Mostrar mensagens com a etiqueta Sextante Editora. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sextante Editora. Mostrar todas as mensagens

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Destaque Sextante

Igualmente com data de saída para amanhã, 4 de Fevereiro, temos o livro de memórias de uma grande senhora do teatro e do cinema nacional.
Carmen Dolores permite o acesso às muitas relações que criou ao longo dos anos com outras figuras essenciais do panorama artístico nacional, além de mostrar um vasto conjunto das suas fotografias.





No palco da memória (Carmen Dolores)

«Nunca pensei escrever um segundo livro de memórias, embora o primeiro tivesse como título Retrato inacabado. No entanto, o tempo foi passando e comecei a anotar numa espécie de diário o que me ia acontecendo, o que ia observando, o que me despertava mais interesse… e assim surgiu este No palco da memória, para que fique um registo daquela que ainda sou, uma referência aos trabalhos em que fui participando, e até um recordar do que se escreveu a meu respeito.»
Eis uma voz única, a de Carmen Dolores, que nos entrega aqui, desta vez por escrito, um testemunho absolutamente precioso de uma longa vida em que o Teatro desempenhou um papel decisivo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Destaques Sextante

A Sextante Editora continua a trazer-nos os trabalhos de Rubem Fonseca a excelente ritmo e com grande cuidado editorial. Neste mês temos dois livros seus já nas livrarias.
Um, José, é autobiográfico e focado na juventude do autor onde fala sobre a sua paixão de sempre pelos livros e do fascínio pelas mulheres que se consegue depois ler em toda a obra.
O outro, Axilas & outras histórias indecorosas, é uma antologia de contos negros que se enche de humor ácido e erotismo intenso.



Axilas & outras histórias indecorosas
(Rubem Fonseca)

«Eu ainda não sabia o seu nome, que depois descobri ser Maria Pia. Ela já estava sentada quando vi os seus braços, braços finos, que para o meu bisavô não causariam o menor interesse, ele provavelmente os acharia feios. Além do mais, Maria Pia usava uma manga cavada e os braços estavam totalmente desnudos. Meu bisavô gostaria que ela usasse mangas curtas meio palmo abaixo do ombro e que seus braços fossem cheios, do jeito que Machado de Assis descreve no conto “Uns braços”. Maria Pia era fina, toda ela, eu sabia, desde o início, vendo-lhe apenas os braços. E quando ela deu-lhes movimento, pude ver parte da sua axila.»



José
(Rubem Fonseca)

Ao falar de sua infância José tem que recorrer à sua memória e sabe que ela o trai, pois muita coisa está sendo relembrada de maneira inexata, ou foi esquecida. Mas ele gostaria de concluir, ao fim dessas lembranças tumultuadas, que a memória pode ser uma aliada da vida. Sabe que todo relato autobiográfico é um amontoado de mentiras – o autor mente para o leitor, e mente para si mesmo. Mas aqui, se alguma coisa foi esquecida, ele se esforçou para que nada fosse inventado. José cita Proust: «a lembrança das coisas passadas não é necessariamente a lembrança das coisas como elas foram.»




Os interessados no autor devem, também, aproveitar para comprar a revista LER deste mês que lhe dá grande destaque em consonância com os dois lançamentos do autor.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Destaques Sextante

Duas novidades Sextante que chegaram às livrarias neste mês. Um é um thriller sobre a transformação de vítima a justiceira e faz parte da colecção Sextante TOP. O outro é um romance revelador da História portuguesa em Goa, sobretudo no que toca à vida das mulheres.



Da Índia, com amor (Júlia Nery)

Da Índia, com amor dá-nos as cores, formas, luz e sombras das figuras, ambientes e emoções de um vasto painel da presença dos portugueses em Goa, na época da sua afirmação no Oriente. Com Joana e Violante,órfãs d’el-rei, viajamos na Carreira da Índia. Joana nos fará testemunhas da sua viagem interior, por dentro da saudade, amor e aventuras, dúvidas de si e da sua fé, abalada pelo confronto com outra cultura, até ao momento em que, naufragada, despojada, perdida em terras de cafres, ouvimos as últimas palavras da sua narrativa: sei quem sou. A narração do futuro caberá a outros.


