tal, vai escrevendo num Evangelho a sua própria versão da morte e nascimento de Jesus. O que aos olhos do leitor o torna sem dúvida um personagem com quem é muito mais fácil criarmos empatia e que irremediavelmente desperta o nosso sentimento de compaixão.
Outra personagem chave do livro é Cláudia, a esposa de Pôncio Pilatos, que é uma seguidora de Jesus e que tem como dom a premonição, que por vezes é mais atormentadora do que reconfortante. Ela tem uma ligação profunda com o marido e de certa maneira funciona como parte da consciência dele.
Recomendo vivamente para os leitores que tiverem dispostos a lê-lo com o espirito aberto e apreciador de forma a poderem dar ao livro o grande valor que tem de facto.





Autor: Paula de Sousa Lima


Editora: Casa das Letras


Páginas: 224


Género: Romance Histórico

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Destaque Porto Editora

A Porto Editora abre o mês de Junho como fechou o de Maio, com um lançamento que desperta o desejo de uma grande parte dos seus leitores.
Trata-se do livro que valeu a Jojo Moyes o seu segundo prémio Romantic Novel of the Year atribuído pela Romantic Novelists' Association que classificou o livro assim: este romance combina uma escrita refinada com uma história romântica de grande originalidade, resultando numa leitura muito gratificante. Uma vitória merecida.
Trata-se do quarto livro da escritora lançado pela Porto Editora, depois de Silver Bay – A Baía do Desejo, Um Violino na Noite e Retrato de Família.






A Última Carta de Amor (Jojo Moyes)



Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.
Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?
Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Destaques Sextante

Duas novidades Sextante que chegaram às livrarias neste mês. Um é um thriller sobre a transformação de vítima a justiceira e faz parte da colecção Sextante TOP. O outro é um romance revelador da História portuguesa em Goa, sobretudo no que toca à vida das mulheres.



Da Índia, com amor (Júlia Nery)

Da Índia, com amor dá-nos as cores, formas, luz e sombras das figuras, ambientes e emoções de um vasto painel da presença dos portugueses em Goa, na época da sua afirmação no Oriente. Com Joana e Violante,órfãs d’el-rei, viajamos na Carreira da Índia. Joana nos fará testemunhas da sua viagem interior, por dentro da saudade, amor e aventuras, dúvidas de si e da sua fé, abalada pelo confronto com outra cultura, até ao momento em que, naufragada, despojada, perdida em terras de cafres, ouvimos as últimas palavras da sua narrativa: sei quem sou. A narração do futuro caberá a outros.


Alex (Pierre Lemaître)

Quem conhece verdadeiramente Alex? Ela é bela. Excitante. É por isso que a raptaram e torturaram de forma inimaginável? Quando o comandante da polícia Camille Verhoeven descobre por fim o local do sequestro, Alex já tinha desaparecido. Alex, mais inteligente que o seu carrasco. Alex, que não perdoa a ninguém, que nada esquece.Um thriller gelado que joga com os códigos da loucura assassina, um mecanismo diabólico e imprevisível, onde nos encontramos com o enorme talento de Pierre Lemaître. Alex foi um dos romances finalistas do Grand Prix de la littérature policière 2011.

Destaques Asa

A Asa trouxe, no campo da banda desenhada, excelentes novidades durante o mês de Maio. O retorno das aventuras de Spirou e mais uma aventura completa de Corto Maltese, a cores e com uma introdução sobre os locais por onde ele passa, são os grandes destaques.
Mas as duas bandas desenhadas para a infância - sem palavras e com atividades a acompanhar - poderão ser essenciais a criar leitores para o género. Vale a pena dar uma vista de olhos demorada!





Spirou – QRN sobre Bretzelburgo (Franquin e Greg)

O Marsupilami engole um rádio que confundiu com um caramelo. Devido a uma particularidade anatómica do Marsupilami, o aparelho aloja-se no nariz, funcionando permanentemente com o volume no máximo. Esta situação acaba por provocar uma perturbação nas comunicações entre um rádio amador, Switch e o rei de Bretzelburgo (rei de um país fictício) que é prisioneiro do general Schmetterling. Fantásio é raptado em vez de Switch e é levado para a prisão Snapfurmich aonde o Dr Kilikil, uma personagem genial, o vai torturar.
Spirou, Switch, Spip e o Marsupilami vão para Bretzelburgo numa tentativa de os salvar.







