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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Viagem ao Fim do Coração (Ana Casaca)

Este é um livro que orbita em torno da doença que é o cancro e, no entanto, é difícil dizer que é um livro sobre esse tema.
A sua frontalidade - que por vezes parece conter um toque de brutalidade apenas porque os tópicos assim o ditam - trata tanto dos temas que nos despertam as melhores emoções como dos que nos despertam as piores.
Cancro, violência, dedicação, sacrifício, superprotecção e Amor (assim mesmo, com letra maiúscula e em todas as suas formas).
Costuma dizer-se que há livros que são uma montanha-russa de emoções e este é um deles, certamente, um resumo de tudo o que a vida contém em capítulos muito intensos.
Capítulos que vão passando de voz em voz entre Luísa, Pedro e Tiago.
Luísa é a grande sofredora deste livro. Pedro o seu irmão e Tiago o seu companheiro e ambos lhe vão demonstrar que ela é também uma afortunada, em certa medida.
São importantes as mudanças de perspectiva para compreender como se reage a tão intensa doença sofrendo dela ou acompanhando quem dela sofre.
A compreensão do difícil que é conciliar todas aquelas visões do momento que se está a viver é importante para perceber como as pessoas podem sucumbir à pressão da realidade, mas ainda mais importante para perceber o quanto as personagens do livro, sobretudo Pedro, são capazes de descobrir e dar de si em favor dos outros.
As três personagens tornam-se muito vívidas e interligadas na nossa mente ao longo dos capítulos, mas há também uma sugestão de que Tiago está sempre ligeiramente de fora em relação à intimidade maior dos dois irmãos.
Isso é sugerido em grande parte pelo seu ser o único testemunho que não é feito na primeira pessoa e faz sentido na história porque o seu percurso de infância é precisamente o oposto da de Luísa e Pedro, embora os resultados práticos se aproximem: os três acabaram por ter de arrancar as suas próprias personalidades das prisões em que os seus progenitores os colocaram.
Tiago conquista o seu lugar no espaço das relações dos dois irmãos por tudo o que faz, para além de pelo próprio Amor que sente e faz sentir.
Mas está de certa forma sempre a olhar de fora para dentro, no que torna ainda mais complexo o retrato que Ana Casaca criou num trio de relações que costuma ser muito propício para a ficção.
Como esse triângulo surge depois da autora ter relatado as infâncias dos três, a verdade é que as relações são mais credíveis à conta de composições que vêm dos momentos mais marcantes da vida, as grandes impressões que vêm desde a infância e das escolhas precoces que as crianças têm de tomar.
Luísa é, em todos os aspectos mas nesse ainda mais intensamente, marcante pelo que fez pelo irmão mais do que por ela própria.
Podem ser os pequenos momentos, como o encontro na praia que lhe revelou o amor, que deixam uma lembrança agradável sobre a vida, mas são as decisões temerárias que definem rumos.
E o rumo dela traça depois o rumo deles. A decisão que ela outrora tomou leva-os a todos à maneira como enfrentam o cancro que é apenas uma mais adversidade e nunca altera o que eles são ou querem ser.
Estas personagens crescem e superam-se perante nós e conquistam-nos. Visto que a história é baseada em relatos reais, espero que as verdadeiras pessoas por detrás da ficção sejam igualmente marcantes para quem as conhece e, sobretudo, que recebam muito mais da Vida!





Autor: Ana Casaca


Editora: Guerra & Paz


Páginas: 328


Género: Romance

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Inferno no Vaticano - Vencedor do passatempo




Peço imensa desculpa a todos pela ausência e consequente demora na revelação do nome do vencedor deste passatempo.
Problemas pessoais afastaram-me da maioria das tarefas que tinha em mão mas espero que este regresso no Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor seja um bom pronúncio.


E num dia tão especial para os leitores, aquele que terá uma boa notícia adicional é...


Mónica Familiar

quarta-feira, 19 de março de 2014

Inferno no Vaticano - Passatempo



Depois de ter tido a possibilidade de fazer a crítica a Inferno no Vaticano, tenho o enorme prazer de oferecer um exemplar deste livro que mostra bem como a inventividade dos escritores portugueses merece a nossa atenção.

