Mostrar mensagens com a etiqueta Chiado Editora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chiado Editora. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Bem-Vindo ao Céu... Malandro - Vencedores do passatempo


Um título muito convidativo e divertido para duas leitoras! Aqui ficam os seus nomes.

Tânia Soares

Joana Passão

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Destaques Chiado Editora

Aqui fica a lista dos últimos títulos lançados pela Chiado Editora.

ii ii

Do Cacine ao Cumbijã (Guilherme da Costa Ganança)
As acções ocorreram, realmente, no espaço e no tempo da narrativa. A acção decorre desde Outubro de 1967 a Março de 1968 e transporta um jovem de 22 anos para um ambiente repleto de incertezas, audácia e desespero, nas matas da Guiné. São as memórias de um alferes, salpicadas de momentos de pura ficção. É o desenrolar de sentimentos e emoções.

Juventude e generosidade, medo e coragem, dor e amor, tragédia e sobrevivência misturam-se numa exótica amálgama com o bálsamo das amizades e uma inveterada cultura da auto-estima. Paisagens, ambientes e interacção com as tradições e gentes locais povoam a narrativa.

A marca do tempo, que custa tanto a passar, é mitigada com nostálgicas recordações e ilusórios propósitos de vida. Na miragem, os «devaneios» adoçam-se com o carinho de uma geração generosa de «madrinhas de guerra». Gabriel despede-se da sua cidade, da sua família e dos amigos e é levado a mergulhar nas teias da guerra. Valoriza o rigor e o saber, como os melhores aliados da «sorte». Os «tempos livres» revelam-se marcantes para a concretização dos seus próprios desígnios.

Violeta Foi para o Céu (Ángel Parra)
O disparo deve ter-se ouvido ao longe. Ou talvez não. A pistola era de baixo calibre. O drástico fim de todos os seus tormentos. Drástico. Como ela gostava das coisas.

Através desse pequeno orifício esvaiu-se a sua vida. E com ela, os pássaros azuis e vermelhos, disse Atahualpa, o meu velho mestre; já não havia mais espaço para eles na sua alma. Através desse pequeno orifício ficou para a história. Como sempre, a recalcada história de que os artistas devem morrer para ser plenamente reconhecidos.

Mãe fundadora de povos, muito moderna para o seu tempo, em permanente progresso e movimento. Os homens temiam essa força avassaladora com que transitou pela vida. Por esta razão protelavam, aproveitavam-se e mentiam-lhe. Obstruíam-lhe o caminho com dificuldades porque ela era livre, ousada, corajosa. Insolente, é certo, com aqueles que o mereciam.

Na minha memória está guardado, como um tesouro enterrado noutros tempos, o que quero contar. Simplesmente vivências e recordações. Momentos de privilégio da mão da minha mãe, em tanto filho homem. Único. As declarações de amor são válidas no momento em que se oferecem. Estas são as minhas.
Ángel Parra

O Porto de Villas-Boas (Filipe Vieira de Sá)
Que movimentos e comportamentos tácticos caracterizaram o Porto 2010/2011? Que enquadramento táctico tiveram os jogos mais decisivos da época?

As respostas a estas e outras perguntas, numa análise detalhada e centrada no lado táctico de uma equipa que, pela qualidade e sucesso atingidos, justificou as maiores atenções de todos aqueles que gostam de futebol.


ii ii

Memórias de Um Liberto (Ilda Coelho)
Estas são as memórias sobre uma mulher fascinante, maravilhosamente livre, vivendo de um modo irrepetível, uma vida simultaneamente sublime e cruel. Hipácia é a mulher ccaleidoscópica que nos conduz através de outros tempos, rasgando os universos do conhecimento, tecendo teias de paixão e de silêncios, de encontros e desencontros.

A escrita ficcional emerge aqui, não apenas com a função de fruição através de uma narrativa solidamente estruturada, numa linearidade fluente e desenvolta, mas também, como registo de memória privilegiada, que se indigna face ao absurdo da violência e da intolerância geradas por situações limite. Situações essas com que, paradoxalmente, tantos séculos passados, o mundo de hoje continua, quotidianamente, a ser confrontado. Este é um romance que entretece na sua trama a mítica cidade de Alexandria, as ressonâncias do saber, o sopro da morte e que fluirá, sem dúvida, no rio de memória do leitor.

Anti-Lolita (Carlos Belindro)
A primeira noite de amor, que ambiente tão pesado... tantos receios sinto embora sôfrego a dispa e lhe beije o corpo todo sem qualquer inibição. Rebolamos sob um eixo forjado pelo magnetismo da nossa atracção e o calor da paixão é alimentado a uma esperança de que tudo corra bem. Beijo-a e sinto que estou a fazer a coisa certa, beijo-a e não há qualquer hiato para uma dúvida, para uma incerteza, para um desassossego, beijo-a e não temo... Mas os beijos para meu desespero revelam-se curtos e ela parece querer poupar a sua boca carnuda que me enlouquece, que sabe tão bem... tento prolongá.los mas não consigo. «Os meus demónios gritam e em silêncio irrito-me, apetece-me fixar-lhe violentamente a cabeça entre as minhas mãos para a poder beijar à minha maneira.» Mexo-lhe nos seios demasiado perfeitos e ela fica mais à vontade. Os ossos da sua bacia surpreenderam-me, nunca havia tocado em nada parecido, nunca imaginei que pudessem ser tão salientes no bom sentido. Nada de aberrante ali havia, era a normalidade perfeita que eu nunca pensei que me interessasse, mas ao possuí-la, senti-me bem, completo, forte. Enquanto a penetrava e a ouvia em surdina a pedir-me coisas, até de mim começava a gostar: olhava os meus braços suados, com músculos que se destacavam e sobressaiam com aquela meia-luz que ela havia escolhido para nos alumiar a paixão intensa que ali se vivia. Parece que ainda lhe toco...

