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domingo, 3 de agosto de 2014

O Bibliotecário (A.M. Dean)

Para mim um dos pontos mais interessantes d'O Bibliotecário é o facto de ser protagonizado por uma mulher.
Uma mulher jovem e atraente mas com uma carreira académica. Certamente que são raras as protagonistas neste género de conspiração que envolve muita aventura masculinizada.
Aqui também é o cérebro que prevalece, já que história exige mais da memória e da inteligência da protagonista do que das suas capacidades físicas.
Essa opção também ajuda a equilibrar um pouco a forma como o livro - e, em geral, todos os thrillers deste género - vai criando algumas situações impossíveis.
Essas situações é que levam os protagonistas à volta do mundo a conhecer e a dar a conhecer ao leitor locais extraordinários.
Nesse aspecto, as descrições dos vários lugares por onde passa a acção, sobretudo a moderna Bibioteca de Alexandria, são muito fortes, conpletas e vívidas.
Ainda mais fortes são os relatos históricos dos acontecimentos que afectaram a biblioteca original, dos relatos que se relacionam com os livros que dela desapareceram para depois serem avistados.
Esses são, sem sombra de dúvida, os pedaços mais excitantes deste livro, pois a História tem maravilhas que a imaginação não consegue atingir.
A inclusão da História na história enriquece-a e acaba por servir como segunda linha do livro que, além de uma aventura entretida, reflecte sobre o poder que os livros guardam e de como se pode confiar em quem controla o seu conhecimento.
Trazendo a Biblioteca de Alexandria das suas origens antigas à realidade de um mundo digital, o autor dá-nos um livro que deixa uma marca para além da leitura mais superficial.
E num reparo final, é um livro cheio de informação mas nem por isso demasiado longo ou com um ritmo lento. Será, por isso, capaz de satisfazer muitos públicos diferentes de maneira igual.




Autor: A.M. Dean


Editora: Clube do Autor


Páginas: 404


Género: Thriller

sábado, 12 de outubro de 2013

Destaque Clube do Autor

Lançado no próximo dia 17 de Outubro, o novo livro de uma escritora portuguesa que dispensa apresentações e que, segundo os números "oficiais", já vendeu mais de um milhão e duzentos mil livros.

O 19º livro de Margarida Rebelo Pinto será apresentado ao público um dia antes, pela jornalista Sofia Carvalho, na Bertrand do Chiado pelas 18h30.



Há sempre uma primeira vez
Margarida Rebelo Pinto

Quando o meu filho Lourenço tinha quatro anos perguntaram-lhe na creche o que era o amor. Respondeu: o amor é casar, e se não der resultado, é carregar os sacos de compras da mãe, que é fraquinha e precisa de ajuda, conta a autora nas primeiras páginas do novo livro.
Escrito com o humor e a sabedoria que lhe são característicos, Margarida Rebelo Pinto parte de histórias do dia-a-dia, episódios banais da vida em casal, peripécias em que muitos leitores se vão reconhecer para fazer um tributo aos sentimentos que iluminam a vida a dois.
Por isso, este não é apenas um livro sobre o amor. É também um livro sobre mágoas e expectativas frustradas, desilusões e recomeços. Nas relações, não há culpados ou inocentes, bons ou maus, justos ou pecadores.Por isso, este não é apenas um livro sobre o amor. É também um livro sobre mágoas e expectativas frustradas, desilusões e recomeços. Nas relações, não há culpados ou inocentes, bons ou maus, justos ou pecadores.
O amor tem muitas caras e formas variáveis, tanto pode ser fiel quanto traiçoeiro, fugaz quanto eterno, sereno quanto inquietante. Mas no fundo todos queremos amar e ser amados, todos desejamos ter sorte no eterno jogo do dar e do receber atenção, carinho e afeto, escreve Margarida Rebelo Pinto.
E se ninguém duvida que todos precisamos de amor, é verdade que não nascemos ensinados para manter uma relação a dois. Os homens queixam-se que não compreendem as mulheres e as mulheres reclamam da falta de jeito dos homens para os assuntos do coração. Será sempre assim?
Há sempre uma primeira vez para tudo na vida e com o amor verdadeiro é sempre a primeira vez. E ainda bem, conclui a escritora no prefácio do livro.
Há sempre uma primeira vez é por isso um livro para homens e mulheres de todas as idades, porque todos podem aprender com ele e todos devem cultivar a capacidade de sonhar, sempre.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Destaque Clube do Autor

Também hoje chega às livrarias outro título da Clube de Autor que merece toda a nossa atenção, pelo menos por se ter tornado um fenómeno de vendas no Reino Unido.
Mas os elogios dos críticos atestando da sua ligação à realidade, são parte dessa despertada atenção.

Com o seu romance de estreia Hilary Boyd conterveu-se na estrela da literatura para mulheres reais. Quinta-feira no Parque surpreendeu o mundo editorial.
The Independent

Emotivo, verosímil e muito bem escrito.
Closer



Quinta-feira no Parque
Hilary Boyd

Quinta-feira no Parque, tal como As Cinquenta Sombras de Grey, depressa se tornou no livro sensação do ano no Reino Unido depois de várias semanas no primeiro lugar dos mais vendidos da Amazon. 

O livro aborda o tema do amor e do sexo, este mais sugerido do que explícito, numa fase mais madura da vida. É como uma revolução. As mulheres mais velhas estão a começar a reivindicar a vida que querem para si, sem amarras. Hilary Boyd, a autora do mais recente bestseller do Reino Unido não tem dúvidas acerca do sucesso por detrás do seu livro: milhares de mulheres identificam-se com Jeanie, a protagonista de Quinta-feira no Parque.

Numa quinta-feira, Jeanie conhece Ray no parque e, aos poucos, vão cimentando uma amizade tranquila. Conversam, riem-se, partilham esperanças e segredos, e até desgostos de amor. Oferecem um ao outro uma nova oportunidade na vida e no amor, mas será que vão ter coragem de a agarrar?

Por que razão não posso encontrar-me com um homem no parque, enamorar-me e ter relações sexuais com ele? – pergunta Hilary Boyd. Lá por não ser jovem uma mulher não deixa de gostar de sexo, acrescenta. Neste sentido, Boyd acaba por incitar as mulheres a assumirem a sua liberdade de escolha e a não temerem julgamentos. Porque, afinal, o amor não tem prazo de validade.

Destaque Clube do Autor

A colecção "Os Livros da Minha Vida" lançada pela Clube do Autor ganha mais um volume, desta vez pela mão de Margarida Rebelo Pinto.
Como até aqui, a escritora trata do prefácio à obra que escolheu para esta colecção na qual destaco, além da qualidade das obras, a beleza das capas que se mantém esteticamente distintas mas sempre relacionadas entre elas. Como uma colecção deve garantir.