Para se habilitarem a este exemplar do livro de Flávio Capuleto têm de responder à pergunta abaixo até ao final do dia 27 de Março.

Podem conseguir uma hipótese adicional de ganharem o prémio se fizerem um Like no Facebook do Páginas com Memória e partilharem publicamente o post do passatempo.

Boa sorte a todos e, sobretudo, boas leituras!




Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Inferno no Vaticano (Flávio Capuleto)

Inferno no Vaticano vai ficar nas prateleiras das livrarias ao lado dos livros de Dan Brown e dos vários outros autores que utilizam o mesmo estilo e exploram as mesmas temáticas com potencial polémico.
Mas não me parece que se comparem, pois na verdade Flávio Capuleto está menos interessado em explorar temas quentes e mais interessado em reflectir.
Basta dar atenção a como este livro investe mais nos diálogos, que são discussões com muitos argumentos e sempre escritas de forma muito cuidada, do quenas cenas de acção e investigação.
Isso mostra a diferença que este livro tem para os outros que referi e que é a intenção de discutir os temas em vez de os tornar em teorias que desafiam a realidade e que ainda querem fazer passar a ideia de que há muitas conspirações em todos os recantos do Vaticano.
Em cada discussão os dois lados surgem e podem mostrar-se ao leitor. E nota-se que Flávio Capuleto até está mais interessado em analisar as novas opções do Papa Francisco do que nessas teorias da conspiração.
Claro que nesta história há um tesouro secreto envolvido nos crimes entre conservadores e reformistas, mas tirando um ou outro extremista os grupos lutam mais na discussão entre a ajuda que a Igreja Católica pode dar à Europa em crise e a conservação do ouro para necessidades futuras.
O interessante é que isso tudo acontece no meio de uma investigação policial feita com bastante eficácia e que mantém o interesse do leitor vivo.
A história tem momentos emocionantes e o papel do detective português é essencial, directo às questões e não se perdendo em mistérios exagerados.
Não há cenas de acção a cada meia dúzia de capítulos, apenas a actuação discreta mas eficaz que esperamos da polícia.
Não posso deixar de destacar, ainda, as cenas "quentes" escritas pelo autor. Bem escritas, que é muitas vezes coisa rara entre os autores destes thrillers.
São cenas que ocupam um lugar de destaque numa história que tem que ver com temas religiosos e isso deve louvar-se, pois assim tanto a alma como o corpo fazem parte deste livro.
Um livro bem interessante, sobretudo por ser diferente do que se estará à espera depois de ser ler o título quase bombástico.




Autor: Flávio Capuleto


Editora: Guerra & Paz


Páginas: 280


Género: Thriller

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Destaque Guerra & Paz

Aí está o lançamento do Clube do Livro SIC de Janeiro, um romance que promete competir com os muitos bestsellers que fazem sucesso, mas que traz o apelativo de ser escrito pelo "mais jovem romancista português": Flávio Capuleto é um "adolescente de 71 anos".
Pela combinação pode esperar-se irreverência - "atrevido, chocante e erótico" são os adjectivos da editora - mas, igualmente, bastante sabedoria acumulada.



Inferno no Vaticano
Flávio Capuleto

Há um morto nas catacumbas do Vaticano. Francesco Barocci, curador do Tesouro, é encon-trado sem vida na Sala das Relíquias. Foi assassinado: chuparam-lhe o sangue. Há bispos e cardeais em pânico. Um português, o inspector Luís Borges, e uma simbologista, a escaldante Valeria Del Bosque, encarregam-se da investigação.

Um tesouro que todos conhecem e todos querem esconder, uma conspiração que ameaça o Papa, uma sociedade secreta que semeia as igrejas de cadáveres. São estes os mistérios que o inspector e a simbologista têm de decifrar. Uma batalha cruel, florentina, com mais ouro e sexo do que incenso e mirra.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Sete Minutos - Vencedor do passatempo




O atraso está apenas na divulgação do nome do vencedor, visto que já temos a notificação do prémio ter sido enviado. Os nossos parabéns e boas leituras!