Os Homens (Ana Maria de Vasconcelos)
Não quer dizer que não gostasse de me apaixonar novamente, mas pelo homem certo. Em todos os sentidos, e sei que só sou capaz de me apaixonar por quem estiver apaixonadíssimo por mim. Acho que era isso que podia acontecer com o A., paixão de parte a parte, por isso é que tivemos de deixar de nos ver. Por mais voltas que dê, é sempre lá que vou parar, e ele, apesar de bem casado, também não pode estar em contacto comigo pois eu deixo uma marca profunda nele. Eu disse-lhe que fingia que gostava dele. Mas não fingia, era tudo verdade. Mais um passo, mais uma troca de sentimentos e estávamos os dois perdidinhos um pelo outro com uma força doida. Eu disse-lhe que era a fingir, mas estivemos os dois mais na cama um com o outro assim, com essa troca de palavras, do que se realmente tivéssemos estado. Os amores só de cama, só de corpo, são muito menos sérios e violentos do que assim, de espírito, com este envolvimento e entendimento quase sem palavras, que tivemos um com outro. Se eu tivesse procedido de outra forma, se tivesse exigido, procurado, reclamado, teria-me afastado dele, mas assim, sei que fiquei, e gosto disso.


ii ii

Memórias de um Caçador de Vampiros (Ardo Antas)
Numa época de luzes em que os seres sobrenaturais são pouco mais do que personagens de ficção para os que nunca com eles se cruzaram, um estranho símbolo foi visto gravado numa Harley Davidson. O símbolo de um grupo de pessoas que declarou guerra a um dos mais antigos mitos da civilização: as criaturas com dentes de sabre e olhar a sangrar, popularmente conhecidos como "vampiros". Mas afinal, o que são eles? De onde vêem? Quais as suas origens? Quais os seus intentos? E, sobretudo, como se combatem? Rick Chambers sabe responder a esta última questão e, quanto às outras, tem fortes suspeitas que partilha nos seus diários de caçador de vampiros. Mas quem é, na verdade, o homem de calças de ganga e botas de cowboy que se desloca numa Harley Davidson em diversos locais com acontecimentos inexplicáveis? O que sabe ele que as restantes pessoas parecem ignorar? Aqui fica a sua visão original do mundo e de duas das espécies que o habitam.

Fazendo Nada, Defendendo Coisa Nenhuma (Júlio Pereira)
Patrick O'Malley, um aventureiro internacional, preso em Marrocos de posso de um mapa secreto indicando a existência de uma jazida de petróleo no Saara Ocidental, inicia uma fuga aventurosa que o conduz, através do deserto, até aos campos de refugiados de Tindouf, na Argélia, onde toma contacto com as condições de vida dessas populações.

Aí, trava amizade com Américo Borralho, um português ao serviço do Biafra, apoiando a força aérea daquele efémero país, o qual vem a saber que O'Malley persegue ainda o sonho de encontrar a esposa e o filho, abandonados à sua sorte na precipitação final daquela guerra.

Ao longo das páginas deste livro, que combina a realidade com a ficção, o leitor vai conhecendo a história do Saara Ocidental, desvendando as peripécias por que Borralho passou no Biafra e as condições em que O'Malley se viu envolvido numa conspiração internacional para derrubar o presidente de Angola. Ao mesmo tempo assiste à disputa pela jazida de petróleo e ao surgir, nas areias do deserto, de uma cidade protegida por militares que, na realidade, como se verá, ali estão fazendo nada e defendendo coisa nenhuma.

Chegará O'Malley a encontrar a esposa e o filho? Conseguirá Bachir dar visibilidade à lua do seu povo? São questões que intrigarão o leitor até ao final.

Diários de um Globe Troter (José Gaia)
Viver o Mundo, viajá-lo e conhecê-lo: Tenho-o feito pelos destinos e rotas que maior interesse ou desafio me despertam, possuindo uma carteira, nunca fechada, de vastas e variadas aventuras viajadas pelas Américas e Áfricas. Dos relatos reais destas aventuras e viagens, escolhi o 1.º - Colúmbia Britânica, e o 2.º - Seychelles para constituirem este primeiro volume dos meus "Diários de um Globe Trotter".

O volume seguinte, e a realidade dos mesmos "Diários", integrará os relatos da viagem ao Sul do Louisiana e dos Safaris pelo Kenya. Para logo depois relatar outras aventuras, descobertas e destinos vividos: Florida, Namíbia, Venezuela, Chicago, Argentina...


ii ii

A Europa era Mesmo Assim (JM e NS)
Ao longo desta viagem, é possível acompanhar o ritmo e o batimento cardíaco de dois jovens à descoberta da Europa... Ambos sedentos de novidades, envolvem-se em inúmeras peripécias, reveladoras de toda a inocência e espanto de quem faz pela primeira vez... A cadência de viagem é facilmente absorvida e as circunstâncias levam a situações limite, ilustradas por opiniões simples e sinceras acerca de tudo e todos: os povos, os transportes, os países, o pão, o leite, a roupa, a polícia, os ladrões, a simpatia, a beleza, o cheiro... tudo isto de forma crua e sem filtros...

"Parece que estamos a ler uma conversa de café" "Descobri mais neste livro do que em muitas viagens que fiz... é que as coisas são mesmo assim" "Uma panóplia de sentires que exaltam o nosso mais recôndito "eu" burguês a querer largar o livro e o sofá e transformar-nos num eterno errante" "O relato imperdível da viagem que nunca fiz" "A transparência e ingenuidade de todo o livro são espantosas, nunca tinha viajado tanto em tão pouco tempo".

O Político X (Luís Ferreira)
Marinha era uma ilha com autonomia em relação à república de Miranda. O seu presidente, astuto e autocrata, tentava controlar tudo e todos, mas era venerado por quase todos os habitantes daquela terra. Do outro lado do mar, o primeiro ministro da República de Miranda era um homem obstinado e megalómano que também fazia tudo para controlar tudo e todos. O seu delírio persecutório atingiu o ponto de fazer aprovar em Conselho de Ministros uma lei de Fianças Regionais que reduzia drasticamente o dinheiro a transferir para a Marinha, a pretexto da redução da despesa pública.

A desconfiança entre os dois políticos estabeleceu-se ao ponto de prejudicar o progresso da Marinha. Ao ler este livro, poderá reflectir sobre a actividade dos políticos em Portugal e no mundo actual; a ligação obscura e intencional entre os políticos e determinados grupos económicos e financeiros; as medidas repressivas que impõem com o objectivo de esmagar as populações e o tremendo sofrimento que impõem à maior parte das pessoas.

