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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Destaque Oficina do Livro

Uma novidade Oficina do Livro para este mês de Outubro que terá a sua apresentação pública no dia 22 de Outubro pelas 18h30.

Ana Rita Clara e Laurinda Alves falarão do livro no Restaurante (Piso 7) do El Corte Inglés de Lisboa, havendo ainda lugar a um momento musical que será surpresa.



Ousar Ser
Isabel Abecassis Empis


É o sonho que precede a realização humana e, como diz Isabel Abecassis Empis, este livro foi sonhado a partir do comentário recorrente da apresentadora Ana Rita Clara, nas entrevistas do programa «Mais Mulher», do canal Sic Mulher, na rubrica «Ousar Ser», de que era preciso muito mais tempo para desenvolver os temas abordados.

E, assim, a rubrica deu o título ao presente livro, cobrindo os seus capítulos os dezasseis temas das entrevistas, aqui apresentados de forma mais aprofundada. Ousar ser quem se é, eis o desafio proposto pela autora, que, numa linguagem directa e com um impacto raro, nos surpreende a cada página com imagens de uma tal vivacidade, até por vezes com alguns laivos de uma certa «irreverência» catalisadora, que só podem revelar capacidades nossas adormecidas.

Aceite o desafio de ler este livro transformador! É um livro que o poderá mesmo ajudar na re-abilitação das suas ferramentas interiores e pessoais para ousar ser… mais feliz!



Sobre a autora
Isabel Abecassis Empis é licenciada em Psicologia Clínica pela Universidade de Genebra, dirigida por Jean Piaget a quem assistiu 3 anos. Regressou a Portugal para trabalhar na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, exerceu docência no ISPA, e ingressado depois no hospital Miguel Bombarda como Psicóloga-Psicoterapeuta durante 14 anos. Faz parte da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e exerce há 35 anos psicoterapia e psicanálise. Dirige desde 2007 um curso de formação complementar em Psicologia: “O desenvolvimento da inteligência emocional”, aberto a todos. É autora dos seguintes livros publicados pela Oficina do Livro: Bem-Aventurados... os que Ousam!, Eu Quero Amar, Amar Perdidamente e Cada Um Vê o que Quer… Num Molho de Couves.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Destaque Oficina do Livro

Trita anos depois, um verdadeiro best seller em português volta a estar disponível para uma nova geração de leitores: Filhos da Costa do Sol de Manuel Arouca.



Filhos da Costa do Sol
Manuel Arouca

A LeYa/Oficina do Livro vai fazer chegar às livrarias, esta semana, uma nova edição do livro Filhos da Costa do Sol, de Manuel Arouca. Retrato impiedoso de uma geração inquieta mas cheia de romantismo e ideais, a obra desvendava sem complexos os grandes temas da época: famílias dissolutas, sexo, droga e novos valores. Uma história de amor e morte passada nos dias agitados do pós 25 de Abril mas que também revelou a vida despreocupada da Costa do Estoril, e ainda o confronto com uma sociedade fechada e os seus preconceitos. Mais do que comemorar os quase trinta anos da publicação deste livro de Manuel Arouca, que vendeu mais de 100 mil exemplares desde que saiu, em 1984, esta nova edição recupera um clássico dos anos 80 que marca uma geração e um estilo de vida e que é um Instantâneo fotográfico de uma sociedade que ainda hoje vive e perdura na Linha do Estoril.



Informações biográficas
Manuel Arouca (Moçambique 1955) é escritor, roteirista e produtor. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa (1986), abandona a advocacia e opta pela escrita de livros e guiões. Em 1984 edita o seu primeiro romance, Filhos da Costa do Sol, romance que se tornou bestseller e que marcou a literatura portuguesa dos anos 80. Em 2000 escreve a novela Jardins Proibidos, um enorme sucesso que vem revolucionar a TV portuguesa. Em 2005, a Oficina do Livro edita Deixei o Meu Coração em África, que vai já na sua décima edição. Autor de mais de dez livros, oito novelas, cinco séries de televisão e quatro documentários, Manuel Arouca acaba de lançar, no Brasil, também pela LeYa, o seu livro de estreia naquele mercado: chama-se O Anjo Surfista e foi apresentado no final de junho, no Rio de Janeiro, numa livraria cheia - um feito para um escritor português naquele país. Associado a questões religiosas, O Anjo Surfista está a motivar várias iniciativas mediáticas ligadas às Jornadas da Juventude que se avizinham no Brasil e dará em breve lugar a um documentário televisivo.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Destaque Oficina do Livro