Cátia dos Santos

domingo, 25 de agosto de 2013

Sete Minutos (Lara Morgado)

Sete Minutos é um romance especulativo que usa uma hipótese de contornos científicos para, acima de tudo, filosofar.
Filosofar com as roupas do homem comum, não com um pensamento demasiado avançado para ser partilhado por todos.
Caso contrário, nem seria possível a Lara Morgado integrar as suas reflexões numa história cativante e cuidadosamente escrita.
Lara Morgado arrisca reflectir sobre um tema que poderia causar algumas emoções fortes na nossa sociedade: o momento em que a vida verdadeiramente começa.
Mas não esperem respostas óbvias - afinal de contas, reflectir é colocar perguntas - nem uma tendência para um dos "lados do debate".
Aqui encontramos uma reflexão sobre o início da vida que se relaciona directamente com a morte. Basta pensar que uma das personagens é médico de fertilidade e outra é uma médica de autópsias.
Entre o nascimento e a morte está a vida, que não é mais do que os momentos de consciência que os seres humanos têm para si.
A consciência é, em grande medida, aquilo que está em causa neste livro, porque a premissa do livro é a de que é possível comunicar com as almas por nascer.
E se é costume dizer que as crianças não escolhem nascer, aqui dá-se o caso das almas não quererem mesmo chegar a fazê-lo.
Muito embora o romance se refira a almas e tenha no sete um número ligado à criação católica, não senti que se pudesse reduzir a uma militância religiosa.
Se há coisa que o livro não faz é "argumentar" com o leitor. Da maneira como os elementos da história se vão revelando devagar ao longo do livro obrigam o leitor a parar para pensar cada pergunta que lhe surge em vez de, simplesmente, o levar a correr pelas folhas seguintes.
Guiados que somos pelas personagens, que vão evoluindo à medida que são confrontadas com as grandes questões sobre o sentido da vida, podemos sentir-nos um pouco pressionados por alguns elementos que têm opiniões pessimistas, vale a pena chegar ao surpreendente final para sentir que valeu a pena abarcar tudo o que o livro contem.
Peguem neste romance preparados para não ficarem indiferentes.




Autor: Lara Morgado


Editora: Guerra & Paz


Páginas: 272


Género: Romance especulativo

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sete Minutos - Passatempo




Com a preciosa colaboração da editora Guerra & Paz tenho para oferecer um exemplar do livro Sete Minutos de Lara Morgado.

Trata-se do mais recente volume do "Clube do Livro" que a editora tem em parceria com a SIC e que tem, entre edições relacionadas com televisão, permitido publicar alguns trabalhos mais ousados de autores portugueses, como é o caso deste.

Para participarem, devem preencher correctamente o formulário abaixo até ao final de dia 23 deste mês.

Podem encontrar informações sobre o livro e a resposta ao passatempo seguindo este link.




Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Destaque Guerra & Paz

Colocado à venda no passado dia 27 de Junho, Sete Minutos será amanhã apresentado no Porto. Podem ver as informações no convite que a editora divulgou.

Para saberem mais sobre o livro, consultem este link.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Destaque Guerra & Paz

Estará a partir de amanhã nas livrarias o mais recente volume da colecção Clube do Livro que a Guerra & Paz edita com o apoio SIC.
A editora chama-lhe um romance de ruptura e a tagline mostra-o bem: "O que seria da Humanidade que somos, se aqueles que hão-de vir se recusassem a nascer?".
A autora, com formação em Psicologia, continua a colocar a sua profissão ao serviço da ficção depois de já ter editado Por Acaso - Casos de Vida, Casos de Morte nesta mesma linha editorial.



Sete Minutos
Lara Morgado

Raul, médico conceituado de uma clínica de fertilidade, descobre um cromossoma peculiar que aparece sete minutos depois da fecundação. A descoberta vai conduzi-lo a uma dimensão espiritual desconhecida. Raul começa a ouvir vozes de almas que ainda não nasceram. E, contra tudo o que seria de esperar, a mensagem urgente que estes seres lhe comunicam é a de que… não querem nascer! Uma revelação que vai mudar por completo a sua existência e a de toda a Humanidade.
Sete Minutos, um romance em que pais, mães e filhos ganham uma nova luz. Não somos nós que não queremos filhos, são os filhos que se recusam a nascer. Nascer pode ser assustador… ou talvez não.