Genealogia dos Conceitos em Educação de Adultos (Rosanna Barros)
A educação de adultos vem assumindo uma crescente centralidade nos debates teórico e político sobre a educação, ao mesmo tempo que se afirma, de um modo heterogéneo, como um campo social rico e abrangente. O estudo da educação de adultos exige, pois, a análise das dinâmicas sociais que conduziram à afirmação, como campo autónomo, das práticas educativas que envolvem os adultos. Ora, a abordagem, tanto analítica como programática, deste campo complexo, tem que se suportar na consolidação de um quadro conceptual que há-de suportar, necessariamente, na genealogia dos conceitos que temos vindo a mobilizar neste campo. É esse o importante contributo desta obra de Rosanna Barros. Estamos perante um trabalho cuidado que, reconhecendo o carácter relativo e sempre inacabado de toda a construção teórico-conceptual, nos ajuda a esclarecer conceitos indispensáveis para que se possa avançar nas duas indagações, essenciais, que movem a autora e que nos continuam a desafiar: como se tem feito a educação de adultos?; porquê se tem feito educação de adultos?

Professor Doutor Luís Rothes - Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Numa altura em que a educação de adultos tem no nosso país um relevo jamais visto, fruto de uma aposta política com mais de dez anos, que se traduz na diversidade de ofertas educativas, na quantidade de adultos que a elas ocorrem, na diversidade e número de "profissionais" que no terreno nela trabalham e também no interesse científico cada vez maior por esta área educativa, é de toda a pertinência o esclarecimento de alguns conceitos que, por vezes, se usam indiferenciada e confusamente neste campo de prática e investigação. Ora este livro, ao tratar de forma rigorosa, assente numa revisão da literatura profunda, de uma série de conceitos e temáticas de extrema importância, tais como adultos e adultez, aprendizagem nos adultos e aprendizagem experiencial, educação de adultos, educação permanente e aprendizagem ao longo da vida, entre outros, contribui decisivamente para esse esclarecimento. Por isso, esta é uma obra muito valiosa e útil para investigadores, "profissionais" e estudantes da educação de adultos.

Professor Doutor Armando Loureiro - Departamento de Educação e Psicologia de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro


ii ii

Portugal: Que Futuro? (Jorge Varela Palhas)
Não acredito num ressurgir do país apenas com os que cá estão mas, se factos inesperados e grades, vierem a fazer regressar os emigrantes e provocarem ao mesmo tempo uma onda de milhões de refugiados que venha a desaguar no nosso país, aí sim vejo futuro. Na Austrália, aos residentes, não lhes chamam tal mas «new australians»: novos Australianos. Acredito que um dia venha a haver uma dúzia de milhões de «novos portugueses». Temos espaço para tal visto que a Holanda, apenas para citar um exemplo, tem um terço do nosso território e 15 milhões de habitantes. Só o Alentejo é maior que todo o estado de Israel! Se chegarem esses milhões de novos portugueses, então sim, será o princípio do QUINTO IMPÉRIO!

Duas Espadas e Um Arco (Joana Silva)
Já ouviste falar de feiticeiros que não usam varinhas? Que saltam no tempo e no espaço? E que são imortais? A Raquel, a Sara e a Alice também nunca tinham ouvido falar! Mas descobriram que embora os humanos não os vejam, não quer dizer que não existam!

Esta é a história de três amigas desta era, deste tempo, deste século, que viajaram para trás no tempo, encontrando o seu futuro no passado e vivendo aventuras impossíveis de viver neste mundo tal como o conheces.

Governo Sombra (Casimiro Teixeira)
Um thriller de conspirações políticas que retrata as vidas paralelas de dois homens; Um, desempregado, com ambições de ser escritor: desistiu da vida e da procura da felicidade, reencontrando-a ao receber uma estranha mensagem de uma amiga, que lhe encomenda a escrita de um livro sobre a sua vida, conduzindo-o numa viagem obsessiva por uma realidade ficcionada sobre um Portugal secreto e sinistro desconhecido por muitos.

O outro, um político empossado à força por um caciquismo familiar. Professor de história por paixão, torna-se secretário de estado por complacência dos interesses do falecido pai. Embarcam numa odisseia mirabolante de enganos e descobertas, na busca da confirmação da existência de uma ordem secreta, os Alquimistas, cujo plano efetivo para o nosso país, consiste no controlo absoluto do seu governo, e no domínio total da vontade dos seus cidadãos.

De Nova Iorque a Bruxelas, e por diferentes locais em Portugal, um atroz destino os espera, nesta história implacável, que mistura passado e presente, cheia de suspense e completamente imprevisível.


ii ii

O Caracol Estrábico (Sebastião Alves)
Xana desistiu por fim de repelir as atenções de um celibatário de meia idade que lhe apareceu na loja. Este não imagina a surpresa que o aguarda... Rodrigo chega a casa angustiado, sabendo que as filhas ficaram sozinhas com a mãe...
Joaquim acorda e descobre que está cego. A sua reacção não é a que seria de esperar... Emigrado em Inglaterra, naturalizado inglês e pouco orgulhoso das suas origens, António tem de deslocar-se à terra onde, certo dia por engano, a cegonha o depositou. O velho professor tenta assegurar-se de que está vivo.

Um pai extraviado telefona à filha dias depois de esta receber a herança. Atormentado pelo reumatismo, há dois anos que o velho caçador não pega numa espingarda. Mas no dia do seu nonagésimo aniversário... Vendo a bandeira a meia haste, o presidente do Instituto pergunta quem morreu... Uma esforçada pintora tenta gerir a relação com a sua talentosa mãe. O que poderá impedir um sem-abrigo de atingir a glória? Num lar de terceira idade, a amizade entre um surdo e um mudo é perturbada pela chegada de uma enigmática mulher. Um jovem cientista tem uma inspiração que pode revolucionar a Física Teórica.

Infelizmente, como a História não se cansa de demonstrar, os verdadeiros génios não são apenas uns incompreendidos, são uma raça a abater.

Os Filhos de Lúcifer (Celso Machado)
Quando Lúcifer é condenado por Deus a vaguear por entre a humanidade, jura vingar-se, diluindo nela o seu próprio sangue. Agora, uma guerra contínua entre anjos celestiais e anjos caídos é alimentada pelo ódio. Liana vê-se imersa nessa disputa e é forçada a aceitar todas as vantagens e desvantagens que pressupõe ser uma filha de Lúcifer. Com a ajuda de Amélia, consegue escapar das garras do arcanjo Haziel e aprende a despertar poderes latentes, entranhados no seu espírito. No entanto, todo o seu novo mundo se desmorona, devido a auma tragédia provocada por ela, que nunca desejou que acontecesse...

Felicidade Perdida (Teresa Duarte)
No auge da sua vida, no momento em que se sentia preparada para agarrar a felicidade que todos procuramos, surge, de forma inesperada, o terrível diagnóstico de cancro da mama. Uma palavra que até então não conseguia pronunciar e que agora a empurrava para a morte.