Alex (Pierre Lemaître)

Quem conhece verdadeiramente Alex? Ela é bela. Excitante. É por isso que a raptaram e torturaram de forma inimaginável? Quando o comandante da polícia Camille Verhoeven descobre por fim o local do sequestro, Alex já tinha desaparecido. Alex, mais inteligente que o seu carrasco. Alex, que não perdoa a ninguém, que nada esquece.Um thriller gelado que joga com os códigos da loucura assassina, um mecanismo diabólico e imprevisível, onde nos encontramos com o enorme talento de Pierre Lemaître. Alex foi um dos romances finalistas do Grand Prix de la littérature policière 2011.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Destaque Sextante

A Sextante lançou hoje uma nova colecção intitulada Sextante Top que se dedicará a livros de género capazes de chegar a um público amplo sem deixar de lado a elevada qualidade a que a editora sempre manteve.
Um thriller e um romance erótico, Síndrome E e Os Diários de Alexandra respectivamente, abrem esta nova vertente da editora.


Síndrome E (Franck Thilliez)

Cinco cadáveres encontrados com terríveis mutilações e os crânios serrados…
Eis o que obrigou a polícia criminal a chamar o comissário Franck Sharko, que estava nesse momento de baixa a fim de tratar as suas crises de esquizofrenia. Um caso que vai reunir Lucie Henebelle e Sharko, personagens tão diferentes e porém tão próximas na maneira como encaram o seu trabalho de polícias.
Dos bairros de lata do Cairo aos orfanatos do Canadá dos anos cinquenta, os dois investigadores vão deparar-se com um mal desconhecido, uma realidade terrível que revela que podemos ser autores do pior. Porque os que não conhecem a síndrome E não sabem ainda do que podem ser capazes…


Os Diários de Alexandra (Dominique Simon)

Primeira década do século XX, na província, em França.
Alexandra, uma jovem mulher (mal) casada, aborrece-se. Pouco a pouco, ganha o hábito de se entreter com pequenos jogos perversos com as criadas, com as raparigas da quinta. E, para seu maior prazer, descobre então uma atração inesperada e violenta pelo belo sexo…
Um livro forte que lida sem tabus com todas as situações ou sentimentos ligados à homossexualidade feminina.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Destaques Sextante

A Sextante já colocou dois títulos nos escaparates no início deste mês de Fevereiro. Um deles, Olivier Rolin, é um regresso de um autor que tem tido uma rica vida editorial em Portugal. O outro, Manuel Moya, está traduzido pela primeira vez.



Baku, últimos dias (Olivier Rolin)

Em 2003, regressando do Afeganistão, tive de parar em Baku, no Azerbaijão. Fiquei num hotel chamado Apcheron, nome da península sobre a qual a cidade foi construída. Escrevia na altura
Suite no Hotel Crystal, um livro composto por umas quarenta histórias passadas em quartos de hotel do mundo inteiro. O nome Apcheron, tão próximo do do rio dos mortos grego, sugeriu-me a ideia de aí encenar o meu próprio suicídio. A nota biográfica na capa do livro viria a mencionar a minha data de nascimento e de morte: Boulogne-Billancourt, 1947 – Baku, 2009. A partir de 2004, eu tinha pois morrido em Baku em 2009, no quarto 1123 do Hotel Apcheron.
À medida que esse fatídico ano de 2009 se ia aproximando, as recomendações dos amigos tornavam-se mais insistentes: se fores convidado para ir a Baku em 2009, não vás! Estes alertas fizeram naturalmente nascer em mim a ideia de que, pelo contrário, devia mesmo ir a Baku, para honrar uma espécie de promessa e aí permanecer o tempo suficiente para dar à ficção da minha morte à beira do Cáspio uma razoável hipótese de se concretizar. Este livro
é, em certa medida, o diário da minha estada na cidade onde era suposto morrer. Retratos, coisas vistas, sonhos, leituras, notas de viagem, evocação de figuras do passado, etc. Claro que se tratava de um jogo, iniciado por um jogo de palavras, mas esse jogo dava um certo colorido aos meus pensamentos, orientava até certo ponto as minhas imaginações e mesmo os meus olhares.



Cinzas de Abril (Manuel Moya)

Nas vésperas da revolução de Abril, uma rapariga de família burguesa apaixona-se por um idealista radical, antigo amigo de infância, que transformará a sua perceção da vida social e política.
Envolvem-se ambos na luta contra a ditadura e formam um comando terrorista que terá por missão sequestrar um agente da PIDE. Este caso, e um mistério familiar a ele ligado, vai mudar a vida pessoal de Sophia.
Em Paris cruza-se com outro português, desertor e vivendo de esquemas, cuja amizade a acompanhará por toda a vida.
Ambos atravessam os dias da revolução de Abril com paixão, vivendo a ilusão desses tempos em que o «impossível foi possível».

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Destaque Sextante

Este Outono a Sextante convida-nos a reflectir sobre a sociedade actual, a sua organização e desenvolvimento.