«Se põem a hipótese de que a vida não acaba, porque não considerar que ela não começa? Se a alma poderá perdurar depois da morte, porque começaria na fecundação? Não nos faças nascer mais, por favor! Acaba com os nascimentos, acaba com esta loucura!»






terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Destaque Guerra & Paz

Já está à venda o mais recente título da colecção Clube do Livro SIC a cargo da Guerra & Paz.
Trata-se de uma abordagem a quatro casos reais por parte de uma jovem psicóloga mas com já larga experiência tanto em intervenção comunitária como no acompanhamento de reclusos.




Por Acaso - Casos de Vida, Casos de Morte e é um livro surpreendente que mostra como a doença e a cura estão na própria vida, na vida e nas mãos de cada um. A psicóloga Lara Morgado centra-se em quatro casos de vida ou de morte: uma jovem é abandonada pelo namorado na semana do casamento; um talentoso estudante tem um acidente e fica paraplégico; um casal descobre que afinal o primeiro filho que espera está morto, dentro da barriga da mãe, e uma mãe com dois filhos, logo após a morte do marido, é despedida. Quem os pode ajudar? Salvam-se ou afundam-se sem remissão?


«Não conseguimos entender que estamos nas mãos do aleatório e que tudo pode acontecer. Todos temos momentos em que nos sentimos sozinhos, completamente sozinhos, momentos em que achamos que não há ninguém que nos deite a mão»
Lara Morgado

domingo, 23 de outubro de 2011

Destaque Guerra & Paz

Como é que se triunfa? Como é que se dirige? Eis algumas das perguntas a que a Guerra & Paz procura responder este mês.


A Busca da Excelência (Jorge Araújo)

«A Busca da Excelência» conta a experiência de um líder, convertida em mensagem e plano prático para empresários, dirigentes e atletas, pais, professores e alunos.

A obra, «A Busca da Excelência» é o testemunho de vida do autor, campeão (enquanto jogador e treinador) pelo FCP e detentor de várias distinções internacionais.

O livro sistematiza os parâmetros que devem guiar quem tenha responsabilidade de direcção.

«Ninguém é excelente em exclusivo por causa dos genes ou da personalidade. Tão pouco pelo saber e experiência que evidencia, as técnicas e tecnologias que utiliza ou o enquadramento familiar em que cresceu e se desenvolveu. Seremos excelentes um pouco por cada uma destas razões...»

Jorge Araújo

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Jesus de Nazaré (Paul Verhoeven)

Este livro tem como autor o famoso realizador Paul Verhoven (Robocop, Instinto Fatal, Desafio Total) e resulta do seu manifesto interesse pela figura de Jesus da Nazaré.
Nesta obra, Verhoven tem como base os seminários de Jesus, onde académicos, teólogos e outros interessados, discutem e debatem Jesus e a sua herança e impacto na história da Humanidade. De facto, é justamente a partir destas discussões que o autor tenta lançar alguma luz sobre a figura de Jesus. A premissa de Verhoven é a de que Jesus não é tanto uma figura mágica, mas sim um homem, um líder cujo carisma e mensagem moveu as massas e criou uma vaga de fundo que iria mudar a história humana.
Assim, Verhoven “humaniza” a figura de Jesus. Para cada milagre o autor tenta encontrar uma explicação de como tais histórias poderiam ter surgido. Não é coincidência pois que o autor se baseie no evangelho de João, conhecido por humanizar ele próprio a figura de Jesus e como tal ser dos textos menos acreditados da doutrina cristã.
Não podemos alhear a isto a similaridade com o que preconizou Ernst Cassirer no seu Ensaio sobre o Homem. Para este autor, o grande impacto do Cristianismo (tradição judaico-cristã) foi o de ser das primeiras religiões (e consequentemente a lei da época) a introduzir um código de ética e conduta para a vida do homem.
Jesus é então visto como uma figura humana, com os seus vícios e virtudes que, para Verhoven, de início não aceita a sua condição de Messias mas cuja experiência de vida acaba por mudar a sua visão de si mesmo. E ao dizer isto, Verhoven não estará tanto a minimizar a figura de Jesus, mas sim a aclamar a possível divindade em cada um dos comuns mortais. Cada um de nós tem dentro de si a possibilidade de com a sua fé, crença e convicção mudar o destino dos outros.
Mais do que um hino à fé católica, este livro é um hino ao humanismo. Se não é possível aferir da veracidade real dos factos que ocorreram (e não é!), podemos no entanto retirar a mensagem subjacente que ficou para a história.




