terça-feira, 15 de março de 2011

Destaque ArtePlural

Filipa Rodrigues, enfermeira em oncologia pediátrica, lançou um livro onde utiliza os seus conhecimentos como mestre tanto de Reiki Essencial (reiki não tradicional) como de Reiki Usui Shiki Reiki Ryoho (reiki tradicional) para oferecer a qualquer leigo um método de restabelecer o equilíbrio vital a nível espiritual, mental, emocional e físico.
Reiki para todos e em especial para as crianças é o nome deste lançamento ArtePlural.


O reiki é uma terapia alternativa e complementar que, pela canalização da energia universal através das mãos, visa restabelecer o equilíbrio vital a vários níveis (espiritual, mental, emocional e físico) e, assim, mitigar as doenças e promover a saúde. No entanto, o reiki é mais do que isto: é amor e, enquanto amor, é inato ao ser humano.
Na sociedade moderna, a manifestação desta energia universal encontra-se subestimada. Porém, devido a uma crescente consciência espiritual, está em vias de ser resgatada do esquecimento a que foi sentenciada pelos tempos que marcaram a história da humanidade.
A esperança da nova era reside nas crianças, grandes mestres que indicam o caminho a seguir e que são a prova maior da inerência do amor. Adivinham-se tempos de mudança, em que o reiki – energia universal e amor que liga as crianças à sua família – desempenhará um papel preponderante.

Destaques Alfabeto

A Alfabeto irá lançar mais dois títulos na sua colecção Ficções já no próximo dia 24 de Março.
Thomas de Quincey e Máximo Gorki são os novos autores a entrar nesta colecção, ambos nomes essenciais da literatura e, igualmente, um pouco esquecidos pela edição nacional das últimas décadas.



O mar ria ‑se.
Sob o sopro ligeiro do vento abafado, o mar tremia, e, coberto de pequenas ondulações que reflectiam a luz ofuscante do Sol, sorria ao céu azul em milhares de sorrisos prateados. No espaço amplo entre o mar e o céu voavam os borrifos alegres das ondas, correndo uns atrás dos outros pela praia plana do promontório arenoso. Este som e o brilho do Sol, reflectidos mil vezes pelas ondulações do mar, fundiam-se
num movimento uníssono e continuo, cheio de alegria. O Sol estava feliz porque brilhava; o mar… porque reflectia a sua luz exultante.




Thomas de Quincey escreveu este seu primeiro livro em 1821. Redigiu‑o em poucas semanas e publicou‑o em folhetim no “London Magazine”, anonimamente, em Setembro e Outubro do mesmo ano. Tinha 36 anos, decidira ser escritor.
Precisava de dinheiro. Ganhou, alem de dinheiro, fama, e nunca mais deixou de escrever.
Convencido de que o livro, por ter sido escrito a pressa, era imperfeito e fragmentário, resolveu em 1856, ao compilar as “Obras Completas”, introduzir no texto algumas melhorias. Mas é o proprio autor quem confessa o falhanço desse trabalho, dando razão aos leitores que preferem a primeira versão das “Confissões”.
É que, na sua primeira versão, o livro é um exorcismo. A maturidade e o cansaço que produziram as emendas da segunda versão não poderiam melhorar (antes pelo contrário) um texto vigoroso e tenso como este, filho da Droga e do Inconsciente. Foi a primeira versão que Baudelaire leu‑traduziu‑adaptou nos seus “Paraísos Artificiais”. Foi essa versão que Edgar Allan Poe leu e que tanto o influenciou. É essa
a versão que hoje em dia se divulga nas edições inglesas para o grande publico. É essa primeira versão traduzida que publicamos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Destaques Guerra & Paz


Aqui ficam as novidades Guerra & Paz deste mês de Março.


Livro do autor do autor do blogue Portugal dos Pequeninos.

Este livrinho corresponde a uma deliberação com sentido duplo. Por um lado, provocar nos seus eventuais leitores a vontade de ir ao encontro dos (poucos) autores de que nele se fala sem pretensões aprofundadas. Depois, afastá-los da tentação de ler outros tantos, bem como coisas que sobre eles se produziram. Enquanto leitor, parto do princípio elementar de que a literatura não é democrática e que muito do que se lança por aí em seu nome é, visto a partir dela, uma falácia.







A metafísica é hoje o território de físicos, matemáticos e astrónomos. Com seriedade incontestável, é essa viagem ao mundo da ciência e das origens que, segundo o Le Monde, se relata em A Face de Deus. Um livro inspirado na expressão que George Smoot (Prémio Nobel da Física 2006) utilizou quando, em 1992, conseguiu tirar fotografias do nascimento do Universo 380 000 anos após o Big Bang. Um livro polémico que levanta questões científicas e religiosas. O que aconteceu no instante do Big Bang? Como teve realmente origem o Universo? Qual a origem das estrelas e das galáxias? Porque terá vista Smoot aí a face de Deus?






