sexta-feira, 24 de junho de 2011

As Asas do Medo (Paco Diago López)

O escritor espanhol, Paco Diago López, lançou-se nesta obra com vários propósitos, mas aquilo que dá mote ao livro é a perspectiva de encontrarmos uma história de proximidade, cumplicidade, e a forma como a casualidade dos encontros podem conduzir ao companheirismo e ao afecto. É nos apresentados a vida de quatro amigos, que se conhecem desde os tempos passados no orfanato e que fizeram o seu crescimento, evolução, juntos até ao fim da vida. As diferentes personalidades dos protagonistas: Paulino, Tito, Doro e Júlio complementam-se entre si, gerando uma tal força de união que a partir de um certo momento que nunca mais se poderão separar, mesmo a de Júlio cujo espírito e força vital continuam presentes, tocam, influenciam o mundo de eles, apesar da sua forma física já não estar ao lado dos seus amigos.
Estamos perante um livro muito bem escrito, não sendo de estranhar, nem alheio o facto de o autor ter já provas dadas como guionista e jornalista. Salienta-se, de sobremaneira, a envolvência que o autor faz projectar com esta obra e a mensagem que pretende transmitir: a dos valores. Os valores dos personagens são um canto à integridade humana, enaltecendo a sua responsabilidade daquilo que está à disposição e ao alcance, de cada um, para cumprirem e atingirem os objectivos a que se propõem. Todavia isto nunca é desgarrado as consequências de cada acção, os vasos comunicantes entre a liberdade individual, a constância de carácter e o verdadeiro sentimento de amizade.
Encontramos um enfoque muito grande na integridade pessoal, que é o componente base dos personagens que, com o esforço solidário vão adquirindo aquele valor e a força para abordarem situações, provações de uma forma complementar entre eles, as fraquezas de uns são as forças de outros, a timidez de um ultrapassada pelo atrevimento do outro, contribuindo sempre para a força do grupo, do todo. A responsabilidade surge-nos na obra, como referimos, interdependente da cumplicidade, eles conhecem muito bem cada um dos amigos, pelo que serão capazes de conseguir atingir as metas pessoais, mas o custo inerente a esse objectivo, tocando-nos e fazendo nos reflectir sobre o que é a verdadeira liberdade. E por fim, a constância, quaisquer obras não são o resultado de um dia de esforço, entusiasmo, sedução, mas da tenacidade contínua, num mundo para conseguir o que desejam têm de ter capacidade de sacrifício, de luta, sem nunca esmorecer.
O argumento em si mesmo é um álbum de recordações dos quatros personagens, desde crianças até à velhice, na qual, todas as contrariedades da vida deles, inicialmente enquanto crianças e depois homens, que se vão desenrolando pelo romance, e são enfrentadas em conjunto, em entreajuda, simbiose, solidariedade. É uma obra que emociona o leitor, a escrita flui de forma ágil e amena, discorrendo perante os nossos olhos essas quatro vidas; vidas, que apesar do que pudéssemos crer, são distintas mas unidas pelo eixo comum dos laços que envolvem os personagens e conclui com um final surpreendente. Escrever sobre relações sinceras é sempre uma tarefa difícil, mas Paço Lopez Diago demonstra o seu talento, fazendo-nos interessas por estes temas.
Uma história que reforça o valor das pessoas que merecem serem por nós queridas, estimadas. Mostra como decisões e acontecimentos comuns podem marcar decisões tão importantes e transversais para a própria vida, que há pessoas sem maldade neste mundo. Retiraríamos da obra duas ou três frases emblemáticas: “Doro observava, de igual modo o seu amigo, convencido que sabia interpretar cada gesto, cada palavra” ou quando se refere que cada homem livre é um escravo do amor.
Um livro para guardar no coração, que poderíamos encapsular nas palavras de Emily Dickinson: “Todo o meu património pessoal são os meus amigos”.




Autor: Paco Diago López


Editora: Alfabeto


Páginas: 256


Género: Romance

Narcisos - Passatempo


O romance pretende mostrar que a violência psicológica exercida sobre a mulher por parte do marido/companheiro também é uma forma de maus-tratos que deve ser denunciada; pretende encorajar a emancipação das mulheres subjugadas pelos companheiros.


Mais um passatempo aqui no blogue para agradecer aos meus leitores as suas visitas.
São dois exemplares do livro Narcisos que a Papiro Editora colocou à disposição e que vão exigir uma pequena pesquisa no blogue da editora para que os possam levar para casa.
O passatempo decorre até dia 1 de Julho. Boa sorte!



Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à inscrição.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Garman & Worse (Alexander Kielland)