Nestas páginas, são relatados os tratamentos a que teve de se submeter para se manter viva, as privações que esta doença lhe trouxe e as dificuldades que tem sentido no processo de reconstrução mamária que ainda não terminou.

Apesar de tudo, acredita que ainda pode ser feliz e que, de algum modo e em algum momento, irá recuperar a felicidade perdida no dia em que lhe retiraram a mama.


ii ii

Frederico Garcia ou Existência Acabada (J. M. Courinha)
"Frederico Garcia ou Existência Inacabada" conta a história de três amigos da província, das suas vidas, dos seus percursos distintos e fundamentalmente de três naturezas divergentes. Através dos olhos de Frederico podemos avaliar várias formas de percepcionar a existência de cada um, as suas tristezas, alegrias, objectivos, segredos, sonhos e vícios secretos. A obra pretende ser uma experiência libertadora, pretende mostrar ao leitor que não está amarrado a absolutamente nada, que é dono das suas acções, dos seus mais íntimos devaneios, das suas ideais mais dementes.

Desejo a todos uma autonomia de espírito tão magnífica quanto a do jovem Frederico.

Sargos para o Jantar (António Tapadinhas)
Cardoso aterra perto de nós. Diz, ofegante: - Juro que não sonhei. Acordei com uma luz a encadear-me os olhos. Logo que me levantei, as luzes voaram em direcção ao sul. Vocês virão, não viram? Alguém me explica o que se passou? - Podemos tentar excluir o que não foi - disse eu. - O que sobrar é a verdade.

Um pouco à nossa frente, a terra acaba... e o mar não começa. Algumas dezenas de metros mais abaixo, do fundo da falésia cortada a pique, chegava o som da pulsação do mar. Primeiro, a onda forma-se, um borbulhar de champanhe que se aproxima rapidamente e que atinge o seu clímax, quando se precipita do alto dos seus três metros e, com um estalo de chicote, castiga a areia e arrasta consigo milhões de partículas que, chocando entre si, fazem ouvir o som de todos os sinos do mundo, tocando ao mesmo tempo.

O Roncar do Bicho (Paulo Pereira)
Após vários anos de sucesso do "non-sense" para "chóninhas"! Eis, que finalmente chegou às livrarias o "non-sense" para adultors. Se fosse possível comparar ao estilo musical "rock", este não seria certamente o "pop chóninhas" nem o "heavy metal badalhoco" é o autêntico e único "hard-rock" da literatura, para pessoas distintas. O único "non-sense" que é carregadinho de "non" desprovido de "sense".

A sátira à nossa sociedade, retratando nosso modo de ver os outros. Numa história repleta de aventura e mulheres nuas. Recentemente galardoado com o prémio "Renova" na categoria da "melhor descoberta depois do papel higiénico" é um autêntico "arrebanha galardões".

MANUAL DE INSTRUÇÕES
1. Na primeira utilização é conveniente seleccionar uma casa-de-banho desprovida de gente, de modo a solucionar a ausência de silêncio.
2. Não atirar as folhas para a sanita, por não ser de papel de degradação rápida.
3. Esvazie a mente e as tripas ao mesmo tempo, de modo a ficar homogéneo.

Ao comprar este livro estará a ajudar a "luta contra a miséria" (a minha...)


ii ii

Ilusão e Outros Poemas (Maria Saragaço)
"Muitas leitoras e leitores se identificarão com estes versos, que em tempos de incerteza económica e também de desencontros amorosos são alimento para as almas carentes, que somos todos nós. Conheço a autora há poucos anos, mas os suficientes para a admirar na sua autenticidade, despojamento e alegria, características estas que se encontram também nos seus poemas que agora são partilhados com o público". Amélia Patrício

"Dotada de uma inocência e sensibilidade invulgar nos dias de hoje e com um coração do tamanho do mundo, a Maria, partilha connosco pensamentos, alegrias e tristezas que acompanharam o seu íntimo durante anos. O "Ilusão e outros Poemas" é o resultado disso, e permite a nós, simples leitores envoltos na azáfama do dia-a-dia que nos deixa emocionalmente dormentes, ter a oportunidade de conhecer um lado de todos nós, que tanto fazemos questão de o esconder". Paulo Pinto

"A grandeza da alma não é susceptível de ser adquirida, pois decorre da própria génese de um ser humano. A poetisa Maria, que de forma altruísta me honrou com a sua amizade e dedicação, é um ser que rege a sua conduta por valores que somente aqueles que são grandes os possuem. Ofusca-nos com o brilho da tua alma". Sandra Sousa

"A poesia de Maria é como ela, simples, ingénua, sem sofisticação... A grande surpresa foi descobrir que, debaixo daquele sorriso aberto e jovial, se escondia tanta melancolia e desencanto". Bertina Pinto

"O sonho comanda a vida. A vida é o nosso querer e saber fazer pelos outros. fazer pelos outros é a melhor forma de acabar com a ilusão, com o sentimento de incapacidade, de dependência e de potenciar o ressurgimento da amizade. Com persistência e perseverança conseguirá alcançar aquilo que pretende e acima de tudo é merecedora". Maria Odete Martins

Os Ritmos da Saudade (António J. de Oliveira)
Este compasso que se esvai na comoção do eu ser agitado que se rege pelas memórias, elevando-as ou imortalizando-as em breves jogos de palavras pautados, ora por sorrisos, ora por lágrimas que vão povoando todos estes "Ritmos da Saudade"... nesta breve passagem que é o tempo existencial!...

In Multam Noctem (Fernando Araújo)
"É então que no pretérito faço a minha escolha de não mais avançar, enquanto for dia e a noite insistir em não chegar... De olhos bem abertos vou continuar a desenhar-te na tentativa de pincelar as curvas que fazem do teu ser todo arte."

"Como o latejar incerto de si. Da mesma forma que nunca soube, e nunca vi. Existi. Impossível afirmar que com a palavra menti."