O realizador Paul Verhoeven é o único não académico que integra o grupo «Seminário de Jesus», composto por 77 teólogos, linguistas e historiadores bíblicos. Publicou Jesus de Nazaré, um livro polémico e fascinante que vai mudar a nossa perspectiva da figura de Jesus. 25 anos de investigações levaram-no a retratar Jesus como um profeta radical nascido da violação de Maria por um soldado romano. “Um livro sagaz e conhecedor” foi como o classificou a New Yorker.»

Marina (Carlos Ruiz Zafón)

Este livro fala-nos de uma história de amor muito terna e ao mesmo tempo bastante trágica, entrelaçada com uma história de horror e suspense capaz de eriçar os pêlos de muitos.
Relata-nos a história de Óscar, contada na primeira pessoa, um rapaz adolescente com poucos amigos que vive num colégio interno governado por padres e freiras. Num dos dias em que se aventura para lá das muralhas que o sufocam, Óscar encontra-se com Marina, uma rapariga de aspecto angelical, mas com uma personalidade forte e madura.
Deste encontro nasce uma amizade e uma paixão, que vai brotando aos poucos conforme as duas personagens passam por momentos de drama e terror, chegando a ter vários encontros com a morte dos quais escapam apenas por um fio.
A história subjacente, por si só, poderia ser o seu próprio livro, com muitas voltas e reviravoltas, que vamos descobrindo ao mesmo tempo que Óscar e Marina se embrenham mais na tragédia que assombra a cidade de Barcelona.
A escrita de Carlos Ruiz Zafón é excelente, embora por vezes floreada demais, sendo difícil manter o fio à história enquanto tentamos descodificar um parágrafo. No entanto, consegue verdadeiramente assustar-nos e ao mesmo tempo arrastar-nos para dentro da história de modo a que mesmo nos momentos em que nos apetece gritar e chorar, não conseguimos parar de ler.
Adorei o livro, e embora não conhecesse ainda este autor, fiquei com imensa vontade de ler as suas outras obras. Pode à primeira vista parecer um livro para adolescentes, no entanto, as descrições são tão vívidas e a história tão arrepiante, que apenas o recomendaria para adultos com um coração forte.




Autor: Carlos Ruiz Zafón


Editora: Editora Planeta


Páginas: 264


Género: Romance

Destaque Objectiva

Numa altura da vida do nosso país que tem demonstrado que pessoas de todas as idades e estratos sociais estão, de novo, dispostas a sair para a rua e reclamarem contra o que as prejudica, chega um livro que faz apelo a que ninguém se conforme.
Indignai-vos! é um livro que superou a barreira do 1 milhão de exemplares em 4 meses de venda em França certamente porque, como diz Mário Soares no prefácio que escreveu para a edição nacional, se trata de "um pequeno grande livro com ideias inovadoras e críticas certeiras".

“A minha longa vida deu-me uma série de motivos para me indignar.”

Quem escreve é Stéphane Hessel, 93 anos, herói da Resistência francesa, sobrevivente dos campos de concentração nazis e um dos redactores da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

É com a autoridade moral de um resistente inconformado e de um lutador visionário que neste momento manifesto Stéphane Hessel nos alerta para o facto de existirem hoje tantos e tão sérios motivos para a indignação como no tempo em que o nacional-socialismo ameaçava o mundo livre.

Se procurarmos, certamente encontraremos razões para a indignação: o fosso crescente entre muitos pobres e muitos ricos, o estado do planeta, o desrespeito pelos imigrantes e pelos direitos humanos, a ditadura intolerável dos mercados financeiros, a injustiça social, entre tantos outros.

Aceitemos este desafio de Stéphane Hessel, procurando em INDIGNAI-VOS! e no mundo que nos rodeia os motivos para a insurreição pacífica, pois “cabe-nos a todos em conjunto zelar para que a nossa sociedade se mantenha uma sociedade da qual nos orgulhemos.”

domingo, 13 de março de 2011

O Meu Nome é Victória - Vencedores do passatempo


Os meus parabéns a mais três participantes que vão receber em casa um livro.

Anabela Castro Costa

Carla Ferreira Neves

Ana Rita da Silva Ribeiro

Destaques Bizâncio

Tiras cómicas, ficção candidata ao prémio Man Booker e um importante documento sobre o Holocausto. São estas as novidades da Bizâncio para Março.


O Indesejado (Sarah Waters)
Num Verão poeirento depois da guerra, na zona rural de Warwickshire, um médico é chamado para ir ver uma doente a uma casa isolada chamada Hundreds Hall. É nela que vive a família Ayres há mais de dois séculos. A casa de traça georgiana, outrora bela e imponente, está agora em declínio, com a alvenaria a cair, os jardins sufocados pelas ervas e o relógio do estábulo parado para sempre nas vinte para as nove. Os seus proprietários — mãe, filha e filho — tentam adaptar-se a uma sociedade em mudança, e apaziguar os seus próprios conflitos. Mas estarão os Ayres assombrados por algo mais sinistro do que um modo de vida que está a desaparecer?