Alexander Lange Kielland, foi um dos mais famosos escritores noruegueses do século XIX, (um dos chamados Quatro Grandes da Noruega). Nascido em Stavanger cresceu numa abastada família que se dedicava ao comércio. Mas, apesar de ter nascido num berço d’ouro, sempre demonstrou uma imensa empatia por aqueles menos afortunados, era conhecido pela forma assinalável como por tratava dignamente os seus funcionários quando esteve à frente de uma fábrica. Tornou-se num porta-voz dos fracos e um crítico da sociedade do tempo, enquanto escritor.
Garman & Worse, escrito em 1880, é indiscutivelmente a obra mais conhecida e mais celebrada de Kielland. Neste romance todas as linhas de força, da escrita de Kielland, coalescem num brilhantismo refinado em termos de caracterização e execução. Enquanto obras anteriores sofriam de uma postura demasiadamente intelectual, Garman & Worse trouxe um sentimento e vivacidade na sua veia narrativa. O autor conseguiu descolar um pouco assim da cansativa mordacidade satírica, de muita da literatura norueguesa, para criar um romance com uma grande profusão de mensagem, sem perder o toque delicado da corrente francesa contemporânea dele, como o uso de frases de dúcteis, pelas quais ainda é celebrado.
Assim ele retrata, mais particularmente a vida quotidiana da sua cidade natal, Stavanger, e conta-nos o percurso de declínio de uma família e de uma empresa. George Brandes, com quem Kielland se correspondia, enfatizou o papel crítico da sua literatura nas questões sociais. Garman & Worse serviu de modelo para o famoso romance de Thomas Mann, Buddenbrooks. Os retratos esboçados pelo autor da classe média são como vidros colocados nos lares e lugares de trabalho de homens e mulheres comuns, mostrando-nos quem são, mas não apenas de um ponto de vista realista (ou naturalista). Ele não asfixia uma ideologia ou os aspectos filosóficos no seu discurso e nas acções dos personagens. Ele cria uma arquitectura completa através de utilização de blocos mais pequenos e sólidos, peças que caracterizam todos e cada um de nós – os tiques vocais, os maneirismos físicos, as indicações de individualidade que o conjunto de todos os haveres e pertences, e tudo aquilo que preenche o lar transmite, bem como o discurso psicológico despretensioso que todos transportamos em nós. Não é nem sentimental, nem é apologético no retrato da burguesia, fazendo sobressair as suas falhas com a mesma acuidade que as suas forças.
Embora se afirme que a escrita de Kielland transporta sobre si o peso da revolução e da justiça social ele não é um autor expressamente, ou abertamente, político. Na realidade está longe disso – a sua obra toca em diferentes facetas da sociedade humana, como a igualdade social e de género, a iliteracia, o peso do clero sobre a sociedade do seu tempo. A sua escrita não pressupõe, portanto uma posição política mas sim expressa um desejo de ver as classes baixas, médias e altas chegarem a uma compreensão recíproca, e através desse entendimento abordar os problemas de forma conducente a um resultado válido para todas.
Em conclusão, trata-se de uma obra que escolhe e selecciona o leitor em vez do inverso, a cadência narrativa é pausada, contemplativa, forçando quem o lê, pause, inspire e procure visualizar cada descrição. Não estamos a dizer que é um longo romance descritivo mas estes momentos são tão frequentes como as movimentações dos personagens, que por vezes sentimos que a acção e todos os momentos mais tumultuosos são criados para nos conduzir a estes frescos. Carrega em si o lado indelével da vida, da obrigação em fazer escolhas, de renúncia, resignação, e como tal na marca, e esta é incorporada em cada um de nós. Não há momentos de particular heroísmo, mas, ao mesmo tempo, esta crueza emociona-nos, faz-nos sentir que é real, que também pontilha o nosso tempo e a nossa vida quotidiana.





Autor: Alexander Kielland


Editora: Eucleia Editora


Páginas: 174


Género: Romance

Manual do Detective - Passatempo


Hoje, com a colaboração da Europa-América, vou oferecer dois exemplares do livro Manual do Detective.
Se é verdade que há que ter cuidado com as comparações que servem para vender livros e torná-los mais fáceis de enquadrar, também é verdade que Kafka e Wes Anderson são dois nomes de peso. Um livro que deve ser bastante interessante de ler.
Para participar terão de fazer uma pequena pesquisa no site da Europa-América até ao próximo dia 29 de Junho. E boa sorte, como sempre!



Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à inscrição.

Destaques Gradiva

Aqui fica a lista dos títulos que a Gradiva lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Junho.



A Vida Que Podemos Salvar (Peter Singer)

Pela primeira vez na História, está ao nosso alcance a erradicação da pobreza e do sofrimento que esta traz consigo. Para que tal se concretize, afirma Peter Singer, é necessário alterar a nossa perspectiva quanto ao que implica viver uma vida ética. E ajuda-nos a provocar essa mudança,propondo um plano que combina filantropia individual, activismo local e consciência política.O autor expõe o argumento irrefutável de que podemos influenciar significativamente as vidas dos outros sem diminuir a qualidade da nossa. A Vida Que Podemos Salvar é um livro que apela à acção, dando voz à esperança e à compaixão sem descurar a investigação rigorosa e o raciocínio cuidado que transparecem em todas as obras deste autor.



O Cemitério de Praga (Umberto Eco)

Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, a disseminação gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), jesuítas que tramam contra maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras. Óptimo material para um romance-folhetim de estilo oitocentista, para mais, ilustrado com os feuilletons daquela época. Há aqui do que contentar o pior dos leitores. Salvo um pormenor. Excepto o protagonista, todos os outros personagens deste romance existiram realmente e fizeram aquilo que fizeram. E até o protagonista faz coisas que foram verdadeiramente feitas, salvo que faz muitas que provavelmente tiveram autores diferentes. Mas quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer. Até o único personagem inventado desta história ser o mais verdadeiro de todos, e se assemelhar muitíssimo a outros que estão ainda entre nós.

Um romance fantástico, de um autor que uma vez mais mostra saber como nenhum outro combinar erudição, humor e reflexão.



A Cidade das Palavras (Alberto Manguel)

Quase todos nós concordamos quanto à desejabilidade do fim do nacionalismo étnico. Esforçamo-nos por construir sociedades que promovam o patriotismo cívico, com valores nos quais todos os cidadãos se revejam. Mas algo não correu bem: revoltas racistas em França, assassínio político nos Países Baixos, atentados bombistas no Reino Unido - serão estes os sintomas de uma experiência multicultural mal-sucedida? Porque nos é tão difícil vivermos juntos, quando as alternativas são verificadamente horríveis?

Com a erudição e o espírito que o caracterizam, Alberto Manguel propõe uma abordagem diferente: devemos ouvir o que visionários, poetas, romancistas, ensaístas e realizadores de cinema têm a dizer sobre construção de sociedades. Talvez as histórias que contamos encerrem as chaves secretas do coração humano. De Cassandra a Jack London, da Epopeia de Gilgamesh ao computador Halde 2001: Odisseia no Espaço, Alberto Manguel estabelece paralelos fascinantes e reveladores entre as realidades individuais e políticas do mundo actual e as realidades do mito, da lenda e da história.



A Última Entrevista de José Saramago (José Rodrigues dos Santos)

"José Rodrigues dos Santos pertence a essa estirpe, por isso as suas entrevistas passam do audiovisual para os livros e parecem sempre frescas, profundas, não são circunstanciais, servem para desvendar o que é evidente e o que está oculto […]. ‘A última entrevista’, sim, e que dor é ter de reconhecer que este ciclo acabou."
Pilar del Río

José Saramago e José Rodrigues dos Santos encontraram-se pela última vez em Outubro de 2009 para uma conversa registada pelas câmaras da RTP. Foi a última grande entrevista do prémio Nobel da Literatura. Oito meses depois, José Saramago morreu em Lanzarote. Para além de uma vasta obra, deixou-nos esta derradeira reflexão sobre o seu trabalho, a literatura, a vida, o mundo e a morte.



Não te Ponhas Com Essa Cara! (Jerry Scott e Jim Borgman)

As personagens dispensam apresentações. As peripécias e o humor também. Mais um álbum da famosa série Zits, dos autores que conhecem como ninguém os meandros da cultura dos adolescentes e das conturbadas relações entre os pais e os filhos «naquela idade».
Gargalhadas garantidas.