Um livro que pode trazer de volta ao debate nacional um tema que já esteve em grande evidência mas que parece ter-se dissipado um pouco.
Sobretudo por ser um livro baseado na experiência pessoal da sua autora no tratamento de distúrbios alimentares.
Está disponível em papel e e-book.


“É no mais escuro de nós mesmo, no sítio onde reside o medo, a culpa, a vergonha, a agressividade, que podemos encontrar a vontade de aceitar, perdoar e seguir em frente. Um acreditar que vai ficar tudo bem, mesmo depois de me revelar”.




Um pouco mais de fé
Patrícia Costa Dias

Verídica e contada na primeira pessoa, Um Pouco Mais de Fé é uma história de sofrimento (distúrbios alimentares), fé e amor.
Quando uma jovem se vê imersa num comportamento compulsivo totalmente fora de controlo, os pensamentos de suicídio instalam-se, misturados com uma veia cínica perante a sociedade. Ao ser apanhada em flagrante pela família, a opção da morte torna-se verdadeiramente clara.
Afinal, como viver sem a máscara de «linda menina», de «boazinha», que todos pensavam que era? Como revelar não ser uma força da natureza, mas tão-só humana, com erros cometidos e segredos terríveis por revelar? Nos reveses de fugazes encontros, duas conversas inusitadas e repletas de mistério, cinco desejos lançados a Deus numa igreja que nem conhecia e uma viagem longa e confusa marcam o início de uma lenta mudança que tem lugar entre amores, desamores e personagens caricatas. E no meio de todos eles estará aquele chuvoso dia de Novembro, aquela sala suada e abafada que ela jamais esquecerá.
O leitor não ficará indiferente a este convite para partilhar uma vida que poderia ser a sua, a de um filho, familiar ou amigo. Porque nunca conhecemos realmente as pessoas, mas apenas aquilo que elas nos permitem conhecer.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Destaque Oficina do Livro

Francisco Serrano, jornalista e colaborador da Oxford Business Group, apresenta a realidade complicada que se tem seguido à Primavera Árabe, período durante o qual viajou entre Argel e o Cairo.
O jornalista viveu em Jeddah, Tunes e Casablanca entre 2008 e 2010, além de ter feito a cobertura sobre o período da revolução no Egipto, o partido islamita na Tunísia, as primeiras eleições depois da queda de Ben Ali, a guerra na Líbia e o Egipto pós revolucionário.
O livro terá a sua apresentação no dia 29 de Janeiro (18h30) na Livraria Buchholz, com a presença de Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.



A Captura de Abdel Karim (Francisco Serrano)



“ Encontrei violência e ,acima de tudo, o absurdo da distribuição. Vi mortos, mas os vivos estavam sempre em pior estado, e, em cada um deles , a insurreição. Imaginei este livro como um retrato do autoritarismo estatal, mas acabei imerso na instabilidade da sua queda.”
Relatos de uma viagem pelo Norte de África

A Captura de Abdel Karim é uma grande reportagem pelo Norte de África.
Quatro capítulos, quatro países: Argélia, Tunísia, Líbia pós-Kadhafi e Egito, numa época marcada, após a queda dos regimes ditatoriais, pelas convulsões revolucionárias.
Por onde passa, o autor devolve-nos o panorama geral da cultura, dos povos, da História colonial passada e atual de uma região em recente revolução nunca esquecendo que a história é feita de vidas das pessoas que assistem à mudança.
Francisco Serrano explora locais inusitados, pouco conhecidos, fala com autoridades e com anónimos, acrescentando uma dimensão mais crível e real dos factos. Questões como a influência e interesses do Ocidente, bem como a complexa situação do Afeganistão.
Neste constante jogo entre passado-presente-futuro e nesta narrativa, com um certo contorno intimista, um ocidental de olhar imparcial informa, relata e perspectiva um futuro, sem nunca impor a sua visão ao leitor, mas convidando-o a refletir sem ideias preconcebidas.
O livro faz-se da viagem; a viagem, da cultura e esta, das pessoas que vivem nestas páginas e que aqui se encontram com o leitor.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Destaque Oficina do Livro

Há uma semana atrás a Oficina dos Livros lançou Promessas de Amor, o livro que valeu a Sherry Thomas o galardão de Melhor Romance Histórico dos prémios RITA, destinados a reconhecer o mérito dos livros inovadores dentro de género literários específicos.