O Meu Testemunho perante o Mundo (Jan Karski)
Publicada pela primeira vez nos EUA em 1944, esta obra fazia também parte da missão de denúncia e apelo a que o autor se propusera. Jan Karski, membro da resistência polaca, foi nesse ano o mensageiro do povo polaco junto do seu governo no exílio, o mensageiro dos judeus perante o mundo e o homem que alertou para o genocídio judaico, que ele mesmo presenciara, quando ainda era possível detê-lo. Além dos documentos e relatórios que deveria entregar ao seu governo no exílio e aos aliados, conseguiu ainda entregar ao presidente Roosevelt documentos relatando o que vira no Gueto de Varsóvia e no campo de concentração de Izbica Lubelska, os quais fazem também parte desta obra. Apesar de inicialmente ter sido um bestseller, a obra foi acolhida com alguma frieza pelas autoridades ocidentais e acabou por cair no esquecimento; o mundo não estava então preparado para os relatos de Karski, e o reconhecimento surgiu tardiamente. Obra capital de um Justo entre as Nações, proibiu e proíbe, em definitivo, as palavras «Não sabíamos».


Aqui Há Gato 7 - Hollywood é demasiado Pequeno para mim (Darby Conley)
Satchel é a personagem tonta de Hollywood É Demasiado Pequeno Para Mim, o filme concebido e produzido por Bucky-Kat, o gato siamês com um talento natural para a trapaça e uma desmedida mania das grandezas. No elenco de luxo deste filme podemos ainda apreciar o solteirão Rob Wilco.

Um candidato a óscar, no mínimo.

sábado, 12 de março de 2011

O Dom II (Alison Croggon)

Este livro é a segunda parte e a continuação da história de Maerad, uma criança escrava que descobre que tem um Dom poderoso que a distingue de todos os outros.
Neste volume continuamos a sua jornada, sendo agora presenteados com muito mais acção e pontos altos no enredo, conforme Maerad aprende sobre si própria e os seus poderes - derrotando inimigos, descobrindo um irmão que julgava morto, entre outros acontecimentos.
Sendo este volume parte do mesmo manuscrito (no original trata-se apenas de um livro), continuamos a ser expostos a uma escrita descritiva, o que na minha opinião por vezes não é a mais adequada. Especialmente nas cenas de mais acção, onde estas descrições muitas vezes atrasam o ritmo da narrativa, não nos permitindo sentir aquela excitação do momento ou sentirmo-nos realmente parte da história. Por outro lado, estas mesmas descrições, no contexto adequado, são lindas de ler, e dão-nos uma sensação de estupefacção e vontade de descobrir mais sobre o universo elaborado.
Algo interessante que observamos enquanto seguimos Maerad, é a evolução da mesma ao longo de cada capítulo, sendo-nos mostrada tanto a sua coragem como a sua vulnerabilidade. Maerad é um bardo poderoso, mas ainda tem de lidar com os mesmos problemas que qualquer outra jovem adolescente, como a menstruação. Todos estes pormenores tornam a história mais real para o leitor, permitindo-nos sermos sugados por ela.
Para além do enredo, original e deslumbrante, temos também personagens muitíssimo interessantes, que só neste volume começamos realmente a compreender melhor.
Definitivamente gostei desta obra, e o final deixa-nos com “água na boca” para bebermos os próximos o mais rapidamente possível. Recomendo a todos os entusiastas de fantasia, quer os mais novos quer os mais velhos.





Autor: Alison Croggon


Editora: Bertrand Editora


Páginas: 304


Género: Fantasia

O Dom I (Alison Croggon)

Este livro conta-nos a história de Maerad, uma criança que perdeu os pais na guerra de Pellinor, e que vive desde que se lembra como escrava. Certo dia, vê um homem sujo, Cadvan, um grande bardo, que fica muito surpreendido por ela o conseguir ver. É assim que Maerad acaba por descobrir que tem um Dom.
Escapando da aldeia que a mantinha presa, Maerad começa uma viagem com Cadvan, absorvendo tudo sobre o mundo livre, e tentando adaptar-se a um modo de vida completamente diferente do que estava habituada.
Com uma escrita fluida e poetizada, o leitor vai seguindo Maerad nas suas descobertas, sendo aos poucos e poucos introduzido ao universo onde esta história se passa.
Embora não se possa negar a criatividade da autora ao juntar e criar várias peças distintas num mundo tão excitante, é clara a inclusão de aspectos influenciados grandemente por obras como as de Tolkien. Não com isto querendo dizer que o livro não me agradou, pelo contrário, fico à espera de ler os próximos e avançar mais no enredo, no entanto, é um aspecto importante a mencionar.
A escrita da autora é muito cativante, especialmente nas descrições que faz das paisagens e cidades, conseguindo-nos transmitir todo aquele sentimento de estupefacção sentido pela personagem principal ao deparar-se com as mesmas pela primeira vez.
Outro aspecto que gostei muito neste livro foi todo o cuidado da autora em tornar a sociedade da obra o mais real possível, criando apêndices que nos elucidam sobre vários pormenores do funcionamento da mesma. Embora por vezes estes fossem exaustivos, para mim este é um ponto a favor do livro, pois fiquei fascinada por este universo e entusiasmada por descobrir mais.
No geral, penso que seja um bom livro para todos aqueles que gostam de fantasia, especialmente do género de Tolkien, e não se importam de ler algo semelhante mas ao mesmo tempo diferente.