Zits de Jerry Scott e Jim Borgman já foram publicados em mais de 1500 jornais internacionais e estão agora disponíveis em livros traduzidos em várias línguas. O humor subtil e, tantas vezes, corrosivo dos autores retrata bem o conflito de gerações entre pais, que viveram numa outra conjuntura histórica, e filhos que vivem na conjuntura da Globalização das novas tecnologias e do consumo desenfreado. A forma sarcástica como o protagonista, Jeremy, é representado faz-nos, muitas vezes, compreender com boa disposição as angústias e as indecisões de muitos adolescentes e os constantes conflitos com os seus pais. A falta de comunicação é-nos apresentada como um dos problemas que subjaz a estas situações de corrente conflitualidade parental.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Destaque Estampa

A novidade deste mês da Editorial Estampa é para os mais novos. Trata-se da segunda aventura do Super Bibas depois de já se ter cruzado com a Fada Dentinho.




Mais uma maravilhosa aventura de António, o Super Bibas, e o seu inseparável Dudu. Desta vez, na companhia da Gotinha Maria, vão visitar um bebé que está no hospital e precisa de ajuda.

Destaques Guerra & Paz

Mais alguns títulos que a Guerra & Paz lança durante este mês.


A Evolução de Deus (Robert Wright)

Um livro para mudar a forma de pensar a ciência e Deus.

Obra finalista do prémio Pulitzer, A Evolução de Deus leva-nos numa viagem arrebatadora ao longo da história, revelando uma descoberta de importância crucial para o momento presente: há um padrão na evolução do judaísmo, cristianismo e islamismo, e um «código escondido» nas suas escrituras.

Robert Wright levanta a possibilidade de uma reconciliação entre ciência e religião e propõe o fim do conflito entre a especulação religiosa acerca de Deus e uma teoria da sua evolução.

Apoiada pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, a edição deste bestseller New York Times fornece uma visão aprofundada da relação entre a ciência e Deus, de onde veio e para onde Ele e nós estamos a caminhar.



Morrer em Times Square (Hernâni Carvalho)

Um livro escrito por um autor que vai estar diariamente em antena, na SIC, para defender a sua tese. Uma visão independente e imparcial dos factos do caso Carlos Castro vs. Renato Seabra. Uma narrativa do crime que privilegia as fontes policiais. Uma análise do criminoso fundada na avaliação de psicólogos clínicos e psicólogos forenses..



O Novo Livro das (In)Utilidades (António Costa Santos)

Nova edição do livro mais inútil e divertido de sempre, com mais de 1.000 novos factos.

Sabia que Thomas Edison tinha medo do escuro? E que o filme favorito de Hitler era o King Kong?

O Novo Livro das (In)Utilidades, de António Costa Santos, reúne mais de 4.000 factos, divididos por categorias, cujo conhecimento pode ser muito útil para qualquer leitor. Inclui, ainda, um prático índice remissivo para facilitar a consulta em sessões de tira-teimas. Ou seja, a verdade é que este livro inútil é o livro mais útil que o leitor poderia imaginar.

Ideal para ler sozinho ou com amigos e família. Recomendadao para leitores entre os 8 e os 80 anos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Destaque Guerra & Paz

Chega hoje às livrarias o quarto título do Clube do Livro SIC, fruto da colaboração entre a Guerra e Paz e, precisamente, a Sic.
Trata-se de Peso Pesado - 12 Semanas de Exercício e Dieta.




O livro Peso Pesado - 12 Semanas de Exercício e Dieta, coordenado pela fisiologista da gestão do peso Teresa Branco e com a participação dos treinadores Rui e Sara e dos concorrentes do programa, chega já amanhã às livrarias.

Agora, também o leitor pode seguir o plano alimentar e de exercícios do sucesso televisivo do programa Peso Pesado. Especialistas e concorrentes oferecem aos leitores um plano de 12 semanas para aprender a fazer uma alimentação mais saudável seguindo os menus e receitas de Teresa Branco, e perdendo peso com os exercícios dos treinadores Rui e Sara. Fique, ainda, a conhecer as histórias de cada um dos concorrentes.
Organizado por semanas, este livro contém conselhos e dicas úteis sobre alimentação e exercícios práticos que o leitor pode fazer em casa, bem como testes para avaliar a sua saúde.
Veja as histórias e fotografias dos concorrentes e da equipa do programa televisivo.

Mude de vida: Perca peso, ganhe saúde!

Iraque - o pranto de Ishtar (Maria Lucília Meleiro)

Tendo como ponto de partida todo um conjunto de factos reais, noticiados e documentados, bem como o acervo de deposições de muitos daqueles que têm participado, quer como autores quer como testemunhas, nos momentos de transformação, mas também no dia-a-dia desta terra, todo o processo narrativo desenvolve-se a partir dos mitos fundadores do pensamento enraizado na cultura quer centro-asiática quer ocidental, mitos estes ligados à terra hoje chamada de Iraque, nomeadamente o Dilúvio, o Jardim do Paraíso, a Arca da Aliança, as Sete Torres de Satã, a Terra dos Nefilim, entre outros.
Uma história sobre o balanço das forças da criação e destruição, da ordem e do caos, do bem e o mal, a morte e a vida, no fundo os confrontos entre absolutos.
Se este é o pano de fundo, o que nos transporta para a história é um mistério. O mistério das causas da guerra do Iraque que nunca foram divulgadas. Assim a acção desenovela-se quando um jovem soldado norte-americano e um arqueólogo italiano a trabalhar no Museu de Bagdade descobrem uma temível organização secreta, que opera ao mais alto nível, sempre na sombra, mas em perfeita consonância com a realidade incómoda da guerra, e que parece ter nas suas mãos o destino do conflito.
Parte do título do livro O Pranto de Ishtar, é uma referência directa ao épico sumério, Gilgamexe, das lágrimas vertidas por Ishtar, deusa da fertilidade e do amor, pela morte do seu amado Tammuz, e a subsequente descida aos Infernos. É óbvio que o próprio título, de certa forma, encerra, de modo metafórico a mensagem presente na obra.
Um belo livro que cruza o Passado e o Presente, o Mito e a Realidade, para nos falar da transformação da Cultura de um dos berços da Civilização e para nos falar sobre a consciência que devemos lutar por preservar.