Noites Brancas
Fiódor Dostoiévski

Para a escritora Margarida Rebelo Pinto, Noites Brancas «é mais do que um livro que nos faz chorar de emoção, mais do que um livro terno e perfeito; é uma lição de vida imortal.» O romance de Dostoiévski foi eleito pela escritora portuguesa um dos mais belos livros de todos os tempos, e acaba por isso de integrar a Coleção “Os Livros da Minha Vida.» 

Esta é uma coleção que visa destacar alguns dos livros que ao longo dos séculos marcaram a sua época e épocas seguintes, entraram para a História da Literatura e, por qualquer razão, se tornaram especiais para determinada personalidade pública. Margarida Rebelo Pinto vem assim juntar-se a José Eduardo Agualusa (Os Maias), Teresa Patrício Gouveia (Mrs. Dalloway), Francisco Pinto Balsemão (O Grande Gatsby), Miguel Sousa Tavares (A Ilha do Tesouro) e Eduardo Marçal Grilo (O Corsário Negro). 

Numa noite luminosa, numa ponte sobre o rio Neva, um jovem sonhador depara-se com uma mulher em lágrimas. Petersburgo está mergulhada em mais uma das suas noites brancas, um fenómeno que faz as noites parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas. 

Ao longo de quatro noites, o tímido jovem e a ingénua rapariga estabelecem laços intensos, mas o desenrolar romântico deste fugaz encontro pode estar ameaçado… Mas será isso realmente o mais importante?



Os outros títulos nesta colecção





sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Destaque Clube do Autor

Além dos três livros já aqui anunciados,  no próximo dia 24 de Janeiro, a Clube do Autor igualmente o livro vencedor do Premio Portugal Telecom de Literatura 2011, Passageiro do fim do dia.


Capa original da edição da Companhia das Letras
(capa nacional  definitiva ainda por revelar)

Passageiro do fim do dia (Rubens Figueiredo)


O romance vencedor do prestigiado Prémio PT Literatura 2011 é um livro sobre várias viagens. A primeira começa quando Pedro, o passageiro do fim do dia, apanha o autocarro do centro da cidade rumo à periferia para ir ter com a namorada. É hora de ponta e a viagem demora. Dá tempo para ler e também para deixar correr os pensamentos.
Pedro é um observador. Uma pequena cicatriz no cotovelo do homem que está sentado à sua frente, ou o longo suspirar da mulher que segue ali ao lado, são pequenos detalhes que (nos) prendem a atenção e fazem voar, para logo regressar(mos) ao livro de Darwin e às notícias da economia que Pedro ouve no pequeno rádio a pilhas.
Observando o que se passa dentro do autocarro, e também na rua, Pedro é, terminada a viagem, um homem diferente, alguém mais atento às desigualdades sociais, mais conhecedor e mais crítico.
O passageiro do fim do dia é por isso literatura, sociologia e política. Numa alegoria plena dos dramas urbanos contemporâneos, Rubens Figueiredo oferece ao leitor um retrato do Brasil atual, desigual, fervilhante, e uma história que revela a beleza delicada de uma escrita sobre a periferia pobre da cidade grande: uma espécie de panela de pressão de violência e de crueza no fundo de verdade que é o osso da vida.





Deixo-vos, além do booktrailer, os belos parágrafos de abertura do livro, para lhe apanharem o gosto!


Não ver, não entender e até não sentir. E tudo isso sem chegar a ser um idiota e muito menos um louco aos olhos das pessoas. Um distraído, de certo modo — e até meio sem querer. O que também ajudava. Motivo de gozação para uns, de afeição para outros, ali estava uma qualidade que, quase aos trinta anos, ele já podia confundir com o que era — aos olhos das pessoas. Só que não bastava. Por mais distraído que fosse, ainda era preciso buscar distrações.
Pedro abriu com a unha a tampinha da parte de trás do rádio minúsculo e trocou a pilha. A música foi devolvida, tão forte quanto os chiados e mais alta do que os barulhos da rua. Ele tinha enfiado os fones nos ouvidos. Estava de pé, num fim de tarde, colhido numa diagonal rasante por um sol cor de brasa que se recusava a ir embora e se negava a refrescar. Um sol quase colado à sua testa e também à testa de todos os outros, que se mantinham em ordem numa fila, à espera do ônibus no ponto final.
Não havia nada entre o sol e as cabeças de todos ali, a não ser a parte mais alta do poste de concreto e os fios bambos de eletricidade ou de telefone, que lá em cima irradiavam para os dois lados numa simetria de costelas. A sombra da fila, estendida quase ao máximo sobre a calçada, era a única sombra. A demora do ônibus, o bafo de urina e de lixo, a calçada feita de buracos e poças, o asfalto ardente com borrões azuis de óleo, quase a ponto de fumegar — Pedro já estava até habituado. Não são os mimados, mas sim os adaptados que vão sobreviver.
Pensando bem, não era tanto uma questão de hábito nem de mimos. Acontece que toda hora é hora de avançar na escala evolutiva, subir mais um degrau. É mesmo impossível ficar parado e, qualquer que seja a direção em que as pernas começam a andar, o chão logo toma a forma de uma escada. Além do mais, é preciso reconhecer: sem mal‑estar, sem adversidade, sem um castigo sequer, como se pode esperar que haja alguma adaptação?




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Destaques Clube do Autor

A Clube do Autor começa o ano apostando em alguns dos seus grandes trunfos.
O regresso dos thrillers de David Baldacci, a escolha de José Eduardo Agualusa para a colecção "Os Livros da Minha Vida" e a reedição (e recapagem) de Os Ingredientes Secretos da Felicidade.



Os Inocentes (David Baldacci)

Depois de uma missão que o leva da Europa à América, Will Robie regressa ao palco maior da política internacional com o objetivo de eliminar os inimigos suspeitos da paz mundial. 
Denise Tamaron, funcionária pública e mãe de dois filhos, é o próximo alvo a abater. Mas Robie não é capaz de puxar o gatilho. Denise parece-lhe uma vítima improvável, e por que razão representa ela uma ameaça?
Tendo falhado a missão, Robie põe-se rapidamente em fuga. E não é o único. Ao fugir da cena do crime, Robie cruza-se com uma adolescente em fuga de um lar adotivo. Mas Julie não é uma jovem comum — os pais foram assassinados e a sua vida está em perigo e é por isso que Robie decide ajudá-la a descobrir a verdade acerca dos pais.
Só que à medida que Robie investiga o passado da jovem, mais convencido fica de que ela é o centro de uma conspiração que atinge as mais altas esferas do poder... E por isso, desta vez, Robie vai ter de trabalhar em equipa para poder salvar a vida de ambos.
Os Inocentes é um livro viciante — cenas repletas de ação, personagens dinâmicas e complexas e a dose certa de sedução e mistério — que, no final, vai deixar o leitor a questionar os seus próprios valores. Ora confirme.