Corto Maltese na Sibéria (Hugo Pratt)


“Quando nos apercebemos de que o sonho é demasiado grande para se concretizar, restam duas alternativas: deixar de sonhar, ou continuar até ao fim, até à lenda…
Nos confins da China e da Sibéria, Corto e Rasputine perseguem o comboio blindado que transporta o ouro dos czares. Atravessam, assim, uma região que se encontra a ferro e fogo, esquartelada entre sociedades secretas e senhores da guerra, entre Russos vermelhos e brancos, entre tropas regulares e exércitos privados…
O campo de acção ideal para estes aventureiros românticos!”





A minha 1ª BD
Esta colecção dá início a um novo conceito de livros que são inovadores, lúdicos e clássicos. É aconselhável a crianças entre os 3 e os 7anos e pode ser usado por educadores para estimular a imaginação e a criatividade infantis.






Branca de Neve (Richard di Martino e Beney)

A rainha, mãe da Branca de Neve, morreu ao dá-la à luz. O rei volta a casar com uma mulher bela mas má que, por inveja, manda matar a pequena Branca de Neve. O homem acaba por abandoná-la na floresta e a Branca de Neve encontra uma pequena casa habitada por 7 anões…


Capuchinho Vermelho (Domas/Beney)

Era uma vez uma linda menina vestida com um capuchinho vermelho que, por ordem da sua mãe, foi a casa da avozinha levar um cesto com um bolo e um potinho de manteiga. Para não se perder na floresta devia seguir as indicações de um mapa. Mas a Capuchinho distraiu-se pelo caminho… e o lobo estava à espreita!

Destaque Porto Editora

A Porto Editora lança hoje em Portugal mais uma autora que permanecia desconhecida entre nós apesar de vir já traçando um importante trajecto literário.
Este seu romance fala sobre a importância de cuidar das amizades importantes que temos e promete tocar o coração dos seus leitores.




As cores da amizade (Lisa Verge Higgins)

Rachel Braun sempre foi uma inspiração para o grupo de amigas, aquela que vivia a vida ao máximo. Antes de morrer, Rachel escreve uma carta para cada uma das três melhores amigas desafiando-as a enfrentarem os seus maiores medos. Sarah, uma enfermeira da assistência internacional, terá de cruzar meio mundo até reencontrar o único homem que realmente amou. Kate, a dona de casa e mãe a tempo inteiro, terá de se confrontar com o medo das alturas; o skydiving será uma revelação para Kate em todos os sentidos. E Jo, a mulher da sólida carreira no mundo dos media, aquela para quem a maternidade não é tema de conversa, fica com a mais aterrorizadora das tarefas: cuidar da filha de Rachel, a pequena órfã Grace. Ainda mal acreditando no desaparecimento da amiga, as três mulheres percebem que o legado de Rachel vai permanecer nas suas vidas e que ela jamais morrerá nos seus corações.

Destaques Planeta

Dois livros práticos e dois romances que continuam o sucesso de autores já conhecido foram as edições Planeta deste mês que termina.




O Anjo Perdido (Javier Sierra)

«Um romance que transcende a ficção e se converte, em si mesmo, numa valiosa realidade.» Más Allá Um segredo que pode mudar o destino da Humanidade.

Um thriller vertiginoso que mistura história, ciência e mitologia e transporta o leitor numa aventura que jamais esquecerá.
Conhecido do público português pelos livros A Última Ceia, A Senhora do Manto Azul, e A Rota de Santiago, Javier Sierra é o único escritor espanhol contemporâneo que conseguiu chegar ao top ten dos livros mais vendidos nos Estados Unidos..
«Acontecem coisas tão espectaculares neste romance e a um ritmo tão vertiginoso que o leitor se torna cúmplice nas redes do verossímil literário que Sierra tece de forma  minuciosa.» La Razón
«Uma experiência de alta voltagem.» La Vanguardia

Para escrever O Anjo Perdido, Javier Sierra escalou o monte Ararat, de mais de cinco mil metros de altitude, precisamente o local onde a acção no livro atinge um inesperado clímax.
Um thriller emocionante.
Uma viagem repleta de história e mistério.