Autor: Maria Lucília Meleiro


Editora: Ésquilo


Páginas: 176


Género: Romance Histórico

Destaque Objectiva

Para o inicio do Verão a Objectiva sugere… "Fogo" de Kristin Cashore


Fogo - A saga dos sete reinos (Kristin Cashore)

Ela é a última da sua espécie…

Vivem-se momentos conturbados nos Dells. Enquanto o rei Nash faz tudo para se manter no trono, o seu estatuto é ameaçado por chefes revolucionários que armam exércitos para o tirar do poder. À medida que a guerra se aproxima, as montanhas e florestas da região enchem-se de espiões e saltimbancos. É nestes domínios cheios de ameaças que vive Fogo, uma rapariga de cabelos vermelhos cuja beleza é impossível de resistir. A juntar à beleza enfeitiçante, Fogo tem o incrível poder de controlar as mentes de todos de quem se aproxima. O único ser imune ao poder de Fogo é o jovem Príncipe Brigan, filho do rei Nash.

Romântico e misterioso, Fogo é o segundo volume da Saga dos Sete Reinos, iniciada com Graceling - O Dom de Katsa. A história de Fogo precede no tempo a história do primeiro livro da saga. Quem entra nos Sete Reinos já não consegue sair.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Feitiços - Wings (Aprilynne Pike)

Feitiços é o segundo volume da tetralogia de Aprylinne Pike sobre o mundo das fadas. Uma série que contradiz tudo aquilo que pensamos saber sobre fadas, elas não só não têm asas mas são plantas, e das quais floresce anualmente uma flor. Nesta sequela de Wings – O Beijo dos Elfos um ano passou desde que a nossa protagonista, Laurel descobriu que era uma fada. Apesar de aceitar completamente quem e o que é, recusa-se a virar costas à vida que sempre conheceu entre os humanos, a vida com os seus pais e amigos. Isto causa alguns problemas em Avalon uma vez que Laurel precisa de aprender o que significa ser uma verdadeira fada.
Uma história envolvente em parte devido à miscelânea de diferentes locais onde a acção decorre, O livro pode ser basicamente dividido em duas partes, a primeira mais centrada para descrições e explicações de todo este universo, a apreensão do mito das fadas, segundo a autora, e a segunda parte mais voltada para a acção e a sucessão de peripécias.
Com a partida de Laurel para Avalon nesse Verão, vislumbramos mais a relação dela com Tamani e as vivências entre ambos antes da memória de Laurel ter sido apagada, bem como toda a história pessoal de Tamani, da família e infância deste.
Em relação ao volume anterior está presente um enriquecimento das descrições do mundo de Avalon, da vida na Academia e da presença das fadas no mundo deste tempos imemoriais (Eva, Sanzang, Scheherazade, Guinevere) bem como de toda mitologia e língua fádicas. A descrição bem rendilhada dos seus múltiplos locais que faz que nos sintamos verdadeiramente transportados até ele, bem como nos dá uma melhor compreensão da hierarquia e das classes de fadas, que também não dos deixa de transmitir um lado sombrio de segregação deste mundo. Algo que a autora parece explanar eximiamente uma vez que apresenta tanto os benefícios como os preconceitos no funcionamento da tal sociedade de castas.
Continua-se neste volume a manter o suspense e tensão das razões pelas quais Laurel foi enviada para viver entre os humanos mencionadas no primeiro volume, mas que continuam a não ser esclarecidas aqui. Todavia conseguimos perceber que ela tem um papel bem mais fulcral na história, até mesmo pela forma que os outros personagens interagem com ela.
Se no primeiro volume a química entre Laurel e David, um adolescente humano era bastante forte, ela quase que se desvanece aqui para dar lugar ao relacionamento entre ela e Tamani, uma fada masculina que fez tremendos sacrifícios pelo seu amor, é levado a um outro nível. Mesmo quando Laurel expressa dúvidas em relação a com quem estar é evidente que o laço que a liga a Tamani é bem mais forte do que com qualquer outra personagem, mas a sua idade e falta de experiência em termos de relações é bem evidente na incapacidade de lidar com a situação, mas no derradeiro capítulo ela toma a decisão entre os dois.
Todos os personagens que nós sabíamos que seriam principais, tendo em vista o volume anterior, mas que apesar de tudo apenas pareciam existir para servir a história de Laurel, aqui são colocados em relevo e ganham uma voz própria no enredo, mostrando com minúcia como os acontecimentos da história estão a atingir a vida de cada um deles. Este livro não só explora as relações entre Laurel, Tamani e David mas também a relação dela com os pais, que têm visões bem diferentes do facto da sua filha ser uma fada, que ambos argumentam e debatem, sendo quaisquer uma das perspectivas bem defendida, realista e ilustrativa da forma como alteram o seu comportamento para com a filha, quer de um modo positivo, quer de um modo negativo, perante alguém que se conhece toda a vida mas de repente muda.
Neste volume é apresentada uma nova personagem, Klea, uma caçadora de Trolls, os inimigos viscerais de Avalon, e em particular de Laurel que continua a ser perseguida por eles. Não nos é dito muito sobre Klea, mas, tendo em vista a forma como a autora trabalha os personagens, podemos imaginar que isso será alterado num dos próximos volumes.
Feitiço é visto como uma obra mais bem elaborada que o volume anterior. Há aspectos diferentes que mantêm a história cativante, diferentes ritmos e com maior introspecção sobre cada um dos personagens, embora toda a história de inimizade e conflito entre as Fadas e os Trolls não seja esclarecida aqui, mas aponta caminhos para os volumes subsequentes.




Autor: Aprilynne Pike


Editora: Edições Contraponto


Páginas: 296


Género: Fantasia

Destaques Cavalo de Ferro

Aqui fica a lista dos títulos que a Cavalo de Ferro lançou (ou ainda vai lançar) durante este mês.


As Mulheres Nunca Envelhecem (Iaia Caputo)

Como se envelhece numa sociedade fundada sobre o mito da eterna juventude? E como envelhecem as mulheres na era da cirurgia plástica, dos cremes anti-idade e dos liftings? Pela primeira vez na história das sociedades humanas, a apodada terceira idade tornou-se igualmente numa idade de projectos, de compromissos, de paixões, de arrebatamento, de futuro. E, no entanto, esta nova liberdade gera novas formas de desorientação e de insegurança, novos medos desconhecidos das gerações precedentes. É como se, de repente, às mulheres fosse impedido envelhecer, numa sociedade onde o velho apenas é aceite se sabe vestir a pele do jovem.