Autor: Alison Croggon


Editora: Bertrand Editora


Páginas: 216


Género: Fantasia

sexta-feira, 11 de março de 2011

Destaque ArtePlural

Cuidados de saúde e alimentação escritas por uma mãe que cuida dos seus filhos num regime estritamente vegetariano.
São estes os ensinamentos que a ArtePlural Edições nos reserva este mês.



Porque não é verdade que precisamos de comer carne e peixes para obtermos proteínas


Os alimentos de origem vegetal podem substituir por completo a carne e o peixe na alimentação das crianças. Conheça as vantagens de uma alimentação natural, rica e equilibrada, mais saudável e menos susceptível de causar reacções alérgicas, e que contém todos os nutrientes essenciais.
Soja, tofu, seitan, doces naturais sem açúcar adicionado e muitos outros alimentos típicos da cozinha vegetariana podem fazer as delícias dos mais pequenos. Nestas páginas, são apresentadas mais de oitenta receitas, adaptadas para bebés a partir dos 4 meses de idade e adequadas a todas as refeições.



Encontre nestas páginas receitas vegetarianas de:
Sumos e preparados de fruta
Primeiras papas
Sopas e purés de legumes
Arroz e outros cereais
Pratos com soja, tofu e seitan
“Hambúrgueres” e croquetes
Panquecas, empadas e tartes de vegetais
Pudins, gelatinas, bolos e biscoitos

Destaques Civilização

Quatro lançamentos Civilização neste mês de Março, com belas capas no capítulo da ficção e um importante livro de pensamento político e social, além do início da publicação das obras de Roald Dahl cujos direitos a editora garantiu em exclusividade.



Regresso às Raízes (Tim Pears)

Criado na fronteira galesa por uma mãe afectuosa mas alcoólica, Owen Ithell cria um sentido de identidade próprio centrado nas longas visitas à pequena quinta dos avós nas colinas.
Já adulto, Owen muda-se do campo da sua infância para uma cidade inglesa onde constrói uma nova vida, trabalhando como jardineiro. Conhece Mel e têm filhos. Owen acredita que encontrou a felicidade – e o amor.
Mas, depois de um acidente de carro, no qual a filha morre e ele perde uma mão, o curso da sua vida e das vidas dos que mais ama muda para sempre. Incapaz de trabalhar, alienado e legalmente separado da família, é perseguido por pensamentos suicidas. Em desespero, resolve reencontrar-se com o seu passado e com o mundo da Natureza. Rapta os próprios filhos e embarca numa longa e trágica viagem, a pé até à fronteira galesa da sua infância. No seu transtorno, a jornada é uma tentativa de compreensão da perda que sofreu.


O Partir dos Ovos (Jim Powell)

O Partir dos Ovos leva-nos numa viagem ao coração de um homem extraordinário e aos recantos mais escuros do século XX. Transporta-nos das avenidas de Paris aos guetos da Polónia em guerra, passando pelo Midwest americano e pelo Muro de Berlim, numa busca comovente e maliciosa, engraçada e inquietante.
Esta é a história de Feliks Zhukovski, um polaco em Paris. Separado da família pela Segunda Guerra Mundial, Feliks devotou a sua vida ao Comunismo. O trabalho da sua vida é um guia de viagem ao antigo Bloco de Leste; a sua vida pessoal é um rotundo fracasso.
Infelizmente para Feliks, chega o ano de 1991. Enquanto a Europa recupera da separação causada pela Cortina de Ferro, as certezas da sua vida caem como as lajes do Muro de Berlim.


Ervamoira (Suzanne Chantal)

A apaixonante história dos Castro Avilez entrelaça-se com a história do Vinho do Porto e de Portugal.
Durante um século e meio (de 1809 a 1967), a saga da família inicia-se com as trágicas invasões napoleónicas e o desastre da Ponte das Barcas, passando pelo faustoso ambiente da corte francesa e por um baile real no Palácio da Bolsa, no Porto. No coração do Douro, entre os áridos socalcos e os rabelos pesados de vinho, Leonardo de Castro, o patriarca da família, um humilde secretário de um negociante de vinhos, transforma-se num empresário da indústria vinhateira, travando conhecimento com o influente Barão de Forrester. De Leonardo de Castro a Nathalie, que vem conhecer o Porto em 1966, seguimos, de geração em geração, a vida e o desenvolvimento da família com os seus sucessos, dramas, alegrias, celebrações e destinos.