Enquanto trabalha na restauração do Pórtico da Glória de Santiago de Compostela, Julia Álvarez recebe uma notícia devastadora: o marido foi sequestrado numa região montanhosa do Nordeste da Turquia.
Sem o desejar, Julia vê-se envolvida numa intriga ambiciosa à escala mundial, para controlar duas pedras antigas, que aparentemente permitem o contacto com entidades sobrenaturais, desde uma misteriosa seita oriental até ao presidente dos Estados Unidos.






Origens - Os Diários de Stefan - Volume I (L. J. Smith)

Baseados na popular série televisiva da CW TV inspirada nos romances de L. J. Smith, Os Diários de Stefan revelam o que de facto aconteceu entre Stefan, Damon, e Katherine; e como teve início o triângulo amoroso das Crónicas Vampíricas.

Um triângulo amoroso que se estenderá por toda a eternidade…
Estamos no ano de 1864 e prossegue a Guerra Civil. Mas Stefan Salvatore trava aos dezassete anos o seu próprio combate.
Noivo de alguém que não ama, Stefan apaixona-se por uma misteriosa rapariga chamada Katherine.
Com os seus caracóis lustrosos e olhos castanhos maliciosos, Katherine é bela e sedutora… mas possui também um negro segredo: é vampira.
Depois do sucesso com a série Crónicas Vampíricas, uma referência na literatura juvenil de terror, L. J. Smith, inicia agora uma nova trilogia, desta vez protagonizada por Stefan. 
A autora já vendeu mais de 30 000 livros em Portugal





Tomar a Iniciativa (Seth Godin)

Este livro é o pronto de viragem para mudar a vida de cada leitor.
Mandamos os miúdos para a escola e ficamos obcecados com os resultados que obtêm nos testes e a sua capacidade de se «encaixarem».
Pomos um anúncio para um emprego e exigimos experiência, universidades famosas e um historial de evitar o fracasso.
Investimos em empresas com base nos resultados do último trimestre, não naquilo que vão fazer no futuro. Então por que motivo nos surpreendemos quando tudo se desmorona? 
A nossa economia não é estática, mas agimos como se fosse. O nosso lugar no mundo é definido pelo modo como instigamos e provocamos e por aquilo que aprendemos com os acontecimentos de que somos causadores. 
Num mundo repleto de mudança, é isso que conta – a sua capacidade para criar e para aprender com a mudança. 
Tomar a Iniciativa é um manifesto sobre a produção de um bem escasso, e por isso valioso. Exige que deixe de esperar que lhe façam o mapa do caminho a seguir, que desenhe o seu próprio mapa.
Você sabe como se faz, já o fez antes, mas ao longo do percurso alguém o dissuadiu de continuar. Despache-se.

«É fácil perceber porque é que as pessoas pagam para verem o que ele tem para dizer.» New York Times
«Milhares de autores escrevem livros de negócios todos os anos, mas apenas um pequeno grupo chega ao estrelato. Ou melhor, apenas um, para ser exacto. Godin consegue a combinação perfeita entre pensamento intuitivo e um grande sentido de humor.» Business Week

Seth Godin, um guru do marketing e dos negócios, considerado o blogger mais influente do mundo, concentra a sua larga experiência neste livro que nos ensina e encoraja a seguir em frente, a ter fibra e paixão de realizar.
Numa linguagem directa e simples, Tomar a Iniciativa é um estímulo à nossa capacidade de agir, de inventar e de não seguir o status quo. 
Este livro incita-nos a avançar.