O Museu da Rendição Incondicional (Dubravka Ugrešic)

No jardim Zoológico de Berlim, dentro de um expositor de vidro, estão exibidos todos os objectos encontrados no interior do estômago de Roland, a Morsa (que morreu em 1961). É com este catálogo insólito que Dubravka Ugrešic inicia o seu livro: também ele um mosaico de fragmentos narrativos, recordações e reflexões, descritos pela protagonista, uma quinquagenária croata exilada em Berlim. Fala-se de fotografias antigas, de cartas de tarot, de histórias de família, de amor (com passagem por Lisboa), de guerra e de exílio; pedaços de um puzzle que comporá, numa única imagem final, o retrato da cultura e identidade europeias. O Museu da Rendição Incondicional foi recebido pela crítica internacional como uma obra universal e um dos mais importantes romances contemporâneos europeus das últimas décadas.



Viagem ao País da Manhã (Hermann Hesse)

Um grupo de membros de uma misteriosa Ordem participa numa viagem única, cujo fim não é alcançar um destino geográfico mas uma outra dimensão da realidade. Trata-se, afinal, de uma viagem iniciática e de autoconhecimento, em que os seus participantes vão ser testados, sem o saberem, quanto à sua fidelidade, crença, amor fraterno, e sobretudo quanto à sua fé na Ordem a que pertencem. São adeptos e irmãos nesta Ordem (que, mais do que religiosa se pressente espiritual) muitos personagens do domínio da História, das artes e dos próprios escritos de Hesse, como o pintor Paul Klee, Alberto Magno, o pintor Klingsor, o poeta Lauscher ou o barqueiro Vasudeva, bem como o próprio Hermann Hesse, que é protagonista nesta viagem em concreto. Todos eles participaram outrora nesta singular viagem, pertencente a um incessante movimento que desde sempre percorre os tempos, e em cujas fileiras todos os grandes nomes podem, a certo momento, encontrar-se. No entanto, este é apenas o primeiro de muitos segredos que o leitor destas páginas irá descobrir. Escrito como uma fábula e com um desfecho inesperado e surpreendente, este livro encoraja o leitor a desconfiar da realidade visível, que pode levar a um quotidiano cinzento e a impor uma visão altaneira e preconceituosa sobre o mundo, propondo-lhe, ao invés, e através de um nomadismo radical e interior, uma viagem perpétua em busca da autenticidade, da pureza do espírito e da união com o todo universal. Um livro encantador e pleno de simbolismo, sempre redescoberto por novas gerações de leitores.

domingo, 19 de junho de 2011

Destaques Europa-América

Aqui fica a lista dos títulos que a Europa-América lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Junho.

iiiiiii

Inocente (Scott Turow)

Mais de vinte anos depois de Rusty Sabich e Tommy Molto se terem enfrentado no julgamento por homicídio qualificado de Presumível Inocente, os dois homens defrontam-se novamente num fascinante duelo psicológico. Quando Sabich, agora juiz de um tribunal de apelação, encontra a sua mulher morta em circunstâncias misteriosas, Molto acusa-o de homicídio pela segunda vez, pondo em marcha um julgamento que nos mostra Turow no seu melhor — e uma sala de audiências tensa e explosiva.

Manual do Detective (Jedediah Berry)

Numa cidade nunca nomeada e sempre chuvosa, Charles Unwin é um meticuloso funcionário de uma poderosa agência de detectives. Após anos num labirinto de arquivos, é o responsável pelos ficheiros de Travis T. Sivart, o famoso detective que resolveu os casos do Homem que Roubou o Dia 12 de Novembro e das Três Mortes do Coronel Baker.

Quando Sivart desaparece misteriosamente, tal como os despertadores de toda a cidade, Charles Unwin é promovido a detective e, na companhia da sua secretária narcoléptica, terá de descobrir o paradeiro do lendário agente e salvar a cidade das garras de um mestre do crime que assombra os sonhos dos habitantes.


iiiiiii

As Novas Aventuras da Cadeira-dos-Desejos — A Terra dos Contos de Fadas (Enid Blyton)

A Cadeira-dos-Desejos leva a Jessica e o Tiago até à Terra dos Contos de Fadas, um mundo onde as histórias de encantar são realidade.

Mas o Desejoso passa a viagem a fazer disparates!

O duende rouba o ganso dourado e rapta o Polegarzinho. Com a ajuda do feijoeiro gigante do Tiago e da fada-madrinha da Jessica, conseguirão os dois recuperar o seu amigo Desejoso?

O Vampiro Armand - Sinfonia para Sybelle (Anne Rice)

Em mais um volume das «Crónicas do Vampiro», Anne Rice invoca mundos deslumbrantes para nos trazer a história de Armand, eternamente jovem, com o rosto de um anjo de Botticelli.

Armand surgiu pela primeira vez há trinta anos, em toda a sua glória negra, no já clássico Entrevista com o Vampiro, primeiro volume de «Crónicas do Vampiro», romance que tornou a autora famosa em todo o mundo como magnífica contadora de histórias e criadora de reinos mágicos.

Acompanhamos assim, nesta obra, Armand através dos séculos até à Kiev Rus da sua infância — uma cidade em ruínas sob o domínio mongol — e à antiga Constantinopla, onde os assaltantes tártaros o vendem como escravo. Num magnífico palazzo da Veneza do Renascimento, encontramo-lo em escravidão emocional e intelectual com o vampiro Marius, que se disfarça entre os humanos como pintor misterioso e recluso e o qual confere a Armand o dom do sangue vampírico.

À medida que o enredo se aproxima do seu ponto culminante, atravessando cenários de luxo, elegância, emboscadas, incêndios e adoração ao demónio, passando pela Paris do século XIX e pela Nova Orleães da actualidade, veremos este herói romântico, eternamente vulnerável, ser forçado a escolher entre a imortalidade na escuridão ou a salvação da sua alma.


iiiiiii

O Dia Cinzento e Outros Contos (Mário Dionísio)

«Lembro-me perfeitamente de que, ao escrever O Dia Cinzento, não me movia a mínima ambição ‘literária’, mas outra, muito mais ambi¬ciosa e mais ingénua, que era a de acordar naqueles que o lessem a consciência da injustiça social e a necessidade de agirem contra ela.»