A Nossa Última Esperança: A Demanda da Paz em Tempos Adversos (Rei Abdullah II da Jordânia)

É quase inédito que um rei ainda no poder escreva as suas memórias, abordando sem rodeios os problemas mais críticos que enfrenta. O rei Abdullah II decidiu fazê-lo agora pelo sentimento de grande urgência que lhe suscita a sua convicção de que a janela da paz entre Israel e os Palestinianos se fecha a grande velocidade.
Há doze anos que governa a Jordânia. O seu país desempenha um papel fulcral no centro dos debates estratégicos relacionados com o conflito israelo-árabe, o Iraque, o Irão e o terrorismo. Contudo, durante quase toda a sua vida e até ascender ao trono, nunca pensou que esse seria o seu destino.


Charlie e a Fábrica de Chocolate (Roald Dahl)

Charlie Bucket adora chocolate. E o Sr. Willy Wonka, o mais prodigioso inventor do mundo, vai abrir as portas da sua maravilhosa fábrica de chocolate a cinco crianças sortudas. É o melhor prémio do mundo!
Rebuçados cintilantes, gulodices sinuosas e um rio de chocolate derretido esperam por eles. Se Charlie conseguir um Bilhete Dourado, estas guloseimas deliciosas podem ser todas suas.

Crimes do Alfabeto - Passatempo



Hoje tenho a oportunidade de oferecer um pack composto pelos dois primeiros títulos da série Crimes do Alfabeto iniciada por Sue Grafton em 1982 e um sucesso mundial desde então.
Este óptimo prémio implicará uma dinâmica diferente de passatempo.
O que peço aos participantes é que submetam uma crítica a um livro editado pela Bertrand que tenham lido recentemente.
A crítica será premiada e divulgada aqui no blog aquando da publicação do nome do vencedor.
As críticas submetidas devem ser originais e não podem ter sido publicadas anteriormente noutros locais. Não há limite de tamanho para a crítica.
Têm até ao final do mês de Março para participarem. Boa escrita!


Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à inscrição.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Rainhas Medievais de Portugal (Ana Rodrigues Oliveira)

Só a capa deste livro, para mim, já é um encanto. Ana Henriques Oliveira traz-nos um livro há muito esperado e necessário para os amantes da História de Portugal.
Muito se tem ouvido falar dos reis de Portugal da Época Medieval, mas muito pouco das suas rainhas e quando destas se fala é porque estão com eles relacionados. Este livro traz estas mulheres para a luz retirando-as à obscuridade que a sua época e a que a História as votou. E este livro faz-nos descobrir que algumas destas mulheres foram realmente extraordinárias, por vezes muito mais apropriadas para reinar que o próprio rei.
Esta historiadora fez um trabalho extraordinário a nível de pesquisa histórica, pois apesar das fontes acerca das rainhas medievais serem escassa, a autora conseguiu arranjar material bastante vasto para fazer uma obra de grande envergadura.
Este livro mostra-nos que apesar do papel da rainha tradicional quase se reduzir ao de esposa do rei e útero destinado a dar um herdeiro ao reino, há rainhas que foram mais longe e que tiveram um papel importante a nível da política do reino, houve mesmo algumas que se revoltaram contra os costumes do seu tempo
Um bom exemplo é logo a primeira das rainhas, D. Teresa, que apesar de ser filha de um rei se casa com um conde e não hesita em revoltar-se contra as ordens do rei seu filho e toma um amante e declara-se rainha por direito próprio, sendo por isso presa pelo filho.
D. Mécia, não tão conhecida, faz ainda pior: deixa o rei e deixa-se raptar pelo próprio cunhado de quem se suspeita que foi amante.
D. Leonor de Teles talvez seja o exemplo máximo de uma mulher à frente do seu tempo e de uma mulher carácter forte, passa de mulher de um fidalgote rural a rainha e trata o rei D. Fernando como uma marioneta nas suas mãos.
Para além destas temos a história extraordinária de mais 14 mulheres algumas tão celebres como a Rainha Santa Isabel, D: Inês de Castro que foi rainha depois de morta e D. Filipa de Castro e outras menos conhecidas, mas que merecem que a sua história seja conhecida.
A linguagem do livro é cuidada, porém clara e muito acessível mesmo para os leitores mais leigos que não estão habituados a ler livros sobre História. Um livro extraordinário para todos aqueles que se interessam





Autor: Ana Rodrigues Oliveira


Editora: Esfera dos Livros


Páginas: 674


Género: Divulgação

Destaques Sextante

Duas novidades de peso lançadas pela Sextante neste mês de Março com os mais recentes títulos de Don DeLillo, nome incontornável da literatura actual, e de Teolinda Gersão que há muitos anos não publicava.