Os Maias (Eça de Queirós)

«Há livros que nos transformam. Os Maias arrastou-me para a escrita. Tornei-me escritor por contágio, deslumbrado com a possibilidade de produzir luz e emoções. (…) A passagem dos anos apenas acrescentou interesse à obra.» José Eduardo Agualusa in Prefácio
Os Maias é o novo e o quinto título da coleção «Os Livros da Minha Vida». Esta é uma coleção que visa destacar alguns dos livros que ao longo dos séculos marcaram a sua época, entraram para a História da Literatura e, por qualquer razão, se tornaram especiais para determinada personalidade pública.
José Eduardo Agualusa vem assim juntar-se a Teresa Patrício Gouveia (Mrs. Dalloway), Francisco Pinto Balsemão (O Grande Gastby), Miguel Sousa Tavares (A Ilha do Tesouro) e Eduardo Marçal Grilo (O Corsário Negro).

Eça de Queirós publicou Os Maias, considerada a maior obra do autor e um dos grandes clássicos da literatura portuguesa, em 1888, onde conta a história de uma família (Maia) ao longo de três gerações. É através desse romance que Eça compõe um retrato mordaz e acutilante do Portugal da época, centrado na visão da alta sociedade lisboeta. Inovador no estilo e na técnica narrativa, Os Maias é o livro mais ambicioso de Eça, que o considerou a sua obra-prima.
Eça de Queirós é considerado um dos maiores romancistas da literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo da prosa literária nacional.



«Um romance sobre comida, família e recordações,
marcado pela ternura.» Library Journal

«Uma história inteligente e sensível.» USA Today

«Melissa Senate aborda o tema do amor e
das recordações de uma forma envolvente,
salientando a importância do conforto
 proporcionado pela comida.» Publisher’s Weekly
Os ingredientes secretos da felicidade (Melissa Senate)

Holly é a protagonista da história, uma história que sabe a tiramisu, esparguete à bolonhesa e lasanha e queijo ricota. E não, não se passa em Itália. É em Blue Crab Island, terra onde Camilla tem um afamado restaurante e dá aulas de culinária, que tudo acontece.
Pouco depois de chegar a esse lugar especial da sua infância, Holly perde a avó e herda a famosa escola Camilla’s Cuccinota onde acaba por encontrar consolo e descobrir um novo talento. Através das receitas especiais da avó, que incluem sempre a adição de um desejo ou a evocação de uma memória, Holly vai criando a sua própria receita para a felicidade, uma receita temperada com muita esperança, perdão, amizade e, por fim, generosamente polvilhada de amor.
Para ler (ou devorar) longe da cozinha.

domingo, 22 de julho de 2012

Vida de Sombras (Louise Erdrich)


Um livro inteligente e intrigante que demonstra os perigos de, no casamento, não se respeitar o espaço da outra pessoa e o perigo de tentarmos manipular o cônjuge.
Ambas as personagens do livro cometem um erro. O marido resolve ler o diário da esposa, devido aos seus ciumes e a esposa resolva manipulá-lo, criando um segundo diário, onde apenas escreve o que quer que o marido leia, guardando o verdadeiro diário em segredo.
A manipulação da verdade e a criação de mentiras são usadas propositadamente para penetrar nas dúvidas de Gil. Mas se esses maus sentimentos, que nunca deveriam existir no seio de um casamento, não estivessem já presentes não levariam ao tipo de actos que Irene descobre no marido e que acaba por reforçar com a sua própria resposta.
Começam por despertar um no outro os piores dos sentimentos, para acabarem por revelar cada um em si próprio o pior da sua natureza para atingirem o outro em que projectam os seus próprios pecados.
Este é um romance que demonstra a facilidade com que uma relação de amor pode passar rapidamente a uma relação de ódio, com o ciúme e a intriga a desempenharem o papel principal nessa transformação!
Tudo agravado pela presença dos filhos, vítimas de pais que, em crescendo, revelam o pior que têm dentro de si e vão com isso destruir o último refúgio dos filhos, a esperança numa solução para a vida familiar.
Um livro cruelmente realista, perturbador, emocionante e arrebatador. Deixou-me muitas vezes o coração ao pé da boca ao longo das suas páginas.
Aconselho a sua leitura a quem esteja preparado para uma história forte que despoleta as mais primitivas das nossas emoções e não aos tradicionais leitores de romances açucarados. Na verdade, em cada uma destas páginas está uma história pungente que podia ser a de qualquer um de nós e não de uma realidade paralela.
Apesar da situação criada parecer pertencer tão exclusivamente ao domínio da ficção, o controle obsessivo e a manipulação irreflectida de que o livro fala são reais nas notícias que vemos repetirem-se dia a dia.
Embora seja um livro de leitura apaixonante, não é para os corações mais fracos.





Autor: Louise Erdrich


Editora: Clube do Autor


Páginas: 230


Género: Romance

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Destaque Clube do Autor

Depois de A Conspiração do Silêncio, a Clube de Autor volta a David Baldacci e Shaw, a sua criação que promete ficar famosa também entre os portugueses depois do autor já ter vendido para lá de 100 milhões de exemplares em todo o mundo.



O novo romance de David Baldacci põe a descoberto os interesses económicos que manipulam o nosso mundo.
Para quê perder tempo a descobrir a verdade quando se pode criar uma tão facilmente?
Nicolas Creel é um homem com uma missão. A sua empresa de armamento enfrenta uma crise e ele arrisca tudo para assegurar o negócio por muitos e muitos anos. Creel põe em marcha um ambicioso jogo, criando e manipulando eventos e conflitos, contando com a ajuda do experiente Dick Pender, «gestor da perceção».
Os dois lançam na Internet o vídeo de um homem a ser torturado, que desencadeia uma série de eventos à escala internacional. De repente, não se fala de outra coisa e o mundo é confrontado com uma nova ameaça, relegando o terrorismo islâmico e outros conflitos para o esquecimento.
Alheio aos jogos que manipulam as principais nações, Shaw só tem um desejo: abandonar a agência secreta para a qual trabalha para se casar. De uma forma inesperada, a sua vida pessoal colide com os planos de Nicolas Creel. E enquanto as nações se aproximam cada vez mais de um conflito aberto, Shaw não descansará enquanto não descobrir toda a verdade, naquela que poderá ser a batalha mais perigosa de todas…

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Destaque Clube do Autor

O professor José Paulo Viana, responsável pela famosa secção de desafios que surge no jornal Público, vem agora mostra como a Matemática pode ser uma ferramenta útil para o quotidiano e, assim, deixar de ser uma disciplina mal amada para passar a ser um divertimento geral.


Mostrar a Matemática escondida a muitas situações do dia a dia poderá ser o maior desafio. Problema resolvido é problema desaparecido. Uma vida sem problemas.