Eis as palavras que Mário Dionísio nos deixa no prefácio desta antologia e que resumem o espírito de uma obra pouco ou nada aclamada aquando da sua publicação, mas que o passar do tempo tornou uma das mais aplaudidas da nossa literatura. Em 1944, O Dia Cinzento surge numa época de medo, desalento e desesperança, em que as palavras eram censuradas e os sonhos reprimidos. Talvez por isso estas histórias de vidas banais tenham passado despercebidas e o seu verdadeiro propósito não tenha sido reconhecido.

Já em 1967, O Dia Cinzento é de novo publicado, mas desta vez com Outros Contos, escritos na mesma década e que completam este volume de pequenas narrativas sobre pessoas comuns e dispersas, mas que, sem o saberem, partilham a mesma angústia, a mesma tristeza e a mesma frustração de uma vida desencantada, profundamente cinzenta…

O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)

Extraordinariamente rico, Gatsby é famoso pelas festas realizadas na sua mansão em Long Island, apesar de ninguém saber ao certo quem é o anfitrião. Uns dizem que fora espião, outros que é aparentado com uma família real europeia. Mas, na realidade, só mantém estas festas na esperança de que Daisy, o seu antigo amor, vá a uma delas.

Um retrato da América durante os turbulentos anos 20 do século XX e uma sátira ao «Sonho Americano», onde Fitzgerald idolatra os ricos da época apesar de não se conformar com uma certa decadência causada pelo materialismo desmedido e pela imoralidade.

sábado, 18 de junho de 2011

Destaques Porto Editora

Aqui fica a lista dos títulos que a Porto Editora lançou (ou ainda vai lançar) durante este mês.


Filhas da Fortuna (Tara Hyland)

As filhas de William Melville são herdeiras de um dos mais importantes impérios da moda. Mas por detrás da fachada de glamour, cada uma delas esconde um segredo que ameaça lançar a discórdia no seio familiar.

Elizabeth, a filha mais velha, é uma mulher ambiciosa, cuja beleza e inteligência despertam a atenção de todos, excepto da pessoa que mais lhe importa: o pai. Delicada e doce, Caitlin, a filha ilegítima, esforça-se por singrar num mundo de privilégios, mantendo-se fiel aos seus princípios. Caprichosa e rebelde, Amber parece ter uma tendência natural para se envolver em situações desastrosas, mas é muito mais frágil do que parece.

Por entre cidades tão fascinantes como Londres, Tóquio e Nova Iorque, as irmãs irão procurar o seu próprio caminho. Mas à medida que velhas feridas reaparecem, ameaçando destruir os alicerces do império Melville, as suas vidas voltarão a cruzar-se. Serão elas capazes de se unir e juntar forças em nome da família?



Onze (Mark Watson)

Xavier Ireland é um popular apresentador de rádio que de noite partilha os sonhos e as angústias dos seus ouvintes, reconfortando-os com uma palavra amiga. Durante o dia, vive de forma reservada, sem se meter na vida dos outros – até que conhece Pippa, uma mulher-a-dias muito pouco convencional, que lhe arruma a casa e, com o tempo, também a vida…

Na aparente indiferença da neve de Londres os sentimentos e as histórias das pessoas cruzam-se de forma indelével, como quando Xavier assiste à agressão cometida sobre um jovem em plena rua, sem nada fazer para o impedir. Este fugaz episódio, de que Xavier rapidamente se esquece, irá ter consequências devastadoras sobre as vidas de onze pessoas.

Haverá tempo para reescrever o destino… e evitar o pior?



A Ilha dos Desencontros (Anita Shreve)

«Pergunto a mim própria: se uma mulher for levada ao limite, como reagirá?»

A pergunta é feita por Jean, uma fotógrafa, que em 1995 chega à ilha de Smuttynose, ao largo da costa do Maine, para fazer uma reportagem sobre um crime que aí teve lugar cem anos antes. Com ela viajam o marido, a filha de cinco anos, o cunhado e a respetiva namorada. À medida que vai mergulhando nos detalhes daquele acontecimento - um caso de paixão que resultou na morte de duas mulheres -, ela própria entra num terreno perigoso, dominada por emoções contraditórias. A suspeita de que o marido tem um caso desencadeia um ciúme incontrolável e uma desconfiança que acabam por levar Jean ao limite das suas emoções e a comportamentos de que nem ela própria suspeitava ser capaz.

Em A Ilha dos Desencontros, Anita Shreve, baseando-se num facto real - o assassínio de duas mulheres que ainda hoje continua por desvendar -, leva-nos através de uma viagem inesquecível até aos limites mais extremos da alma humana.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Destaques Esfera dos Livros

Aqui fica a lista dos títulos que a Esfera dos Livros lançou (ou ainda vai lançar) durante o mês de Junho.


De Ourique a Aljubarrota – A Guerra na Idade Média (Miguel Gomes Martins)

A 24 de Julho de 1139, a hoste de Afonso Henriques, é interceptada pelas forças almorávidas quando cruzava o Campo de Ourique em direcção a Coimbra. No dia seguinte, sob o quente sol de Verão, os dois exércitos são dispostos em formação de batalha. A superioridade muçulmana parecia fazer adivinhar vitória certa, mas o exército cristão, comandado pelo próprio príncipe, dispunha de um importante trunfo táctico: a cavalaria pesada. Um autêntico "tanque de guerra da Idade Média". É com a Batalha de Ourique que o historiador Miguel Gomes Martins começa a traçar o retrato de 15 dos mais emblemáticos teatros de operações da História Militar Medieval portuguesa. Ao longo destas páginas, apoiados em mapas e esquemas, mas também em imagens da época, revisitamos campanhas, batalhas, cavalgadas e cercos, observamos os territórios onde se deram estes confrontos, as estratégias e dispositivos tácticos escolhidos pelos comandantes, os meios humanos e logísticos envolvidos, conhecemos os problemas com que se debatiam os exércitos, da falta de mantimentos e de água, às epidemias que matavam homens, analisamos a evolução do armamento defensivo e ofensivo ao longo de 250 anos, terminando esta viagem com a Batalha de Aljubarrota, que a 14 de Agosto de 1385 deu a vitória ao exército de D. João I, comandado pelo Condestável do reino, D. Nuno Álvares Pereira, perante a hoste franco-castelhana de D. Juan I.