Autor: Paul Verhoeven


Editora: Guerra & Paz


Páginas: 336


Género: Ensaio

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Destaques Guerra & Paz

Aqui fica a lista dos títulos que a Guerra & Paz lançou (ou ainda vai lançar) durante este mês.


Uma Viagem às Nossas Origens (Maria José Aragão)

Que mensagens podemos receber do passado nos dias de hoje? Como nos separamos dos outros grandes símios e onde e quando evoluíram, pela primeira vez, os modernos humanos? Uma Viagem às Nossas Origens, destinado a jovens leitores em idade escolar, desenvolve temas que vão desde os primeiros primatas aos Neandertais.

Maria José Aragão, licenciada em Geologia e Paleontologia na Birkbeck University College of London, explica a evolução humana de forma clara e concisa.



Guia de Filosofia para Pessoas Inteligentes (Roger Scruton)

A reedição, em novo formato, do livro mais popular de Roger Scruton.

Dirigido não só a estudantes e professores, mas também a leitores curiosos , Guia de Filosofia para Pessoas Inteligentes debate alguns dos mais controversos temas da contemporaneidade. Do Sexo a Deus, da Moral à Música, da Liberdade à História, o autor apresenta os problemas tal como irrompem no nosso quotidiano e traça um quadro com possíveis soluções.

Através de uma linguagem acessível, percebemos como as grandes questões actuais se ligam à tradição filosófica de Platão ou Wittgenstein.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Papisa Joana (Lawrence Durrell)

Nesta obra, Lawrence Durell, numa adaptação do romance de Emmanuel Roydis, aborda um dos textos que mais controvérsia criou aquando do seu lançamento nos finais do séc. XIX.
Publicado pela Guerra e Paz, o autor revela-nos a figura misteriosa e simultaneamente controversa da Papisa Joana, desde as suas viagens pela Europa disfarçada de monge à sua ascenção ao lugar mais poderoso do mundo como Papa João VIII acabando, finalmente, na sua morte súbtita e misteriosa.
No decorrer da obra é apresentada ao leitor uma visão da Europa onde a misoginia impera e o lugar da mulher não tem nem visibilidade nem importância. De facto, uma das grandes controvérsias geradas por este livro prende-se justamente com o papel feminino e o seu subjugação à cultura, religião e tradições ao longo de toda a história europeia.
Ao abordar esta temática, o autor permite a reflexão sobre os valores e da cultura e civilização europeias: mais do que uma história da igreja, Papisa Joana apresenta-nos um retrato do papel da mulher na Europa.
A obra não se esgota nesta visão, ou seja, não se limita a fornecer ao leitor uma descrição da culturalidade europeia: a personagem principal mostra-nos que é possível lutar contra o status quo. Joana é uma personagem arguta, culta e eloquente, apaixonada e estudiosa das questões eclesiásticas e capaz de manter discussões públicas com as mentes mais eruditas da época.
Acima de tudo, Joana é uma personagem cuja luta pelo seu amor à erudição e à igreja levam a que tenha de se esconder e apagar a sua própria identidade.
Ela foi uma jovem cujo valor não é tido em conta pelo simples facto de ter nascido num tempo errado e num corpo errado.
Sem abordar directamente a questão, o autor permite ao leitor questionar e equacionar qual ou quais os destinos da cultura Ocidental se a Mulher não tivesse sido culpabilizada e ostracizada pelo Pecado Original.
De facto, podemos traçar alguns paralelos entre esta figura e a de Hipátia, que no Egipto no antigo Império Romano, era professora universitária e que numa adaptação recente é revelada como uma mulher erudita e poderosa e cujas eventuais descobertas e considerações astrológicas conduziram à morte às mãos de uma cultura cristã em ascenção.
Compreendemos agora a controvérsia gerada pelo livro aquando da sua publicação (e a consequente excomunhão de Roydis): tal como Joana escondida pelas vestes de monge, por detrás da história (controversa) de uma jovem cujo sonho era a erudição e paixão ao Divino, encontramos um subtexto que permite a reflexão social e cultural.
Mais do que um simples livro sobre uma figura controversa, a Papisa Joana é um livro sobre a hisória da cultura ocidental que promove a reflexão e é como tal que deve ser abordado.