No deserto do Arizona. Um jovem realizador obcecado com uma ideia para um filme: um único plano-sequência, uma única personagem. Frente à câmara e encostado à parede (“como num assalto ou num fuzilamento”), está Richard Elster, um intelectual que, ao serviço do Pentágono, traçou a cartografia conceptual da Guerra do Iraque (“eu queria uma guerra em haiku… uma guerra em três versos”). Quando a filha de Elster entra em cena, o fio da conversa filosófica dos dois homens é abruptamente cortado e a dinâmica da história conhece uma dramática inflexão.



Um homem e uma mulher encontram-se e amam-se em Lisboa. A sua história, que é também uma história de amor por uma cidade, levará o leitor a percorrer múltiplos caminhos, entre os mitos e a História, a realidade e o desejo, a literatura e as artes plásticas, o passado e o presente, as relações entre homens e mulheres, a crise civilizacional e a necessidade de repensar o mundo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Destaques Vogais

Duas novidades para este mês de Março, com o terceiro volume da saga Uglies e o relançamento da união entre dois nomes brasileiros de peso, Paulo Coelho e Maurício de Sousa.




Tally Youngblood pensou que tudo não passava de um rumor, mas agora é uma Especial. Uma máquina de luta criada para controlar os Imperfeitos e manter os Perfeitos na maior ignorância.

Ser programada de forma perfeita, com uma força extraordinária e um único propósito, talvez não seja a melhor coisa que lhe podia ter acontecido. Tally ainda tem memórias de algo mais. Tem sido fácil ignorá-las, até que lhe é oferecida a possibilidade de exterminar os rebeldes do Novo Fumo para sempre. Tudo se resumirá a uma escolha final: seguir aquele longínquo bater do coração ou levar a cabo a missão para a qual a conceberam.

Mais informações aqui.




Neste livro, Paulo Coelho e Mauricio de Sousa unem-se para contar 24 histórias que têm sido passadas de geração em geração. Paulo Coelho reuniu e reescreveu estes magníficos contos e Mauricio de Sousa acrescentou um encanto especial com a Turma da Mónica. Com esta parceria o resultado é um livro mágico que vai encantar os pequenos leitores.

Mais informações aqui.

terça-feira, 8 de março de 2011

Destaques Europa-América

São seis os títulos que a Europa-América lança este mês, entre um livro já clássico no domínio da Ficção Científica e um livro que analisa a história de Mein Kampf.
Particularmente, no entanto, o destaque vai para A Paixão de Jane Eyre.


Mein Kampf – História de um Livro (Antoine Vitkine)

Uma obra que lança uma nova luz sobre a actualidade de um dos mais conhecidos e polémicos livros do mundo.
Um dos livros sobre política mais vendidos em todo o mundo. Um dos livros mais terríveis alguma vez escritos. Após doze milhões de exemplares impressos na Alemanha e centenas de milhares em mais de vinte países antes de 1945, Mein Kampf é ainda hoje lido no mundo inteiro.
Mas sabe-se ao certo em que condições foi escrito e as razões pelas quais este livro teve um papel-chave no acesso de Hitler? Se o autor expõe no livro os seus crimes vindouros, porque se ignorou semelhante alerta? Porque tentou o Führer dissimular a sua obra e, inclusivamente, publicar em França uma versão falsa do livro?
Este estudo intrigante, rigoroso e inédito acompanha o leitor da cela da prisão onde Hitler redigiu esta obra aos corredores do Governo da Baviera de hoje, de Paris antes da guerra a modernas bibliotecas turcas, contemplando ainda os meios neonazis. Mein Kampf — História de Um Livro lança uma nova luz sobre a actualidade desta obra, manifesto do nacionalismo e do extremismo. Antoine Vitkine (n. 1977) é jornalista e realizador de documentários. Realizou o documentário intitulado Mein Kampf, C'Était Écrit, para o canal Arte, em 2008. É também o autor de Les Nouveaux Imposteurs (2005), um livro sobre teorias da conspiração. Com Mein Kampf — História de Um Livro, esteve várias semanas em n.º 1 no top de vendas de livros de não-ficção.


A Paixão de Jane Eyre (Charlote Bronte)

A Paixão de Jane Eyre, publicada pela primeira vez em 1847, atraiu de imediato a atenção do público da época e dividiu a crítica. Habituada às heroínas de Jane Austen, que pareciam conhecer exactamente o seu lugar no meio social, a sociedade britânica sentiu-se desconfortável com o personagem feminino criado por Charlotte Brontë: embora as acções de Jane observem o código convencional de comportamento feminino, deixam transparecer também uma poderosa declaração de independência das mulheres.
A Paixão de Jane Eyre é a história de uma órfã que vive com a sua desagradável tia e os seus nada atractivos primos. Mais tarde, colocada num asilo, Jane começa a desenvolver um espírito independente para a época e aprende que a melhor maneira de conservar o respeito próprio na adversidade é manter o autocontrolo. Esta aprendizagem servir-lhe-á para toda a vida e permitir-lhe-á repudiar noivos, ser auto-suficiente, mudar de identidade e encontrar um seu igual a nível intelectual e sexual.





Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

Fahrenheit 451, a temperatura a que o papel do livro se incendeia e arde…
Guy Montag era um bombeiro cuja tarefa consistia em atear fogos e não apagar fogos, ao contrário do que a sua profissão possa sugerir.
O sistema era simples. Os livros deviam ser queimados, juntamente com as casas onde estavam escondidos, os seus proprietários presos e executados.
O sucesso deste estado de obediência e paz social devia-se sobretudo ao cuidado com a educação. As crianças iam à escola mas não aprendiam a ler.
Tudo corria bem a Montag, que nunca questionara fosse o que fosse, até conhecer uma jovem de 17 anos que lhe falou de um passado em que as pessoas não tinham medo. E depois conheceu um professor que lhe falou de um futuro em que as pessoas podiam ler e pensar. E Guy Montag apercebeu-se subitamente daquilo que tinha de fazer…
Ray Bradbury é um aclamado escritor norte-americano de contos de ficção científica. Ao longo dos anos, este prolífico autor tem visto muitas das suas histórias adaptadas ao cinema, rádio e televisão. A sua própria ligação ao mundo da sétima arte já lhe valeu a atribuição de um Emmy, um dos inúmeros prémios com que já foi agraciado.
Em 1966, François Truffaut adaptou ao cinema esta obra-prima de Bradbury e aguarda-se um remake há muito anunciado.


Oscar Wilde e os Crimes do Vampiro (Gyles Brandreth)

Londres, 1890. O que começa como uma noite de diversão acaba em tragédia. Numa glamorosa recepção oferecida pelo Duque e pela Duquesa de Albemarle, toda a alta sociedade londrina se encontra presente, incluindo o Príncipe de Gales, que considera os Albemarle seus amigos próximos. Na festa, Oscar Wilde parece mais interessado num jovem actor, Rex LaSalle, que espantosamente alega ser um vampiro.
Quando os convidados estão prestes a sair, a duquesa é encontrada morta, com duas pequenas marcas no pescoço. Desesperado, tentanto evitar um escândalo público, o Príncipe de Gales pede a Oscar Wilde e ao seu amigo Arthur Conan Doyle para investigarem o crime. O que eles descobrem ameaça destruir a família real… e a reputação de Oscar Wilde.
Gyles Brandreth é escritor, locutor de rádio e antigo membro do Parlamento. As Publicações Europa-América editaram já Oscar Wilde e os Crimes à Luz das Velas, Oscar Wilde e o Jogo da Morte e Oscar Wilde e o Sorriso do Morto.





Viagem Extraordinária nas Terras do Conde Drácula — Volume 2 (Arthur Ténor)

Thédric Tibert, o intrépido explorador do Imaginário, volta a entrar em acção, numa demanda para libertar uma inocente das garras de um ser terrível … o tenebroso Conde Drácula.
Terá de abandonar a sua tão amada Lizlide e aventurar-se nas Terras do Conde Drácula, onde sabe que a morte se esconde em cada sombra e que a noite o persegue…
Será ele capaz de salvar uma jovem inocente das garras do terrível Conde Drácula? Sairá ele vivo desta aventura cheia de perigos e demónios de dentes afiados? Conseguirá ele voltar para os braços de Lizlide?
Ou será que o Conde Drácula esconde algo mais, debaixo da sua capa negra, que irá mudar para sempre o destino do nosso herói?










Cultive Alimentos no Seu Apartamento (Maria Finn)

Certamente ficaria surpreendido se soubesse quanto um pequeno pedaço de terra consegue produzir. Um tomate de aspecto tão delicioso que só apetece apanhá-lo e comê-lo de imediato, a fragrância das ervas aromáticas que perfumam o ar, um figo a rebentar de maduro — delícias que não são exclusivas da gente do campo. As maravilhas com que o solo nos brinda estão à mão de semear de qualquer pessoa, até do citadino mais ocupado.
Nesta obra são apresentados, passo a passo, mais de 50 projectos de cultivo em pequenos espaços, quer se tenha simplesmente um pátio, um telhado ou um parapeito de janela. Há imensas ideias por onde escolher.
Faça a sua própria colheita de vagens de baunilha num vaso dentro de casa, cogumelos num cepo na sua cozinha, uma videira no seu terraço.
Incluímos ainda várias receitas e uma lista de contactos que o irão auxiliar neste projecto. Desfrute da calma e do simples prazer de cultivar os seus próprios alimentos.
Maria Finn escreve para várias publicações de gastronomia, entre muitas outras Saveur, Gastronomica, Audubon, New York Times e Los Angeles Times. Tem um negócio na área de concepção de espaços verdes, www.prospectandrefuge.com, e uma newsletter semanal sobre horticultura em www.citydirt.net. Finn vive nos EUA, numa casa flutuante, em Sausalito e cultiva no telhado da sua casa os seus próprios alimentos em pequenos recipientes. Entre os desafios que habitualmente tem de enfrentar,

Escritos Íntimos (Charles Darwin)