Viagens Contadas (Maria João Ruela)

«As montanhas são sempre tristes e gélidas antes de o nascer do sol. A neve sem luz exala um desconforto frio, que dá vontade de fugir em vez de me aproximar. Foi assim que olhei, pela primeira vez, para as pirâmides sentinela dos Annapurnas, massas gigantes de neve e gelo (…)» Maria João Ruela viaja sempre com um caderno de notas na mochila. O seu bem mais preciso. É aí que vai anotando tudo o que os olhos registam, lugares que encontra perdidos no mapa e que lhe marcam a alma, paisagens que a deixam sem fôlego, o preço de um café em determinado canto do Mundo, o nome de um vinho que acompanha uma refeição especial, as pessoas com que se cruza, as palavras trocadas. Cada uma das suas viagens, feitas sem guia, ao sabor da vontade e da curiosidade, tem personagens próprias, cheiros e sabores, sentimentos e emoções. Convidamo-lo a viajar ao longo destas páginas para conhecer Juana, uma mulher bonita e vistosa, que em Punta Arenas, Chile, aluga 12 quartos decorados em estilo art noveau e serve cafés a viajantes perdidos. Armad, o pastor que apareceu no meio dos Pirenéus, como um autêntico salvador, quando se abatia um autêntico dilúvio de proporções bíblicas. A Xana e o Nuno companheiros de viagem em autocaravana pela Noruega. Ou, Porter, um rapaz de pele escura e cabelo liso sem jeito, um aspirante a guia que, no Nepal, se tornou carregador e companheiro de esforço.



O Melhor da Vida Começa aos 40 (Margarida Vieitez)

A chegada aos 40 anos representa para homens e mulheres um período de grandes mudanças, de transformação nas suas vidas e de muitas dúvidas. Há quem se pergunte: o que ando a fazer com a minha vida? Quem viva o fim de um ciclo, e opte pelo divórcio, quem ponha tudo em causa, quem encontre num terceiro elemento como escape para as suas carências ou frustrações, quem desista de lutar pela sua relação e se recolha no silêncio da sua solidão, quem simplesmente deixe de acreditar na possibilidade de viver uma relação a dois plena e feliz. Margarida Vieitez, mediadora familiar e de conflitos, garante que o melhor da vida pode começar aos 40. Uma idade de mudança, de oportunidades, de renascimento. Uma idade em que ainda é possível encontrar e viver um grande amor. Por isso parabéns! Nunca é tarde para ser feliz. É preciso compreender o que vai nas cabeças dos homens e das mulheres, os seus desejos e ansiedades, desmistificar algumas ideias. Será que os homens só querem sexo ou também precisam de atenção e afecto? Que relação querem viver as mulheres desta idade? Que tipo de homem escolhem para ter ao seu lado. Porque se queixam tanto? Porque é que a comunicação se torna tão difícil?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Destaque Eucleia

Aqui deixo a novidade da Eucleia Editora para Junho.


Memórias de um Morto (Hjalmar Bergman)

Hjalmar Bergman (1883 – 1931) é considerado um dos maiores escritores suecos do século XX. Autor de inúmeras obras literárias, todas elas vistas como exemplos perfeitos de uma literatura sobretudo assente nas preocupações existenciais que, com ironia, uma vincada carga simbólica e a mestria narrativa que lhe é característica, delineiam e tornam único, e extraordinariamente moderno, o seu estilo pessoal.

Memórias de um Morto segue os esforços de Jan Arnberg, personagem principal do romance, para escapar à maldição que recaía sobre a sua família há já várias gerações.

«Posso estar presente durante horas sem que ninguém repare em mim. E, de repente, torno-me o ponto focal do olhar de todos, as pessoas falam comigo, louvam-me, fazem-me realizar truques. Perdi o meu nome, o meu nome de família. Sou apenas o Jan. Um belo nome curto para um cão.»

Destaque Planeta

"Fome" é a novidade da Planeta para Junho.


Fome (Michael Grant)

Todos têm fome, mas ninguém se dispõe a encontrar uma solução. E a cada dia que passa são mais os jovens que sofrem mutações e adquirem capacidades sobrenaturais, que os distinguem dos que não têm esse género de poderes. A tensão cresce e o caos reina na cidade. São os «normais» contra os mutantes. Cada um, luta por si, e até os melhores são capazes de matar. Mas avista-se um problema ainda maior. A Sombra, uma criatura sinistra que vive soterrada no coração das montanhas, começa a chamar alguns dos adolescentes da ZRJ. A chamá-los, a guiá-los, a manipulá-los. A Sombra despertou. E tem fome. Nem todo o ouro do mundo seria pagamento suficiente para o que Lana tencionava fazer. O ouro não alterava em nada o terror frio que lhe enchia o coração. E se falhasse não precisaria do ouro para nada. Não podia subornar a Sombra. Mas talvez… talvez a pudesse matar.

Destaques Bertrand

Aqui fica a lista dos títulos que a Bertrand lançou (ou ainda vai lançar) durante este mês.


A tribo - Sempre Fizemos Assim (Mercè Dedeu, Joan Alfons Torrent)

Porque é que temos tanto medo da mudança? Porque é que temos tanto medo de arriscar, e gostamos mais de jogar pelo seguro?

«(…) A tribo Sempre-Fizemos-Assim conseguiu encontrar o caminho, o seu caminho próprio e novo. Com o esforço de todos, conseguiram dar a volta, chegar ao outro lado… Aprenderam a organizar-se de forma diferente, a não darem as coisas por certas e a serem flexíveis. Aprenderam ainda que cada pessoa serve para algo diferente. E a partir daí formaram equipas de trabalho e de concepção de planos de trabalho. A primeira missão foi encontrar um nome novo para a aldeia; o antigo já não lhes servia. Agora são conhecidos por Procuremos-Como-Fazer-Melhor, e fontes bem informadas contaram-me que lhes assenta na perfeição.»



Mossad – Os Carrascos do Kidon (Eric Frattini)

O tema é, como habitualmente, tão pertinente quanto controverso: Kidon, a subunidade de assassinos da Metsada, o departamento de operações especiais da Mossad.

Em Mossad – Os Carrascos do Kidon, Frattini identifica os agentes do Kidon que, com a autorização do primeiro-ministro de Israel e em nome do Estado, executaram, entre 1960 e 2010, criminosos de guerra, terroristas, cientistas dedicados à energia atómica, líderes da OLP e do Hamas, traficantes e até um magnata da imprensa.

Os Kidon da Mossad liquidam os que se apresentam como sendo um perigo, real ou potencial, para o Estado de Israel, pois «a execução de um terrorista é uma ferramenta do Estado para evitar ataques e reforçar a dissuasão» - Meir Dagan, director da Mossad (2002-2010).



A Guerra dos Impérios (François Lenglet)

A rivalidade entre a China e os Estados Unidos terá originado uma nova “guerra fria”? O que virá a seguir?