Autor: Lawrence Durrell


Editora: Guerra & Paz


Páginas: 160


Género: Romance Histórico

domingo, 31 de julho de 2011

Destaque Guerra & Paz

Divórcios em tempos de crise, é a sugestão da Guerra & Paz para este mês.


Diário de um Gajo Divorciado - em tempos de crise
(António Costa Santos)

Leve e divertido, Diário de um Gajo Divorciado (em tempos de crise), de António Costa Santos, relata ao pormenor todas as angústias, fantasias e medos de um homem divorciado que vai aprender a viver sozinho e, ao mesmo tempo, sobreviver à crise económica.

O que se passa no quotidiano de um homem que nunca tinha jantado sozinho, pendurado roupa a secar, nem sequer consegue decidir que t-shirt vestir? Será preciso ser ministro das finanças para gerir a pensão de alimentos, as contas da casa, a prestação do carro? E os filhos? Quando uma pessoa se divorcia separa-se sem remédio dos filhos? É verdade que há mais mulheres, mas depois de se habituar a uma, será que um homem se consegue habituar a outra?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Destaques Guerra & Paz

Mais alguns títulos que a Guerra & Paz lança durante este mês.


A Evolução de Deus (Robert Wright)

Um livro para mudar a forma de pensar a ciência e Deus.

Obra finalista do prémio Pulitzer, A Evolução de Deus leva-nos numa viagem arrebatadora ao longo da história, revelando uma descoberta de importância crucial para o momento presente: há um padrão na evolução do judaísmo, cristianismo e islamismo, e um «código escondido» nas suas escrituras.

Robert Wright levanta a possibilidade de uma reconciliação entre ciência e religião e propõe o fim do conflito entre a especulação religiosa acerca de Deus e uma teoria da sua evolução.

Apoiada pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, a edição deste bestseller New York Times fornece uma visão aprofundada da relação entre a ciência e Deus, de onde veio e para onde Ele e nós estamos a caminhar.



Morrer em Times Square (Hernâni Carvalho)

Um livro escrito por um autor que vai estar diariamente em antena, na SIC, para defender a sua tese. Uma visão independente e imparcial dos factos do caso Carlos Castro vs. Renato Seabra. Uma narrativa do crime que privilegia as fontes policiais. Uma análise do criminoso fundada na avaliação de psicólogos clínicos e psicólogos forenses..



O Novo Livro das (In)Utilidades (António Costa Santos)

Nova edição do livro mais inútil e divertido de sempre, com mais de 1.000 novos factos.

Sabia que Thomas Edison tinha medo do escuro? E que o filme favorito de Hitler era o King Kong?

O Novo Livro das (In)Utilidades, de António Costa Santos, reúne mais de 4.000 factos, divididos por categorias, cujo conhecimento pode ser muito útil para qualquer leitor. Inclui, ainda, um prático índice remissivo para facilitar a consulta em sessões de tira-teimas. Ou seja, a verdade é que este livro inútil é o livro mais útil que o leitor poderia imaginar.

Ideal para ler sozinho ou com amigos e família. Recomendadao para leitores entre os 8 e os 80 anos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Destaque Guerra & Paz

Chega hoje às livrarias o quarto título do Clube do Livro SIC, fruto da colaboração entre a Guerra e Paz e, precisamente, a Sic.
Trata-se de Peso Pesado - 12 Semanas de Exercício e Dieta.




O livro Peso Pesado - 12 Semanas de Exercício e Dieta, coordenado pela fisiologista da gestão do peso Teresa Branco e com a participação dos treinadores Rui e Sara e dos concorrentes do programa, chega já amanhã às livrarias.