Ditirambos (Ana Monteiro)

NÃO SEI DE QUE MATÉRIA SÃO FEITAS ESTAS PALAVRAS. NÃO SEI QUE PALAVRAS SÃO. MAS HÁ ALGUÉM QUE MAS DIZ COMO SE NÃO FOSSEM MINHAS, OU O FOSSEM, TALVEZ EXCESSIVAMENTE.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Contestação (Isabel A. Ferreira)

Contestação é um livro que tenta recontar o período da História relatado em na obra de Laurentino Gomes, 1808, de carácter imensamente desprestigiante para Portugal e para os Portugueses em geral, e para o rei D. João VI em particular, que ainda não tendo exactamente o perfil ideal para reinar, fê-lo o melhor que pôde numa altura de crise e de guerra, preservando a dinastia de Bragança e o Império Português, não se vergando, não vendendo a nação ao poder em ascensão de Napoleão Bonaparte e à ameaça da voragem da pátria pelos seus exércitos que haviam subjugado praticamente todos os monarcas europeus da época.
Assim, o livro agarra nos factos e contexto apresentados em 1808 e procura escalpelizá-los sob uma luz distinta, não vendo na perspectiva do século XXI mas à luz da sua época, sem um tom parcial, mas antes despreconceituoso em relação às acções e consequências de todas as decisões tomadas, acabando por realçar as virtudes da grande alma portuguesa.
Para o autor brasileiro Laurentino Gomes, D. João VI foi um rei pusilânime. Para esta autora e outros historiadores foi um rei corajoso que teve de fazer uma escolha difícil, mas que acabou por deixar uma marca indelével e marcante no Brasil.
Assim tal como o título da obra enuncia, Contestação procura desmentir a ideia vincada em 1808 no qual os Portugueses são um povo de gente feia, porca, má e ignorante. A visão de Laurentino Gomes surge-nos fora do seu contexto, e é preconceituosa. Daí que a autora viu e tornou sua missão defender a honra e a história do nosso país.


Autor: Isabel A. Ferreira


Editora: Chiado Editora


Páginas: 76


Género: História/Opinião

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Destaques Chiado Editora

Aqui fica a lista dos títulos que a Chiado Editora lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Agosto.


iiiiiii

O Desafio de Viver em Sociedade (Diamantino L. R. Bártolo)
Qual é o papel da educação e da formação na sociedade? Estaremos preparados para viver num mundo globalizado? "O desafio de viver em sociedade" é mais do que uma reflexão sobre o estado da sociedade actual. Não se trata de proclamar conquistas.

Trata-se de enfrentar o mundo com uma visão que abrange os fundamentos do trabalho que vem sendo desenvolvido, visando o seu aprimoramento. Trata-se de uma série de reflexões sobre temas da sociedade actual, cada vez mais complexa.

Mais do que um manual de sobrevivência, "O desafio de viver em sociedade" é um pilar na formação para a cidadania e tem como objectivo a consciencialização dos cidadãos para que possam compreender, analisar e reflectir sobre as várias dimensões que compõem a nossa sociedade. Um desafio à descoberta da consciência pública para a premente necessidade de assegurar a justiciabilidade dos direitos humanos, económicos, sociais e culturais.


Porque Sofremos nos Nossos Ambientes de Trabalho
(Edgar J Fernandes)
Edgar J Fernandes é um coleccionador de hábitos e de experiências edificantes que inspiram harmonia e felicidade. Os seus livros são escritos baseados em experiências reais vividas por si e por outras pessoas.
Recentemente publicou outro livro "Os 11 Hábitos das Famílias Mais Felizes". Uma obra de auto-ajuda com experiências da vida real.

Este livro tem o poder de lhe dar orientação e consolação, por meio de informações simples e eficazes, para saber como lidar com os seus conflitos internos e externos no ambiente de trabalho. Ajudá-lo-á a ser mais feliz por meio das informações que lhe apresenta, como soluções para lidar com a inveja, a agressividade e a adversidade no emprego. Dar-lhe-á motivos para não se abater espiritual, mental nem fisicamente, a fim de não sucumbir à depressão causada pela constante intriga e desgaste de convívio entre colegas e chefias. Descobrirá nele, coisas que nunca antes leu... e saberá, ao terminar de o ler, que valeu a pena a sua aquisição.


iiiiiii

Análise Comparativa da Eficiência dos Hospitais S.A.
(Pedro Miguel Abreu)
O sector da saúde é um dos pilares base de qualquer sociedade, sendo por isso uma das áreas onde o Estado mais actua e efectua alterações e reformas. Sendo um sector transversal, a nível mundial, existe uma preocupação global sobre as melhores formas de organização e de prestação de cuidados de saúde, fazendo com que este seja sempre um tema recorrente de análise e debate.

Reportando ao período deste estudo, a última grande reforma operada em Portugal, nesta área, foi a empresarialização de diversas entidades hospitalares.

Assim, esta análise empírica pretendeu determinar se a empresarialização dos hospitais levou a que se obtivesse uma maior eficiência nos custos totais variáveis incorridos, nunca esquecendo que a primordial actividade desempenhada por todas as entidades hospitalares é tratar pessoas que apresentem sintomas e casos concretos de um estado de saúde entretanto debilitado.


Epítome para uma Aprendizagem Adequada e Profícua da Arte Cénica (Kwame Kondé)
Esta nossa obra, na sua assunção global, consta de um conjunto de três (3) Livros / Tomos:

Livro Primeiro, sob o título: Epítome para uma Aprendizagem adequada da Arte Cénica e compõe das seguintes Partes: Prólogo/Exórdio; Húmus da Obra (englobando um Guia breve para a Prática da Encenação e um Manual de Exercícios práticos para o Actor) e um Epílogo.

Livro Segundo, sob o título: Estudando o Teatro estuda a Noção/Definição/Conceito de Teatro, numa abrangência (assaz), lúcida e avisada.

Livro Terceiro, sob o título de Prática teatral e Cénica e que consta (por seu turno) de duas Partes (naturalmente), complementares, designadamente: Uma Primeira Parte que estuda (adentro de uma perspectiva eminentemente pedagógica), a Noção/Definição/Conceito do Texto teatral/Texto Dramático, complementada (logicamente), por uma Segunda Parte, que no fundo, é uma Colectânea de vinte (20) Peças de Teatro e de vinte Poemas (dialecticamente) teatralizados, visando a Aprendizagem de uma Prática Cénica, conducente a necessária eficácia teatral, na assunção mais nobre do termo e da expressão.


iiiiiii

Não Me Peças que Te Ame (Rafaela Perpétua)
Afonso parecia um jovem normal. No entanto, normal não era o termo mais apropriado para ele. Afonso amava mais que qualquer outro rapaz da sua idade. Sofria por ela e todos os dias morria mais um pouco. Mas que podia ele fazer se a amava? Não podia ignorar um sentimento tão forte, tão angustiante! Teria de lutar com todas as suas forças, com todo o seu amor. Poderia não conseguir salvar a vida daqueles que amava e até mesmo a sua própria vida. Só lhe restava acreditar...