A Matemática está em todo o lado. Às vezes completamente às claras, outras vezes bem escondida, disfarçada e oculta, mas, se soubermos olhar, lá a encontraremos.
Na primeira parte deste livro, tentaremos mostrar como a Matemática influencia a nossa forma de estar no mundo. Trazendo-a ao de cima em várias situações, permite-nos ficar com uma visão mais rica da realidade. Certos capítulos correspondem a artigos publicados na revista Educação e Matemática, da Associação de Professores de Matemática. Outros capítulos abordam questões que foram apresentadas em conferências de divulgação científicas.
Iremos percorrer e analisar diversas questões e situações. Como ganhar à roleta? Como podem as casas de apostas garantir que têm lucro? Que problemas sociais se escondem na distribuição de idades da população portuguesa? Como se distribuem as classificações dos exames nacionais de 12º ano e porquê? Por que não há prémio Nobel da Matemática? E prémio IgNobel, haverá? Por que vale a pena pôr os alunos (e toda a gente) a resolver problemas?
A segunda parte do livro é constituída por 50 Desafios propostos no jornal Público, com as respetivas resoluções. O critério seguido foi ordená-los dos mais fáceis para os mais difíceis. A Matemática necessária para os resolver é a elementar, embora os raciocínios e os métodos possam ser, em certos casos, bastante elaborados.
Conseguir descobrir a Matemática escondida em muitos fenómenos naturais ou sociais permite entendê-los, interpretá-los, prevê-los e controlá-los. Para uma vida sem problemas.

O professor José Paulo Viana, um entusiasta e divulgador das matemáticas recreativas, mostra a leitores de todas as idades como se pode desmistificar a ideia do bicho-papão desta ciência. As situações do dia a dia permitem-nos ver esta disciplina de forma diferente e divertida. Deixa de ser um problema para passar a um desafio, uma solução e uma surpresa.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Destaque Clube do Autor

Na sua chancela dedicada às leitoras, Noites Brancas, a Clube do Autor acaba de lançar um livro com Paris como pano de fundo numa história-mosaico cuja sinopse promete muito!



Amar em Francês (Ellen Sussman)

Podia ser apenas mais um dia em Paris, mas para Josie, Riley e Jeremy é o dia que anuncia um novo futuro. Na cidade do amor, os três enfrentam as duras verdades do passado e descobrem que há outra vida à sua espera.

Um único dia em Paris altera a vida de três pessoas decididas a explorarem a cidade com os seus professores de Francês. Mais do que a língua do país, aprenderão a língua do amor e da perda, e as suas vidas cruzar-se-ão de formas surpreendentes.

Josie, Riley e Jeremy viajam para Paris por razões diferentes: Josie, uma jovem professora de liceu, chega na esperança de curar um coração partido; Riley, uma espirituosa mas solitária dona de casa expatriada, luta para sentir alguma ligação ao marido e ao novo país. E Jeremy, o reservado marido de uma famosa atriz, veio acompanhar a mulher na rodagem de um filme, mas sente-se distante do mundo dela.
Ao travarem conhecimento com os seus professores de Francês — Josie com Nico, um sensível poeta; Riley com Philippe, um inveterado conquistador; e Jeremy com a bela Chantal — sucumbem à inevitável paixão e a imprevisíveis aventuras na Cidade-Luz. À medida que atravessam as grandiosas avenidas e sinuosas ruelas de Paris, Josie, Riley e Jeremy desvendam surpreendentes segredos acerca do seu passado e acabam por encarar de frente algumas verdades há muito escondidas.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Destaques Clube do Autor

Aqui fica a lista dos títulos que o Clube do Autor lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Outubro


Em nome do filho (Luísa Castel-Branco)

Será que o destino de duas mulheres pode desafiar os desígnios de Deus? Luísa Castel-Branco apresenta-nos Ema e Felismina e conta-nos a história de duas mulheres separadas pela vida e unidas por um destino.

Ema, uma menina de Lisboa, filha mais nova de uma família burguesa, que, no período da Revolução, se vê obrigada a mudar-se para uma propriedade no campo.

Conhecendo todos os segredos da terra, Ema tem o dom de comunicar com a vida e os outros de forma misteriosa e especial. Com o fim da idade da inocência, a sua felicidade, no entanto, só é plenamente conseguida depois de satisfazer o seu desejo de maternidade.

Felismina, uma rapariga pobre, anormalmente recatada para a época, cresce nos arredores de Lisboa. Educada por uma mãe cruel e manipuladora, consegue libertar-se das amarras da sua vida de miséria. Sai de casa, muda de identidade, passa a chamar-se Mi Sores, e o seu aspecto, outrora macilento e triste, passa a ser sofisticado e luminoso.

O destino destas duas mulheres cruza-se inesperadamente quando a bebé de Ema é raptada. O pesadelo vivido pela mãe desencadeia uma teia de mistérios e revelações inesperadas.

Numa atmosfera densa, o mundo de Ema convive com o de Felismina que, depois da descida aos infernos, tenta atingir o céu. Mas nem todos os meios são lícitos para atingir os fins. Felismina não sabe disso e Ema precisa mesmo de acreditar nos «desígnios de Deus».

Uma história sobre os abismos da natureza humana, mas também do poder redentor do amor. Em nome de um filho.



As Grandes Batalhas da História (Canal História)

Os documentários mais marcantes do Canal de História sobre a história bélicaUm livro indispensável para todos os apaixonados pela História.

As batalhas que derrubaram impérios, travaram invasões, fizeram triunfar revoluções e forjaram o mundo moderno tal como o conhecemos. Uma obra essencial que recupera o passado para entendermos melhor o presente através de uma perspectiva rigorosa e acessível.

De Trafalgar às Malvinas/Falkland, das Termópilas a Gettysburg, de Navas de Tolosa à Batalha do Ebro, das Cruzadas ao Vietname, das legiões romanas aos cavaleiros medievais e aos kamikazes japoneses, As Grandes Batalhas da História é uma apaixonante viagem pelos conflitos armados mais marcantes da história bélica mundial.

Com a exaustiva investigação das fontes e a simplicidade na divulgação que caracterizam o Canal de História, esta obra recria cercos como a tomada de Jerusalém, batalhas puramente aéreas, como a de Inglaterra, em 1940, ou a maior operação naval da história levada a cabo no Dia D, sem esquecer o papel decisivo dos mais famosos estrategos: Alexandre Magno, Aníbal, Júlio César, Nelson, Napoleão ou Churchill.

Causas e consequências, armamento e táctica, êxitos e fracassos, curiosidades e episódios anedóticos – todos os ângulos merecem análise e são simultaneamente fonte de informação e de entretenimento, num livro que nenhum apaixonado pela História deve perder.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Destaques Clube do Autor

Aqui fica a lista dos títulos que o Clube do Autor lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Outubro.