O caminho da esperança (Stéphane Hessel e Edgar Morin)

Em Indignai-vos! e Empenhai-vos!, Hessel proclama a necessidade de dar um passo em frente, se queremos mudar o que não nos agrada na nossa vida social e política. 
Neste novo livro, decidiu conversar com o filósofo Edgar Morin para «denunciar os caminhos perversos de uma política cega que nos conduz ao desastre, e enunciar uma via política para a salvação pública; uma esperança nova»

«Uma obra de dois veteranos, resistentes e “jovens” autores de êxito, que reafirmam o seu compromisso e apregoam a exigência da cidadania» Le Figaro

Hessel e Morin, de 94 e 90 anos respectivamente, não perderam a vivacidade do espírito de luta combativa na Resistência, e apregoam a uma só voz «uma política de desejar viver e do reviver que nos arranque de uma apatia e de uma resignação fatais».
Os dois nonagenários apelam a que se ultrapassem as barreiras ideologicas para se encontrarem soluções para a Europa saia da crise. Através de propostas concretas ensinam como a criação de um governo mundial, a revitalização da solidariedade, a criação de Casas de Fraternidade, o desenvolvimento da economia plural, assim como a implementação da reforma laboral e democratização do ensino e, sempre que necessário, a procura do bem estar que tem grande importância para as pessoas.
«Hessel provoca um clique, Morin indica o caminho» Télérama

«Esta é a história maravilhosa de “um velho homem de 94 anos”, como ele gosta de se apresentar. Stéphane Hessel, ex-embaixador, ex-deportado, ex-combatente da França livre, escritor e poeta, transformou-se num verdadeiro globetrotter» Le Monde


Destaques Esfera dos Caos

A Esfera do Caos preencheu o mês de Maio com três lançamentos onde destacaria o título de Nuno Pereira sobre a depressão, uma doença cada vez espalhada entre a população mundial e que poderá tornar-se numa epidemia em tempo de crise.



Do desespero ao bem-estar (Nuno Pereira)
Este livro trata da depressão e da felicidade: dois temas distintos, mas complementares. O primeiro tema, a depressão, segue um modelo centrado na doença, e o outro, a felicidade, um modelo que se baseia nas determinantes da saúde.
As pessoas procuram não só livrar-se da depressão, como também melhorar o seu bem-estar psicológico. Querem reduzir o estado negativo a um estado neutro — garantindo ausência de sofrimento —, mas também querem acrescentar valor positivo à sua existência — alcançando uma situação ótima de bem-estar.
Nesta obra, o doente depressivo e todos os que o apoiam — familiares e amigos — encontram explicações e esclarecimentos que complementam a informação dada pelo terapeuta na consulta.

UM PEQUENO MANUAL SOBRE A DEPRESSÃO — AS SUAS CONSEQUÊNCIAS, AS SUAS CAUSAS E AS DIFERENTES TERAPÊUTICAS —, MAS TAMBÉM SOBRE AS VIAS QUE ASSEGURAM FELICIDADE. 




Corpo e pós-modernidade (Luís Coelho)


Tendo originado já grandes querelas, o conflito modernismo versus pós-modernismo é nesta obra revisitado numa síntese única e original. Partindo das relações que as «indústrias do corpo» estabelecem tanto com o capitalismo como com a nova e emergente idade pós-moderna, este livro abre-nos um caminho lógico e gradual no sentido da aceitação de uma nova atitude — pós-moderna — e de uma realidade — multi-complexa e multi-dimensional — que nos obrigam a reavaliar muitas ideias que até agora aceitámos passivamente.

O que surpreende nesta obra — e aquilo que a torna inovadora — é a síntese de temas que têm gerado polémicas, por muitas vezes terem sido mal compreendidos. Será o «fitness» uma grande ilusão? Será o «wellness» uma indústria de alienação? E que relação existe entre a corporeidade e o dealbar da pós-modernidade?





Idades (Ana Wiesenberger)

Em Idades é possível encontrar o percurso de uma vida num caleidoscópio de imagens. Adivinha-se, por entre as páginas, a miúda traquinas e vivaça, a adolescente sedenta de vida, a mulher adulta à procura da realização pessoal e do amor, e a figura algo andrógina de meia-idade, dobrada pela doença e pelo medo da morte.
Todavia, Idades é muito mais do que isso: vai conduzir o leitor a uma cumplicidade de sorrisos e recordações há muito esquecidas num canto da mente.
Não há nesta obra um promontório de dor e desilusão, mas antes uma promessa de transcendência e vitória, de transformação e sentido perene.