Contos Quase Romances da Cabreira e seu Universo
(José da Costa Oliveira)
"Contos, quase romances, da Cabreira e seu universo".
Uma antologia em que o Homem e a Natureza (os Bichos) protagonizam lado a lado. Histórias como "a vaca que chorava", de seu nome a Briosa, ou "o coelho da ponte da Urtigueira", o Alfredo, fazem a defesa laudatória do que é a amizade, a criação de laços afectivos entre os seres, que confere sentido à vida e a tudo o que nos rodeia.

Todas se desenrolam nos vales, nas encostas, nos cumes e picos do perímetro florestal da Serra da Cabreira, norte de Portugal, linha de divisão entre as províncias do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro.


iiiiiii

Crime e Perdão (Manuel Equor)
Quem aqui chegasse e nos visse no centro deste quadro fantástico - qualquer um podia aqui chegar porque a porta da estufa apenas estava encostada - haveria de se surpreender até não mais poder. Pensando o melhor e o pior da relação entre os dois ali expostos, poderia exclamar: »não estão a dormir. Estão defuntos.» Seria tomado pela ideia de uma reincarnação da tragédia de Shakespeare, que admite tê-los guiado no acto derradeiro, apresentando-se eles em consequência, ali inanimados na pedra, como um de tal Montéquio e outro de amada Capuleto. Este hipotético observados, confrontado pela visão dos corpos inertes, tão bem apagados que estão os indícios de presença de vida, pressionado pela necessidade de explicação deste quadro sugestivo, poderia tentar reinscrever a história, adaptando-a ao recato de uma estufa e aos dias de hoje, e acrescentar: »Ele ingeriu cicuta ou algo semelhante, não por engano, mas porque já não aguentava o passado... tão escassas,muito mais nestas despedidas, qunado nada há escrito, a não ser apenas o que data do século XVI.»


Mogincual (Isabel Bruma)
O outro lado do mar

Isabel cresceu à beira-mar e tinha uma vontade enorme de saber o que estava para lá da linha em que o céu se confunde com o mar. Um dia uma estranha embarcação vem encalhar na praia trazendo uma personagem misteriosa que lhe vai contar histórias das terras que ficam do outro lado do mar. Com ela parte para uma atribulada viagem através de terras desconhecidas.

Crónicas do Quotidiano

São 100 crónicas que versam diferentes aspectos da nossa sociedade: "a exclusão social, a educação, a incivilidade, a violência, o desapoio urbano ao cidadão, a infância ou velhice, enfim um desfilar de situações que, já diagnosticadas há muito, constinuam a correr as artérias da democracia" (do prefácio de Conceição Pinto da Rocha)


iiiiiii

Crónicas do Avô Chico (Pedro Jardim)
Trata-se de um livro a ler por dentro, onde as memórias nostálgicas mas tão vivamente descritas dos lugares encantatórios do autor, da sua infância de onde vêm as imagens e as emoções que norteiam a sua vida. Num discurso de afectos, este livro mostra-nos como o autor selecciona, resume, interpreta a fala e os pensamentos das personagens, dando origem a um relato emotivo mas sem teatralização.

A terra e o céu do Alentejo são um espaço que dá vida e suporte ao desenrolar de um tempo cheio de lembranças que se projectam no futuro, como se o autor, na sua sincera e singela homenagem, semeasse uma ética de confiança no milagre da vida simples mas cheia de significado.

O autor traduz vivências em que os gestos, os jogos de luz e de sons, a cor e os cheiros nos fazem mergulhar num tempo tão próximo e simultaneamente tão distante, como viagem ao interior da Terra-mãe, onde se procura a força perdida.
Noémia Serrano


Por um Momento (Ana Lopes)
Victória Cruz tinha um desejo: conhecer os elementos da banda que sempre protagonizaram os seus sonhos. E um dia, na mítica cidade de Lisboa, esse sonho é tornado realidade.

Terá o amor a força suficiente para alterar o modo de pensar de alguém? Quando uma pessoa se considera a si própria inimiga número um desse sentimento, poderá mudar de ideias? E o que fazer quando uma inóspita encruzilhada se cria à nossa frente? Ou quando alguém se torna a apoteose do nosso mundo? A frase imperativa aparece, pairando sobre a negrito, sobre o cérebro, toldando todos os restantes pensamentos: Alguma vez desististe de tudo para correres atrás de um grande amor?




Nazunia (Pedro Poças)

Se ler esta matérias na condição de médico irá abominá-las. Se se identificar com alguma espécie de religião, o mais certo é acusar-me de demónio e denunciar-me por blasfémias. Se acreditar nos sistemas políticos actuais, provavelmente pensará que sou um louco idealista. Se assim for, óptimo.

Este livro foi concebido para seres humanos, para aqueles que ainda têm o discernimento de se verem como indivíduos que são, para além das máscaras da sociedade. ...Opss! Mas há outro problema para o qual convém desde já alertar com alguma seriedade: Não se identifique muito com esse ser humano que julga ser, pois esta "Nazunia" vai mais fundo... Muito mais...


Literatura Poética

iiiiiii


à Deriva (Carla Paião)
Flor Virgem, Que se abriu, À claridade do dia, Coração Selvagem, Que amou enquanto podia, Na selva agreste da vida, Em que cada vez mais se perdia


A Flor Bravia (Pedro Ferreira)
PEDRA DE PERMEIO
Se não te procuro tanto, Na verde ternura das folhas, Não creias que perco o fio das sombras, não; É porque o tempo - velho anacoreta, De olhos escorridos e duros, Que divisa, tremendo, a alquimia das estações, Lá, desde o tonitruante cume, Da imortalidade - vive na poeira, De um caminho oblíquo, Nas finas arestas e outras insignificâncias, Onde as árvores são cada vez mais raras. Por ele podemos, se soubermos, partilhar, Brisas fugidias ou luzes frágeis de caminho, Mas nada sustêm o passo que nos leva, Mesmo pisando uma ou outra Pedra de permeio.