Continuar a tentar pensar (São José Almeida)

Pensar a sociedade, no que deverá ser a sua organização e o seu desenvolvimento, é urgente. Num momento de viragem, em que se anunciam reestruturações radicais da organização do país, importa olhar para trás e ver o caminho que percorremos para chegar onde estamos. Reúnem-se aqui crónicas de opinião que São José Almeida editou semanalmente no Público ao longo da última década (2001-2010). Crónicas que mostram algumas das estradas que fomos seguindo e como a autora, à época, se interrogava sobre elas. Organizado por assuntos, o livro tem prefácios temáticos de Maria José Casa-Nova, Ana Benavente, João Rodrigues e André Freire.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Destaques Sextante

Aqui fica a lista dos títulos que a Sextante lançou (ou ainda vai lançar) durante este mês.

iiiiiii

Apocalypse baby (Virginie Despentes)
Inspirada pela leitura de Bolaño, Despentes escreve um policial em forma de road book entre Paris e Barcelona, em busca de Valentine, uma adolescente enigmática e difícil que está desaparecida. O retrato de diferentes estratos sociais –da burguesia do botox , culta e temerosa, aos radicais de esquerda e de direita, ao underground lésbico –cristaliza-se numa sátira social corrosiva, que no entanto não esconde a sua benevolência para com as personagens mais feridas e vulneráveis.

Lusco-fusco (Cristina Carvalho)
Um livro para toda a família que fala do mundo dos espíritos da Natureza. São os gnomos e as fadas, os silfos, as salamandras e outros seres que, lá das profundidades do imponderável azul celeste ou vindos dos mais secretos esconderijos na Terra e no Mar, tudo determinam com exactidão e rigor: os terramotos, os furacões, os tsunamis, os vulcões. Reinam nos Quatro Elementos. Para os contactarmos é preciso liberdade, coragem e determinação. Este é o guia para conhecer os Elementais.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Destaque Sextante

A Sextante publica amanhã 5 de Maio, Jazzé e outras músicas, o terceiro livro da colecção de jazz de José Duarte.



Jazzé e Outras Músicas (José Duarte)

Jazzé foi a alcunha que Calado pôs a Jozé nos tempos do Clube Universitário de Jazz pela forma como apreendia os sons e os nomes e as vidas do jazz e dos seus génios, pelo empenho que Jozé punha na divulgação desta arte de passar sons, pela maneira como escrevia, dançava, discutia, se empenhava política e culturalmente nessa luta.

sábado, 30 de abril de 2011

Destaque Sextante

Um interessante título que a Sextante lançou este mês.


HHhH – Operação Antropóide (Laurent Binet)

Praga, Primavera de 1942, Operação Antropóide: dois paraquedistas checoslovacos são encarregados de assassinar Reinhard Heydrich, o chefe dos Serviços Secretos nazis e da Gestapo, «o homem mais perigoso do Terceiro Reich». Heydrich era o braço-direito de Himmler e o chefe de Eichmann, e os nazis brincavam com o acrónimo HHhH: Himmlers Hirn heißt Heydrich, o cérebro de Himmler chama-se Heydrich.
Todos os personagens deste livro existiram ou existem ainda. Todas as factos relatados são autênticos. Mas por detrás dos preparativos do atentado, uma outra batalha tem lugar, a que a ficção romanesca trava com a verdade histórica. E é necessário levar a história até ao fim.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Destaques Sextante

Duas novidades de peso lançadas pela Sextante neste mês de Março com os mais recentes títulos de Don DeLillo, nome incontornável da literatura actual, e de Teolinda Gersão que há muitos anos não publicava.



No deserto do Arizona. Um jovem realizador obcecado com uma ideia para um filme: um único plano-sequência, uma única personagem. Frente à câmara e encostado à parede (“como num assalto ou num fuzilamento”), está Richard Elster, um intelectual que, ao serviço do Pentágono, traçou a cartografia conceptual da Guerra do Iraque (“eu queria uma guerra em haiku… uma guerra em três versos”). Quando a filha de Elster entra em cena, o fio da conversa filosófica dos dois homens é abruptamente cortado e a dinâmica da história conhece uma dramática inflexão.



Um homem e uma mulher encontram-se e amam-se em Lisboa. A sua história, que é também uma história de amor por uma cidade, levará o leitor a percorrer múltiplos caminhos, entre os mitos e a História, a realidade e o desejo, a literatura e as artes plásticas, o passado e o presente, as relações entre homens e mulheres, a crise civilizacional e a necessidade de repensar o mundo.