Quando pensamos em Darwin, pensamos automaticamente na teoria da Origem das Espécies, pensamos nele como um ser quase à parte do seu tempo de tal forma chocou os costumes e a moral da sua época. Raramente pensamos na sua personalidade, mas quando pensamos, pensamos em alguém polémico e rebelde naturalmente.
Este livro vem-nos dar precisamente resposta a essas especulações. Que melhor forma de conhecer Drawin senão através das suas próprias palavras?
Gostei bastante de conhecer Darwin. Este livro abalou as anteriores especulações que eu tinha sobre ele e fez-me descobrir não um cientista alienado do mundo como se poderia imaginar mas um homem inteligente, curioso, calmo, bem-humorado, gentil e com uma conduta muito delicada. A sua curiosidade não se restringe à observação de plantas e animais mas estende-se a tudo o que o rodeia, ele reflecte sobre tudo desde da sua cerimónia de casamento ao crescimento dos seus filhos...
A sua escrita é leve e agradável o que torna a leitura deste livro não apenas uma mera curiosidade mas um verdadeiro prazer.
O nome Escritos Íntimos não poderia ser mais indicado, pois é isso precisamente que o livro nos revela a intimidade de Darwin desde dos seus tempos de estudante até se tornar no cientista que simultaneamente chocou o mundo e o revolucionou, demonstrando-nos que o homem por trás do cientista não lhe fica em nada atrás.




Autor: Marek Halter


Editora: Europa-América


Páginas: 112


Género: Divulgação/Recolha de documentos

segunda-feira, 7 de março de 2011

Rainhas Medievais de Portugal - Vencedores do passatempo


Os meus parabéns a mais dois leitores a quem posso hoje oferecer mais um livro. Espero que gostem!

Ana Leonor Carvalho

Ricardo Fernandes Silva

Destaque Esfera dos Livros

Lançado na passada sexta-feira, este livro pretende elucidar-nos sobre o funcionamento da mente humana para melhor nos permitir evoluir favoravelmente para uma vida melhor.


Porque é que perante uma certa situação a nossa mente fica vazia, nos custa pensar com clareza, somos invadidos por uma angústia, pelo desespero que nos bloqueia, o estômago começa a dar nós, e sentimos que alguém nos rouba a nossa energia? Este é o ponto de partida de Mario Alonso Puig para perceber o funcionamento da mente humana. O médico espanhol faz-lhe um convite irrecusável: reinvente-se. Isto não quer dizer tornar-se numa pessoa diferente, mas sim caminhar num processo de autoconhecimento, onde de forma progressiva descobrirá o seu verdadeiro ser. Um espaço dentro de si que não conhecia, mas que é surpreendente e mágico. A angústia e o sofrimento que vivemos no dia-a-dia são uma opção. É uma forma de olhar a vida, sobrevalorizando as culpas do passado. Mas, na verdade a nossa natureza fundamental é feita de serenidade, alegria, criatividade, amor e energia que transformam por completo o nosso dia-a-dia, trazendo maior calma, ilusão e confiança para as nossas vidas.

domingo, 6 de março de 2011

O Messias - Passatempo


«A passagem de Reubeni por Portugal (…) provocou ao que parece conversões ao judaísmo, como a de Diogo Pires que tomaria o nome de Salomão Molco.»
Maria José Pimenta Ferro Tavares

David Reubeni diz-se general de um exército vindo do deserto, enviado por seu irmão José, o soberano do misterioso reino de Chabor. O seu projecto é arrojado: reunir na Europa um exército judeu que deverá tomar aos turcos a terra de Israel e constituir aí um reino judeu, devolvendo ao ocidente cristão o controlo dos lugares santos de Jerusalém. De olhar sombrio e aparente indiferença perante os clamores que suscita, este homem leva o seu projecto a Veneza; a Roma, à corte do papa Clemente VII; ao rei de Portugal D. João III; a Francisco I de França e até ao imperador Carlos V. Para os milhões de judeus europeus, perseguidos ou dificilmente tolerados, expulsos de Espanha, convertidos à força em Portugal, David Reubeni torna-se o Messias e por todo o lado a exaltação mística alimenta a lenda. Levará a bom termo o seu arrojado projecto? Escapará às apertadas malhas da Inquisição?


Temos aqui uma belíssima leitura como podem perceber pela crítica publicada hoje e, igualmente, pela chegada ao mercado da 3ª edição do livro.
Vou oferecer três exemplares para oferecer aos meus leitores. Basta que consultem o site da Bizâncio para responderem a uma questão. Têm até dia 12 para participarem! Boa sorte!



Regras do passatempo

1) Preencher todos os dados solicitados correctamente.
2) Apenas participantes com moradas de Portugal.
3) Apenas uma participação por cada nome, email e morada.
4) O não cumprimento da regra 3) poderá levar a exclusão em passatempos futuros.
5) Os participantes que sejam seguidores do blog terão uma chance extra no sorteio dos livros. As pessoas que não forem seguidoras terão a chance correspondente à inscrição.