iiiiiii

Na Palma da Língua e Algumas Respirações (Luís Pedro Ferreira)
uma ou duas coisas dizer
ainda em voz de grito
e calar-me depois ao largar a mão sobre o papel
e arremeter caminho para uma página seguinte de
silêncio e tinta, deixar vincado em folha fumo
que palavras digo, ouso cantar por vezes manhã fora
granitos e vidraças e cobertas frases de sal e de espuma,
ouso cantar por vezes manhã fora
dizeres despidos de sons e ventos,
ruelas caladas de sol e de lua


Lucubrações (Daniel Aladiah)
Este livro de poemas marca os encontros e desencontros entre o amor e a noite, entre o destino e o livre-arbítrio, entre a missão e o mistério da vida. É feito de pequenas histórias de vida de todos nós, de interrogações, alegrias e sofrimentos, qual fotografia dinâmica dos momentos em que todos revelamos a nossa humanidade divina. Corresponde a horas de vigília e meditação, quase sempre no conselho da noite, reflectindo as atribulações do dia-a-dia, misturadas com os sonhos das vidas alternativas em que repousamos a alma. O lema do autor é sempre:
"Só o amor justifica a vida..."



Poemas Góticos de uma Adolescente Alienada (Helena Grilo)
'As pedras rolam pela garganta e vão,
Sendo engolidas pelo esófago, até ao coração.
De repente chocam com a artéria aorta que jaz infeliz, torta'

Ao meu simpático leitor:
Tenho um desafio a propor-lhe. A verdade é esta: Pouca gente lê poesia. A pergunta que lhe deixo é: Porquê?
Este livro vai fazê-lo sentir-se contente e triste, dependendo do poema que estiver a ler.Às vezes, vai confundir o leitor e desafiá-lo a interpretar significados escondidos.

Trata-se de um conjunto de poemas que reúne sete anos de reflexão, anos estes que fazem parte do percurso conturbado da adolescência, Tenho a certeza que todos os amantes de poesia de identificarão com eles. O desafio que lhe proponho é: escreva mais poesia, e juntos vamos ressuscitar aquela que é uma das maiores artes portuguesas.

A poesia é algo vivo e que deve ser vivido. A poesia precisa de poetas para evoluir. Poesia é dinâmica.


Literatura Infantil

iiiiiii

No Reino da Chuva (Catarina Confraria Peças)
Um conjunto de contos recheados de imaginação, onde os personagens fantásticos simbolizam sentimentos, medos, expectativas e deslumbramentos.A D. Aranha que é gananciosa, a nuvem Aquarina que é uma nuvem que só chove quando lhe apetece não respeitando os outros, a Maria do Mar que ajuda a limpar o planeta, os dedos da mão que aprendem a cooperar, a rolha que ajuda a pedra a flutuar e vice-versa, uma princesa que reinventa o arco-íris, transportam-nos para universos mágicos onde estão espelhadas de forma cristalina e deliciosa as vivências do quotidiano infanto-juvenil. Cada conto não se fecha em si mesmo, sendo antes o ponto de partida para uma conversa ou reflexão sobre os actos e pensamentos dos personagens. Momentos deliciosos que dá vontade de repetir vezes sem conta ao longo dos anos.


A Papaia Mágica (Joana Benzinho, Marta Monteiro)

domingo, 14 de agosto de 2011

A Rapariga Banal do Call Center - Vencedores do passatempo


Mais um conjunto de vencedores que vão ter uma reentré literária patrocinada pela Chiado Editora. Parabéns a todos!

Andreia Serôdio

João Sacramento

Sílvia da Silva

sábado, 13 de agosto de 2011

Bem-Vindo ao Céu... Malandro - Passatempo


A promessa não cumprida de um fim-de-semana emocionante e uma mão cheia de pecados ardentes dão forma a esta relação conturbada, entre a vida e a morte.
Todos temos histórias e fetiches que guardamos no âmago secreto da nossa intimidade, mas quando o amor entre um casal recé,m-casado é violentamente lacerado, o que fica por desvendar?
Afinal, o que levará um homem a querer viver para além dos limites da morte?




Mais um passatempo a preencher este mês de Agosto, agora com o apoio da Chiado Editora.
Para não atrapalhar muito as férias, a pergunta desta vez é muito simples e facilmente encontrada no site da editora.
Serão dois os vencedores sorteados entre todas as respostas correctas.
O prazo final para participarem é o dia 17, portanto toca a despachar! E boa sorte!




Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à inscrição.

sábado, 30 de julho de 2011

A Rapariga Banal do Call Center - Passatempo


A Chiado Editora deu-me a hipótese de oferecer aos meus leitores dois exemplares do primeiro romance de Alexandra Costa Aragão. Trata-se de uma história em que a fantasia vem em socorro da vida real.
Têm de dar resposta a uma simples pergunta para a qual podem encontrar resposta no site da editora.
Participem no passatempo até dia 5 do mês que vem. Boa sorte!



Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à sua inscrição.

sábado, 23 de julho de 2011

Destaques Chiado Editora

Aqui fica a lista dos títulos que a Chiado Editora lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Julho.

iiiiiii

Viver é Mágico (Tânia Domingos)

Olá... Olá! Chamo-me Tânia, mas não me conhecem por este nome, portanto sou a Nita para os amigos e para todos os que me quiserem chamar! Tenho 21 anos (bela idade mas está a correr velozmente). Mais de 20 operações realizadas. Aos 17 anos perdi a audição. Tenho metade da visão, ou talvez até menos. Calma meus amores, é verídico mas não quero compaixão, nem sentimento de pena (não sou galinha).

Deste modo, tento sempre ter impulso para ir mais acima e alargar a escala da minha vida e dos que me rodeiam (não sei ser feliz sozinha), procurando sempre aceitar tudo o que a vida me traz; transportar a lição das mensagens que se anexam à sua vinda e perceber que a vida é um dom frágil. Por esse mesmo motivo, devemos sempre agarrá-la com força, mas sem a machucar, nem deixar de proteger! Convido-vos assim para embarcarem comigo por esta escala dentro e partilharem este meu sonho nivelado em emoções: a escrita. escrever tornou-se um modo de respiração, uma paixão, uma missão. Nem sempre é fácil escrever o que se sente! Por vezes gostaria de inventar palavras novas e brilhantes para habitarem e iluminarem o mundo! Quem escreve constrói um castelo e quem lê passa a habitá-lo :)

Este Livro vai ao encontro da magia da vida e ser positivamente enfeitiçada por ela. Entre o sonho e a realidade fica aquilo que vivo perante qualquer verdade!