Idades não é uma bola de cristal que permite entrever uma vida através dos seus momentos mais emblemáticos, assinalados pela voz dos poemas. Idades é um espelho mágico em que o leitor se pode ver e amar enquanto sujeito ao comungar de um modo directo ou indirecto das respirações da poetisa.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Destaques Esfera dos Livros

Visões do Passado e do Presente marcaram o mês de Maio da Esfera dos Livros. Fiquem com todos os títulos que a editora lançou.


D. Maria II (Isabel Stilwell)
Com apenas 7 anos, Maria da Glória torna-se rainha de Portugal. Um país do outro lado do oceano que nunca havia pisado. A sua infância foi vivida no Brasil, entre o calor e os papagaios coloridos que admirava na companhia dos seus irmãos e da sua adorada mãe, D. Leopoldina. A ensombrar esta felicidade apenas Domitília, a amante do seu pai, imperador do Brasil e D. Pedro IV de Portugal. Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus adorados irmãos e a marquesa de Aguiar, sua amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria acaba por desembarcar em Londres onde conhece Vitória, a herdeira da coroa de Inglaterra a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade. Aos 15 anos, finda a guerra civil, D. Maria pisa pela primeira vez o solo do seu país. Seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a sua união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais que um ano depois morre de difteria. Maria era teimosa, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxo-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos, quatro deles mortos à nascença.




Histórias bizarras de um mundo absurdo (João Ferreira)
A história de Portugal e do mundo está cheia de episódios fantásticos, brutais, manhosos, picantes ou mesmo bizarros, capazes de atrair as atenções e de ajudar a perceber como nos tornámos – nós e os nossos sete mil milhões de vizinhos – naquilo que somos. Depois do sucesso de Histórias Rocambolescas da História de Portugal, em 8.ª edição, o jornalista João Ferreira regressa à escrita para nos contar estas histórias surpreendentes. Reis, tiranos, traidores, bandidos e espiões, gente de carne e osso que foi protagonista de alguns episódios decisivos no curso da história de Portugal e da humanidade. Ao longo destas páginas, ficamos a conhecer como foi traçado o caminho marítimo para a Índia graças à intervenção de espiões ao serviço de D. João II, como foram forjadas falsificações odiosas por si mesmas e pelas atrocidades a que deram origem, como os venenosos Protocolos dos Sábios de Sião, e outras mais inofensivas mas espetaculares, como o caso dos falsos diários de Hitler; desmontam-se mitos como a Papisa Joana ou os que foram construídos à volta de D. Afonso Henriques; contam-se mortes misteriosas, como a de Sá Carneiro; fala-se de enigmas que, ao longo dos séculos, têm fascinado a humanidade, como as pirâmides do Egito.





O Banco (Marc Roche)
«Eu faço o trabalho de Deus.» Mesmo que seja suposto ser uma piada, esta frase do diretor-executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, resume a sede de poder de O Banco: a firma que dirige o mundo no maior secretismo. Por detrás de uma lei do silêncio que nunca alguém ousou quebrar desde a sua fundação em 1868, o Goldman, ou GS, como se diz em Wall Street ou na City londrina – as duas grandes praças financeiras mundiais – pode realmente dominar o planeta? E se a resposta é «sim»… Como? A crise económica que começou no outono de 2008 atirou o Goldman Sachs, para as primeiras páginas dos jornais. O banco está em todo o lado: a falência do banco Lehman Brothers, a crise grega, a queda do euro, a resistência da finança a toda a regulação, o financiamento dos défices e até a maré negra do golfo do México. Sabia que o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, foi vice-presidente do Goldman Sachs International para a Europa entre 2002 e 2005. Ele era o «sócio» encarregado das «empresas e países soberanos», o departamento que tinha, pouco antes da sua chegada, ajudado a Grécia a maquilhar as suas contas graças ao produto financeiro «swap» sobre a dívida soberana. Que António Borges, dirigente da GS entre 2000 e 2008, foi diretor do Fundo Monetário Internacional, em 2010, funções que o levaram a supervisionar alguns dos maiores empréstimos da história da instituição: à Grécia e à Irlanda. Sabia que o atual presidente do Conselho italiano, Mario Monti, foi consultor internacional do Goldman de 2005 até à sua nomeação para a chefia do governo italiano.