Assassino Americano (Vince Flynn)

Os Estados Unidos encontram-se numa situação particularmente vulnerável e num momento de impasse. O director de Operações da CIA, Thomas Stansfield, um veterano da Guerra Fria, sabe que tem de preparar os seus homens para a terrível guerra que se avizinha. O terrorismo islâmico encontra-se em ascensão e precisa de ser combatido fora de portas antes que seja demasiado tarde. Stansfield decide então constituir um grupo de agentes clandestinos capazes de trabalhar autonomamente, sem qualquer ligação à cadeia de comando e sem existência oficial. Para tal, conta com a ajuda da sua protegida, Irene Kennedy, e do seu antigo colega, Stan Hurley.

Que tipo de homem estará disposto a matar pelo seu país sem envergar um uniforme? Kennedy descobre o homem ideal para a missão no jovem Mitch Rapp. Mitch era um universitário como qualquer outro até que ocorre o atentado terrorista de Lockerbie. Duzentas e setenta pessoas pereceram naquela fria noite de Dezembro, e milhares de familiares e amigos foram deixados à procura de consolo. Rapp era um deles, mas o consolo não lhe interessava. Só a vingança.

Seis meses de treino intenso prepararam-no para levar a guerra à porta do inimigo, e a sua eficiência é brutal. Rapp dá os primeiros passos da sua nova vida em Istambul, onde assassina o traficante que vendeu os explosivos utilizados ??no atentado ao voo da Pan Am. Depois, viaja para outros países da Europa com a sua equipa, deixando atrás de si um rasto de cadáveres. Mas todos os caminhos conduzem a Beirute. Numa reviravolta surpreendente, o caçador está prestes a ser caçado. Rapp vai precisar de toda a sua habilidade e inteligência para sobreviver às várias facções terroristas numa cidade devastada pela guerra.



Longe é um Bom Lugar (Mário Zambujal)

Tânia Dulce é uma jovem de ampla capacidade para amar e cede aos rogos do doutor Ângelo, narrador de uma movimentada relação de desfecho imprevisível. Médico com sonhos de romancista, o doutor Ângelo percorre caminhos paralelos, do romance real com Tânia Dulce e da trama ficcional que se esforça por escrever.

Em Longe é um Bom Lugar (o resto são histórias), Mário Zambujal volta a cativar os leitores pelo ritmo vivo da prosa em que avultam as surpresas, o humor e a reflexão acerca de comportamentos e situações.

E porque o resto são (também) histórias, o leitor acompanha uma sequência de pequenas ficções, originalmente publicadas na revista Tempo Livre, do Inatel, com o estilo inconfundível a que podemos chamar zambujalesco.

“Partiu do poeta Xavier Mendes o incitamento para que me evaporasse de Lisboa, encontraria a paz criativa na Estalagem da Égua Brava, a milhas de tudo e de todos. Eu retomei a ideia de que longe é um bom lugar quando Xavier garantiu que ali se encontrava o lugar supremo da inspiração, brotavam-lhe poemas ainda antes do pequeno-almoço e estendia-se a veia até ele tombar de sono.Concedi-me férias no consultório e pedi a aquiescência de Tânia Dulce. - Estalagem, Ângelo? – estranhou, de nariz empinado. – E sozinho?”



Terra Abençoada (Pearl S. Buck)

Terra Abençoada traça o ciclo da vida – os medos, as paixões, as ambições, os êxitos, os retrocessos, as recompensas. Um relato universal, comovente e inspirador dodestino de um homem e de uma família No reinado do último imperador da China, uma criada casa com um homem humilde. Juntos dão início a uma família e encetam uma viagem épica, envolvente e inesquecível… O-lan é uma criada na maior casa da aldeia. Quando casa com Wang Lung, um humilde agricultor, labuta arduamente ao longo de quatro gravidezes pela sobrevivência da sua família. Ao princípio, as recompensas são poucas, mas o trabalho é fonte de esperança e há sustento na terra. Até a fome chegar e mudar a vida de todos.Obrigada a fugir ou a morrer de inanição, a família chega à grande cidade do Sul, juntando-se a milhares de outros camponeses que mendigam pelas ruas. Tudo parece perdido, até que a boa sorte e a determinação de O-lan conjuram-se para os levar de volta a casa com uma riqueza inimaginável. De volta à terra que havia garantido o seu sustento, a recente fortuna da família origina apenas desconfianças, enganos e principalmente muita mágoa para a mulher que os salvou, mudando o destino da família. Tendo como pano de fundo uma China à beira da mudança, Terra Abençoada é a pungente e emocionante saga de uma família e a história do sacrifício de uma mulher.

Terra Abençoada, editado pela primeira vez em 1931 marcou gerações de leitores e foi adaptado ao cinema em 1937.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Destaque Clube do Autor

O Clube do Autor termina o mês de Setembro lançando um livro em homenagem a Gil Vicente.


Auto Do Cruzeiro Do Inferno (Isabel Zambujal)

Será que nos dias de hoje ainda há fidalgos, alcoviteiras e judeus com o mesmo comportamento das personagens de Gil Vicente no seu Auto da Barca do Inferno?

Isabel Zambujal descobriu-os em pleno séc. XXI e seguiu-lhes os passos até ao Cais.

Cinco séculos depois, os defeitos e virtudes dos passageiros mantiveram-se.

Relendo a genialidade de Gil Vicente, a autora não resistiu a abusar do humor e da imaginação. Porque ainda é a rir que se castigam os costumes.

sábado, 17 de setembro de 2011

Destaques Clube do Autor

Aqui fica a lista dos títulos que o Clube do Autor lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Setembro.

iiiiiii

A Última Testemunha de Auschwitz (Denis Avey com Rob Broomby)
A Última Testemunha de Auschwitz é a história verdadeira e impressionante de um soldado britânico que entrou de livre vontade em Buna-Monowitz, o campo de concentração conhecido como Auschwitz III, para testemunhar na própria pele os horrores sofridos pelos judeus. A sua atitude acabaria ainda por ajudar a salvar um prisioneiro judeu…

No Verão de 1944, Denis Avey era um dos prisioneiros de guerra do campo de trabalho E715, próximo de Auschwitz III. Muito se ouvia falar da brutalidade aplicada aos prisioneiros judeus que aí estavam presos, mas Denis Avey queria certificar-se de que os boatos eram de facto verdadeiros. Tomou então a decisão de ir pessoalmente testemunhar tudo o que lhe fosse possível, colocando em risco a sua própria vida.

Denis Avey arquitectou um plano para trocar de lugar com um prisioneiro judeu e conseguiu infiltrar-se num dos sectores do campo. Passou lá a noite por duas vezes e viveu em primeira mão a crueldade de um lugar onde os trabalhadores escravos eram condenados à morte através do trabalho forçado.