Agora, também o leitor pode seguir o plano alimentar e de exercícios do sucesso televisivo do programa Peso Pesado. Especialistas e concorrentes oferecem aos leitores um plano de 12 semanas para aprender a fazer uma alimentação mais saudável seguindo os menus e receitas de Teresa Branco, e perdendo peso com os exercícios dos treinadores Rui e Sara. Fique, ainda, a conhecer as histórias de cada um dos concorrentes.
Organizado por semanas, este livro contém conselhos e dicas úteis sobre alimentação e exercícios práticos que o leitor pode fazer em casa, bem como testes para avaliar a sua saúde.
Veja as histórias e fotografias dos concorrentes e da equipa do programa televisivo.

Mude de vida: Perca peso, ganhe saúde!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Destaques Guerra e Paz

Aqui fica a lista dos títulos que a Guerra e Paz lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Maio.



Papisa Joana (Lawrence Durrell)

Nesta magnífica adaptação do romance de Emmanuel Royidis, Lawrence Durrell narra a marcante e insólita história de uma jovem mulher que viaja por toda a Europa do século IX disfarçada de monge, ela acaba a comandar os destinos da cristandade durante dois anos como Papa João VIII, antes de morrer de forma repentina e surpreendente. Quando Papisa Joana foi publicado pela primeira vez em Atenas, em 1886, criou enorme polémica: o livro foi proibido e o autor excomungado. Apesar disso, e também por isso, a obra e o autor ficaram famosos, e Papisa Joana tornou-se um marco na história da literatura grega moderna. Posteriormente, Durrell, um dos mais importantes escritores britânicos do século XX, traduziu e adaptou o texto, criando uma obra de arte com cunho próprio.




Correntes do Índico (Joaquim de Oliveira Ribeiro)

Lourenço Marques, início do século XX. Um inventor que revoluciona a vida na colónia. Uma mulher de reputação duvidosa e coração imenso. Um romance onde o sonho ainda comanda a vida.

Correntes do Índico conta a saga de uma família que viajou das Ilhas Maurícias até Lourenço Marques através das singularidades dos seus membros. Conta as aventuras de Louis Baldini Vissenjou, um ilustre e esquecido inventor, que se move em ondas de sonho persistente e cria a máquina de descasque industrial da castanha de cajú, dando à colónia uma nova fonte de ânimo económico e social.

Conta a história de Madame Félix, mulher de espírito inquieto e idade indefinida, que acolheu de braços abertos muitos conterrâneos que chegavam a Moçambique, em busca de um futuro melhor. Baseada em personagens e histórias reais, esta é uma narrativa espirituosa onde o real e o onírico têm um encontro feliz.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Destaques Guerra & Paz


Aqui ficam as novidades Guerra & Paz deste mês de Março.


Livro do autor do autor do blogue Portugal dos Pequeninos.

Este livrinho corresponde a uma deliberação com sentido duplo. Por um lado, provocar nos seus eventuais leitores a vontade de ir ao encontro dos (poucos) autores de que nele se fala sem pretensões aprofundadas. Depois, afastá-los da tentação de ler outros tantos, bem como coisas que sobre eles se produziram. Enquanto leitor, parto do princípio elementar de que a literatura não é democrática e que muito do que se lança por aí em seu nome é, visto a partir dela, uma falácia.







A metafísica é hoje o território de físicos, matemáticos e astrónomos. Com seriedade incontestável, é essa viagem ao mundo da ciência e das origens que, segundo o Le Monde, se relata em A Face de Deus. Um livro inspirado na expressão que George Smoot (Prémio Nobel da Física 2006) utilizou quando, em 1992, conseguiu tirar fotografias do nascimento do Universo 380 000 anos após o Big Bang. Um livro polémico que levanta questões científicas e religiosas. O que aconteceu no instante do Big Bang? Como teve realmente origem o Universo? Qual a origem das estrelas e das galáxias? Porque terá vista Smoot aí a face de Deus?






O realizador Paul Verhoeven é o único não académico que integra o grupo «Seminário de Jesus», composto por 77 teólogos, linguistas e historiadores bíblicos. Publicou Jesus de Nazaré, um livro polémico e fascinante que vai mudar a nossa perspectiva da figura de Jesus. 25 anos de investigações levaram-no a retratar Jesus como um profeta radical nascido da violação de Maria por um soldado romano. “Um livro sagaz e conhecedor” foi como o classificou a New Yorker.»