Elissande Edgerton é uma mulher desesperada, uma prisioneira na casa do tio tirano. Apenas através do casamento pode ela reivindicar a liberdade por que anseia. Mas como encontrar o homem perfeito?
Lorde Vere está habituado a armadilhas irresistíveis. Como agente secreto do governo, localizou alguns dos criminosos mais tortuosos em Londres, enquanto mantém a sua fachada de solteirão idiota e inofensivo. Mas nada pode prepará-lo para o escândalo de ser apanhado por Elissande.
Forçados a um casamento de conveniência, Elissande e Vere estão prestes a descobrir que não são os únicos com planos secretos. Com a sedução como única arma - e um segredo obscuro do passado a pôr em risco as vidas de ambos – poderão eles aprender a confiar um no outro, mesmo enquanto se entregam a uma paixão que não pode ser negada?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Destaque Oficina do Livro

No próximo dia 16, a Oficina do Livro vai lançar uma compilação do trabalho fotográfico d'O Alfaiate Lisboeta.
Muitos conhecerão já o que faz por acompanharem o seu blogue ou por folhearem o jornal Metro, mas agora José Cabral vai ver o seu trabalho num suporte mais duradouro, depois de ainda recentemente ter chamado a idealizar a campanha Lisboa somos nós que promove a cidade entre os seus próprios habitantes.
Motivos de sobra para folhear e apreciar o livro que vem a caminho e que terá o lançamento no dia 17 (18h30) na Livraria Buchholz.


Este livro é essencialmente uma compilação de momentos, daqueles que nos fazem olhar para trás e comentar para o lado. De momentos que José Cabral, autor do blogue O Alfaiate Lisboeta, achou que valeria a pena guardar e partilhar com o resto mundo. Não é um livro sobre estilo. Este livro é, ele mesmo, estilo. O estilo que José Cabral encontrou em cada uma das pessoas aqui retratadas.
Mas é também - e é isso que distingue este lisboeta de outro autor, seja ele milanês, parisiense ou nova-iorquino - um livro sobre pessoas; sobre as gentes e os lugares que habitam; sobre as gentes que fazem esses lugares; sobre cada uma das cidades onde estas pequenas narrativas acontecem. Sobre o significado que têm para o autor e sobre os imaginários para onde cada uma delas nos transporta. Porque o que todas estas pessoas têm em comum é que, muito antes de José Cabral as ter fotografado, elas já eram momentos - desses que nos fazem olhar para trás e comentar para o lado.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Destaques Oficina do Livro

Três títulos de géneros muito distintos mas com um tema comum: o crime no nosso país. Fiquem, pois, com as novidades de Fevereiro da Oficina do Livro.




O Bairro (Carlos Ademar)

Manuel Sousa, agente da PSP, é assassinado num bairro às portas de Lisboa. A Polícia Judiciária está a começar a investigação quando é surpreendida pela notícia da morte de mais dois agentes. Quase ao mesmo tempo, um traficante de droga é deixado sem vida no Serviço de Urgência de um hospital. O que têm em comum estes factos? O bairro.
O país fala destes casos, os jornais e as televisões fazem eco das preocupações sociais, a hierarquia policial e a tutela política exigem respostas aos investigadores. O chefe Barata, a pouco tempo de se reformar, encara este caso como o seu derradeiro desafio.
O Bairro, baseado numa história verídica, é o retrato intenso de um mundo onde o crime e a honestidade convivem diariamente, onde prolifera o sentimento de abandono a que foi votado quem ali cresceu, para onde foi viver quem não tinha alternativa e onde é real a coragem de suportar o estigma de um nome. Mais do que um romance, O Bairro é a metáfora de tantos vulcões existentes em redor das grandes cidades contemporâneas, cuja eventual erupção todos temos o dever de evitar.