De modo directo e inquietante, François Lenglet descreve as etapas de um confronto iniciado há quarenta anos no segredo das chancelarias e localiza os diversos terrenos onde os dois gigantes de hoje se desafiam – do espaço às profundezas do mar, de Wall Street a Hong Kong.

“A guerra dos impérios vai, portanto, decorrer numa conjuntura perigosa, que exacerbará as rivalidades. Antes de visitar os campos de batalha deste conflito, é preciso explorar a origem das relações entre os Estados Unidos e a China: quarenta anos batidos ao ritmo de milésimos em «9», ao longo dos quais se construiu uma relação complexa e ambígua, feita de admiração e de desprezo recíprocos, de necessidade mútua e de dependências insuportáveis. Uma relação que se tornou o enredo estratégico e económico do planeta, e cujo futuro determina o nosso destino.”

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Destaques Presença

As novidades da Editorial Presença para a primeira metade deste mês já aí estão.


iiiiiii

Amor, Ponto e Vírgula (Andrew Nicoll)

Na linha do realismo mágico, este é o romance de estreia de um autor com características muito próprias. A acção decorre num país de localização indeterminada, algures numas ilhas do Báltico. Entre as exóticas e curiosas personagens, destacam-se o honesto e atencioso Presidente da Câmara de Ponto, Tibo Krovic, e aquela por quem nutre um amor secreto e platónico, a sua bela secretária Agathe Stopak. A narradora, omnisciente e omnipresente, é Santa Walpurnia, uma virgem barbuda e mártir, antiquíssima padroeira da cidade, recurso que confere um inigualável grau de humor a esta obra.

Dez Anos Depois (Liane Moriarty)

Quando, aos trinta e nove anos, Alice Love dá uma aparatosa queda numa aula de step, a última década da sua vida parece ter-se apagado por completo da sua memória. Tem novamente 29 anos, está apaixonadíssima pelo marido e à espera do primeiro filho. Só há um pequeno problema: tudo isto se passou há dez anos… No presente, Alice é mãe de três filhos, enfrenta um difícil processo de divórcio e está de relações cortadas com a irmã, que adora. Conseguirá alguma vez reencontrar a mulher que foi na fase mais feliz da sua vida? Um romance que nos leva a reflectir sobre o que aconteceria se, de repente, perdêssemos os dez anos mais importantes da nossa vida.


iiiiiii

Marcelo no Mundo Real (Francisco X. Stork)

Marcelo Sandoval ouve música que mais ninguém consegue ouvir, fruto de uma perturbação semelhante à síndrome de Asperger. No entanto, o pai de Marcelo não se resigna com o facto de o filho não ser como os outros adolescentes e desafia-o a trabalhar durante o verão no seu escritório de advogados, para se juntar ao «mundo real». Um livro encantador que ecoa O Estranho Caso do Cão Morto na pureza e intensidade da voz narrativa e que celebra a música que existe dentro de cada um de nós.

A Viagem (Virginia Woolf)

A Viagem é o primeiro romance publicado por Virginia Woolf em 1915. Em grande medida o tema da obra tem algo de um moderno rito de passagem para a maioridade, reflexo da mudança de Woolf da limitadora vida doméstica num subúrbio de Londres para o ambiente estimulante do Grupo de Bloomsbury. A protagonista, Rachel Vinrace, parte para a América do Sul, numa viagem de autodescoberta e Woolf aproveita para satirizar os costumes eduardianos através dos comportamentos dos passageiros. Neste romance estão já presentes as características que mais tarde hão de florescer plenamente na obra da autora, uma das mais inovadoras do século XX.


iiiiiii

Jeremy Fink e o Sentido da Vida (Wendy Mass)

Jeremy Fink é um rapaz que não gosta de surpresas ou imprevistos. Mas um dia recebe uma misteriosa caixa com a inscrição O SENTIDO DA VIDA: PARA SER ABERTA POR JEREMY FINK NO SEU DÉCIMO TERCEIRO ANIVERSÁRIO. Só há um problema: faltam as chaves, e Jeremy tem apenas um mês até ao seu aniversário para as encontrar. Por sorte a sua melhor amiga, Lizzy, rapidamente formula todo o tipo de planos para o ajudar. Juntos embarcam numa viagem por toda a cidade, em busca não só das chaves, mas também de considerações sobre a ciência, a religião, a arte, a amizade e a família.

O Cerco (Kathryn Lasky)

O reino das corujas está a ser abalado por grandes tensões. Dominado por um insaciável desejo de poder, Kludd reúne o seu exército de Puros e lança um ataque sobre a Grande Árvore Ga’ Hoole. Os Guardiões de Ga’ Hoole vêem-se obrigados a lutar ferozmente para proteger a sua honra. Entretanto, Soren é nomeado para liderar uma missão que o obrigará a voltar à Academia de S. Aegolius. Só ele poderá trazer de novo a paz ao ameaçado reino das corujas.



O Estranho Caso do Tiramisú (Geronimo Stilton)

«Naquela noite tinha um encontro com uma roedora muito especial… Patty Spring! Mas, em vez disso, o meu amigo Abelhudo envolveu-me num dos seus estranhos casos. O célebre quadro “O Triunfo do Tiramisú” fora roubado da Pinacoteca de Ratázia e, com ele, desaparecera a melhor restauradora da Ilha dos Ratos… Desmascarar os culpados foi uma verdadeira aventura!»

Destaque Clube do Autor

Para estas férias o Clube do Autor sugere:


A Lacuna (Barbara Kingsolver)

Barbara Kingsolver é uma das mais prestigiadas autoras da actualidade. Bióloga de formação, gosta de documentar-se até à exaustão antes de iniciar cada romance e assim foi com este A Lacuna, um romance épico protagonizado por um homem dividido entre dois mundos.

Filho de mãe mexicana e de pai norte-americano, Harrison Shepherd nasceu nos Estados Unidos. Ainda menino mudou-se com a mãe para o México e foi aí que conheceu Diego Rivera, Frida Kahlo e León Trotsky, o grande líder político que, nessa altura, vivia exilado em terras mexicanas.

Atravessando um dos períodos negros da história da América e as décadas de 30, 40 e 50 no México, misturando personagens ficcionadas com figuras e acontecimentos históricos, A Lacuna é uma odisseia emocionante, rica e ousada sobre a forma como a História pode marcar o destino de cada um, não obstante as suas melhores intenções.