Surpreendentemente, sobreviveu para testemunhar o período posterior à «marcha da morte», em que milhares de prisioneiros foram assassinados pelos nazis fugindo ao avanço do exército soviético. Após a sua própria caminhada através da Europa Central, foi repatriado para a Grã-Bretanha.

Durante décadas, não conseguiu revisitar o passado que lhe assombrava os sonhos, mas agora Denis Avey foi finalmente capaz de contar toda a história – tão apaixonante como comovente – oferecendo-nos uma visão única do íntimo de um homem comum cuja coragem é quase inacreditável.

Não podemos ver o vento (Clara Pinto Correia)
Uma história arrepiante que revela os abismos da alma humana e os segredos mais bem guardados da nossa guerra.

Não podemos ver o vento é o novo romance de uma das mais importantes escritoras portuguesas, que nos fala sobre os segredos mais bem guardados da guerra colonial em Moçambique. “Foi, sem sombra de dúvida, o trabalho de campo mais cansativo que alguma vez me meti por amor a um romance”, desabafa a autora.

Mariana, uma psicóloga ruiva de coração ardente e determinação férrea, está na casa dos trinta quando conhece Guilherme. Mãe de duas gémeas demasiado bonitas, atrevidas e curiosas para seu próprio bem, Mariana começa a frequentar o Solar de Turismo de Habitação que Guilherme dirige na Serra do Barroso para preencher de forma criativa e pedagógica os tempos livres das filhas. Estabelece rapidamente uma grande amizade com o proprietário e à medida que essa relação se vai estreitando começam a emergir os temas que lançarão a psicóloga na sua investigação sem retorno: a Guerra Colonial em Moçambique, a formação dos Grupos Especiais e dos Grupos Especiais Pára-Quedistas, as suas incríveis missões-relâmpago de contraguerrilha, o uso de estupefacientes fornecidos pelo próprio Exército Português, e outros segredos.

Não Podemos Ver o Vento é um puzzle em que as peças vão encaixando para revelar aspectos imprevistos dos abismos da alma humana e histórias verdadeiras de um dos segredos mais bem guardados da Guerra. A última peça do puzzle, no entanto, ao revelar o quadro na sua totalidade, também o modifica por completo: afinal havia ainda mais um segredo, o mais impressionante de todos, e desse nem Guilherme falou nem Mariana suspeitou. E não é que não tenha estado sempre à vista.


iiiiiii

De Olhos Pousados em Deus (Zora Neale Hurston)
De Olhos Pousados em Deus, uma das mais importantes obras da literatura americana do século XX, é uma tocante história de amor passada no Sul dos Estados Unidos que brilha pela sua inteligência, beleza e uma sensatez sentida.

Contada pela voz cativante de uma mulher que se recusa a viver na dor, na amargura ou no medo, De Olhos Pousados em Deus apresenta-nos Janie Crawford, uma mulher negra de pensamentos e sentimentos profundos, que embarca numa demanda em busca do seu verdadeiro eu.

A viagem de Janie inicia-se aos dezasseis anos, quando a avó moribunda a obriga a casar com Logan Killicks, um homem mais velho que Janie despreza. Revoltando-se contra as tentativas de Logan em transformá-la numa moura de trabalho, Janie decide fugir com Joe Starks, um homem da cidade com grandes sonhos. Os dois seguem para Eatonville, onde, passado pouco tempo, Joe se transforma no seu presidente de Câmara, chefe dos correios e proprietário de terras.

Depois da morte de Joe, Janie apaixona-se por um trabalhador de espírito livre muito mais novo do que ela. Tea Cake é o verdadeiro amor de Janie e na sua companhia ela tem finalmente liberdade para se transformar nela mesma.

Uma verdadeira pérola literária, a obra de Hurston continua tão relevante e comovente hoje como quando foi publicada pela primeira vez, em 1937. Oprah Winfrey considera De Olhos Pousados em Deus a sua «história de amor favorita de todos os tempos». A admiração pelo romance levou Oprah a produzir uma adaptação televisiva do mesmo, tendo como actriz principal Halle Berry.

Meu Querido Cromo - as minhas calças estão assombradas
(Jim Benton)
Meu querido cromo está de volta! Jamie, a rapariga mais divertida do mundo, continua a partilhar no seu diário, o cromo, as peripécias hilariantes que vive na Escola Preparatória Carapau.

É incrível como um único par de calças pode ter tanta influência no Universo. Depois de vestir as calças de ganga mais fixes de sempre, Jamie sentia-se a rapariga mais bonita à face da Terra. Só que, afinal, as calças têm vida própria e desejos muitos esquisitos… Estão Assombradas!!!!!

"Querido Cromo,

A Isabella disse que não foi a transformação que aumentou a Popularidade da Margaret e nos empurrou para o fundo da escala. Foram as calças. Também garantiu que não foi o meu grito na aula de Ciências que me fez trocar de novo de parceiro de laboratório e me juntar com o Famoso Palerma, Mike Pinsetti. Foram as calças. E disse que não fui eu quem fiz vocês-sabem-o-quê para cima do Hudson Rivers. FORAM AS CALÇAS!"

Depois de "Meu querido cromo, vamos fazer de conta que isto nunca aconteceu", chega agora "Meu querido cromo, as minhas calças estão assombradas", e as aventuras de Jamie com as suas amigas parvas fazem deste divertido livro um fenómeno internacional.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Destaques Clube do Autor

Aqui fica a lista dos títulos que o Clube do Autor lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Setembro


A Livraria (Penelope Fitzgeral)

Pequeno no número de páginas mas enorme no que à aclamação popular diz respeito, este segundo romance de Penelope Fitzgerald foi o primeiro a figurar entre os finalistas do Booker Prize. A autora venceu o prémio em 1979 com Offshore.

Em 1959, Florence Green, uma viúva com uma pequena herança, arrisca tudo para abrir uma livraria na vila costeira de Hardborough. Depois de comprar o espaço, um velho edifício com fama de estar assombrado, e de vencer a resistência inicial, Florence decide colocar à venda o livro Lolita, de Nabokov, desencadeando um terramoto subtil mas devastador na pequena localidade.

A Livraria marca a estreia de Penelope Fitzgerald em Portugal.



Mrs. Dalloway (Virginia Woolf)

Romance sobre o tempo e a desconexão da existência humana, Mrs. Dalloway faz coexistir, não só na mente das personagens que integram a obra mas também nas suas páginas, o passado, o presente e o futuro, lembrando o leitor que o tempo actual é influenciado pelo que o antecedeu e pelo que lhe sobrevirá.

Centrado em Clarissa Dalloway e ambientando no período pós Primeira Guerra Mundial, o livro eleito por Teresa Patrício Gouveia reflecte, na verdade, a história da crise de um indivíduo, de uma classe, de uma sociedade e do próprio romance.