Diários de um gangster português (André Rito)

Vitorino da Piedade Nunes foi um dos mais célebres cadastrados portugueses. Entre polícias e ladrões, advogados e guardas-prisionais, era conhecido por Dillinger, em alusão ao gangster da América dos anos 30.
Instigado pelo próprio pai, o qual seria condenado pela morte do avô, Vitorino cometeu os primeiros crimes ainda na infância. Poucos portugueses passaram tanto tempo atrás das grades como ele. Depois de trinta anos a entrar e sair de prisões, voltou finalmente à terra natal, onde roubara os primeiros animais e fizera as primeiras patifarias, mas não para se redimir: o seu nome foi então envolvido em duas mortes.
Baseado nesses escritos e narrado com o ritmo absorvente de um romance, Diários de um Gangster Português reconstitui a vida de um bandido implacável mas fiel a uma certa ética. Um homem que, no fim, conseguiu cumprir o seu maior desejo: morrer em liberdade.



Sacanas com Lei (Rosa Ramos e Sílvia Caneco)

Sacanas com Lei é o retrato de um país que não aparece nos jornais e de uma justiça demasiado lenta e nem sempre justa. Histórias de pessoas ao funda rua, carregadas de advogados, juízes mais ou menos piedosos ou austeros e arguidos com uma imaginação tão prodigiosa que poderiam escrever romances.
Todos os dias, de segunda a sexta-feira, a partir das dez da manhã, vagas de pequenos criminosos acorrem à zona Oriental de Lisboa. Não para praticar delitos, mas para responder por eles. É aí que fica o Tribunal de Pequena Instância Criminal, onde as jornalistas do i, Rosa Ramos e Sílvia Caneco testemunharam, ao longo de vários meses, dezenas de histórias mirabolantes do pequeno crime à portuguesa. Com protagonistas reais de uma imaginação ilimitada, tanto na hora do crime como perante a justiça, este é um livro onde o humor e a desgraça entram em choque – mas o humor acabar por vencer.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Marquesa de Alorna (Maria João Lopo de Carvalho)