Portugueses no holocausto (Esther Mucznik)
Baruch Leão Lopes de Laguna, um dos grandes pintores da escola holandesa do século XIX, judeu de origem portuguesa, morreu em 1943 no campo de concentração de Auschwitz. Não foi o único, com ele desapareceram 4 mil judeus de origem portuguesa na Holanda, que acabaram nas câmaras de gás. No memorial do campo de Bergen-Belsen consta o nome de 21 portugueses deportados de Salónica, entre estes Porper Colomar e Richard Lopes que não sobreviveram. Em França, José Brito Mendes arrisca a sua vida, escondendo a pequena Cecile, cujos pais judeus são deportados para os campos da morte. Uma história de coragem e humanismo no meio da atrocidade. Em Viena, a infanta Maria Adelaide de Bragança também não ficou indiferente ao sofrimento, e não hesitou em ajudar a resistência nomeadamente no cuidado dos feridos, no transporte de armas e mantimentos, tendo sido presa pela Gestapo. Esther Mucznik traz-nos um livro absolutamente original, baseado numa investigação profunda e cuidada em que nos conta a história que faltava contar sobre a posição de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial.




Um Jardim para Cuidar (Teresa Chambel)

Cuidar do seu jardim é um verdadeiro prazer. Quer se trate de uma pequena varanda num prédio no meio da cidade, de um bonito terraço com vista para o mar ou de um quintal com alguns bons metros quadrados. Teresa Chambel, arquiteta paisagista, formadora em cursos de jardinagem e uma verdadeira apaixonada pela natureza, explica-nos tudo o que precisamos de saber para cuidar das nossas plantas.

- Que material devo comprar? Preciso de luvas, 

de pás e enxadas? 

- É preferível colocar relva em tapete ou plantar 

relva? 

- Para tapar a vista do meu jardim e ganhar alguma privacidade gostava de plantas arbustos, quais são os mais indicados?

- A minha varanda apanha muito sol e morre tudo o que lá ponho, o que faço? Só me apetece desistir…

- O que é que eu fiz de errado para a minha 

violeta morrer ao fim de poucas semanas? 

- Em que época do ano eu devo plantar a minha 

horta? 

- Quando devo regar as minhas plantas? Todos os dias?

- No Inverno mas vale desistir de jardinar, não é?

- Tenho uma pequena varanda, mas adorava plantar ervas aromáticas, como posso fazer? 

Com ilustrações passo-a-passo de como podar, cortar ramos, colocar terra e substrato num vaso, entre outras técnicas, e imagens das plantas mais utilizadas, este guia completo responde a estas e outras perguntas de forma clara e prática. 









A crise explicada às crianças (João Miguel Tavares)

Numa altura em que só se fala em crise, crise e mais crise, quem explica às crianças o que é essa coisa que a todos nos aflige? Este livro explica. E explica de acordo com a ideologia favorita de cada leitor: se prefere as justificações defendidas pela esquerda começa a ler o livro por um lado, se prefere as justificações defendidas pela direita começa a ler o livro por outro.

Os protagonistas são os mesmos dos dois lados – um urso gordo (o défice) e um enxame de abelhas furiosas (os mercados) –, mas as explicações para o estado a que o país chegou mudam bastante consoante o ponto de vista favorito do leitor e o sentido da sua leitura.

Escrito por João Miguel Tavares (autor de Os Homens Precisam de Mimo, membro do Governo Sombra e colunista do Correio da Manhã) e ilustrado por Nuno Saraiva (co-autor de Filosofia de Ponta e um dos mais prestigiados ilustradores portugueses), A Crise Explicada às Crianças é o livro que Vítor Gaspar gostaria de ter escrito para ler aos seus filhos antes de os pôr na cama.