Não obstante o facto de ter sido publicado pela primeira vez em 1925, logo nas primeiras páginas, refere Teresa Patrício Gouveia no prefácio desta edição, «constatamos como o seu olhar (de Virginia Woolf) e a sua escrita são totalmente modernos».

Mrs. Dalloway é o quarto título da colecção «Os Livros da Minha Vida». Esta é uma colecção que visa destacar alguns dos livros que ao longo dos séculos marcaram a sua época, entraram para a História da Literatura e, por qualquer razão, se tornaram especiais para determinada personalidade pública.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A Lacuna (Barbara Kingsolver)

Esta é a história de Harrison William Shepherd, filho de uma mãe mexicana e de um pai americano. O pai é indiferente ao rapaz, enquanto a sua mãe deseja viver novos romances e aventuras, pelo que ela regressa ao México levando o filho.
O livro é escrito sob a forma de um diário da vida de Harrison, a partir das suas memórias remotas. E transporta-nos pelos detalhes da sua vida no México, onde através de toda uma sucessão de eventos ele torna-se no cozinheiro de Frida Kahlo e Diego Rivera. Mais tarde conhece Leon Trotsky, exilado do regime estalinista. A vida de Harrison entrelaça-se com a vida de estes personagens históricos, o que torna a leitura ainda mais fascinante.
Já mais adulto, ele acaba por regressar à América onde os seus livros sobre história mexicana tornam-se campeões de vendas. Todavia, a Comissão contra Actividades Anti-Americanas é iniciada pelo Senado e ele é chamado a depor, uma vez que acreditam que possa ser um membro do Partido Comunista, o que lhe traz uma enorme sensação de angústia, dado que sempre foi um cidadão privado e o conduz à decisão de como o livro terminará.
Por vezes parece-nos que Harrison Shepherd é mais um observador passivo do que um participante activo da sua própria vida. Com todos os outros personagens tão fortes, tão vincados, cada um uma perspectiva decidida e intransigente em relação à maioria dos assuntos, Harrison serve de certa forma de contraponto: ele escuta e observa, absorve tudo e exala as suas impressões no que escreve em diários e romances. Quando Harrison pede à sua secretária para queimar um diário da sua infância ele divaga para consigo: “Um rapaz invisível tornado real, visto por uma só vez outros olhos, mesmo que só por um vislumbre. Uma cidade de memórias consumida em chamas e gás, e em relação à qual não podemos ter quaisquer remorsos.” Nestas palavras Shepherd revela a sua natureza.
É uma leitura apaixonante quer pela própria história, quer pelo facto de por vezes não sabermos exactamente quem está a relatá-la. A descrição da vida na casa de Kahlo e Rivera, assim como a personalidade de Trotsky e a sua mulher tornam-na particularmente cativante para nós. E acabamos por ter vislumbres inesperados sobre a história e a cultura mexicana, um pouco afastados dos lugares comuns aos quais estamos habituados. Esta obra já foi uma outra vez referenciada pelo facto de ser dito que a autora tinha uma agenda política por detrás dela. Nós discordamos, parece-nos que este romance apesar de se centrar em torna da política, é sobre pessoas, ela não deifica o socialismo, nem o comunismo, nem o anti-comunismo, nem o capitalismo, mas como as pessoas transportam a sua vida e transportam-se para essas correntes. Faz-nos desejar aprender mais sobre todas essas nuances em confronto e conhecer as motivações daqueles que não conhecemos ou que têm visões do mundo diferentes da nossa, o que acaba por ser uma mensagem reiterada na obra.
É um livro de escrita minuciosa. Os mais pequenos detalhes acabam por se tornar importantes. É uma história que toma o seu tempo para ser relatada e a enorme e ambiciosa empresa a que este livro se dedica, a integração sem mácula do material histórico com toda a imagética e motivos literários na narrativa, tornam esta obra imensamente impressionante a qualquer nível.





Autor: Barbara Kingsolver


Editora: Clube do Autor


Páginas: 494


Género: Romance

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Destaques Clube do Autor

Aqui fica a lista dos títulos que o Clube do Autor lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Julho.


Um Ano à Beira-Mar (Joan Anderson)

Quando o marido lhe comunicou que teria de mudar-se para outra cidade por razões profissionais, Joan Anderson soube instintivamente que não o acompanharia nessa mudança. O desgaste da relação e a saída de casa dos filhos de ambos apontavam-lhe outro caminho.

Foi então que decidiu passar uma temporada numa casa da família, junto ao mar. Quem sabe se algum afastamento da vida quotidiana, até aí inteiramente dedicada ao marido, aos filhos e ao lar, não seria aquilo de que estava a precisar? Quem sabe se o ritmo das marés não seria o tónico necessário para uma transformação interior que lhe devolvesse a auto-estima e o prazer de viver?

Durante o ano seguinte, Joan desfrutou da solidão, viveu novas experiências e aprofundou a sua própria personalidade. Descobriu o seu lado mais íntimo e determinada a sair do marasmo em que se encontrava decidiu tomar as rédeas do seu futuro. O resultado? Um livro inspirador e cheio de reflexões no qual os sentimentos assumem um protagonismo especial.



África Minha (Karen Blixen)

Hino a África e à vastidão das suas paisagens, retrato perfeito das cores, cheiros e gentes africanas, obra de culto, já muito se escreveu sobre África Minha. Mais do que um livro de memórias da autora, trata-se de uma homenagem a todo um continente.

Na obra, Karen Blixen descreve com detalhe os hábitos, culturas e rituais de somalis, massais e kikuius, por um lado, e o colonialismo inglês na África Oriental, tanto na perspectiva institucional como social, por outro. A isto se junta o retrato de um modo de vida em comunhão com a natureza e com aquilo que há de mais primitivo na humanidade e eis algumas das razões pelas quais o livro se transformou numa referência literária mundial.

Adaptado ao cinema por Sydney Pollack em 1985, com Meryl Streep e Robert Redfort nos papéis principais, também o filme alcançou o epíteto de uma das mais belas e comoventes películas da história do cinema.



Encontros Marcados (Gonçalo Cadilhe)

Por que razão a canção “Song for Sharon”, de Joni Mitchell, é tão especial para Gonçalo Cadilhe? Qual o significado do livro As Cidades Invisíveis no percurso do escritor-viajante? Que importância tiveram os escuteiros na sua vida?

As respostas a estas e a tantas outras perguntas estão no novo livro do escritor, Encontros Marcados. Neste seu regresso às livrarias nacionais, Gonçalo Cadilhe revela as circunstâncias que o tornaram o maior viajante português da actualidade e desvenda alguns dos momentos marcantes que lhe incutiram e continuam a incutir o gosto pela aventura e pelo desconhecido.