Quando lemos o título da Marquesa de Alorna e desconhecemos a mulher por trás de tal nome, julgamos que se trata de qualquer mulher nobre que passou uma vida desafogada, glamorosa e sem qualquer tipo de dificuldades. No entanto Leonor teve uma vida muito mais difícil mas, porém, muito mais interessante do que pudemos julgar à primeira vista.
Após uma pesquisa exaustiva de 7 anos sobre esta personalidade ímpar da nossa cultura, a escritora oferece-nos um livro de quase 700 páginas sobre a mulher que viveu no mesmo espaço que ela e de quem cresceu a ouvir histórias.
A história de Leonor não começa da melhor das formas. Em criança assiste ao terrível terramoto que destrói uma grande parte de Lisboa. Mas as desgraças da vida de D. Leonor não se ficam por aqui e aos 8 anos, devido ao parentesco da sua família com os Távora, ela , a mãe e a irmã são encerradas num convento em Chelas. Isto contribui enormemente para uma grande mudança de rumo na vida da personagem.
O despotismo a que é sujeita, juntamente com a sua família, desde tão tenra idade cria nessa criança um ódio por todos os tipo de opressão que a acompanhará ao longo de toda a sua vida. No entanto, a sua vida no convento como a autora nos sabe habilmente demostrar não era só feita de desgraças. O cárcere conventual contribui que para que a marquesa tivesse uma educação primorosa, aprendesse várias línguas, estudasse filosofia, poesia e pintura. O que demonstra bem a importância dada à educação nos conventos em Portugal no final XVIII.
Não se trata aqui apenas de um retrato de Leonor de Almeida mas de todo um país que apesar da ditadura de Pombal florescia intelectualmente. E a escritora consegue retratar a vida conventual de Leonor de forma mestra principalmente para quem não tem uma formação em História.
A sua mãe adoece durante a estadia no convento e o pai escreve-lhes cartas da sua prisão, cartas a que Leonor começa a responder desde muito jovem. No entanto, é ainda no convento que escreve os seus primeiros poemas. Apesar da situação desgraça da família. Leonor torna-se uma peça chave do convento e é querida para a maior parte das religiosas.
É libertada, já em idade adulta. Tinha vinte e sete anos e com a sua beleza, o seu intelecto e a sua graça, para lá da sua trágica história, torna-se uma das grandes atrações da corte de D. Maria I. Encontra o amor junto de um conde austríaco e casa com ele mesmo contra a vontade dos pais porque o coração de Leonor não se deixa governar senão por ela mesma.
A sua vida retratada ao longo desta páginas é uma verdadeira odisseia em que convive com reis, imperadores, até com o próprio papa e com a maior elite intelectual europeia. Passa por França, Inglaterra e Áustria, tem 8 filhos e em todas as cortes pelas quais passa destaca-se pelo seu intelecto e brilhantismo.
E para quem pensa que isto é o final da sua história, esta é apenas uma parte da vida de Leonor de Almeida, uma personagem que nos é apresentada pelo a autora como uma mulher muito à frente do seu tempo. Apesar do relato brilhante de um tempo turbulento em Portugal e na Europa descrito no livro pela autora assim como uma grande riqueza a nível de personagens do livro é sempre Leonor que nos “grita” em cada página do livro, que se destaca pelo seu temperamento forte, alma rebelde, teimosia, curiosidade, intelecto, e progressismo.
Mais facilmente reconhecemos nela uma mulher nossa contemporânea. Com o seu gosto pelas letras e artes, com o cuidado que dedicava aos filhos, com a preocupação que mostrava pela igualdade das mulheres e devida educação, com a sua recusa em baixar os braços perante as dificuldades com que se deparou, ela encarna na perfeição o tipo de mulher ideal que se procura ser na actualidade e afasta-se do que se esperaria de uma mulher que nasceu no século XVIII.
Por vezes envolvi-me tanto nestas características da personagem que dava por mim a imaginar D. Leonor no presente e não há 200 anos atrás.
Um romance histórico que nos relata de forma única e intimista a vida de uma mulher extraordinária que bem pode servir de modelo às mulheres e homens actuais, pois é difícil ultrapassar o exemplo de vida e carácter que D. Leonor de Almeida nos deixou.




Autor: Maria João Lopo de Carvalho


Editora: Oficina do Livro


Páginas: 688


Género: Romance Histórico

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Destaques Oficina do Livro

Aqui fica a lista dos títulos que a Oficina do Livro lançou (ou ainda vai lançar) durante este mês.


SORRIA COM O CORPO INTEIRO – Amor sem Limites 2
(Maria do Céu Santo)

Um guia completo para o seu bem-estar físico, psíquico e social no regresso aos livros da médica mais popular da televisão portuguesa: Maria do Céu Santo.

Quando terminar a leitura do livro, terá conselhos para começar a mudar a sua vida, recuperar o optimismo e enfrentar de cabeça erguida os desafios da conjugalidade, da maternidade, do envelhecimento e do próprio amor.

A saúde. O amor. O sexo. A gravidez. Os filhos. O divórcio. O envelhecimento. A imagem. Temas fundamentais para a nossa existência tratados por especialistas nas principais áreas da medicina e analisados por personalidades da vida pública portuguesa.

Com os contributos de Adriano Aguillar, Alberto Santos, Tito Morais, Maria João Lopo de Carvalho, Pedro Boucherie Mendes, Edite Estrela, Nuno Nodin, Francisco Salgueiro, Maria de Belém Roseira e muitos outros…



Quem Assim Falou (José Jorge Letria)

Ao longo dos tempos, têm sido proferidas frases por grandes figuras da história da Humanidade que a memória colectiva registou e imortalizou. Apenas dois exemplos: «Não sois vós que me expulsais, sou eu que vos condeno a ficar», pronunciada por Demóstenes, na Grécia Antiga, e «os tempos que nos esperam serão de sangue, suor e lágrimas», da autoria de Winston Churchill, ao anunciar a entrada do Reino Unido na II Guerra Mundial.