Destaque Oficina do Livro

Há uma semana atrás a Oficina dos Livros lançou Promessas de Amor, o livro que valeu a Sherry Thomas o galardão de Melhor Romance Histórico dos prémios RITA, destinados a reconhecer o mérito dos livros inovadores dentro de género literários específicos.





Elissande Edgerton é uma mulher desesperada, uma prisioneira na casa do tio tirano. Apenas através do casamento pode ela reivindicar a liberdade por que anseia. Mas como encontrar o homem perfeito?
Lorde Vere está habituado a armadilhas irresistíveis. Como agente secreto do governo, localizou alguns dos criminosos mais tortuosos em Londres, enquanto mantém a sua fachada de solteirão idiota e inofensivo. Mas nada pode prepará-lo para o escândalo de ser apanhado por Elissande.
Forçados a um casamento de conveniência, Elissande e Vere estão prestes a descobrir que não são os únicos com planos secretos. Com a sedução como única arma - e um segredo obscuro do passado a pôr em risco as vidas de ambos – poderão eles aprender a confiar um no outro, mesmo enquanto se entregam a uma paixão que não pode ser negada?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Destaques Bertrand

O fim do mês traz mais novidades Bertrand. Aqui ficam elas, com destaque para o continuado trabalho da editora em trazer Aquilino Ribeiro de volta à atenção do público.




Crueldade a Nu (Colleen McCullough)


Da autora de Tim, Pássaros Feridos e A Independência de Uma Mulher.

Carmine Delmonico regressa em mais um thriller de leitura compulsiva.
Em 1968, a América é um país em convulsão e o subúrbio de Carew está a ser aterrorizado por uma série de violações. Quando uma das mulheres arranja finalmente coragem para falar e se dirige à polícia, o violador passa a matar as vítimas seguintes. Para Carmine, parece ser um caso sem quaisquer pistas. Além de que o Departamento de Polícia de Holloman se está a debater com os seus próprios problemas.
Enquanto o assassino traça os seus planos, Carmine e a sua equipa têm de usar todos os recursos ao seu dispor para conseguirem desvendar este caso brutal.





Arcas Encoiradas (Aquilino Ribeiro)


A Bertrand continua a (re)publicar as grandes obras de um dos nomes de referência nas letras portuguesas: Aquilino Ribeiro.
Os estudos etnográficos de Aquilino Ribeiro sobre o Interior português deram origem a Arcas Encoiradas.

«Ainda no quintalejo da planície, mormente na casa há mocinha louçã, ver-se-á luzir a de Alexandria, a dália, o crisântemo bastardo, o nome de despedidas do verão; na horta ser além da couve galega, do cebolinho, dos colondros quando muito medram a alosna, o aipo, a arruda, o alecrim, a alfazema, que entram no condimento das mezinhas com que é vezo seu ou era da sua medicar-se. Mas se a árvore de fruto está na do meio da leira porque a sombra prejudica ao cultivo, com razão dobrada não entra ali planta viva apenas para mimo dos olhos. Ama a terra amor entranhadamente egoísta e a ferocidade lobo insatisfeito. Não lhe toquem no talhadoiro águas; cuidado, a charrua do vizinho não desvie o marco um centímetro para a banda; que a cabra pobre não lhe roa as duas fêveras que se inclinam para o baldio; sem licença não pisem o que é e paga boa décima ao “cães da Fazenda”!»






Aníbal - Cartago e o Pesadelo da República Romana (Robert L. O’Connell)