Da primeira viagem sem os pais, numa saída dos escuteiros, à tomada de decisão quanto ao rumo a seguir terminado o curso de Gestão, Gonçalo Cadilhe recupera neste livro memórias antigas, conversas que o transformaram enquanto ser humano, episódios nunca narrados, objectos que fazem parte do seu passado enquanto escritor e enquanto viajante.

Pelo meio, mais de duas dezenas de fotografias ilustram os momentos relatados. Malaca, Xi’an, Huahine, Banguecoque são aqui revisitadas assim como o são a Figueira da Foz, Coimbra e Cantanhede. Encontros Marcados não é, porém, apenas mais um livro de viagens, é o desvendar da força do destino por detrás da longa jornada que é a vida.

domingo, 26 de junho de 2011

Destaque Clube do Autor

A amizade é o tema do Clube do Autor para o mês de Junho.


A Praia da Memória (Nancy Thayer)

Lexi e Clare são as melhores amigas. Cresceram juntas na pequena ilha de Nantucket, onde partilharam as habituais brincadeiras de criança, as primeiras paixões da adolescência e os seus segredos e desejos mais íntimos. Muito do tempo de ambas era passado no seu esconderijo secreto: a praia das Conchas-Lua, um lugar mágico, onde o futuro parecia cheio de promessas.

Tal como o refluxo das marés, a amizade das duas oscila entre os desejos de uma e as ambições de outra. Até que, aos dezanove anos, Lexi deixa a ilha, optando por uma vida de luxo, longe de tudo e de todos, e Clare permanece no lugar onde sempre viveu.

Dez anos depois, Lexi farta-se de uma existência vazia e regressa à ilha, determinada em reconciliar-se com os pais, Clare e, acima de tudo consigo própria. Dez anos de ausência têm o seu peso e a reunião das amigas não é fácil, apesar de tudo o que viveram juntas. Lexi interroga-se então se a felicidade e a união que outrora haviam partilhado na praia das Conchas-Lua serão tão fugazes como o tempo e a maré…

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Destaque Clube do Autor

Para estas férias o Clube do Autor sugere:


A Lacuna (Barbara Kingsolver)

Barbara Kingsolver é uma das mais prestigiadas autoras da actualidade. Bióloga de formação, gosta de documentar-se até à exaustão antes de iniciar cada romance e assim foi com este A Lacuna, um romance épico protagonizado por um homem dividido entre dois mundos.

Filho de mãe mexicana e de pai norte-americano, Harrison Shepherd nasceu nos Estados Unidos. Ainda menino mudou-se com a mãe para o México e foi aí que conheceu Diego Rivera, Frida Kahlo e León Trotsky, o grande líder político que, nessa altura, vivia exilado em terras mexicanas.

Atravessando um dos períodos negros da história da América e as décadas de 30, 40 e 50 no México, misturando personagens ficcionadas com figuras e acontecimentos históricos, A Lacuna é uma odisseia emocionante, rica e ousada sobre a forma como a História pode marcar o destino de cada um, não obstante as suas melhores intenções.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Segredo de Afonso III (Maria Antonieta Costa)

Maria Antonieta Costa, professora de História, em Famalicão, afirmou que o projecto de escrever O Segredo de Afonso III surgiu de uma vontade de aproximar jovens e adultos da História portuguesa. Esse repto que lançou a si própria surgiu-lhe quando realizava o mestrado em “História da Cultura Medieval”. Nas suas próprias palavras: “procurei urdir uma trama com
carácter de thriller que mostrasse um outro lado possível de Afonso III”.
Todavia não devemos pensar que este livro foi abordado com ligeireza ou qualquer tipo de desprendimento, a própria autora salienta o facto que “a investigação rigorosa é imprescindível para qualquer romance sério”, apoiando-se na investigação que havia feito para a sua tese, tendo lido mais de um milhar de documentos para o efeito.
Fascinada pela figura de D. Afonso III que considera como “um monarca que passa injustamente despercebido, pois foi ele que fixou as fronteiras continentais em 1249 e que ainda hoje se mantêm, um notável administrador e, depois de D. Afonso Henriques, foi quem fez os alicerces do país. Um rei que fundou povoações, restaurou outras, e teve a preocupação do povoamento”.
A obra é construída a partir da tese de conflituosidade visceral entre o rei e a Igreja, mesmo apesar de esta ter patrocinado a sua ascensão ao trono de Portugal.
É neste mundo profundamente medieval e feudal que a obra tem corpo ainda que, formalmente, seja construída numa série de analepses entre o século XXI, a ascensão e coroação ao trono do jovem rei Dinis, e o reinado do seu pai e predecessor Afonso III.
Trata-se essencialmente de um thriller em que acção domina a descrição, tecida em volta do ocultismo, crimes, conspirações, sociedades secretas e até mesmo homossexualidade. Somos presenteados com um amplo leque de figuras históricas reais, bem como a própria geografia de espaços da obra torna-se particularmente cativante já que todos os locais são visitáveis ou evocam algo na memória de cada um de nós.
Possivelmente pelo facto da autora ser uma historiadora (membro da Sociedade Portuguesa de Estudos Medievais) é notória a preocupação que ela tem em distinguir a parte real da parte ficcional. “Há que saber discernir o que é realidade histórica, e eu tenho-a no meu livro, daquilo o que é ficção, e daí ter incluído uma introdução em que previno o leitor para esta situação. Coloquei no final um quadro cronológico que estabelece a relação entre a ficção e a realidade para que os leitores possam fazer um confronto”.
Essencialmente temos duas narrativas que parecem correr paralelamente, a de Madragana ben Ekar, a concubina moura do rei, que desperta muitos ódios na mesma medida que parece cativar aqueles que a rodeiam, e a de Eunice Bacelar, uma investigadora do século XXI que descobre, por casualidade, no Vaticano, uma misteriosa mensagem referindo-se a esta concubina, um escravo, um alquimista e o único Papa português, João XXI.
Inicialmente temos a sensação de estarmos a ler duas histórias paralelas, em que a segunda apenas surge para alimentar a primeira, usando até mesmo como contraponto ritmos de escrita diferentes, mas, à medida que o romance vai atingindo o seu clímax, se interceptam, num determinado ponto, e se vão entrelaçando, adensando-se em intrigas cada vez maiores e surpreendendo-nos com a ligação entre ambas. Uma das poucas tibiezas será o facto de inicialmente algumas ligações parecerem ser demasiadamente fortuitas, precipitadas, mas trata-se apenas do modo em que nos são apresentadas, pois é-nos mais tarde revelado a sua pertinência e como foram construídas.
É uma obra que parecer ter tudo para atrair até si e seduzir especialmente aqueles que têm alguma curiosidade pela história portuguesa, mas que não desiludirá os fãs de thriller em geral.




Autor: Maria Antonieta Costa


Editora: Clube do Autor


Páginas: 312


Género: Romance Histórico/Thriller