Como estas, existem centenas de frases, incluindo várias de origem portuguesa («Obviamente, demito-o!», de Humberto Delgado, ou «Sou socialista, republicano e laico», de Mário Soares, entre outras), que merecem ser recordadas e recontextualizadas de uma forma criativa, colocando em cena os autores e as circunstâncias históricas em que foram pronunciadas. Até já temos o «Porreiro, pá», dito pelo (nosso) Sócrates…



Memórias da Vida e da Rádio dos Afectos (António Sala)

As memórias de António Sala, o homem que se tornou uma espécie de «amigo» dos portugueses, que passaram anos a fio de ouvido colado à rádio com o programa «Despertar».

Neste livro conta-se a história (quase) toda, desde as reminiscências de menino, no tempo em que inventou uma máquina de projectar filmes caseiros que ameaçava deitar fogo à casa, até aos dias mais recentes, em que entrevistava políticos e cantores, escritores e outros que tais. Escusado será dizer que por um livro desta natureza passam dezenas, para não dizer centenas de outras pessoas bem conhecidas da nossa praça, radialistas e famosos do mundo da televisão, artistas (Amália é figura de referência) e escritores admirados, como Lobo Antunes, com direito a citação na epígrafe.

“Aqui vos deixo um livro da rádio que sempre fiz. Uma rádio de afectos, e da vida que me ofereceu. Uma vida que acabou por extravasar para áreas como a televisão, palcos, discos e fantásticas aventuras e viagens pelo mundo. Este é o livro dessas histórias e dessas memórias” António Sala

Prefácio de José Rodrigues dos Santos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Destaques Oficina do Livro

Aqui fica a lista dos títulos que a Oficina do Livro lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Setembro.

iiiiiii

Anjos Na Guerra (Susana Torrão)
A criação do corpo de enfermeiras paraquedistas da Força Aérea Portuguesa, em 1961, levou pela primeira vez as mulheres para as Forças Armadas.

Estas mulheres que caiam do céu para tratar dos feridos e travar o sofrimento enfrentaram, ao lado dos soldados, a dureza do mato e a violência dos combates. Mas não só. Enfrentaram também o preconceito de uma sociedade conservadora, onde a ideia de enviar mulheres para um cenário de conflito era vista com enorme desconfiança. Em África, as enfermeiras faziam evacuações dos feridos da frente para os hospitais militares e prestavam apoio às populações civis, mas em Lisboa a sua acção era desconhecida para a maioria.

O livro relata a história dessas pioneiras improváveis, que quase passaram despercebidas ao seu país mas que acabaram por lhe dar uma lição de coragem.

A Menina da Rádio (Rute Silva Correia)
Maria Eugénia, nascida a 1 de Abril de 1927, foi actriz e cançonetista. Aos dezasseis anos, sem nunca ter representado nem cantado em público, protagonizou a primeira de seis longas metragens que viriam a constituir a sua vida artística, breve mas intensa: A Menina da Rádio e O Leão da Estrela, dois êxitos da longa carreira de Arthur Duarte, que estão entre os clássicos mais amados do cinema português.

Entre o inverno de 1944 e o verão de 1947, Maria Eugénia protagonizou seis produções portuguesas, espanholas, e hispano-italianas. Foi quinze vezes capa de revista, e actuou em numerosos espectáculos em Portugal e em Espanha. Na memória de todos ficariam temas como “Sonho de Amor”, “O Nosso Bairro” e “Sonhar...”, que a sua voz celebrizou. Em 1947, foi convidada para filmar em Itália com Vittorio de Sica. Pouco tempo antes, Amedeo Nazzari tinha-lhe proposto casamento; duas ofertas que Maria Eugénia recusou. No mesmo ano, viria a abandonar o sonho do cinema pelo seu sonho de amor, num tempo em que os dois destinos teriam sido dificilmente conciliáveis.