A Rapariga Banal do Call Center (Alexandra Costa Aragão)

O "Início" conta-nos a história de uma operadora de Call Center, que ambiciona outra existência, mas infelizmente condicionada por questões tão terrenas, como a necessidade de pagar as despesas no final do mês, desenrasca-se com a oferta profissional possível. Contudo, a criatividade e a paixão pela escrita, vingam tão fortemente, que anestesiam aquela rapariga banal...

A história vertida nos capítulos seguintes, revela-nos um mundo fantástico, no qual coabitam oito "guerreiros de Vahladin" com idades que rondam as 250 luas, que têm como missão vencer e extinguir para sempre os guerreiros de Dragani, os bárbaros do norte. Nessa missão irão redescobrir a "Luz", irradiada nos momentos finais, de cujos fragmentos nasce o Mito... "Afrouxando ligeiramente a lâmina gélida e cortante do pescoço de Arihane, Vehalum aproximou-a gentilmente de si e concentrando toda a febre do desejo que o queimava e toda a fome da sua boca que o devorava, o rei sol, o príncipe das serpentes, o homem renascido, beijou ardentemente a rainha das águas, a princesa das fadas e a mulher que o ressuscitou."


iiiiiii

A Substância do Tempo (Isabel Pereira Rosa)

Mestre Bicho (Anair Branco)


iiiiiii

Aqui vai o lenço (Inês Maomé)

Não queria fugir daquele bem-querer. Tal como no dia anterior no Choupal, e depois no café, durante o dia sentiu nascer uma cumplicidade muito grande com Pedro. Junto dele estava calma, sem medos, esquecia as aulas, os conflitos de casa, a política actual, o mundo todo deixava de existir, e estava ali, imensa e inteira, sem pensar em nada mais. Era aquilo que ela queria para a sua vida.

Bem Vindo ao Céu... Malandro (João L. Bento)

A promessa não cumprida de um fim-de-semana emocionante e uma mão cheia de pecados ardentes dão forma a esta relação conturbada, entre a vida e a morte.

Todos temos histórias e fetiches que guardamos no âmago secreto da nossa intimidade, mas quando o amor entre um casal recém-casado é violentamente lacerado, o que fica por desvendar?

Afinal, o que levará um homem a querer viver para além dos limites da morte?


iiiiiii

A Agonia da Amália Carcalhota (Armando Teixeira Borges)

Um bocadinho mouca, a Amália não precisava que lhe assoprassem. Sentada na relva do coradoiro a roer a côdea com o vagar que os poucos dentes lhe consentiam, sacudiu as migalhas do avental e advertiu a do Violas - encobridora da leviana da sobrinha: "Olha, ó Lurdes, se eu apanhasse tantas nos olhos como ela tem apanhado no pito, já eu estava ceguinha".

Os Prisioneiros da Sociedade Livre (José Príncipe)

Na nossas vidas andamos sempre mais preocupados com o que não temos! Porque é que somos assim? O autor desta obra tenta dar-lhe neste livro as respostas que procura.

Na vida as coisas boas são normalmente comparadas com o céu e as coisas más são comparadas com o inferno... se é o céu que queremos, porque é que andamos sempre a olhar para o inferno? O autor deste livro responde: "o meu mundo é o mesmo que o seu porque é que o vê de maneira diferente?"

O que não temos, não pode ser usado como desculpa para o nosso insucesso, mas sim ser a razão para a motivação de o alcançar. A obra "Os Prisioneiros da Sociedade Livre" pode dar-lhe algumas orientações para esse tão ambicionado sucesso.
Seja Livre e Feliz!


iiiiiii

Bianca (Renata Falcão)

Bianca sonha ser bailarina profissional e, através dessa paixão, vai descobrir um grande segredo: um novo mundo! Tudo é belo, aliciante, encantador... Mas, conhecendo cada vez melhor essa realidade, percebe que nem tudo é o que parece. Apesar do amor a levar a voar bem alto, ela é obrigada a tomar as decisões mais difíceis da sua vida. E, pensando que não podia piorar, apercebe-se que a sua maior aventura acabara de começar...

Os Onze Hábitos das Famílias mais Felizes (Edgar J Fernandes)

O livro contem 11 hábitos de felicidade. Hábitos vividos pelas famílias mais felizes. No entanto ele aborda mais do que onze. Até poderiam ser mil mas fala sobre onze que para mim são os mais importantes.

Nunca um livro foi escrito com tanta simplicidade...é tão suave como a água cristalina e tão purificador capaz de ao fim de cada capítulo deixar uma marca indelével no seu coração que não pode ser apagado com facilidade. Da primeira á última página não encontrara fórmulas mas se prestar atenção aos sentimentos que estará a ter enquanto o ler, saberá que foi escrito para si e para a sua família. Se acha que a sua família é tão feliz que não precisa de o ler, saiba que este livro contem 11 hábitos de famílias diferentes e de culturas diferentes.


iiiiiii

A Pirâmide (Fátima Montezinho)

Quando um casal se vê apanhado num atentado terrorista as surpresas sucedem-se num abrir e fechar de olhos! Um enlace íntimo, decorado com acção e intensa criatividade, move as personagens, neste romance de ficção científica. A Pirâmide é um prisma de mistérios ocultando segredos que serão revelados...

41 Canções Alegres e Tristes para o Tempo Presente (Isabel Fazenda)

As palavras podem ser de cristal ou podem ser de pedra, podem ser de veludo ou ser de seda, podem ser como armas, ou como água fresca num dia de verão.
Isabel Fazenda


iiiiiii

Do Sonho à Realidade (Cláudia Alves)

Extractos do Meu Diário (Fernando Coimbra Rodrigues)


iiiiiii

Antimatéria (Jorge Câmara)

Compasso da Vida (Ana Isabel Rosa)


iiiiiii

Lisboa Insurgente (Diogo Ferreira da Costa)

Palavras que Eu Disse (Joana Félix)



Descomeço (Carolina Gramacho)

Descomeço, de Carolina Gramacho, trata-se de uma colectânea de 40 poemas autobiográficos que não se unem numa linha lógica seguindo um determinado assunto, mas sim segundo uma montagem musical entre a última frase de um poema e o primeiro verso do seguinte.

No Descomeço, primeiro livro da autora, não só variam os temas abordados como também variam os estilos experimentados. Assim sendo, o leitor poderá encontrar neste livro desde sonetos a odes, passando por cantigas e modernismos contrastantes que se lêem com várias direcções, produzindo todos os efeitos imagináveis