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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Destaque Camões & Companhia

Aqui fica a sugestão Camões & Companhia para o mês de Setembro.


O Sangue e o Fogo (António de Macedo)

"Prepare-se para uma viagem fantástica que começa nas ruínas da lendária Khalôm, cujas ruas eram percorridas pelas almas dos mortos porque um terrível sortilégio impedia o acesso às regiões celestes a quem morresse dentro das suas muralhas; uma viagem que continua com o choque entre os fanáticos rigores da Inquisição e as acções de bruxas que assolam uma vila no Alentejo; uma viagem que termina com um professor que capta as frases ditas por Jesus um mês antes da sua crucificação e que podem abalar os pilares em que assentam os principais dogmas da Igreja.

Quem se atreverá a entreabrir a porta do perigoso quarto onde se guarda e se esconde, da vista dos profanos, o código que decifra o segredo dos segredos?"

sábado, 23 de abril de 2011

Destaques Camões e Companhia

Aqui fica a lista dos títulos que a Camões e Companhia lançou durante o mês de Abril.


O Livro de Victor Frankenstein (Peter Ackroyd)

Século XIX. Dois estudantes de Oxford, o investigador Victor Frankenstein e o poeta Percy Shelley, encontram-se e formam uma amizade improvável. Shelley desafia as convenções religiosas de Frankenstein e abre-lhe os olhos para noções estéticas sobre criação e vida.
Obcecado por estes novos ideais e desejoso de reanimar os mortos, o jovem cientista inicia experiências anatómicas num celeiro isolado perto de Oxford. Mas estes espécimes revelam-se imperfeitos, e cedo Victor transfere o seu laboratório para uma fábrica abandonada em Limehouse.
E é então que o cientista se cruza com os ressurreicionistas, cujos métodos macabros colocam Frankenstein em grande perigo enquanto ele trabalha fervorosamente para criar a terrífica criatura que irá imortalizar o seu nome…



Clube de Patifes (Dan Simmons)

No Verão de 1942, Joe Lucas, agente do FBI, chega a Cuba por ordens de J. Edgar Hoover para manter Hemingway debaixo de olho. O famoso escritor reunira um grupo, a que chamara Clube de Patifes, para se envolver num perigoso jogo amador de espionagem. Mas é então que Lucas e Hemingway, contra todas as expectativas, descobrem informações secretas vitais… e o jogo torna-se verdadeiramente mortal.
Em Clube de Patifes, Dan Simmons desenvolve os factos conhecidos e transforma-os numa grande obra de suspense histórico nas paisagens sensuais da Cuba dos anos quarenta.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Destaque Camões & Companhia

Lançado no passado dia 11 de Fevereiro, um livro de Benito Pérez-Galdós, um dos mais importantes autores do Realismo espanhol, que deixou mais de cem obras escritas mas ainda era um quase desconhecido em Portugal.

Fazendo uso de uma fina ironia, Galdós retrata a sociedade de Madrid dos tempos da rainha Isabel II, do minada por homens, expondo os vícios e costumes de uma época onde as mulheres eram seduzidas pela moda e sucumbiam à obsessão pela aparência. Ao estilo das grandes tragicomédias do século XIX, Rosalía de Bringas personifica a condição de mulher oprimida num meio patriarcal, evocando as obras de mestres do realismo como Gustave Flaubert, Eça de Queirós ou Émile Zola. Considerado pela crítica como uma das melhores obras de Benito Pérez Gal dós, o leitor está perante um romance sobre a ambição e o poder numa sociedade baseada nas falsas aparências.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Destaque Camões & Companhia



Ainda não tive oportunidade de ler nenhum dos títulos desta chancela da Saída de Emergência mas tenho vindo a reparar na qualidade e diversidade dos títulos publicados, capazes de diversificarem o tipo de leituras dos fãs de fantasia.
Os dois títulos mais recentes são Os Passos Perdidos e Melincué.

Os Passos Perdidos
Um livro estimulante, quase mítico. Representativo daquilo a que o próprio Alejo Carpentier chamou “o real maravilhoso americano”, este romance constitui uma busca das origens, a procura de uma Idade de Ouro perdida. A personagem central dispõe-se a subir Orenoco, na Venezuela, em busca de um tempo primordial, tentando assim alcançar as raízes da vida. Desfilam nesta obra os mineiros dos campos de petróleo, os padres missionários, os vaqueiros, os astrólogos, as prostitutas em busca do El Dorado, os índios dos lugares visitados, os espíritos, os rituais, as histórias e os mitos de um tempo em que um homem branco ainda não pisara o continente americano.
Para Carpentier, a América é um repto de um “novo mundo” apressadamente entrevisto por viajantes e poetas, poucas vezes correctamente apreendido.

Melincué
Os filhos do morto, a mãe dos filhos do morto, a criada da mãe dos filhos do morto e, naturalmente, o morto antes de morrer: todos contam partes de uma história que dura mais de trinta anos e tem mortos no começo, no meio e no fim, e que mais do que tudo é uma história de amor. Do amor entre um pai e os seus filhos, do amor devoto de uma filha ao seu pai, e do amor transparente entre dois amigos.
Esta é a atracção anedótica deste livro, potenciada pelo talento da escrita de Maria Cecilia Muruaga que, na sua surpreendente primeira novela, usa uma prosa reflexiva e madura, com um fino conhecimento da arte de narrar e permite que os contraditórios sentimentos dos personagens de Melincué invadam e interpelem os dos seus leitores de forma inesquecível.