Para a História do cinema português, ficaria uma época em que a indústria cinematográfica tinha como principal recurso o talento dos actores e dos técnicos e como principal alimento um grande público de admiradores dentro e fora do país; mas pouco orçamento, pouco tempo, nenhuns subsídios. Maria Eugénia, com a ajuda da irmã, Maria Antonieta, reuniu um arquivo de documentos que ilustram uma época e um meio artístico desaparecidos, a que este livro regressa.


iiiiiii

Angola – 11 Meses De Cativeiro (Luís Castro e Sérgio Vidal)
Este livro é a história desse sequestro e da sua libertação, mas é, sobretudo, o retrato humano de uma penosa reclusão de onze longos meses. Apesar das privações físicas e psicológicas, das saudades da mulher e dos filhos, da vida no mato em condições desumanas, o autor nunca baixou os braços e sempre acreditou que a libertação haveria de chegar. O resultado é Angola – 11 meses de cativeiro, uma experiência única que Sérgio Fidalgo tem a coragem de agora partilhar com o leitor.

No dia 24 de Maio de 2000, a Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda-Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) raptou três operários que, ao serviço da empresa de construção civil Mota & Companhia, estavam a trabalhar naquele território. Sérgio Fidalgo é um dos empregados portugueses.

Na origem deste rapto está a recusa da FLEC-FAC em aceitar a soberania de Angola sobre Cabinda e a exigência do cumprimento do Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, através do qual aquele território, com o acordo dos representantes dos povos de Cabinda, se transformou em protectorado de Portugal. Este argumento jurídico-diplomático está na base daquilo que as forças independentistas consideram decisivo para a resolução da situação. Após onze longos meses de negociações diplomáticas ao mais alto nível, no dia 3 de Abril do ano seguinte Sérgio Fidalgo é libertado.

Grande Reserva (João Barbosa)
Grande Reserva é um livro de história e histórias, um apanhado de pequenos tesouros do vinho português, entre fait-divers e curiosidades.

No mundo dos aromas, paladares e gulas, fala-se muito em casamentos perfeitos entre comida e bebida. Se um vinho de colheita tardia vai bem com fois-gras e um tinto da terra com um cozido alentejano de grão, este livro vai bem com tudo: vinho branco, rosé, tinto, espumante, fortificado, tranquilo, novo, velho, tradicional ou internacional. Serve para comentar num serão entre amigos ou para explorar a sós enquanto se sonha com o néctar que tanto se gostaria de provar. Tal como o vinho, este livro quer-se para fruição, para o prazer e para a felicidade simples.

Um remédio santo contra as chatices da vida.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Destaques Oficina do Livro

Aqui fica a lista dos títulos que a Oficina do Livro lançou (ou ainda vai lançar) durante este mês de Setembro.


TELEFONEMA 41 – Na Pista do Violador de Telheiras
(Paulo Jorge Neves)

O maior predador sexual de que há memória em Portugal abusou de onze raparigas entre os 14 e os 22 anos e tentou fazer o mesmo a outras três que, no entanto, conseguiram escapar do criminoso que ficou para a história como o Violador de Telheiras.

Henrique, um homem de aspecto normal e boa reputação entre vizinhos, colegas e conhecidos, dizia à sua noiva que ia ao ginásio antes de partir à caça das suas vítimas, quase sempre à terça-feira, espalhando o terror nos arredores de Lisboa. Primeiro em Telheiras, depois Alfragide, Linda-a-Velha e Oeiras. Começou por atacar de cara destapada e só usou passa-montanhas quando percebeu que a Polícia Judiciária andava no seu encalço.

Não seria uma perseguição fácil para os polícias, como se demonstra neste relato magistral que nos transporta, com sentido de pormenor e rigor, para os bastidores da investigação. A 2.ª Secção dos Crimes Sexuais da PJ precisou de quase três anos para apanhar este jovem engenheiro, calculista, minucioso e com o cadastro limpo, que se confundia na multidão da grande cidade. Até que a divulgação pública do seu retrato-robô, uma das numerosas diligências da polícia, levou uma mulher sob anonimato a ligar para os investigadores e a denunciá-lo: foi o decisivo Telefonema 41.



O Amor e o Facebook (Cláudia Morais)

Partindo de casos concretos, “O Amor e o Facebook” oferece dezenas de pistas para uma correcta utilização da maior rede social do mundo, evitando que se torne um problema para a nossa vida sentimental e sublinhando as suas virtudes e potencialidades no campo dos afectos.

O seu amor é à prova de Facebook? As redes sociais vieram para ficar nas nossas vidas, mas até que ponto são reais as ligações de amizade que lá estabelecemos?