O’Connell revela de que modo a lenda de Canas tem inspirado e assombrado líderes militares desde então, e as lições que podemos aprender para as nossas guerras presentes e futuras.
Durante milénios, o triunfo de Cartago sobre Roma na Batalha de Canas em 216 a.C. tem inspirado grande respeito e admiração. Foi uma batalha que obcecou lendárias mentes militares, inúmeros exércitos tentaram imitá-la, principalmente na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Contudo, nenhum general conseguiu chegar aos calcanhares desta inesperada, inovadora e brutal vitória militar de Aníbal, naquele que foi o mais custoso dia de combate para qualquer exército da História.
Robert L. O’Connell, um dos nomes mais admirados em História Militar, conta-nos, pela primeira vez, toda a narrativa da Batalha de Canas, dando-nos um entusiasmante relato da batalha apocalíptica da Segunda Guerra Púnica, assim como as suas causas e consequências.
O’Connell demonstra como uma inquieta Roma juntou um gigante exército para castigar o magistral comandante de Cartago, que lhes infligira golpes mortais em Trébia e no Lago Trasimeno. O’Connell descreve a estratégia de Aníbal em cegar os adversários com sol e poeira, envolvendo-os num abraço mortal e fechando-lhes os caminhos de fuga, antes de lançar uma massiva luta de espadas que mataria 48 mil homens. Aníbal – Cartago e o Pesadelo da República Romana transmite de forma brilhante de que modo este ponto central da História de Roma acabou por conduzir à ressurreição da República e à criação do seu império.
Pesquisada de forma soberba e escrita com inteligência e erudição, esta obra é o relato definitivo de uma batalha cuja história continua a ressoar.

Destaque Marcador

Para moradores de Lisboa que queiram ainda descobrir alguns segredos da cidade ou para visitantes ocasionais, a Marcador lança um guia para passeios a pé pela capital.
Fiquem com uma ideia do que lá podem encontrar seguindo este link.





Um prático guia de consulta que inclui todas as ruas, vielas, praças, pracetas, estradas e azinhagas de Lisboa.
Com a informação disposta por ordem alfabética, acompanhada de mapas de fácil orientação, o Roteiro das Ruas de Lisboa é uma peça essencial para quem se quer orientar, passear ou simplesmente viver cada recanto da nossa capital.
Além da informação sobre a localização e orientação das ruas, este prático guia inclui ainda uma sugestão de vários passeios a pé em Lisboa.

domingo, 27 de maio de 2012

Eterna Saudade (Lia Habel)

Este é o primeio livro que leio que tem como personagem central um zombie.
A imagem que eu tinha dos zombies era a imagem que a maior parte das pessoas tem e que vem quer da própria mitologia, quer dos filmes de terror: como mortos-vivos sem racionalidade e com fome de carne humana.
Logo, confesso que não esperava muito, à partida, de um romance entre uma humana e um zombie, além de não ser particularmente fã de histórias passadas no futuro. No entanto, este livro foi uma surpresa completa.
Desde logo porque este futuro não apresenta uma sociedade completamente moderna. Pelo contário, apresenta-nos uma sociedade divida entre pessoas fortemente conservadoras e antiquadas que se assemelham às da antiga sociedade victoriana e punks, um grupo menos moralista que se interessa pela ciencia e dá pouco valor aos padrões morais. Ambos os grupos lutam pela supremacia e por impôr os seus pontos de vida um ao outro.
Existem ainda os zombies, eles próprios divididos entre uns que são criaturas irracionais e violentas e outros que mantém as suas faculdades mentais. Os zombies são usados por ambos os grupos de humanos para atingir os seus objectivos e ambições.
É desta forma que Nora, uma jovem da alta sociedade vitoriana que volta a casa de férias de colégio interno onde anda, conhece Bram um rapaz zombie que tem como missão proteger Nora dos zombies violentos.
Os dois distinguem-se do grupo social a que pertencem, Nora não se identifica com a antiquada sociedade a que pertence e e Bram não se contenta em levar uma vida igual à dos outros zombies.
É impossivel não nos apaixonarmos por uma história de amor tão envolvente, pois apesar de ambos pertecerem a mundos tão diferentes é obvio que têm muto mais a ver um com o outro do que com o grupo a que ambos pertencem. É com uma escrita sagaz, actual e bem humorada que autora nos mostra um amor que nasce da inconformidade, um amor impossivel contado numa história futurista, mas tão antiga e ao mesmo tempo tão actual que se torna intemporal.
É de facto um livro que se destaca do panorama da actual escrita para jovens adultos pela sua originalidade, humor irreverente e personagens incorformistas que nos dão uma história de amor de beleza rara.



Autor: Lia Habel


Editora: Contraponto


Páginas: 408


Género: Ficção Científica / Fantasia / Romance