Que riscos corremos com a exposição a que nos sujeitamos no nosso perfil e com o conhecimento que passamos a ter da vida dos outros? Que consequências é que essa rede de contactos pode ter no nosso casamento ou namoro?

Será possível proteger a nossa relação enquanto competimos com alguém que, pelo menos no plano virtual, se apresenta ao nosso marido ou mulher como quase perfeito?

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O Segredo da Barcarrota - Vencedores do passatempo


Os meus parabéns a mais estes dois leitores do blogue que "vão para casa" com um romance histórico prometedor.

Semiramis Guedes

Susana Ricardo

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Segredo da Barcarrota - Passatempo


Em Barcarrota, no verão de 1556, o médico cripto-judeu Francisco de Penharanda leva uma vida pacata. Contudo, algumas sombras toldam a sua vida (e a sua fé). Numa época em que as trevas da inquisição se adensam, o médico tem de rezar em clandestinidade, contando com a cumplicidade dos vizinhos e até do pároco local, frei Miguel de Santa Cruz, um bizarro clérigo que garante conversar com o diabo. Mas uma sombra ainda mais espessa o macera. A sua mulher, dona Guiomar, padece de uma doença mental degenerativa que lhe abrevia os momentos de lucidez. Desenganado já da sua inútil medicina, Francisco de Penharanda volta-se para terapias cada vez mais estranhas e interditas. Para tal conta com o auxílio de um antigo discípulo, o português Fernão Brandão, médico em Olivença. É esta importante personagem quem lhe fornece os livros esotéricos (de quiromancia, de astrologia, de exorcismo) com que o velho médico tenta, em desespero, sarar a mulher. Porém, de mês para mês, o ambiente na vila piora. Frei Miguel de Santa Cruz é substituído por Frei Ruiz do Monte Sinai, um frade que oscila entre uma indisfarçável simpatia e um atroz calculismo, sempre enquadrados por uma cultura enciclopédica. No Outono de 1556, a vila muda drasticamente. O cerco aperta-se sobre o médico. Num momento de lucidez, dona Guiomar apercebe-se do risco que o marido corre. A meio da noite abandona a sua casa e suicida-se nas profundezas da ribeira de Alcarrache, perto da vila, onde a família tem um moinho e onde há anos haviam enterrado os objectos rituais da sua fé judaica. A morte de dona Guiomar liberta Francisco de Penharanda.



Hoje lanço um novo passatempo que marca o início de mais uma colaboração do blog.
É com enorme prazer que "dou as boas vindas" à Oficina do Livro oferecendo dois exemplares do mais recente romance histórico assinado por Sérgio Luís de Carvalho, especialista em História e autor de títulos como O Destino do Capitão Blanc ou O Retábulo de Genebra.
Tenho a certeza que este será um prémio muito apetecido entre os visitantes que têm até dia 28 para participar, bastando para isso responder a uma pergunta sobre o autor.





Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à inscrição.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Destaque Oficina do Livro

Chakall, reconhecido chef argentino, apresenta Portugal Revisitado – um autêntico roteiro de viagem pelos sabores do nosso país.
Percorrendo várias cidades portuguesas, Chakall usa os ingredientes típicos de cada região para criar receitas originais e deliciosas, reinventando uma geografia dos paladares nacionais.
Em Portugal Revisitado, Chakall trocou o ambiente mais mundano dos restaurantes por uma cozinha ambulante, para dar a conhecer novos sabores com ingredientes tradicionais.
Nascido em Tigre, Buenos Aires, Chakall é filho de quatro culturas, com família de origem suíço-alemã, galega, basca, francesa e italiana. Antes de ser chef, estudou jornalismo. É um apaixonado pela cozinha e pelos países que vai conhecendo.
Representando Portugal, ganhou os prémios Gourmand World Award, Best Innovative Cookbook, Best Portuguese Cookbook, The Best of The Best Special Prize of The Jury, este último entregue na Feira do Livro de Frankfurt em 2008.
Depois de Cozinha Divina e Quatro Estações, Chakall oferece-nos Portugal Revisitado, o seu terceiro livro publicado na Oficina do Livro.